segunda-feira, agosto 29, 2011

CIRCO VOX CONVERSA COM MIYASHIRO TEATRO DE BONECOS


A Elena e o Gallo do CIRCO VOX leram o post anterior e responderam com o texto abaixo

Olá Miya (posso te chamar assim? RS),
aqui é a Elena, personagem da vida real que faz a Judite, personagem da vida irreal... ou seria o contrário? Rs

Quero agradecer o carinho, ficamos muito felizes em ver que temos pessoas espalhadas pelo Brasil que lembram da gente e respeitam nosso trabalho. A gente tem uma certa frustração por ser artista no Brasil, sentimos como você disse, às vezes desamor, às vezes distração.

Ralamos os joelhos, quebramos a cabeça, perdemos noites de sono, nossa resistência se esgota em tardes ensolaradas como aquela... mas aí vem alguém como você e enche os recipientes vazios de novo, com classe e amor!!

Estamos na luta há mais de 10 anos e nessa trajetória colecionamos algumas pessoas como você, que torcem pela gente e já viraram amigos assíduos do Circo Vox, seja bem vindo!

Já temos mais de 5 espetáculos diferentes, você precisa conhecer!

Obrigada mais uma vez pelo desprendimento e carinho.

Bjs

Elena (Judite) e Gallo (Bobí)


Ao respondemos a essas amáveis palavras com o texto a seguir:

É...! A frase que resume a condição, o estado do artista criterioso, batalhador, com ciso por sua arte: UM SACO!!! Passei por tudo nessa busca da arte (menos o teste do sofá). Comecei com kung fu, passei pelo balé clássico, fiz estágio no LUME, Denise Namura, Alice K etc. Até que fui para Curitiba e ha 15 anos faço teatro de bonecos. Tem gente que reclama de ser passado para tras numa promoção dentro de uma empresa... cara! E a gente?! Tenho a impressão que um banquinho colou na nossa bunda e pensando que estamos caminhando, na verdade estamos sentados; dando tchauzinho para o povo que vai pra frente!!!!

Elena, fico imaginando o duro que deve ser tocar essa Lona do circo!!! Por que JAMAIS ouvi falar dela!? Mas isso não me deixa perplexo, quando o Circo Vox vem fazendo o que essa garotada do stand up agora começou, há muito tempo!!!
O cutucão a que referi no texto, os USP/UNICAMPs, é outra perplexidade dos meus já há muito desvirginados, estirados, arreganhados nipoólhos, quando refiro ao circo Vox... É impressão minha? Mas com quem falo, ninguem conhece, ou se fazem ignorantes!?
É impressão minha? VCs. tem apoio, reconhecimento da academia?
Estou falando besteira em dizer que o clown da "patrícia-pos-Collor", da Judite, que ela é a primeira clown urbana do Brasil? Por favor me corrija. É certa essa afirmação? Pois se não for, foi a revelação de outra possibilidade de clown que não a do palhaço clássico, desfuncional, com dificuldade de aprendizagem, atrasado e muitas vezes rural (caipira, jagunço, sertaneiro, bugre, índio); e todas essas figuras trágicas que a arte desavisada expõe para a delícia do ódio ao desconhecido.
Em Bauru, estava ao lado do pai da July, uma amiguinha do Felipe, meu filho de 5 anos. Ele é psicólogo, doutorando. Ele se debulhava de rir. Comparou a sua atuação, em particular, com a da Cris de uma outra cia. de teatro, e achou a sua personagem, de longe, muito melhor! E comentou se vcs. não sofrem com algum processo devido as cenas políticamente incorretas, apesar de se deliciar do riso; hahahaha!!!!! A dane-se!!!
Mas então tem esse outro ponto: para quem fazer teatro?
Para o público.
Daí, talvez o sr. D. M.(Presidente do SEXC,entenderam?), tenha aderido ao conceito de público-alvo. Espetáculos para criança.
Mas então exige-se, seja la quem for, que o espetáculo seja dirigido exclusivamente para crianças. Mas e os pais, irmãos e irmãs mais velhas, tios, avós, amigos solteiros do casal!!??? Há platéias minhas que chegam a ter 70% a mais de adultos em relação a crianças!!! E toda hora me dizem que meus espetáculos não são para crianças e trocam por uma adorável e muito mais barata CONTADORA DE HISTÓRIAS!!!!
Então foi por isso que escrevi sobre vocês. Sobre essa sensação de que a história parece repetir-se. De que não andamos para frente. De que realmente estamos com o banquinho preso na bunda, e que pensando estar indo para frente, na verdade a sociedade e alguns colegas de profissão é que estão regredindo, habilidosos em ganhar dinheiro e mais ineptos em fazer arte.
Vou publicas nossas missivas no blog, permesso????
Beijos!


