quarta-feira, novembro 16, 2011

O EX- LIVREIRO DOADOR DE IDÉIAS

E nesta quarta pós feriadão a Cris Oliveira dá a dica da palestra do Zé Luiz Goldfarb...quem? O cara foi o dono da Livraria Belas-Artes!!!! Ele é um figura. Contou coisas da livraria e minha cabeça foi se esparramando de memórias, a Belas-Artes era passagem obrigatória das idas à avenida Paulista. Comprei muito álbum de histórias em quadrinhos, acho que foi lá que comprei O Mahabharata na versão do Jean Claude Carriére, da Brasiliense... Certa vez eu fui cambista e a grana que ganhei do ato contravencional eu torrei num "As Aventuras de HP e Giuseppe Bergman"de Milo Manara, sobre um cara comum, com todos os bias cognitivos, todos os erros de julgamento, que é contratado para viver uma AVENTURA que seria registrada pela empresa contratante; a história era da década de 80 ou 90, Big Brother era uma ameaça e o trampo de cambista foi uns ingressos que ganhei de um Alto executivo de um banco japones para um evento no MASP. Pedi um e ganhei uns dez convites, o que fiz, fiquei na bilheteria vendendo os convites. Faturei o equivalente hoje a R$150,00!!! Visitava a Livraria Belas Artes desde os 13 anos. Engraçado que logo ali tinha o Bar Riviera, o point da Rê Bordosa (alguem se lembra?). Só entrei no Riviera no seu ocaso. aos 13 anos ia nas duas Belas-Artes: livraria e cinema. Talvez pela conjunção de espaços culturais (foi nessa época que o termo surgiu), talvez pelo mero cruzamento de avenidas, talvez pelo bar em si; as tribos povoavam a região e por conseguinte a livraria. Foi lá que tive minha primeira experiência de convívio com a diversidade sexual: sapatas, homos, e outras categorias bacanais inacreditáveis! Sem crise, passantes... coloridos e brilhantes.

sábado, novembro 12, 2011

TEATRO EM CASA

Na quinta-feira, 20h. apresentei o LUVAZINE na garagem de casa. Pusemos bancos, cadeiras, servimos tubaína e compareceram 28 pessoas. A Luciana, com síndrome de eventos do facebook, temeu que a rua Xingu fosse invadida pela turba. Não sendo uma pré-adolescente gracinha, não temi por isso. Aguardava por 100 pessoas tendo convidado algo em torno de 300. Queria reviver os tempos de Ridimunho Mindim, como um baile de formatura perfeito, mas o equipamento me pegou: cd player enguiçou, troquei pelo macbook, um trambolho atras da cabine; o headset não parava na cabeça e os refletores à luz de velas resolveram queimar tudo antes do tempo escurecendo as cenas um pouco depois da metade da peça. Outra coisa que quebrou minhas pernas é que faltou-me presença de espírito! Quando saí de Bauru era mordaz e implacável nas críticas, era jovenzinho e não media as palavras. Depois de Curitiba, uma terra onde qualquer escriturário se comporta como coronel, perdi uma parte da velocidade do pensamento, de tanto segurar o tigre!! Outra desvantagem mental de Curitiba é a incrivel falta de inimigos, mas inimigos fiéis e cortezes, que comparecem nos duelos, provoca um buraco na mente da gente!!! O inimigo curitibano é desleal, predador sem a menor admiração pelo adversário. Para falar bem é preciso, malhar a conversa, opinar, ouvir e opinar! Lugares em que opinar é má conduta produz uma gente pacata, reservada e mal humorada. Teatro assim é difícil! Na apresentação, com algumas cenas novas que dependiam da minha eloquência desgastada, ficaram prejudicadas. Espero recuperar a velha mordacidade bauruense... Outra coisa inusitada que percebi foi a estranha conjunção de mulheres bonitas, inteligentes e why not: gostosas; assistindo o espetáculo. Tinha homem, claro! Maridos, crianças. Mas foram as mulheres que se manifestaram positivamente. Um ou dois homens vieram opinar sobre o espetáculo. Em Curitiba era o contrário. Uma maioria masculina expressava-se mais. …................... TECNOLOGIA DA BELA ARTE DE ATUAR ...............Para ser músico é preciso aprender a tocar um instrumento e algo mais. Ninguém diz : “dá esse violão ae que eu vou tocar!” Para ser malabarista, equilibrista, trapezista é preciso treinar. Ninguém diz: “que fácil vou tentar!” Já o teatro não. Para atuar basta entrar para um grupo, escola e em seis meses a pessoa estará suando frio a beira de um palco prestes a dar seu salto mortal diante da massa antropofágica, doida pelo seu tropeço que pode acontecer ou trocar pela coroa da glória celestial do aplauso convicto do bom desempenho. Embora seja uma “arte acessivel” aos poucos o ator vai percebendo que existe alguns aparelhos, gadgets, softers a ser adquiridos para melhorar a performance da sua arte. E que sem esses instrumentos, acessórios complementares a arte vai ficando ultrapassada, cansada, feia por fim.

