terça-feira, maio 31, 2011

ALÔ FUNDAÇÃO CULTURAL, ESTOU POR AQUI.

Essa é para a sra. Ana Maria Hladzuk e para e o dr. Heliomar de Freitas. Visto que estou em local certo e sabido, onde até o momento não recebi qualquer notificação. Minha empresa esta aberta em Curitiba, meu título de eleitor é curitibano, meus emails atendem pelo jorge.miyashiro@gmail.com, minha advogada ainda representa a Miyashiro Teatro de Bonecos ltda.
Não estou residindo em Curitiba por razões profissionais e pessoais, face que não estou limitado por ação alguma ou sofrendo restrição de locomoção por qualquer instrumento.
Esta portanto é uma DECLARAÇÃO para fins de lide contra a interessada.

domingo, maio 22, 2011

O CASTOR


Hahahaha!
Estreou em Cannes, mas não deu. O filem de Jodie Foster, com Mel Gibson que encontra um fantoche de castor e começa ficar "dominado"pelo boneco. Durante um tempo eu me sentia assim, meio "dominado".

UM DIA EM PAULYWOOD / A DAY IN PAULYWOOD



Nem só de arte vive o artista. Ele tem que pagar contas e sonha em possuir uma casinha de tres quartos, ou uma chacarazinha para reunir os seus discos, livros , amigos e nada mais. Portanto uma hora ou outra cede a tentação de aceitar fazer um teste para uma novela ou peça publicitária. No caso, aceitei o convite para um casting de um filme sobre a cultura nipônica no Brasil, nikkey.
sabe o que é chato nesses testes de casting? Não é o teste nem o trabalho em si, mas as pessoas que fazem o teste, a produção do casting. Sempre assisto filmes de casting ou testes de admissão de hollywood: Fama, Chorus Line, No Balanço da Dança (até). Nos filmes, o examinador, severo, rigoroso e de cara muito sizuda dificulta e constrange no limite da disciplina, o candidato a bolsa, ao papel, que seja; mas jamais, jamais, pelo menos no filem, desmoralizará o candidato! A crítica SEMPRE será construtiva, ou respaldada pela verdade. O examinador dirá se o candidato tem ou não tem talento, se ele tem alguma deficiência a ser trabalhada: isso é ou não é legal??? O Brasil...
Ah, o Brasil que não é USA! Porque aqui somos gente de coração aberto.
No Paraná, em sua capital Curitiba, uma das melhores capitais do país para se viver se dizia; os curitibanos diziam que Curitiba era autofágica; que quando alguém se destacava os pares tratavam de eliminá-lo, se uma idéia progredia os prórpios envolvidos no projeto tratavam de solapá-lo.
Acho que autofagia é o mal do país.
Então falava do casting. Quer ir mal no casting? Ouça o que a direção do casting tem a dizer.
As meninas do casting mandaram um email falando que o personagem era meio louquinho, tinha um passado de traição conjugal, a esposa o abandonara e ele passara a achar que era samurai e vivia a proferir impropérios em japones pelas ruas.
A casting pediu que eu não me preparasse, aqui ó!
Então a revelia do casting preparei:
- dois a tres insultos em japones;
- uma cena de gritos (japones odeia barulhos) e frases impertinentes;
- uma cena de insultos contra a esposa (presente ou não)- minha melhor cena.
Tudo isso em japones, falado em japones.
Perfeito.
Fui até o estúdio para gravar o teste.
A Diretora então dá o golpe, o golpe previsível:
"O cara que te corneou esta ali onde a câmera está, vc. o ve e fica louco, xinga em japones".
"Mas só tenho tres insultos!?"
"Ué, você não fala japones?!" Do tipo recite o VXIII Cena de Sonhos de Uma Noite Verão, em inglês... ora você não disse que sabe inglês?
"Sei, eu sei japonês e você sabe? Não, pena". Falei tudo que tinha ensaiado, inclusive a cena de insulto da esposa: Futei no tsuma (esposa infiel!); kanojo wa shinu (quero que ela morra).
ora o cara era louco, a diretora também e eu quero ficar! Dane-se o mundo! Quero emprego e pagamento na Paulywood em São Paulo!

