sexta-feira, março 30, 2012

FELICIDADE BRUTA 2- HARD HAPPYNESS 2

Domingo à noite voltava de um apresentação, cansado da viagem tomei o metrô e ainda tinha um kilômetro de caminhada. Os últimos passageiros saíram comigo, umas tres pessoas que apertaram o passo. Apesar do mp3 no ouvido, olhei para trás e ví um cara numa moto, ao seu lado corria um cara de boné, como que entregando jornal pelas casas. Mas percebi algo de errado, ele vinha em minha direção. Era um assalto. Minha reação foi sorrir, pedir calma e levantar os braços. Procurei em suas mãos uma revólver, ele tinha um punhal enferrujado apontado para mim, mas encolhido bem perto do corpo dele, prevenido contra a reação de vítimas mais heróicas. Pediu o celular, mostrei meu motorola modelo 1999 (do bug do milênio-nunca deu problema. Ele olhou, devolveu, montou na garupa da moto e se foi sem despregar os olhos de mim. Do episódio o que mais gostei é que nem uma gota de adrenalina caiu na corrente sanguínea! Comi uma refeição leve, não tive pesadelos e acordei sorrindo. Se viver bem é ser feliz, acho que para ser feliz é preciso um pouco de planejamento. Estava condicionado a não reagir a um assalto. Estabeleci como ordem não dar um golpe infalivel de jiu-jitsu, nem o soco de meia polegada no peito do assaltante. Depois, revendo a situação, ví que era o assaltante tinha conhecimento, estava focado no celular (não quis dinheiro, relógio ou roupa, esperava uma reação e me avaliou, me leu, viu que eu não usava roupa descolada, tênis caro e por fim celular da hora. Deixou-me ir apesar de levar o macbook e uma filmadora HD na mochila com o zipper quebrado e lona rasgada... Seria mais feliz se imobilizasse o assaltante e livrasse a sociedade do meliante? Seria feliz varado pelo punhal enferrujado (calcule as consequências, a mídia, uma grana inesperada de uma ajuda, seguro...). As vezes digo que sou ateu, e a descrença é contra a instituição religiosa que admoesta regras morais com sacrifícios pessoais para o enriquecimento da instituição. A regra moral é cidadania, bom convívio com os vizinhos, a tribo. Uma alcatéia de lobos sabe disso, não é necessário fé no dogma. Fé de que se eu trabalhar para minha igreja estarei livre do mal. As pessoas entendem felicidade como uma confortável estabilidade, isenta de mudanças que exijam esforço para retornar àquela posição confortável. Pense assim, racional, previdente ou crente: Uma força opressora terrível impõe a você duas escolhas; de um lado a execução sumária do seu filho ou filha. Um deles. Do outro o massacre de cem crianças que você jamais encontrou, ou conheceu, sem nenhum vínculo pessoal. Estão diante de ti; seu filho e do outro as cem crianças. Imediatamente a sua escolha de vida a sentença é imposta. Como seria sua vida depois de testemunhar cem crianças trucidadas após a sua decisão? Poderia caminhar sobre as próprias pernas após rejeitar seu filho, ver cem crianças vivas sobre o sangue do teu filho? Ser feliz pode ser o aguardo da dor insuportável. ENGLISH
Sunday night I was returning from a puppet session, tired from the trip I took the subway and still had a mile to walk to home. The last passengers got out to me some three people who pressed the pace. Despite the mp3 headphone on ear, looked back and saw a guy on a bike and other one running by his side, as like delivering newspapers to homes. But I noticed something wrong, he came towards me. It was an assault. My reaction was to smile, get calm and raise my arms. I looked your hands for a gun, he had a rusty dagger pointed at me, but shrunk very close to his body, warned against the reaction of most heroic victims. He asked for the cellphones, I showed my motorola model 1999 (from the millennium bug, never gave problem). He looked, gave me back the cell phone, mounted on the back of the bike and went without taking hir eyes off me. From the episode I liked most is that not wasted a drop of adrenaline into the bloodstream! I ate a light meal, I had not nightmares and woke up smiling. If living well is to be happy, be happy is to make a little planning. I was conditioned not to react to an assault. Established a order do not give a infallible blow of jiu-jitsu, or the punch-half inch in the chest of the assaltant. After reviewing the situation, saw that the assaltant got know how of his job, was focused on the cellphone (did not want money, watch, or clothes), expecting a reaction and evaluated me, read me, saw I was not wearing cool clothes, expensive shoes and finally no special cellphone. He let me go despite having the macbook and an HD camcorder in the bagpack with the zipper broken and torn canvas ... It would be happier if the assaltant immobilized and rid society of the perp? Would be happy if the dagger pierced me (calculate the consequences, the media, an unexpected money for aid, insurance ...). Sometimes I say I am an atheist, and unbelief is against the religious institution that admonishes moral rules with personal sacrifices for the enrichment of the institution. A moral rule is citizenship, good contact with the neighbors, the tribe. A pack of wolves know it is not necessary faith in the dogma. Faith that if I work for my church will be free from evil. People understand happiness as a comfortable stability, free from changes that require effort to return to that comfortable position. Think so, rational, farsighted or a believer: A terrible stranglehold imposes on you two choices: on one hand the summary execution of your son or daughter. One of them. Otherside, the massacre of a hundred other children that you never met, or with no personal connection. Are before you, his son and the other one hundred children. Immediately to your choice of life sentence is imposed. How would your life after witnessing a hundred children slaughtered after his decision? Could walk on his own legs after rejecting his son and see a hundred children living over the blood of your son? Being happy can be the unbearable pain of waiting.

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