domingo, novembro 06, 2011

NOVEMBRO, SEMPRE EM FRENTE, SEMPRE CORRENDO!

Em 2009 sai de Curitiba para São Paulo, Shopping Eldorado, para fazer o teste para Charlie & Lola. Eu rodei e o mais inexperiente com bonecos, o garoto iniciante no mercado dos castings levou o trampo. Pretendia aprender o que seria uma produção comercial, de royalties, a linguagem pedagógica e de consciências correta para lidar com crianças, correta para pais workalcoholics que passam pouco tempo com os filhos e são tomados da paranóia de perdê-los... Pais que obrigam baby-sitteres a vestir aventais, jalecos, como enfermeiras para evitar o germe da favela. O mesmo germe que deve estar inoculado na professora, ou na cozinheira que faz o jantar da família. Agora em 2011 mandei meu currículo para um cia. de Parati. Não fui aceito, mas tive a educada promessa de ter o currículo arquivado, no caso de precisarem de alguém com experiência. Isso indica que outro candidato cru, sem a menor noção de manipulação, sem inquietação... de solicitações salariais menores foi aprovado para o trabalho. Novamente, o meu projeto para esse serviço seria o aprendizado. Ninguem é tão completo que não precise de se alimentar de novas informações, mesmo no ambiente dos trabalhos semelhantes muito há de se aprender com os concorrentes. E por considerar que sou um concorrente, talvez, jamais venha a conseguir trabalhar dentro de outra companhia maior. Por falar em trabalho, acabo de ser excluido da programação de uma instituição (hhh) de Bauru. Estava tudo certo, quando o produtor saiu de férias (!!), a substituta argumentando desconhecer o trabalho dispensou nossa cia. Para isso bastava acessar este blog, ou simplesmente o material enviado... ou talvez presenciar os eventos selecionados pelo Sesc São Paulo, onde uma cia. me citou durante uma palestra por um "ótimo trabalho". Daí continuo um estrangeiro na minha própria cidade. Eita vida no campo! Para compensar, vou tornar a casa dos meus pais em teatro. Especificamente a garagem. Quinta-feira apresento LUVAZINE, uma das peças do repertório. Era algo que fazia bem feito ante de sair daqui: o Teatro do Tatame e o Ridimunho Mindim. Tem pessoas que jamais esqueceram. Agora será o Teatro da Rua Xingu. Vamos lá fazer direito, como se deve fazer o teatro feito com arte. Também estou trabalhando em outra marionete, com mais articulações, de madeira. Por isso cada pedacinho leva o dia inteiro para ser feito; porque além de entalhar tem que se ajustar com outro pedaço, daí a demora. CASE EMPRESARIAL: SOCIEDADES EMPÁTICAS. Ontem tivemos uma reunião tensa na empresa. O fulcro da Miyashiro Teatro de Bonecos, que é uma empresa pequena, muito menor que uma micro, portanto ágil e criativa. Criatividade e execução eficaz: ninjas dos bonecos!!! Porem a outra parte da sociedade havia esquecido isso, estava vacilando na pesquisa e desenvolvimento de projetos. É dificil desacomodar, instigar a equipe sair da zona de conforto. Tudo insulta, tudo provoca, tudo é agressivo quando se convoca para sair da letargia e tocar a empresa para frente. De um lado a empresa que funciona, estoque no limite, funcionários a beira de um ataque de nervos, cronogramas cumpridos no último minuto. Do outro o diretor amigo dos funcionários de braços cruzados, máquinas embrulhadas no plástico, tudo parado, limpo, novo, com potencial mas improdutivo, ou pouco produtivo. Ao convocar a outra parte a cumprir a demanda (incrível) o debate descamba para o lado moral, debates sobre competência, capacidade, emotividade, vitimização!!! O inferno! Como despertar as áreas eclipsadas da empresa e fazê-las produzir? Enigma do capital!