sábado, agosto 27, 2011

...hoje sentei debaixo do sol para ver o Circo Vox. Rir das suas tripudices incorretas, das caricaturas urbanas, suburbanas, sobrurbanas... no meio das peripécias dos palhaços pensei que depois de fazer um trabalho como aquele valeria a pena abrir algumas latas. Se eles não abriram, na pressa de pegar a Castelo Branco antes do congestionamento, assim o fiz na honra ao, nas palavras da Judite, ao "melhor circo do Universo"!
Ri com a Judite no Jo Onze e Meia em alguma madrugada da década de noventa. A reveladora clown patricinha, "te ligo tá???"; e o Bobi apareceu, surgiu, agora é parceirão da Judite, enfim um casal clown: "benhê, que brega!". Vi em outros programas femininos de canais... de média audiência no ibope, mas somente agora em 2011 toquei na palma da mão desses heróis. É inacreditavel que duas décadas tenham passado e ainda a clown urbana da Judite seja a única nos circos brasileiros. Culpa da USP/UNICAMP que incensam apenas o clown rural? Culpa da música sertaneja? Do hip-hop?
O que falta para o Circo Vox morar no coração do Brasil? Ou é desamor ou distração. O que não falta é joelho ralado nesses profissionais.
Assim se cria o gênio brasileiro: com obscuridade e trabalho pesado!

quarta-feira, agosto 24, 2011

EXPERIÊNCIA 1.0...EXPERIENCE ONE-A


Brasileiros como todo latino gesticula enquanto fala. Pode ser um lugar comum, mas é fato que o gesto coadjuvante da fala é o reforçador da intenção do discurso. Os estudos sobre a psicologia do compotamento dizem que quando a pessoa mente, em qualquer cultura, o coadjuvante é contraditório ao veículo principal da comunicação.
Lá estou com os braços erguidos mãos cobertas pelo corpo do fantoche, a voz tronituando o texto da peça: minha verdade, a verdade dramatúrgica!
... e o gesto? Qual verdade move o fantoche?
A verdade que está ali é a verdade do meu corpo e não do corpo da dramaturgia, não é o corpo do fantoche que está sob o cruel e desmedido ataque de síncope em seu pequeno corpo. É um agressivo, saturado e falso gesto o que se ve na manipulação do fantoche.

Meu estudo esta experimentando gravar todo o texto do espetáculo SHISHI O Comilão, e com um MP3 reproduzir essa trilha sonora, buscando anular o corpo do manipulador e procurar o corpo do fantoche. Reproduzir ao mesmo tempo a voz do corpo do ator-manipulador e construir o gesto do boneco que não está realizando, existindo, acontecendo.

Dai onde encontrar uma câmara isolada, a prova de som. Separei um quarto normal, sem caixas de ovos, apenas abaixando a captação de som, cunhada colhendo amora, sobrinha batendo na porta, aquecedor do chuveiro estrondosamente alto... que tal sair com o carro e parar num lugar ermo com os vidros fechados, bem na hora da saída do colégio, com as crianças atravessando justamente o lugar ermo?! Por isso acontece tanta tragédia no mundo!?
Suado e quente, vou buscar o Felipe, tomo o ar frio...mas o que são esses pequenos sacrifícios diante da égide da Ciência????

ENGLISH:

Brazilians like every Latin person use to make gestures while speaking. It may be a cliché, but the fact is that any gesture is the supporting of speech is the intention of reinforcing the discourse. Studies on the psychology of the truth say that when the person say a lie, in any culture, supporting is contradictory to the main vehicle of communication.
I'm there with his arms raised, hands covered the body of the puppet, loud voice to the text of the play: my truth, the truth of the drama!
... and the gesture? What actually move the puppet?
The truth is, there is truth in my body but not in the body of the drama, not the body of the puppet that is under the cruel and outrageous attack of syncope in his little body. It is an aggressive gesture saturated and fake what you see in the manipulation of the puppet.