Not only art the artist lives. He has to pay bills and long to achieve the dreams of owning a house with three rooms, or a little contry house to gather your records, books, friends and nothing more. So sooner or later falls in to temptation of accepting audition for a soap opera or advertising. In this case, I've accepted the invitation to a casting of a film about the japonese culture in Brazil, Nikkei.
Do you know what's annoying in these casting tests? Not the test nor the work itself, but people who do the testing, production of the casting. I always watch movies in casting or School of Art's admission exams : Fame, Chorus Line, and others. In movies, the examiner, severe, strict and very hard face hinders and constrains the limits of the discipline, the candidate for the scholarship, or the paper, that is, but never, ever, at least in film, demoralize the candidate! The constructive criticism is ALWAYS or supported by fact. The examiner will tell if the candidate has or has not talent, if he has a disability to be worked out: it is nice or not?? The Brazil ...
Ah, Brazil is not USA! Because here are people with open hearts.
In Paraná, in its capital, Curitiba, capital of one of the best country to live if he would say; the Curitiba Curitiba was said that self-phagic; that when one stood out the couple tried to eliminate him, if the own specific idea progressed involved in the project tried to undermine it.
I think that selfphagy is evil in the country.
Then I've spoke of the casting.
Do you want to fail in the casting? Listen to what the direction of the casting has to say.
The diretor of casting sent an email saying that the character was a kind of crazy, had a history of marital betrayal, his wife left him and he happened to think it was samurai and lived to utter curses in Japanese, through the streets.
The casting has asked that I did not prepare me, here ye!
So the absence of the casting directions, I prepared:
- Two to three insults in Japanese;
- A scene of screaming (Japanese hates noises) and naughty phrases;
- A scene of insults against his unfaithfull wife (present or not) - my best shot.
All this in Japanese, spoken in Japanese.
Perfect.
I went to the studio to record the test.
The director then gives the coup, the coup predictable:
"The guy who stolen his wife is there, where the camera is. You see him and gets mad, he curses him in Japanese."
"But I only have three insults!?"
"Hey, you don't said you're Japanese spoken?" In this same case, recite the XVIII Scene Night's Dream Summer in Old'English ... don't you said you knew English?
"I know, I know and you know Japanese? No, sorry." "I spoke to had tested, including the scene of his wife's insult: Futei in Tsume (unfaithful wife!) Kanojo wa Shinui (want her to die).
Now the guy was crazy, the director and I also want to go! Damn the world! Want to employment and be paid in Paulywood in São Paulo!

sábado, maio 14, 2011

UTOPIA AGRÍCOLA-AINDA ESTOU NESSA / AGRICULTURAL UTOPIA: I'm Still in That

Estou aprendendo a lidar com a terra, o que posso dizer é que não é fácil.
No teatro muito do que aprendemos é algo próximo de uma disciplina militar. Aprendemos a fazer ataques, a produzir e dirigir os impulsos e emoções. Não sem propósito, a caixa cênica parece um veleiro, com suas adriças, roldanas, barras de luz e a tripulação necessária para fazer o barco andar. Em resumo, não pode vacilar, não há tempo para titubear.
Na terra tem que ter outro corpo. No início do meu "estágio" na plantação distendi todos os músculos possíveis e precisei ficar uns dias recuperando. Por que não se ataca a terra. A terra é muito maior, o corpo da terra é maior que o corpo humano, embora ela esteja disponível, prostrada diante da humanidade. É fácil permitir-se a abusar da terra e a atitude é ir com tudo, é quando as pessoas se machucam e percebem a dimensão do solo em que se pisa.
A terra esgota as pessoas.
Pode-se ficar apenas sentado ao lado de uma horta, de uma plantação, para voltar para casa e devorar um senhor prato de comida, como se tivesse revolvido 5 alqueires.
Estar ali, fazendo serviços de arrancar matinho, lavar cebolinha e fazer podas de cercas-vivas esta servindo para encontrar um pouco do modo de vida dos ancestrais. Na minha família algo próximo de 80% esteve envolvida ou continua ligada à produção agrícola. Talvez eu que sou um demi-urbanóide esteja compensando alguma lacuna psíquica, ou talvez esteja num projeto doido, sem objetivo algum, apenas para compensar, isso sim, o tédio, com atividade física gratuita. Não sei.
O fato é que trago para casa um constante estoque de verduras fresca e água de poço artesiano.