sábado, novembro 05, 2011

CANSOU?

Esta é uma canção para aqueles que se ajoelharam diante de seus inimigos. Este é um desenho para aqueles que tiveram todas as portas fechadas. Este é um poema para aqueles que ouviram somente não. Este é um livro para aqueles com dedos apontados diante de si Este é um filme para aqueles que todas as noites ouvem o doer dos amados. Este é um balé para aqueles que apesar de armados sentem-se fracos e desprotegidos. Este grito é para aqueles cujo lamento é mudo. Este teatro é para todo o sofrimento de um corpo infantil. Este choro é para aqueles que não se importam mais. Esta mão é para aqueles que desistiram. A inclemência é uma das patas da vida. Um cão com firme propósito de sangrar suas vítimas. Aproxima, morde, afasta, aproxima novamente... A vida é uma estranha contradição. Todos aprendem a lutar, ...mas viver depende da renúncia em enfrentar. Lutar é um ato contra a vida. Proteger os mais fracos é antinatural. Amar é contra a lei. Não ha amor sem enfrentar o destino Lutamos sempre pelos outros, nunca por nos mesmos. Portanto lutar pelo objeto de desejo sem perecer se chama arte.

quinta-feira, outubro 20, 2011

O VALOR DA ARTE / HOW DOES ART WORTH?