My study now is experiencing record the entire text of the show SHISHI TO Comilão, with an MP3 and through this soundtrack, seeking to annul the body of the actor and search the body of the puppet. Because do the same time the voice of the actor's body-puppeteer and build the gesture of the puppet is not performing and there, happening.

So, where to find an isolated chamber, soundproof. I set aside a regular room, without boxes of eggs glued on the walls, just lowering the sound pickup from macbook. But, the sister-in-law picking blackberries outside, niece, knocking on the door, shower heater loud bang ... the solution is leave with the car and stop at a desert place with the windows closed, pretty hot inside; just in time for children leaving the school, with children going through exactly through at desert place?! That's why this happens so much tragedy in the world!?
Sweaty and hot, I'll get the Felipe now from the school, under the risk of flu ... but what are these small sacrifices before the aegis of the Science??

terça-feira, agosto 23, 2011

DIÁRIO DE BORDO-FILMAGENS- DAILY LOG-SHOOTINGS

Cena do ensaio de SHISHI,O COMILÃO- Rehearsing SHISHI
(no feitio de walter hugo mãe)...enquanto o dinheiro não entra, só sai; mantenho o corpo em dia, em forma dando umas corridas e ensaiando espetáculos. os ensaios consistem em levar as malas até a cobertura no funda da casa, montar palco, som, ensaiar passando o espetáculo completo, filmar, guardar tudo e o pior: assistir o que foi feito. somente do espetáculo shishi, o comilão, filmei seis vezes, o que resulta num montante singular de esforço físico. para quê tanto sacrifício pergunta o leitor perscrutador? desta vez não é a afeição pela mialgia, mas pela decadência da manipulação dos bonecos. eu perdi as qualidades adquiridas por anos de treino: manter o boneco estável, fazê-lo olhar, caminhar, combater etc. estava tudo oscilante, vacilante e feio! sem mencionar o despreparo com o texto, feito com improvisos que acabavam conduzindo a becos se saída, vazios, brancos...
tudo novamente. começar do básico, como se iniciasse agora...

ENGLISH:

(in the form of walter hugo mãe - a portuguese writer) ... while the money does not enter but vanish, i'm keeping the body in shape, giving way in some street race training and rehearsing some shows. rehearsals consist of carrying the puppet suitcases to the house in the backyard, to set the stage, sound, rehearse the whole spectacle, to shooting with camcorder, to dismantle everything and the worse, watching what was done. only spectacle the shishi, the comilão, filmed six times, resulting in a unique amount of physical effort. Why so much sacrifice asks the reader? this time there is not the affection for myalgia but the decay in ability of manipulating puppets. I lost the qualities acquired through years of training: keep the puppet stable, make it look, walk, fight and so on. everything was oscillating, vacillating and ugly! not to mention the lack of preparation with the text, made with improvisations that eventually led to the exit lanes, empty, white ...
all over again. start with the basics, how to start ...

sexta-feira, agosto 19, 2011

A REDUÇÃO NO TEATRO DE AGNÉS LIMBOS


Troubles por Tnglyon
Aqui está um vídeo do espetáculo TROUBLES da Cia. Gare Centrale. Falei a oficina que assisti no Espaço Sobrevento em julho, onde fiz algumas amizades notáveis e revi outros tantos amigos. Falando em amigos, alguns deles criticam o trabalho dessa senhora, no entanto, como poderão assistir no vídeo a arte de Agnés Limbos é mal apresentado nas imagens, não dá a real dimensão do projeto do espetáculo. Alias vendo o vídeo antes da oficina, confesso, fiquei propenso a NÃO participar. Entretanto a oficina tocou na cicatriz de todos nós os artistas de palco brasileiros, contaminados da marca "brasilidade", folgazã, brincante, cheia de molejo, ginga e principalmente...ansiosa, explosiva, desgastante, berrante, berrada, precipitada. Como, com essa marca impressa em nossas almas, falaremos de contenção, recorte e redução? Onde desde a nossa mais tenra idade, passados de mão em mão, dos diretores amadores e profissionais, dos mais celebrados aos mais sisudos, em dado momento de clímax cênico, estes saltam de suas cadeiras saracoteando feito Iaiás , corporizando a emoção explosiva, gingada, molejante da personagem em questão?!? Como olhar esse patrimônio cultural, acumulado, entranhado em nossos ossos, quando descortina diante de nos as técnicas de contenção e relaxamento muscular, fluição da máscara facial, neutra, mínima, a própria e única escultura do rosto tornando-se personagem?!?
Pergunto: num mundo onde a fotografia do rosto no cinema, a semiótica, o jogo de leitura das emoções do mais reles seriado de TV, onde é o espaço da escola de teatro brasileira?????

quarta-feira, agosto 10, 2011

IMPERDÍVEL!!!!

