quinta-feira, novembro 07, 2013

O TEATRO É A SALVAÇÃO PARA O TÍMIDO: DESDE QUE... (THEATER IS THE RESCUE FOR TIMIDS: BUT...)


Um dos meus mais lidos posts é O Teatro não é a Salvação dos Tímidos. Numa impressionante proporção de 700% a mais do 2º post mais lido neste blog. Alguns comentários criticam minha postura. Então é preciso saber o que é o teatro para cada um. O teatro é para quem assiste ou para quem faz? O teatro deve agradar (mesmo sendo desagradável) ou provocar repulsa (a completa repulsa)? Minha opinião é que o teatro atravessa por todas essas condições. É um estado, um nível de existência: o indivíduo existe em casa, veste os uniformes para o trabalho, suas máscaras quando caminha na rua, dirige o carro, encontra amigos e coleta outras quando assiste televisão, transita pela rede virtual ou vai ao teatro. O teatro para quem faz é um território livre com regras. Pode agir de modo livre, mas há regras. Na verdade o teatro imita, reproduz, descreve a liberdade; mas está preso a poderosas normas da estética, do belo. Uma norma severa no teatro é o tempo. Nenhum sentimento resiste ao tempo. Nada é permanente na vida e o teatro é a placa de Petri onde a prova ansiosa se manifesta indiscutivelmente. O tempo é o rigoroso sensor e censor da fala, do discurso, da frase. O que é um tímido? Talvez alguém anacrônico, arritmado. Sua demora em encontrar a ação, a fala adequada o faça ser tímido. Seria aquele cuja ferida não cicatrizou, portanto inseguro pondera aguardando mais indícios de normalidade para obter seu desejo. Conhecer seu território, lidar com situações conhecidas isso a maioria das pessoas, sendo tímidas ou não precisam fazer. Quem não possui essa habilidade em plena funcionalidade torna a timidez evidente. Num maior ou menor grau todos somos tímidos. É por isso que se encontra peças de teatro previsíveis, aborrecidas. Porque andam em chão confortável e isso as pessoas encontram em casa, na rua, no trabalho... mesmo com as notícias do jornal, mesmo com os acidentes, crimes que possam ocorrer com elas ou com pessoas próximas... no teatro aprofundado algo nada tímido, nada confortável, nada preso ao solo, nada sólido, consistente e seguro, acontece. Assim: a música não pode ser tímida, a poesia não pode ser tímida, a novela não pode ser tímida, a pintura/ escultura, instalação não podem ser tímidos... porque senão os tímidos não apreciarão a Arte.



One of my most read posts is the “Teatro não é a salvação dos tímidos” (Theater i'ns't rescue for Shy Ones- unfortunatelly not translated, really sorry!). An impressive rate of 700 % over from the 2nd most read post on blog . Some comments criticize my stance. First, It's necessary to know what is the theater for each one. The theater is for every public or who does? The theater should appeal (even if unpleasant ) or provoke revulsion (complete disgust) ? My opinion is that the theater goes through all these conditions . It is a state, a level of existence: the individual exists at home, wear uniforms to work, their masks when walking in the street, drive the car , find friends that love or not and other conventions when watching television, transits through the virtual network or go to the theater . The theater is for those who make a territory free with rules. Can act freely, but, even there, there are rules. Actually the theater imitates, reproduces, describes freedom , but are stuck with powerful bounds of aesthetic and beauty. A severe rule in the theater is the time. No feeling resists time. Nothing remains in life and the theater is the petri dish where the evidence manifests arguably anxious . Time is the rigorous sensor and censor speech , the speech of the sentence . What is be timid ? Maybe is someone anachronistic , without rithmin. His delay in put himself in action, finding the proper speech, makes him a classic shy one. It is one whose wound has not healed and ponders awaiting for more signals of safety to target to his desire . So knowing his territory , dealing with familiar situations is the what the most people have , being shy or not . Who does not have this confortable skill turns shyness relevant. Everyone is timid in a more or little grade. That's why some plays are predictable, boring . They raise on the comfortable floor and so people knows at home, in the street , at work ... even with the news of the newspaper , even with accidents , crimes that may occur with them or people close ... A deep Theater something nothing shy at all comfortable , nothing stuck to the ground , nothing solid , consistent and secure, happens . Thus : the music can not be shy , poetry can not be shy , the novel can not be shy , painting / sculpture, installation can not be shy ... because otherwise the timid ones do not appreciate the art