Como cotar o valor de uma obra de arte? Como calcular o valor de um espetáculo? Hoje, valor médio de um espetáculo de teatro de bonecos, com uma equipe de no máximo 3 pessoas, após a crise de 2009 e em meio a recessão de 2011 é de R$1.500,00, em Curitiba. Mesmo através de captação de dinheiro via Lei de Incentivo, o valor de mercado é algo em torno disso. Estou falando de uma pequena companhia que diante da pureza de seus objetivos, em algum momento decide que não vai mais buscar “mamar nas tetas do governo”; que “vai andar sobre as próprias pernas” etc. Desmamar e aprender a andar, para uma cia. Teatral é mais traumático que se pensa. Talvez pela grande oferta de espetáculos gratuitos oferecidos pelo governo municipal, as creches e escolas públicas não compram mais os espetáculos. O dinheiro arrecadado dos pais, ironia, costuma ser gasto em passeios ao cinema, parques de brinquedos, museus até jogos de futebol. Ainda assim, nesse ambiente de desvalorização do produto teatral de pequeno porte, artesanal, familiar em que o artista reune habilidades de confecção, atuação , administração e quiçá musical e de dança! Para suplantar a concorrência, as novas companhias reduzem o preço para escolas particulares, aniversários e outros eventos, algo em torno de R$100,00. Em 1999 até 2000, cobrava R$350,00 para uma apresentação em escola particular ou aniversário, mas desse mercado não vinha minha renda principal. A prefeitura de Araucária compra espetáculos por R$500,00, há pelo menos cinco anos. Ano passado recebi R$100,00 por uma atribulada apresentação num aniversário, substituindo uma cia. de Guaraqueçaba; um colega da Cia. Fio Mágico tentou vender a R$100,00 meus espetáculos, valor em que seria deduzida a sua parte de venda. Agora nesse semestre, sem maior avaliação das cotações, cobrei R$100,00 por cada apresentação em duas escolas de Bauru. Mas o valor de mercado não era R$1.500,00??? Ao propor esse valor perguntam se não faria o espetáculo de graça, como se o teatro fosse um lazer, um hobby, como se fizesse uma pipa, um estilingue no fundo do quintal, e pudesse presentear as crianças da escola de uma diretora (esse sim, nobre trabalho pago, ainda que não reconhecido o seu devido valor!). Pois essas diretora, professora que luta pela valorização da sua profissão, pede para que eu faça o meu trabalho de graça! Bom meus amigos, esse é o quadro do ator-bonequeiro artesanal. Que não obtém os valores das Lei de Incentivo, não recebe investimentos do BNDES, Ministério da Cultura e portanto não tem o apoio dos bancos, indústrias de petróleo, aço, carne, cosmética... A arte sem alinhamento político é arte da fome. Talvez meu próximo espetáculo fale sobre isso. Da fome e seus mais amplos aspectos sociais, culturais e éticos. De como a arte subsidiada se domestica e torna veículo de controle social, perpetuando o humor barato e a poesia frívola. De como o artista movido pelo amor a arte pode suplantar seu ódio pelo sistema.
HOW DOES ART WORTH? How to quote the value of a work of art? How to calculate the value of a spectacle? Today, the average value of a spectacle of puppet theater, with a team of up to 3 people, after the 2009 crisis and amid the recession of 2011 is R$1500,00, in Curitiba. Even by raising money through Cultural Incentive Government Program, the market value is somewhere around that. I'm talking about a small company on the purity of your goals, decide at some point it will no longer seek "to suck on the breast of government" that "to raise on their own feet" and so on. Weaning and learning to walk, to a Theater Company is more traumatic than anyone can hope. Perhaps the large supply of free shows offered by the municipal government, daycare centers and public schools do not buy more shows. The money collected from parents, ironically, is usually spent on trips to the movies, toys parks, museums to football games. Still, in this environment of product depreciation small theater, craftworkers, parent-to-son workers in which the artist brings together puppet sculpture, painting skills, performance, administration, and perhaps to perform music and dance! To overcome the competition, the new companies reduce the price to private schools, birthdays and other events, something around R$100,00. In 1999 to 2000, charged R$350,00 for a presentation in a private school or birthday, but this market was not my main income. The City of Araucaria buying shows for US$ 250.00, for at least five years. Last year I received R$100,00 for a birthday present a troubled, replacing a company from Guaraqueçaba, a colleague of Fio Mágico Company tried to sell the R$100,00 my shows, that value would be deducted from their share of sales. Now this semester, without further evaluation of quotations, collected R$100,00 for each presentation in two schools in Bauru, my birth city. But the market value of R$1.500,00 was not?? In proposing, a teacher/ director ask me if i could do a free perfomance for kids, as if the show would be a pleasure, a hobby, as if making a kite and a slingshot in the back yard, and could give the director of a school children (but this, noble paid job, although not recognized because their value!). For this school director, a teacher who struggle for appreciation of his profession, asks me to do my job for free! Well my friends, this is the picture of puppeteer in Brazil. That it obtains the values ​​of Incentive Government Program does not receive investment of Government Banks, Ministry of Culture and therefore does not have the support of private banks, oil, steel, meat, cosmetics industries ... The art without political alignment is the art of hungry. Maybe my next show, going to talk about it. Hungry and its wider social, cultural and ethical issues. Of how art is subsidized becomes conformable and turning in a vehicle of social control, perpetuating by some cheap humor and frivolous poetry. On the other hand, how the artist moved by the love of art can overcome their hatred for the system.