Os Hermanos Oligor apresentam As Tribulações de Virginia em curta temporada no SESC Pompeia. As apresentações acontecem de 10 a 20 de agosto, de quarta a sábado, 21h30. O espetáculo integrou a II Semana Internacional de Teatro de Animação do Sobrevento e participou, no Rio de Janeiro, do FIL - Festival Intercâmbio de Linguagens, onde conquistou o prêmio FIL INOVAÇÃO. A companhia participa, na sequência, do Festival Cena Contemporânea, em Brasília.


Teatro mecânico-romântico
Quando algo começa, você acredita que vai durar para sempre e às vezes não é assim. Um dia, se desenamora…
É noite… Você entra em uma barraca na penumbra… Cabem somente 50 pessoas bem apertadas... Maquininhas, luas, autômatos, trens, elefantes, bonecos, tormentas, casinhas, discotecas, estrelas cadentes, anjos, mares, caixas de música, sereias… feitos de papelão, arame e coração. O teatrinho frágil dos Oligor se desloca sob a luz de uma vela, de uma lanterna, com a qual Valentín, em voz baixa, o leva à gaveta onde guarda o seu primeiro beijo… Lembra?
As Tribulações de Virginia, com Los Hermanos Oligor (Espanha)
Dias 10, 11, 12, 13, 17, 18, 19 e 20 de agosto, às 21h30
SESC POMPEIA (Rua Clélia, 93 | Tel: 11-3871-7700)
50 lugares. Duração: 90 minutos. Ingressos: de R$ 4 a R$ 16.
Saiba mais em:
www.oligor.org
http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=200278

sexta-feira, agosto 05, 2011

AGOSTO DE JULHO / IN AUGUST NEVER FORGET JULY

IN ENGLISH DOWN THERE!!!
O JACARÉ da Cia. dos Ventos.

Bonecos da Cia. Manoel Kobachuk, pintados por Luciana Miyashiro

Carlos Daitchman, sua mãe e sua neta nos visitando em TREM DE NINGUEM (abaixo)