segunda-feira, abril 22, 2013

FALOU POUCO, FALOU BONITO/ BRIEF SPEAKING, BEAUTY SPEAKING


Tem dia que a sensação é de lobos atrás de cada porta. Hoje o sol e brisa fria visitam pela varanda. A gata siamesa faz a toalete. "
"Depois da correria, trabalho duro, braços solicitados; a tensão se foi, outras estão por vir, a calmaria entre tempestades. "
"Intriga como o pensamento cede à preguiça, satisfeito, igual tentáculos soltos à deriva... este momento largado. "
"Silêncio sólido. "


" SOME DAYS FIGURES AS WOLVES BEHIND EVERY DOOR. TODAY THE SUN AND BREATHING VISITS THROUGH BALCONY. THE CAT BATHING INTO THE LIGHT. AFTER HURRY, HARD WORK, EXHAUSTED ARMS; STRAINING GONE, OTHER IS COMMING... BRIEF CALM INSTEAD. ASTONISHING HOW THINKING SUBMIT TO LAZINESS, CONTENTED, AS TENTACLES DRIFTING INTO THE SOLID SILENCE.

quarta-feira, abril 10, 2013

OS BONECOS DE PULSO DE ZAKHAROV


Tive a oportunidade de conhecer o trabalho da italiana Laura Bortolomai e seu boneco de pulso. Pesquisando na rede encontrei o seu mestre, Vladimir Zakharov. Aqui uma tradução parcial do texto em Russo em seu site e alguns vídeos de trechos do espetáculo do mestre. Empenhei uns bons dois meses para traduzir e encontrar esse material; acredito que essa técnica seja muito relevante e pode abrir uma avenida ou perspectiva, de novas descobertas de manipulação. Abaixo, uma coleção de vídeos de um espetáculo. São três vídeos que perfazem 30 minutos. Uma nova classe de boneco é chamado “boneco de pulso”, “Cucla na Zapiést'ié” em fonético russo. Seu designer é Vladimir Zakharov, um homem extraordinário, especializado em robótica, ator, cantor, escritor, escultor. Criou e desenvolveu esse novo tipo de boneco. Olga Kushkova não é somente sua esposa mas sua musa no teatro. Olga e Vladimir fazem tudo eles mesmos: constroem bonecos, escrevem as peças, atuam etc. Cada uma de suas peças é o evento de suas vidas; são completos, brilhantes e reais. Uma vez que você os tenha assistido tornar-se-a fã para sempre. Zakharov deixou a carreira de engenheiro em design robótico, trabalhou por alguns anos em uma companhia de teatro de bonecos de Tomsk, no sul da Russia, chamada “Skômaróh” (Palhaço). Os bonecos de bem conhecidas produções da companhia, no período, foram construidas por ele. Por fim , Zakharov e Olga deixaram a Cia. Skômaróh para se aplicar em sua própria companhia de bonecos. A primeira produção foi “Jam iz Struchka” , algo como “João do Pau”, escrita por eles mesmos. O conhecimento em robótica teve grande interferência em seu teatro de bonecos. Sem confiar em suas habilidades manuais na manipulação do boneco buscou suprir sua própria deficiência com extensões mecânicas. Não tinha um ideia inicial e foi buscando, tentando encontrar algo satisfatório. O protótipo de sua invenção foi um boneco fixo na mão em que os dedos indicador e médio funcionaram como pernas. O momento mais importante foi encontrar o controle da cabeça através do movimento da mão e do antebraço. Com surgimento deste boneco, ficaram estimulados a fazer outras peças. A tarefa em seguida foi descobrir em que espaço este novo boneco poderia explorar. A primeira peça após essa longa busca resultou num palco, um cenário apropriado, com grande efeito dramático a muito desejado. Ao lado da caracterização das personagens, a peça colocou algumas questões como: seria interessante para crianças, adultos, e até mesmo para aqueles que o escreveram e se puseram a atuá-lo. Nas primeiras experiências de pintura tentou-se algo tradicional, mas isso logo demonstrou-se equivocado. Um boneco vívido não necessariamente corresponde a uma pintura sem significado na face quando se tem olhos e bocas vivos. A cabeça construiu com madeira e os para os olhos usou esferas negras. O olhar tornou-se mais inteligente, o boneco me sí ficou mais suave e vivo ao tratar a adeira apenas com cera de abelha. A partir disso tornou-se tradição usar o raiz de cedro para a confecção dos bonecos. O cedro provou se ótimo, de preferência, para combinar sistemas de boca e olhos. Alem da simplicidade da estrutura, a conveniência e confiabilidade é tanta como os de papier machê. O principal cuidado na construção do boneco é o ajuste para que o boneco torne sensível a qualquer movimento da mão do ator. Assim o boneco é capaz de responder a tudo por si mesmo. Alguém percebeu que o boneco protótipo não estava respondendo corretamente. O mecanismo de transferência entre a cabeça e o pulso ficou colocado muito acima do pulso, sob a manga da camisa e isso dificultou as ações. O projeto seguinte a esse protótipo resolveu alguns problemas como: esconder os controles sob a mão, evitando que no fundo do boneco o sistema se enrosque no pulso e seja possível ao ator trabalhar coma mão aberta (sem luva), trabalhar o controle da boca e dos olhos, acionar as mãos e dedos do boneco e assim lidar com algum adereço ou objeto, mudar a posição da mão. O novo boneco tornou-se isso possível trabalhar lado a lado com um ator em igualdade de vivacidade.

