quinta-feira, maio 10, 2012

ARTE E O IMPALPÁVEL- ART AND INTANGIBLE


Navegando num mar de puro deleite, pondero sobre a insatisfação humana. Há dia que tudo ocorre como planejado, que a aventura provoca surpresa; há dia que o peito aberto acolhe a adaga furtiva de alguém próximo e a amarga mistura de frustração e incapacidade contamina o peito. Onde está o espírito da arte? No coração, na mente, nos olhos? Como despertar nas pessoas a admiração pela recriação através dos símbolos no gesto teatral? A próxima pergunta que atormenta meu mais profundo sonho é, será que todo artista esta cônscio de que a razão de lidar com símbolos é recriar o que já existe através de uma luz diferente da que usualmente se manifesta. Será que todo artista acessa esse estado de arte? A vida é plena de símbolos onde desde a mais superficial leitura até ao profundo mergulho expressa a dor e o prazer do nascimento, do existir e da morte. Todo o cantar, toda mancha, todo ritmo deseja invocar esse estado de arte, essa região impalpável, jamais descoberta completamente, sempre nublada e desconhecida. A obra de arte é como uma criança sempre jovem, capaz de brilhar com megatons infinitos, de alterar a rota dos planetas, mas frágil tão frágil que morre diante do primeiro olhar reprovador! Como pode? Não sei, mas assim é!
Sailing in a pure delight sea, I thought under unsatisfaction of humanity. There are days that everything happens as planned, when the adventure causes surprise. There're days when the openned chest receives a sneak dagger from someone around and hte bitter mixed of frustration and failures contaminates the heart. Where's the spirit of art? In the heart? In the mind? In eyes? How to awaken people's admiration for the recreation through the symbals in the theatrical action? Next question that haunts my deepst dreams is: is every artist is aware that the reason for dealing with the symbols is recreate what already exist through a different light from that usually manifest. Does every artist accesses the state of art? Life is plenty of symbols from which the most superficial reading, or the most deepest expression of pain and pleasure of birth, existence and death. All singing, all ink stain, any pace you want to invoke this state of the art, this region intagible, ever discovered completely, always cloudy and unknown. The masterpiece of art is as a eternal child, able to shine with endless megatons, to change the route of the planets, but fragile so frail that dies before the first reproachful look! How it's possible? I do not know, but so is.

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