sexta-feira, agosto 05, 2011

AGOSTO DE JULHO / IN AUGUST NEVER FORGET JULY

IN ENGLISH DOWN THERE!!!
O JACARÉ da Cia. dos Ventos.

Bonecos da Cia. Manoel Kobachuk, pintados por Luciana Miyashiro

Carlos Daitchman, sua mãe e sua neta nos visitando em TREM DE NINGUEM (abaixo)

Felipe e a vida no campo

Mim fazendu bancada pra trabaiá

O bom desse inverno é que foi o inverno mais quente que passei em 20 anos.
Morava em Curitiba, agora estou em Bauru meu habitat natural: quente, seco, quase vermelho. Acho que na verdade sou um réptil ou uma cobra. Muitos devem acreditar na segunda opção. um pouco de autocomiseração, perdoem.
Mas o inverno foi quente para mim, inclusive em julho voltei a Curitiba para o Festival Espetacular de Teatro de Bonecos em pleno veranico. Andei de manga curta quase o tempo todo. O festival abriu com o Jacaré gigante da Cia. dos Ventos de São José dos Pinhais. Essa tecnologia de fabricar bonecos monumentais eles são, definitivamente, doutores. Poderiam ousar na dramaturgia, na direção pois tem técnica e condições. Acho que o teatro deles merece isso, um salto.
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O Manoel KObachuk foi homenageado, postei um vídeo com um trecho da homenagem. Todo o festival estava muito mal divulgado, as pessoas, a exceção do Circo na Praça Santos Andrade, não compareceram as salas de teatro. Assim com uma presença muito reduzida, Manoel recebeu seu merecido prêmio, junto com uma exposição de alguns dos seus bonecos, recortes de imprensa e fotos. Para mim, foi impossivel conter as lágrimas. passei uns bons oito anos junto daquele senhor. Foi uma das poucas pessoas com quem tive química em palco. Viajamos alguns milhares de quilômetros em poltronas de ônibus de Brasília a Porto Alegre. Pisamos no tablado dos mais equipados teatros e na lama de lugarejos inimagináveis. Com o Manoel conhecemos o sr. Carlinhos, um secretário de município que tinha uma Yamaha disfarçada de Harley-Davison, conheci a pressão planetária de ser examinado por bancas de doutores e, (insuportável pressão...) por colegas de profissão. Ensinou a domar o indomável: turba de crianças exigentes de qualquer faixa etária e sócio-econômica. Esta foi uma senhora homenagem ao meu mestre ainda vivo.
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Bastidor de COLORÊ-MINGUÊ
Assisti COLORÊ-MINGUÊ, o novo espetáculo de Manoel Kobachuk. No elenco estão os seus herdeiros/discípulos: Bernardo Kobachuk e Pedro Kobachuk. O que posso dizer que sua herança está segura. Ainda veremos a marca Kobachuk prosperando por muito tempo e poderemos levar nossos tataranetos ao teatro, seguramente.
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Cenário de O Flautista de Hamelin
Vi o FLAUTISTA DE HAMELIN, espetáculo da TRIP Teatro de Rio do Sul-SC. O diretor Willian Siefert disse que a peça foi uma parceria com um grupo espanhol. O espetáculo foi concebido para ser apresentando em praças e logradouros públicos, mas na minha opinião deveria ser levado para espaços fechados. O elenco conta com dois atores que precisam jogar melhor. A direção optou por um ritmo brando, quase de contação de histórias. Há muito vazio e silêncio onde, na rua, derrubam ainda mais esse ritmo, jogando a peça para baixo. O cenário, bonecos e adereços, com detalhes finos e delicados se perdem, se desvalorizam na poluição visual da rua. É uma pena.
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E como a vida não imita a arte. Reencontrei amigos, perambulei por botecos. Comi a verdadeira e deliciosa comida vegetariana no Greenlife, como um boi ha muito desgarrado. Comi Strudell da Wittmarsun. Tomei meu chopp de fábricas artesanais, inesquecível, cremosos, na Santa Birra-Santa Felicidade. Alias tomei muita cerveja com o Sérgio Del Giorno, Bernardo Grillo. Comi a fantástica costela sulista na vila Hauer, com muita cerveja junto com o Alfredo Gomes. Alias, conheci o novo complexo cultural do Alfredo Gomes, que estou dando de prima procês! Um sonho que esta se realizando... aguardem.
Infelizmente não encontrei com a Ana Freire, estava malzinha de saúde, mas agora esta tudo bem...
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...Mas fui atras da Ana Paula Frazão, logo que cheguei, com uma fatia de torta de Iogurte, de um café da Wittmarsun. Evidentemente um encontro com muita cerveja e perna bamba na hora de ir ao banheiro. Ana me diz:... somos meio salvadores do mundo, queremos salvar o mundo com o teatro. Deu-me então o estalo! Lembram da palestra do Grotowski, em São Paulo, em 1993? Escrevi aqui no blog sobre esse encontro. Grotowski falou sobre o teatro sem público. Se pensarmos na arrogância do artista, acreditar que possui as chaves da compreenção do infortúnio humano, perceberemos humildemente, que o público, o ator e o teatro não fazem o menor sentido. O ator poderia, diante desa compreenção se dissolver na atuação. Se ninguem ve o que eu faço, para quem estou atuando? para mim? mas então trata-se de um ensaio, é preciso atuar por inteiro, entregar-se para a atuação, não para mim, nem o diretor, nem a platéia. Até não haver mais antagônicos, etc. Muito Zen? É o que acontece nas mesas de bar com gente interessante.

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IN ENGLISH
The good thing is that this winter (June and July 2011) was the warmest winter I spent in 20 years.
I lived in Curitiba, now I'm in my natural habitat Bauru City: hot, dry, almost red. Guess I'm actually a reptile or a snake. Many people must believe the second option. A little self-pity, forgive me!
But winter was hot for me, even in July I went back to Curitiba to the Spectacular Festival of Puppet Theater in the middle of little hot whether period called “Veranico”. I've been using summer t-shirt almost all the time. The festival opened with the giant Alligator of Companhia dos Ventos from São José dos Pinhais. This technology of making monumental figures they are definitely doctors. Could dare to dramaturgy in the direction it has technical and conditions. I think the drama of them deserve it, a jump.
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The Manoel Kobachuk was honored, I posted a video with an excerpt of the tribute. The whole festival was poorly advertized, people, with the exception of the Circus in the Praça Santos Andrade, did not come the theater rooms. So with a very limited presence, Manuel received his well deserved award, along with an exhibition of some of their dolls, press clippings and photos. For me it was impossible to hold back tears. I spent a good eight years with that gentleman. He was one of few persons with whom I had chemistry on stage. We traveled a few thousand miles in the bus seats from Brasilia to Porto Alegre. We stepped on the stages of the most equipped theaters and mud of unimaginable villages. With Mr. Manoel I knew. Mr. Carlinhos, a secretary of a county that had a dsiguisedas a Yamaha Harley-Davison, I knew the planetary pressure of being examined by doctors and, (unbearable pressure ...) by professional colleagues. Taught to tame the untamable, demanding crowd of children of any age and socio-economic status. This lady was a tribute to my master who's still alive.
I saw the new puppet play of Manoel Kobachuk, COLORÊ-MINGUÊ. In the cast there're his heirs and disciples, Pedro and Bernardo Kobachuk. I can say that his legacy is secure. And we going to see the Kobachuk brand thriving for long and we can take our great grandchildren to the theater, certainly.

I saw the Flautista de Hamelin (Pied Piper of Hamelin), the show of TRIP Co. of Rio do Sul-SC. The director William Siefert said the piece was a partnership with a Spanish group. The show is designed to be performing in squares and public places, but in my opinion should be taken into confined spaces. The cast includes two actors who have to play better. The direction opted for a gentle pace, almost as a storytelling. There are so emptyness and quietness where, in the street, break the pace, laying the play down. The scenery, props and puppets, with fine and delicate details are lost if they, devalued, in the visual pollution of the street. It's pitiful.
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And because life does not imitate art. Reconnect with friends, wandered bars. I ate the real and delicious vegetarian food at Greenlife Restaurant, like an ox in a long stray. I ate apfeltrudell from Wittmarsun Village. I took my craft beer from little factory, unforgettable, creamy in Santa Birra Bar-Santa Felicidade. And more,I took a lot of beer with Sergio Del Giorno, Bernardo Grillo. I ate a fantastic southern rosted rib in Hauer town, with plenty of beer along with Alfredo Gomes. Alias, I met the new cultural complex of Alfredo Gomes, I'm giving the material first! A dream is coming true ... wait.
Unfortunately not met with Ana Freire, health was bad shape, but now it's alright ...
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But ... I was behind the Ana Paula Frazão as soon as I arrived with a slice of yogurt cake from the coffeeshop of Wittmarsun. Of course a meeting with lots of beer and wobbly legs at the time of going to the bathroom. Ana tells me ... we're kind of saviors of the world, we want to save the world with the theater. Then gave me the crack! Remember the speech by Jerzy Grotowski in Sao Paulo in 1993? Here on the blog I wrote about this meeting. Grotowski spoke of the theater without an audience. If we think of the arrogance of the artists, believing they have the keys to the comprehension of human misery, we see humility, that the public, the actor and the theater does not make sense. The actor could face challenges dissolve in comprehension performance. If anyone sees what I do, for whom I am acting? for me? but then this is a test, one must act in full, to deliver the performance, not for me, neither the director nor the audience. Until no more antagonistic, etc.. Very Zen? This is what happens in the bar tables with interesting people.

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