quarta-feira, outubro 12, 2011

JORNADA PARA O SUL / JOURNEY TO THE SOUTH + english allowed

A jornada para o Sul começou em Maringá-PR. Fui convidado pela Ro e pelo Sandro para o 5º FESTEBOM. Maringá é uma cidade peculiar, em 2009 no auge da crise econômica e do virus H1N1 eu e o Bernardo Grillo fomos apresentar o Trem de Ninguém por lá. A notícia que chegava era o do 1º óbito pela gripe; entupi de imunizante e fomos. O que vimos foi comércio vendendo e platéia lotada! Dessa vez em 2011, a cidade continuava a mesma ou melhor. Por lá encontrei colegas bonequeiros onde trocamos rápidas notícias ou algo mais extenso no café matinal. Tambem pude dar uma recapitulada no trabalhos dos mesmos, o que fiz registrando a Cia. Articularte (foto). O FESTEBOM é um festival feito por famílias e isso que o torna único. Acaba fazendo amizade com os filhos e sobrinhos dos Maranhos e Fagundes. Alguns colegas acabam não percebendo essas peculiaridades devido ao estresse das grandes cidades e acabam fazendo exigências inconvenientes ou simplesmente não dão a devida atenção e respeito aos pagantes da sua arte. Visite o Maringá Shopping; vá a praça de alimentação, compre um chopp Brahma com a simpática atendente e vá sentar no mezzanino que dá vista ao Parque do Ingá... ali pense na vida enquanto dá bicadinhas no chopp.
Voltei a Bauru e alguns dias depois tomei um ônibus até Curitiba e de lá, junto com o Bernardo fomos a Jaraguá do Sul-SC (foto) para o Festival de Formas Animadas. Esse talvez seja o festival predileto das grandes companhias, profissional, grandes platéias. As conversas são rápidas, impessoais, logo encerradas para que a demanda dos serviços seja realizada. Quase não conversamos com os colegas que estavam no festival e quase não conversamos com os palestrantes do seminário que acontece em paralelo ao festival. Exceção da Juliana, uma recem formada em Gestão Ambiental. Ela subiu ao palco para expressar seu encantamento com o espetáculo. Ela se impressionou com um adereço da peça, o trem; achou que ele tinha um mecanismo complexo e ficou um pouco desapontada quando viu que, a estrutura era apenas uma "caixa". Mesmo assim, ela insistiu que a locomotiva era muito expressiva porque tinha uma mola que permitia a chaminé esticar para fora do aparelho. Foi quando percebi o quanto a platéia não discerne: o público não reconhece a manipulação do boneco. Não reconhece o gesto produzido pelo boneco com linguagem, embora interprete com uma idéia generalizada. Algo como bater o olho num cartaz publicitário, saber do que se trata, mas não fez o esforço de "ler" o cartaz. A massa do público ao ver o conjunto do espetáculo é capaz de apreender a sequência de eventos, mas não registra a forma com que os eventos aconteceram. Algo com que muitos bonequeiros se preocupam, mas o público parece não se interessar: a manipulação. Manipulação no teatro de bonecos é comparavel a engenharia da sequência de ilustrações dos filmes animados: Shreck, Toy Story, Carros. a audiência sabe que esses filmes são milhares de vezes mais atrativos que os antigos da Hanna Barbera, a mesma situação ocorre com um espetáculo que tem uma boa manipulação de outro com manipulação menos trabalhada.
Depois de Jaraguá retornamos a Curitiba para duas apresentações no Teatro de Bonecos Dr. Botica. Eu trabalhei nesse teatro desde a sua inauguração. Hoje sua administração esta a cargo da Fundação Cultural de Curitiba. Com infiltrações, moscas saindo pelos ralos, baratas... num teatro dentro de um shopping. As companhias que apresentam no teatro devem fazer um mini-show gratuito antes do espetáculo começar. Esse show costumava lotar a frente do teatro, o que é um atrativo para o shopping, cuja administração não tem o menor interesse por esse mini-show. Mesmo a sorveteria, em frente ao teatro, D'Vicz, sempre reagiu com hostilidade, reclama do som alto, embora o estabelecimento faça parte da "praça dos bonecos"... da minha parte não tomo mais os seus sorvetes. Mas esse desacordo é ruim para todas as partes. A multidão não acumula mais diante do teatro porque as atrações não são mais uniformes e as criações nem sempre são do agrado do público consumidor das lojas. O Botica fica nessa variável, nem é produto de shopping nem resultado criativo.
