domingo, novembro 06, 2011

NOVEMBRO, SEMPRE EM FRENTE, SEMPRE CORRENDO!

Em 2009 sai de Curitiba para São Paulo, Shopping Eldorado, para fazer o teste para Charlie & Lola. Eu rodei e o mais inexperiente com bonecos, o garoto iniciante no mercado dos castings levou o trampo. Pretendia aprender o que seria uma produção comercial, de royalties, a linguagem pedagógica e de consciências correta para lidar com crianças, correta para pais workalcoholics que passam pouco tempo com os filhos e são tomados da paranóia de perdê-los... Pais que obrigam baby-sitteres a vestir aventais, jalecos, como enfermeiras para evitar o germe da favela. O mesmo germe que deve estar inoculado na professora, ou na cozinheira que faz o jantar da família. Agora em 2011 mandei meu currículo para um cia. de Parati. Não fui aceito, mas tive a educada promessa de ter o currículo arquivado, no caso de precisarem de alguém com experiência. Isso indica que outro candidato cru, sem a menor noção de manipulação, sem inquietação... de solicitações salariais menores foi aprovado para o trabalho. Novamente, o meu projeto para esse serviço seria o aprendizado. Ninguem é tão completo que não precise de se alimentar de novas informações, mesmo no ambiente dos trabalhos semelhantes muito há de se aprender com os concorrentes. E por considerar que sou um concorrente, talvez, jamais venha a conseguir trabalhar dentro de outra companhia maior. Por falar em trabalho, acabo de ser excluido da programação de uma instituição (hhh) de Bauru. Estava tudo certo, quando o produtor saiu de férias (!!), a substituta argumentando desconhecer o trabalho dispensou nossa cia. Para isso bastava acessar este blog, ou simplesmente o material enviado... ou talvez presenciar os eventos selecionados pelo Sesc São Paulo, onde uma cia. me citou durante uma palestra por um "ótimo trabalho". Daí continuo um estrangeiro na minha própria cidade. Eita vida no campo! Para compensar, vou tornar a casa dos meus pais em teatro. Especificamente a garagem. Quinta-feira apresento LUVAZINE, uma das peças do repertório. Era algo que fazia bem feito ante de sair daqui: o Teatro do Tatame e o Ridimunho Mindim. Tem pessoas que jamais esqueceram. Agora será o Teatro da Rua Xingu. Vamos lá fazer direito, como se deve fazer o teatro feito com arte. Também estou trabalhando em outra marionete, com mais articulações, de madeira. Por isso cada pedacinho leva o dia inteiro para ser feito; porque além de entalhar tem que se ajustar com outro pedaço, daí a demora. CASE EMPRESARIAL: SOCIEDADES EMPÁTICAS. Ontem tivemos uma reunião tensa na empresa. O fulcro da Miyashiro Teatro de Bonecos, que é uma empresa pequena, muito menor que uma micro, portanto ágil e criativa. Criatividade e execução eficaz: ninjas dos bonecos!!! Porem a outra parte da sociedade havia esquecido isso, estava vacilando na pesquisa e desenvolvimento de projetos. É dificil desacomodar, instigar a equipe sair da zona de conforto. Tudo insulta, tudo provoca, tudo é agressivo quando se convoca para sair da letargia e tocar a empresa para frente. De um lado a empresa que funciona, estoque no limite, funcionários a beira de um ataque de nervos, cronogramas cumpridos no último minuto. Do outro o diretor amigo dos funcionários de braços cruzados, máquinas embrulhadas no plástico, tudo parado, limpo, novo, com potencial mas improdutivo, ou pouco produtivo. Ao convocar a outra parte a cumprir a demanda (incrível) o debate descamba para o lado moral, debates sobre competência, capacidade, emotividade, vitimização!!! O inferno! Como despertar as áreas eclipsadas da empresa e fazê-las produzir? Enigma do capital!

Nenhum comentário: