sexta-feira, junho 10, 2011

FANTOCHE E MÉTODO- a gramática

Sempre o corpo e seu uso...
Na década de 80 e 90 o teatro buscava o método, uma forma de uso do corpo em cena que embolou com a dança. É natural que quando se veja o teatro de pesquisa, ele agregue elementos coreográficos. Coreografia é a partitura, o texto da dança.
Heis que agora, na busca da compreenção de uma metodologia no século XXI, reedita-se as linguagens corporais, sem que novas terminações sejam acionadas. E agora a "coreografia" para explicar o corpo em cena é usada novamente no ambiente da academia. Percebo que muito da produção teórica nada mais é do que relato sem maiores relfexões, sem produção de informação. um jornalismo malfeito, prolixo, sem estilo já que o estilo é repetido e enquadrado pela ABTN; não pode surgir algo empolgante.
Mas falava do uso do termo coreografia para explicar o gesto atoral. Não acredito que isso esteja ocorrendo, não vejo isso ocorrer, o gesto assinado por um autor e interpretado, reproduzido (por quê não?) por um ator. Coreografia é a idéia revelada por um autor e portanto carrega as assinaturas desse criador. Para um ator esse pressuposto criativo do gesto pertence a ele e não a uma outra pessoa. O gesto emana do ator e portanto uma coreografia determina os rumos e direções que esse gesto palmilha. A coreografia é preenchida pelo gesto. Coreografia não é o gesto.
E a consolidação dessas assinaturas do ator, não é definida por uma coreografia, mas por uma gramática. Pela regra gestual, que traduz um consenso linguístico e por fim o sentido.
Novamente:
O gesto emana do ator por uma gramática que é pode ser regida por uma coreografia.

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