JOURNEY TO THE SOUTH The journey to the South began in Maringá-PR. I was invited by the producers Ro and Sandro for the 5th FESTEBOM. Maringá is a unique city, in 2009 at the height of the economic crisis and H1N1 virus, me and Bernardo Grillo were invited to present with our puppet theater the Trem de Ninguem there. The news came that there was the death of a victim to the flu, and we were immunizing a lot. What we found was the sidewalks crowded, stores selling and trading with high capacity! This time in 2011, the city remaining the same or better. For where I met fellow puppeteers exchanging quick news or something longer accompanied by breakfast. Could also give a recapitulated in the friend's work, which I did recording the Articularte Co. (photo). The FESTEBOM is a familiar made festival and what makes it unique. Ends up making friends with the sons and nephews of Maranhos and Fagundes. Although some colleagues have just not noticing these peculiarities due to the stress of big cities and end up making demands inconvenient or simply do not give due attention and respect for the buyers of his art. Visit the Shopping Maringá, go to the food place, buy a Brahma beer with the friendly attendant and go sit on the mezzanine that overlooks the Park of Inga ... here think of life as it gives sipped the beer. I went to Bauru and a few days later I took a bus to Curitiba and there, along with Bernard went to Jaragua do Sul, SC (photo) for the Festival de Formas Animadas. This is perhaps the favorite festival of large companies, professional, large audiences. The talks are fast, impersonal, then closed for the demand of services. Hardly talked with colleagues who were at the festival and hardly talked to the speakers at the seminar that takes place in parallel to the festival. Exception of Juliana, a newly formed Environmental Management. She took the stage to express her delight with the show. She was impressed with a prop in the play, a train, thought it had a complex mechanism and she were a little disappointed when she saw that the structure was just a "box". Still, she insisted that the engine was very impressive because it had a spring that allowed the chimney to stretch out from the engine. That's when I realized how much the audience does not discern: the public does not recognize the manipulation of the puppet. Does not recognize the gesture produced by puppet as language must be, though made a general idea. Something like the eye hitting a oudoor, know what it is, but made no effort to "read" the advertising. The mass of the public to see the whole show is able to capture the sequence of events, but does not the way of events happened. Something that many worry about the puppeteer, but the public does not seem to be interested: the manipulation. Handling the puppet theater is comparable engineering of the sequence of illustrations of animated films: Shrek, Toy Story, Cars. Audience to know that these animated films are more a thousand times more attractive than the old Hanna Barbera cartoons, the same situation occurs with a spectacle that has a good handling of another with less manipulation worked. After Jaraguá returned to Curitiba for two shows at the TEatro de Bonecos Dr Botica. I worked in theater since its opening. Today his administration is in charge of the Fundação Cultural de Curitiba. Leaking, flies out of the drain, cockroaches ... a theater inside a mall. Companies in the theater must present a free mini-concert before the show begin. This show used atracted a crowd to the front of the theater, which is an attraction for the mall, whose administration has not the slightest interest in this mini-show. Even the ice cream store in front of the theater, D'Vicz, always reacted with hostility, complains about the loud sound , although the establishment takes advantage of the "square of the puppets" to sell their products... on my part no longer take their ice cream. But that disagreement is bad for all parties. The crowd does not accumulate more on the theater because the attractions are no longer uniform and the creations are not always appreciated by the consuming public stores. The Botica is on this variable, nor is the product of creative outcome or shopping product.