segunda-feira, abril 01, 2013

MAIS UM CASTING... (after in English)


Na busca pelo conhecimento e grana, este ator bonequeiro de meia idade encarou uma fila para a vaga na TV Cocoricó; ao lado de colegas e gente desconhecida: amigos de grupos renomados, um ator global, dois paranaenses, um gaúcho e um ilustrador a procura de um novo rumo na carreira. Lamentavelmente eu e demais experimentados atores forjados na estrada de festivais e duras apresentações em locais precários, fomos decepados de súbito, apenas quatro candidatos se destacaram entre trinta restantes (número aproximado).

Por quê? Por causa do retorno de imagem da câmera. O teste principal consistiu em elevar um boneco de espuma com a mão direita na cabeça e dedos acionando a boca. A mão esquerda simulando a mão do boneco. Encenando um diálogo, lido, texto num suporte à altura da cintura. Logo abaixo a tela monitor, o candidato vendo o próprio desempenho de manipulação e enquadramento. Acontece que os monitores devolvem imagem invertida para o espectador, a direita torna-se esquerda e o contrário; uma desconcertante inversão de lateralidade. Esse simples efeito derrubou, vexame, vergonha, bonequeiros tarimbados ao chão dos iniciantes. Como se jamais houvesse pego um boneco de espuma na mão! Na minha vez após, perplexo, assistir o embaraço dos colegas, não conseguí enquadrar a mão nua diante da câmera! Os dedos não obedeceram, tinham vida própria! Um descontrole total, embora conhecendo o efeito, pois uso o retorno de imagem da minha filmadora. É difícil, mas não é como dirigir um Boing. No teste percebi que andava na beira do precipício e ia despencar a qualquer momento. Fernando Gomes, o diretor- criador do Cocoricó, usou uma metáfora para o teste: "um olho no gato e outro na panela". Tentasse dar uma vassourada no gato acertaria a minha perna, olhasse a panela cairia de cara no fogão.

Então achei o enquadramento do boneco, fixei o olhar na câmera (sem muita precisão)e prendi o braço direito na orelha, para que na cena o boneco não caísse. Gaguejei, insegurança antiga. O boneco não saiu do enquadramento, mas perdeu o olhar. Com a visão periférica tentei corrigir o olhar, prejudicando um pouco a tranquilidade da cena. A cabeça do boneco pendeu com a tendência do pulso oscilar para o lado do dedo mínimo, embora acredite que ele esteja nivelado. Não, a mão faz o que é mais facil, mais eficiente, prefere dobrar a munheca pelo lado do dedo mínimo do que pelo polegar.

Bem, diante dessa luta pela qualidade técnica é óbvio que não foi um desempenho alegre, esperava compensar isso numa segunda etapa que não houve.