I'm learning to deal with the land, I can say is that it is not easy.
In theater much of what we learn is something close to a military discipline. We learned to make attacks, produce and direct the impulses and emotions. Not without purpose, the theater black box looks like a schooner, with its rigging, pulleys, light bars and the crew needed to make the boat ride. In summary, it can not waver, no time for hesitation.
In the land has to have another body. At the beginning of my "stage" in planting i'd injuried every possible muscle and needed to stay a few days recovering. Because no one attack the earth. The land is much higher, the earth's body is larger than the human body, although it is available, prostrate before humanity. It's easy to allow yourself to abuse the land and the attitude is to go foward, is when one get hurt and he realize the size of the soil where he steps.
The land exhausted people.
One can be just sitting next to an orchard, a plantation, to come home and devour a plate of food you like if it had turned over five acres.
Being there, doing service to uproot bushes, wash scallions and make pruning hedges that serve to find a little in the way of life of the ancestors. In my family something around 80% was still involved or linked to agricultural production. Maybe I'm a demi-urban guy doing a kind of therapy, or maybe a crazy project, with no goal, just to compensate, so yes, boredom, physical activity free. I do not know.
The fact is that I bring home a steady supply of fresh vegetables and well water.

quarta-feira, maio 04, 2011

AGRICULTURA UTÓPICA

Chega o tempo em que a vida nos faz mudar o rumo. Já ruminei o desgaste que o modelo neo-liberou-geral dos falidos partidos sóciodemocratas, inclusive aqueles que se travestiram, tentam imprimir na mais velha ainda, máquina do funcionalismo; impor a produtividade industrial. O governo agora quer profissionalizar a produção de arte. O nome que dão para isso é "MODERNIZAR", mas na verdade os modernosos querem é promover a revolução industrial, implantar a tear à vapor nos projetos culturais. Legal, né? Por essa razão a interlocução junto ao Governo passa necessariamente diante das cooperativas, associações e até por partidos; o Governo jamais vai ouvir a sua proposta individual, caro Lobo Solitário. Nos que pensamos um dia mudar o mundo, apenas um grau em sua latitude, podemos mandar o cavalinho para debaixo da cocheira.
Falando em cavalinhos e modelos administrativos falidos, resolvi radicalizar. Propus a cia. Miyashiro Teatro de Bonecos a adesão a um novo projeto estético. A busca das verdadeiras raízes, as raízes do brócole, almeirão, cebolinha e da laranja. Sim, amigos. Estamos aventurando no mundo campezino. Não como alguns colegas oportunistas que andaram visitando acampamentos dos irmãos revolucionários dos trabalhadores rurais. Nada disso. A proposta é pegar na enxada, plantar, puxar terra, suar o sal para receber o fruto telúrico. E assim tentar entender o que a Terra diz ao homem e por quê o homem insiste em não aprender.

A adesão da companhia foi de mais da metade, isso implica no diretor e nos bonecos. A parte de cor (Luciana) não aderiu porque alguem tinha que cuidar do Felipe. Pronto.