Felipe e a vida no campo

Mim fazendu bancada pra trabaiá

O bom desse inverno é que foi o inverno mais quente que passei em 20 anos.
Morava em Curitiba, agora estou em Bauru meu habitat natural: quente, seco, quase vermelho. Acho que na verdade sou um réptil ou uma cobra. Muitos devem acreditar na segunda opção. um pouco de autocomiseração, perdoem.
Mas o inverno foi quente para mim, inclusive em julho voltei a Curitiba para o Festival Espetacular de Teatro de Bonecos em pleno veranico. Andei de manga curta quase o tempo todo. O festival abriu com o Jacaré gigante da Cia. dos Ventos de São José dos Pinhais. Essa tecnologia de fabricar bonecos monumentais eles são, definitivamente, doutores. Poderiam ousar na dramaturgia, na direção pois tem técnica e condições. Acho que o teatro deles merece isso, um salto.
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O Manoel KObachuk foi homenageado, postei um vídeo com um trecho da homenagem. Todo o festival estava muito mal divulgado, as pessoas, a exceção do Circo na Praça Santos Andrade, não compareceram as salas de teatro. Assim com uma presença muito reduzida, Manoel recebeu seu merecido prêmio, junto com uma exposição de alguns dos seus bonecos, recortes de imprensa e fotos. Para mim, foi impossivel conter as lágrimas. passei uns bons oito anos junto daquele senhor. Foi uma das poucas pessoas com quem tive química em palco. Viajamos alguns milhares de quilômetros em poltronas de ônibus de Brasília a Porto Alegre. Pisamos no tablado dos mais equipados teatros e na lama de lugarejos inimagináveis. Com o Manoel conhecemos o sr. Carlinhos, um secretário de município que tinha uma Yamaha disfarçada de Harley-Davison, conheci a pressão planetária de ser examinado por bancas de doutores e, (insuportável pressão...) por colegas de profissão. Ensinou a domar o indomável: turba de crianças exigentes de qualquer faixa etária e sócio-econômica. Esta foi uma senhora homenagem ao meu mestre ainda vivo.
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Bastidor de COLORÊ-MINGUÊ
Assisti COLORÊ-MINGUÊ, o novo espetáculo de Manoel Kobachuk. No elenco estão os seus herdeiros/discípulos: Bernardo Kobachuk e Pedro Kobachuk. O que posso dizer que sua herança está segura. Ainda veremos a marca Kobachuk prosperando por muito tempo e poderemos levar nossos tataranetos ao teatro, seguramente.
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Cenário de O Flautista de Hamelin
Vi o FLAUTISTA DE HAMELIN, espetáculo da TRIP Teatro de Rio do Sul-SC. O diretor Willian Siefert disse que a peça foi uma parceria com um grupo espanhol. O espetáculo foi concebido para ser apresentando em praças e logradouros públicos, mas na minha opinião deveria ser levado para espaços fechados. O elenco conta com dois atores que precisam jogar melhor. A direção optou por um ritmo brando, quase de contação de histórias. Há muito vazio e silêncio onde, na rua, derrubam ainda mais esse ritmo, jogando a peça para baixo. O cenário, bonecos e adereços, com detalhes finos e delicados se perdem, se desvalorizam na poluição visual da rua. É uma pena.
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E como a vida não imita a arte. Reencontrei amigos, perambulei por botecos. Comi a verdadeira e deliciosa comida vegetariana no Greenlife, como um boi ha muito desgarrado. Comi Strudell da Wittmarsun. Tomei meu chopp de fábricas artesanais, inesquecível, cremosos, na Santa Birra-Santa Felicidade. Alias tomei muita cerveja com o Sérgio Del Giorno, Bernardo Grillo. Comi a fantástica costela sulista na vila Hauer, com muita cerveja junto com o Alfredo Gomes. Alias, conheci o novo complexo cultural do Alfredo Gomes, que estou dando de prima procês! Um sonho que esta se realizando... aguardem.
Infelizmente não encontrei com a Ana Freire, estava malzinha de saúde, mas agora esta tudo bem...
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...Mas fui atras da Ana Paula Frazão, logo que cheguei, com uma fatia de torta de Iogurte, de um café da Wittmarsun. Evidentemente um encontro com muita cerveja e perna bamba na hora de ir ao banheiro. Ana me diz:... somos meio salvadores do mundo, queremos salvar o mundo com o teatro. Deu-me então o estalo! Lembram da palestra do Grotowski, em São Paulo, em 1993? Escrevi aqui no blog sobre esse encontro. Grotowski falou sobre o teatro sem público. Se pensarmos na arrogância do artista, acreditar que possui as chaves da compreenção do infortúnio humano, perceberemos humildemente, que o público, o ator e o teatro não fazem o menor sentido. O ator poderia, diante desa compreenção se dissolver na atuação. Se ninguem ve o que eu faço, para quem estou atuando? para mim? mas então trata-se de um ensaio, é preciso atuar por inteiro, entregar-se para a atuação, não para mim, nem o diretor, nem a platéia. Até não haver mais antagônicos, etc. Muito Zen? É o que acontece nas mesas de bar com gente interessante.