domingo, outubro 02, 2011

Quando o óbvio for única saída. Quando criar for repetir e repetindo todos passam a recordar. Quando o único a me ouvir for eu. e quando não mais suportar nem a mim. Chega a hora que não tendo o que falar, o melhor é calar... Outubro chegou depois dele novembro; e depois o melhor é não saber... Ai destino cruel viver as festas de fim de ano. Gostava de beber e imaginar-me numa borda de um precipício vertiginoso em que declamando Baudellaire mantinha-me suspenso... hoje o precipício que se abre é a trivial náusea do estômago, a nada heróica e desonrosa ressaca oceânica! Afinal a arte depende da carne sem o que sua glória não condensa. Que seria de Romeu e Julieta sem os corpos juvenis, os trágicos ficantes? Ainda não superei o muro da falência hepática. Qual primavera vai suplantar o cinza invernal?

segunda-feira, agosto 29, 2011

CIRCO VOX CONVERSA COM MIYASHIRO TEATRO DE BONECOS


A Elena e o Gallo do CIRCO VOX leram o post anterior e responderam com o texto abaixo

Olá Miya (posso te chamar assim? RS),
aqui é a Elena, personagem da vida real que faz a Judite, personagem da vida irreal... ou seria o contrário? Rs

Quero agradecer o carinho, ficamos muito felizes em ver que temos pessoas espalhadas pelo Brasil que lembram da gente e respeitam nosso trabalho. A gente tem uma certa frustração por ser artista no Brasil, sentimos como você disse, às vezes desamor, às vezes distração.

Ralamos os joelhos, quebramos a cabeça, perdemos noites de sono, nossa resistência se esgota em tardes ensolaradas como aquela... mas aí vem alguém como você e enche os recipientes vazios de novo, com classe e amor!!

Estamos na luta há mais de 10 anos e nessa trajetória colecionamos algumas pessoas como você, que torcem pela gente e já viraram amigos assíduos do Circo Vox, seja bem vindo!

Já temos mais de 5 espetáculos diferentes, você precisa conhecer!

Obrigada mais uma vez pelo desprendimento e carinho.

Bjs

Elena (Judite) e Gallo (Bobí)


Ao respondemos a essas amáveis palavras com o texto a seguir:

É...! A frase que resume a condição, o estado do artista criterioso, batalhador, com ciso por sua arte: UM SACO!!! Passei por tudo nessa busca da arte (menos o teste do sofá). Comecei com kung fu, passei pelo balé clássico, fiz estágio no LUME, Denise Namura, Alice K etc. Até que fui para Curitiba e ha 15 anos faço teatro de bonecos. Tem gente que reclama de ser passado para tras numa promoção dentro de uma empresa... cara! E a gente?! Tenho a impressão que um banquinho colou na nossa bunda e pensando que estamos caminhando, na verdade estamos sentados; dando tchauzinho para o povo que vai pra frente!!!!