Os canteiros escolhidos são da propriedade dos Maedos. Primos do diretor. A propriedade é produtiva, altamente aproveitada, com somente 1 alqueire. Mas produz caixas e caixas diárias de verduras entregues a supermercados e sacolões. Nesse sentido não há espaço para experimentações ousadas. Falhar ali é quebrar uma cadeia econômica e alimentar. Portanto fomos designados a arracar matinho. Essa atividade prozaica, em genuflexão, num gesto de catar migalhas, é quase uma mortificação. O impacto físico é o massacre do nervo ciático.
Mas antes de as costas se congelar em 90 graus, aprendemos coisas interessantes. Ao arrancar a beldroega e o picão, que são os tais matinhos, suas raízes deixam buracos próximos as raízes das verduras. Isso poderia fragilizar a verdura, mas com a rega de água, a terra se fecha como uma cicatrização, deixando a verdura saudavel novamente. O que entendi é que o mato não prejudica a verdura, mas dificulta a sua colheita.
Pedimos para mudar de função devido ao pane do nervo ciático. Nos ensinaram a usar a enxadinha. Com o cabo fino e pequeno, lâmina leve e retangular, a enxadinha poda o mato no nivel do solo de forma surpreendetemente eficiente. E o trabalho rende de tal forma que não se pode entusiasmar como fez o diretor; e assim não só lesionou as costas mas a coxa, ao fazer uma torção à la kung fu, para limpar dois canteiros simultaneamente. A terra nos ensina a ser parcimoniosos e nada exibidos.

domingo, maio 01, 2011

A ARTE DE ENVELHECER /Becoming old



Perdi a conta depois de 45 anos porque sinto que a cada semana estou mais perto dos 50... a vida começa depois dos 40 pelo estado de alerta que se fica a cada talho de ruga na cara. Quero ter o rosto de pau velho do Samuel Becket, do Iggy Pop e que venha junto suas indomadas fúrias. O corpo envelhecer não é problema; problema é esquecer. Velho é aquele que esquece e rejeita as promessas juvenis. O problema é que isso é inveja, é impotência, é preguiça. O adulto é um preguiçoso e portanto velho.
Meus cabelos estão se alongando e estão presos numa cauda malfeito; meu tenis abriu uma boca na sola de borracha, o calção é desbotado e a malha manchada de Varek; carrego sacolas de supermercado; as meninas me olham, olhares se cruzam, risos de meio lábio... como um pos-adolescente racional, sei que com carro velho o jogo é outro. Não só a lataria, mas a suspensão esta detonada: nervo ciático arrasado, a fáscia da coxa inflamada resultando na canela dormente, não sinto a perna! "Vai gangrenar, poxa!"
Ah, pode cair!
So esta faltando mais irresponsabilidade. Essa aceitação muda, cordata das cargas sociais, que a todo momento os impotentes querem tornar lei, para protegerem sua incompetência e dialogar, jogar, o medo da barbárie, do selvagem, do natural, da dor, do prazer e da beleza autêntica.
Malditos gregos quando poliram o mármore. Agora para ser bela o pele deve ser fria, branca, polida e deslizante como um piso de granito. Logo a higiene deve ser de banheiros de shopping, quem se submete a mantê-los limpos? Ah, voce paga? Então não reclame da sua vida esvaindo pelo trabalho.

BECOMING OLD

I lost the counting after 45 years because I got realised every week I'm closer to 50 ... life begins after 40 because the state of alert is to every trace wrinkle on the face. I long to have the old log face of Samuel Becket, Iggy Pop and wish for come with their untamed fury. The old body is no problem; forget, is. Being old is the one who forgets and rejects the juveniles promises. The problem is the envy, the impotence and laziness. The adult is a lazy therefore old.
My stretched hair is tailed is a shoddy trapped, one shoe is opened in a mouth on the sole of rubber, mesh shorts are faded and stained; carrying grocery bags, and besides the girls look at me, eyes meet, half laughing lip ... as a post-adolescent rational, I know that with the old car is another game. Not only did the bodywork, but the suspension is detonated, crushed sciatic nerve, the fascia of the thigh resulting sore shin numb, I don't feel my leg! "It will falls down, hey!"
Oh, it's all right!
So I need more irresponsability against that acceptance mute, that cordata of social roles, which at all times the impotents want to make law to protect their incompetence and talk, play, fear of barbarism, wild, natural, pain, pleasure and authentic beauty.
Damn ancient Greeks when polished marble. Now for the skin should be nice to be cold, white, polished and slippery as a granite floor. The hygiene must be like be malls toilets; who submits to keep them clean? Oh, are you paying? So do not complain of his life slipping away at work.