A TV Cocoricó gravita em outra órbita. No teatro sofre-se na busca pela originalidade dramatúrgica e gostos pessoais. A crítica individual é atenta para as repetições e ignora a interpretação. Na música a criação é respeitada, mas como se sabe que a divindade não é um fenômeno corriqueiro, contenta-se com uma excelente performance. Os visionários do teatro costumam adotar uma face de aversão ao comércio e indústria da diversão. Os meninos e meninas que iniciam a carreira teatral seduzidos pelo glam das novelas, passarelas, tapetes vermelho são desdenhados pelos pastores da estética teatral. O teatro deseja ser poeta, mas o poeta solitário. O Cocoricó com suas franquias, merchandises, incursões nas grandes salas de teatro está preocupado com o que uma criança diz e quer ouvir. Eles e todas as agências publicitárias.

Por que nós que dependemos de Lei de Incentivo, programas de difusão e patrocínios não estamos pensando nisso? Por que a rígida disposição para criticar, e quase nada para ouvir a sociedade?

(in ENGLISH)

In the quest for knowledge and money, here, this middle-aged puppeteer actor faced a casting-test for a job vacancy on TV Cocoricó; alongside, colleagues and strangers: Friends of renowned groups, a soap opera ex-actor, two from Paraná State, a gaucho and one illustrator demanding a new career direction. Unfortunately I and experienced actors, forged on the hard road, festivals and presentations on local hard precarious, were suddenly severed, only four candidates were selected among thirty other (approximate number).  

Why? Because the screen return of the camera image. The main test was to raise a foam puppet with my right hand on his head and fingers engaging the mouth. The left hand was the left hand of the puppet. Acting a dialog, reading a text on a stand at waist height. Just below the screen screen, to see that the candidate's own performance handling and framing. It turns out that the monitors returning a mirror image to the viewer, but right becoming left and the opposite, a staggering reversal of laterality. This simple fact dropped, shame, shame, seasoned puppeteers from skillfully ones to the ground, as if they never caught a puppet of foam on hand! In my time after, perplexed, watching the embarrassment of colleagues, could not frame the bare hand before the camera! The fingers did not obeyed, they had lives of their own! A complete disarray, though not unknown effect, I'd used the return of on-screen image crystal from my camcorder. It is difficult, but it is not a tragedy. In the test I realized I was walking along the edge of the cliff and would plummet anytime. Fernando Gomes, director-creator of Cocoricó, used a metaphor to the test: "an eye on the cat and the other in the pan." Tried to give a cat on broom would hit my leg, looked the guy would drop the pan on the stove.

So I thought to keep the framework of the doll, I fixed her gaze on the camera (without much precision) and held my right arm in the ear, so that in the course of the puppet scene was not falling. Stuttered in reading, insecurity old. The puppet did not come out of the frame, but lost the look. With peripheral vision tried to fix it, what do look a little disturb to the scene. The head of the puppet tilted with the bend of the pulse oscillating toward the minimal finger although it is believed that it is flush with minimal finger and thumb on the same level. No, the hand does what is easier, more efficient, prefers to bend the wrist by the side of the little finger than the thumb.

Well, before this fight by technical quality is obvious that there wasn't a sporty performance, I wished to compensate that in a second stage that there wasn't.  

TV Cocoricó gravitates another orbit. In theater suffers in the quest for originality dramaturgical and personal tastes. The critique is attentive to individual reps and ignores the interpretation. In music creation is respected, but as we know that the deity is not a trivial phenomenon, so, ones contents itself with an excellent performance. Visionaries in theater usually adopt a face-aversion for trade and entertainment industry. The boys and girls who start theatrical career seduced by glam novels, catwalks, red carpets are scorned by pastors of theatrical aesthetics. The theater wants to be a poet, but the poet lonely. The Cocoricó with its franchises, merchandises, inroads in big theaters are worried about what a child says and wants to hear. They and all advertising agencies.

Why do we whom depend on Incentive Act, broadcast and sponsorship programs are not thinking about it? Why the strong disposition to criticize and nothing to listen to society?