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IN ENGLISH
The good thing is that this winter (June and July 2011) was the warmest winter I spent in 20 years.
I lived in Curitiba, now I'm in my natural habitat Bauru City: hot, dry, almost red. Guess I'm actually a reptile or a snake. Many people must believe the second option. A little self-pity, forgive me!
But winter was hot for me, even in July I went back to Curitiba to the Spectacular Festival of Puppet Theater in the middle of little hot whether period called “Veranico”. I've been using summer t-shirt almost all the time. The festival opened with the giant Alligator of Companhia dos Ventos from São José dos Pinhais. This technology of making monumental figures they are definitely doctors. Could dare to dramaturgy in the direction it has technical and conditions. I think the drama of them deserve it, a jump.
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The Manoel Kobachuk was honored, I posted a video with an excerpt of the tribute. The whole festival was poorly advertized, people, with the exception of the Circus in the Praça Santos Andrade, did not come the theater rooms. So with a very limited presence, Manuel received his well deserved award, along with an exhibition of some of their dolls, press clippings and photos. For me it was impossible to hold back tears. I spent a good eight years with that gentleman. He was one of few persons with whom I had chemistry on stage. We traveled a few thousand miles in the bus seats from Brasilia to Porto Alegre. We stepped on the stages of the most equipped theaters and mud of unimaginable villages. With Mr. Manoel I knew. Mr. Carlinhos, a secretary of a county that had a dsiguisedas a Yamaha Harley-Davison, I knew the planetary pressure of being examined by doctors and, (unbearable pressure ...) by professional colleagues. Taught to tame the untamable, demanding crowd of children of any age and socio-economic status. This lady was a tribute to my master who's still alive.
I saw the new puppet play of Manoel Kobachuk, COLORÊ-MINGUÊ. In the cast there're his heirs and disciples, Pedro and Bernardo Kobachuk. I can say that his legacy is secure. And we going to see the Kobachuk brand thriving for long and we can take our great grandchildren to the theater, certainly.

I saw the Flautista de Hamelin (Pied Piper of Hamelin), the show of TRIP Co. of Rio do Sul-SC. The director William Siefert said the piece was a partnership with a Spanish group. The show is designed to be performing in squares and public places, but in my opinion should be taken into confined spaces. The cast includes two actors who have to play better. The direction opted for a gentle pace, almost as a storytelling. There are so emptyness and quietness where, in the street, break the pace, laying the play down. The scenery, props and puppets, with fine and delicate details are lost if they, devalued, in the visual pollution of the street. It's pitiful.
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And because life does not imitate art. Reconnect with friends, wandered bars. I ate the real and delicious vegetarian food at Greenlife Restaurant, like an ox in a long stray. I ate apfeltrudell from Wittmarsun Village. I took my craft beer from little factory, unforgettable, creamy in Santa Birra Bar-Santa Felicidade. And more,I took a lot of beer with Sergio Del Giorno, Bernardo Grillo. I ate a fantastic southern rosted rib in Hauer town, with plenty of beer along with Alfredo Gomes. Alias, I met the new cultural complex of Alfredo Gomes, I'm giving the material first! A dream is coming true ... wait.
Unfortunately not met with Ana Freire, health was bad shape, but now it's alright ...
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But ... I was behind the Ana Paula Frazão as soon as I arrived with a slice of yogurt cake from the coffeeshop of Wittmarsun. Of course a meeting with lots of beer and wobbly legs at the time of going to the bathroom. Ana tells me ... we're kind of saviors of the world, we want to save the world with the theater. Then gave me the crack! Remember the speech by Jerzy Grotowski in Sao Paulo in 1993? Here on the blog I wrote about this meeting. Grotowski spoke of the theater without an audience. If we think of the arrogance of the artists, believing they have the keys to the comprehension of human misery, we see humility, that the public, the actor and the theater does not make sense. The actor could face challenges dissolve in comprehension performance. If anyone sees what I do, for whom I am acting? for me? but then this is a test, one must act in full, to deliver the performance, not for me, neither the director nor the audience. Until no more antagonistic, etc.. Very Zen? This is what happens in the bar tables with interesting people.

terça-feira, agosto 02, 2011

RECONHECIMENTO DO MANOEL KOBACHUK


Em 17julho de 2011, Manoel Kobachuk foi homenageado no TEatro José Maria Santos pelo Teatro Guaíra, por sua obra e por seu empenho pela igualdade cultural e racial. Para mim, somo a esse reconhecimento o meu amor e carinho a esse mestre que me educou num ofício a qual tenho orgulho e honra de fazer parte. Parabéns Manoel!

RECONHECIMENTO DO MANOEL KOBACHUK

http://youtu.be/kQt8d2zZe9I
Em 17julho de 2011, Manoel Kobachuk foi homenageado no TEatro José Maria Santos pelo Teatro Guaíra, por sua obra e por seu empenho pela igualdade cultural e racial. Para mim, somo a esse reconhecimento o meu amor e carinho a esse mestre que me educou num ofício a qual tenho orgulho e honra de fazer parte. Parabéns Manoel!