domingo, outubro 02, 2011

Quando o óbvio for única saída. Quando criar for repetir e repetindo todos passam a recordar. Quando o único a me ouvir for eu. e quando não mais suportar nem a mim. Chega a hora que não tendo o que falar, o melhor é calar... Outubro chegou depois dele novembro; e depois o melhor é não saber... Ai destino cruel viver as festas de fim de ano. Gostava de beber e imaginar-me numa borda de um precipício vertiginoso em que declamando Baudellaire mantinha-me suspenso... hoje o precipício que se abre é a trivial náusea do estômago, a nada heróica e desonrosa ressaca oceânica! Afinal a arte depende da carne sem o que sua glória não condensa. Que seria de Romeu e Julieta sem os corpos juvenis, os trágicos ficantes? Ainda não superei o muro da falência hepática. Qual primavera vai suplantar o cinza invernal?

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