quinta-feira, março 14, 2013

MANICURE PARA TIGRE


Não critico mas sou criticado. Seria sintomático, mas qual o motivo de ouvir tanto que sou briguento? Seria pelo blog? Nem ataco tanto assim... Tenho um grave defeito, talvez percebido pelos meus inimigos, absorvo a crítica com intenção de autoanálise. Antigamente era uma auto flagelação básica, um mea culpa cristão simplizinho. Digerindo a condição de que algumas pessoas me acham um tigre, durante o dia, acabei por descobrir que sou um bichano bem manso. Fui assistir um filme no cinema de um shopping. Metro lento, cheguei atrasado e tive de enfrentar uma fila de velhinhas, casaizinhos, que demoravam para decidir a melhor poltrona. Pronto! Diante da única bilheteira numa linha de oito baias de atendimento pergunto se poderia entrar na sala: posso sim! Ingresso inteiro de R$16,00, passo uma nota de R$20,00. Não tem troco... hahaha, vai ter sim, respondo. "Não vai ter não", devolve a bilheteira menor de 18 anos. Seria estagiária? Primeiro emprego? Pois era esforçada a garota, solicita com profissionalismo de pálpebras semicerradas se não tinha outra forma de pagamento. Será que eu tinha? Sei lá, fiquei bravo, não não tinha. Ela então joga a nota diante de mim. Pensei, parar a fila, vou dar piti... ah, isso é tão paulistano! Isso é tão "olha amor, mais um que perde a boa". Peguei os R$20,00 e disse um tá bão e saí. Não estamos dando muito poder para esses varejistas? Num mundo em que as pessoas querem se trancar e a publicidade cobra fortunas para encontrar um meio de seduzir as pessoas a largar seu recente plano de TV HD, abandonar seus amigos na rede social... um idiota num cinema, restaurante, boteco se comporta como um funcionário de repartição pública. Cinemark do Shopping Santa Cruz, vai querer arriscar? Pronto fui para cortar,mandei afiar as garras, grrrrrr!
E estamos de volta!!!!! - BRISALENTA EM MOGI DAS CRUZES EM ABRIL. - OFICINA DE MANIPULAÇÃO DE LUVAS - CORPO DO FANTOCHE - EM ABRIL Breve darei os detalhes!!!

sexta-feira, janeiro 04, 2013

2013 SERÁ MAIS UM ANO OU OS MAIS INCRÍVEIS 12 MESES?


Ah meus queridos dois leitores, que pergunta instigadora! Vou responder com outra pergunta: e 2012 foi mais um ano ou os mais incríveis doze meses? Isto não é um sofisma. 2009 foi tragico, 2010 só faxina e remendo; 2011 navegando à deriva e em 2012... bem, se relerem os posts abaixo terão um breve relato do ano. 2012 foi bom. Não foi extraordinário nem arrebatador, não saí do chão na verdade caí sobre ele, beijei-o... Assim, permitam fazer algumas apostas para 2013.

1ª aposta: tenho ouvido que 2014 será o ano do Brasil na Alemanha, portanto é natural que um projeto venha a tona em algum lugar de São Paulo, O Anel dos Nibelungos. Alguém vai montar um espetáculo baseado nessa ópera.

2ª aposta: não tenho convite, nem sondagem, nem intenção mas eu sinto nos meus ossos. Vou fazer uma viagem internacional em 2013. Não sei para onde nem com que finalidade.

3ª aposta: um nome de consenso nas artes cênicas vai surgir, um avatar (um redentor da Humanidade) belo, talentoso, irretocável entre os gays, esse nome será invejado, copiado e amado por todos. E não será eu...

4ª aposta: outro país irá falir e desencadear outra crise mundial financeira.

5ª aposta: outro virus, outra doença estranha.

6ª aposta: com a descoberta de substâncias imunizantes no sangue de ursos pandas devido à sua dieta de gramídeas, novas descobertas irão concluir que o sangue de adeptos da macrobiótica possuem substâncias muito mais imunizadoras e compatíveis, tal descoberta desencaderá uma caçada por macrobióticos; uma novo tipo de sequestro estampará às manchetes...

7ª aposta: uma nova raça canina vai bombar no mercado de pets.

8ª aposta: outro "novo" pastor evangélico vai bombar na tv.

9ª aposta: não haverá catástrofes naturais de grande dimensão... um furacãozinho básico no golfo do México, dois terremotos que nem serão notícia na Ásia.

10ª aposta: errarei todos os meus prognósticos lotéricos, arre!

Lamentarei: outro ano passará e as pessoas continuarão amando o medíocre, as imbecilidades da televisão, folclorismo disfarçado de erudito, mais do mesmo, nada de experimento... insegurança, medo, a repressão da ousadia, a desintoxicação da vertigem, a intoxicação sôfrega pelo sedativo...