Elena, fico imaginando o duro que deve ser tocar essa Lona do circo!!! Por que JAMAIS ouvi falar dela!? Mas isso não me deixa perplexo, quando o Circo Vox vem fazendo o que essa garotada do stand up agora começou, há muito tempo!!!
O cutucão a que referi no texto, os USP/UNICAMPs, é outra perplexidade dos meus já há muito desvirginados, estirados, arreganhados nipoólhos, quando refiro ao circo Vox... É impressão minha? Mas com quem falo, ninguem conhece, ou se fazem ignorantes!?
É impressão minha? VCs. tem apoio, reconhecimento da academia?
Estou falando besteira em dizer que o clown da "patrícia-pos-Collor", da Judite, que ela é a primeira clown urbana do Brasil? Por favor me corrija. É certa essa afirmação? Pois se não for, foi a revelação de outra possibilidade de clown que não a do palhaço clássico, desfuncional, com dificuldade de aprendizagem, atrasado e muitas vezes rural (caipira, jagunço, sertaneiro, bugre, índio); e todas essas figuras trágicas que a arte desavisada expõe para a delícia do ódio ao desconhecido.
Em Bauru, estava ao lado do pai da July, uma amiguinha do Felipe, meu filho de 5 anos. Ele é psicólogo, doutorando. Ele se debulhava de rir. Comparou a sua atuação, em particular, com a da Cris de uma outra cia. de teatro, e achou a sua personagem, de longe, muito melhor! E comentou se vcs. não sofrem com algum processo devido as cenas políticamente incorretas, apesar de se deliciar do riso; hahahaha!!!!! A dane-se!!!
Mas então tem esse outro ponto: para quem fazer teatro?
Para o público.
Daí, talvez o sr. D. M.(Presidente do SEXC,entenderam?), tenha aderido ao conceito de público-alvo. Espetáculos para criança.
Mas então exige-se, seja la quem for, que o espetáculo seja dirigido exclusivamente para crianças. Mas e os pais, irmãos e irmãs mais velhas, tios, avós, amigos solteiros do casal!!??? Há platéias minhas que chegam a ter 70% a mais de adultos em relação a crianças!!! E toda hora me dizem que meus espetáculos não são para crianças e trocam por uma adorável e muito mais barata CONTADORA DE HISTÓRIAS!!!!
Então foi por isso que escrevi sobre vocês. Sobre essa sensação de que a história parece repetir-se. De que não andamos para frente. De que realmente estamos com o banquinho preso na bunda, e que pensando estar indo para frente, na verdade a sociedade e alguns colegas de profissão é que estão regredindo, habilidosos em ganhar dinheiro e mais ineptos em fazer arte.
Vou publicas nossas missivas no blog, permesso????
Beijos!


sábado, agosto 27, 2011

...hoje sentei debaixo do sol para ver o Circo Vox. Rir das suas tripudices incorretas, das caricaturas urbanas, suburbanas, sobrurbanas... no meio das peripécias dos palhaços pensei que depois de fazer um trabalho como aquele valeria a pena abrir algumas latas. Se eles não abriram, na pressa de pegar a Castelo Branco antes do congestionamento, assim o fiz na honra ao, nas palavras da Judite, ao "melhor circo do Universo"!
Ri com a Judite no Jo Onze e Meia em alguma madrugada da década de noventa. A reveladora clown patricinha, "te ligo tá???"; e o Bobi apareceu, surgiu, agora é parceirão da Judite, enfim um casal clown: "benhê, que brega!". Vi em outros programas femininos de canais... de média audiência no ibope, mas somente agora em 2011 toquei na palma da mão desses heróis. É inacreditavel que duas décadas tenham passado e ainda a clown urbana da Judite seja a única nos circos brasileiros. Culpa da USP/UNICAMP que incensam apenas o clown rural? Culpa da música sertaneja? Do hip-hop?
O que falta para o Circo Vox morar no coração do Brasil? Ou é desamor ou distração. O que não falta é joelho ralado nesses profissionais.
Assim se cria o gênio brasileiro: com obscuridade e trabalho pesado!

quarta-feira, agosto 24, 2011

EXPERIÊNCIA 1.0...EXPERIENCE ONE-A


Brasileiros como todo latino gesticula enquanto fala. Pode ser um lugar comum, mas é fato que o gesto coadjuvante da fala é o reforçador da intenção do discurso. Os estudos sobre a psicologia do compotamento dizem que quando a pessoa mente, em qualquer cultura, o coadjuvante é contraditório ao veículo principal da comunicação.
Lá estou com os braços erguidos mãos cobertas pelo corpo do fantoche, a voz tronituando o texto da peça: minha verdade, a verdade dramatúrgica!
... e o gesto? Qual verdade move o fantoche?
A verdade que está ali é a verdade do meu corpo e não do corpo da dramaturgia, não é o corpo do fantoche que está sob o cruel e desmedido ataque de síncope em seu pequeno corpo. É um agressivo, saturado e falso gesto o que se ve na manipulação do fantoche.

Meu estudo esta experimentando gravar todo o texto do espetáculo SHISHI O Comilão, e com um MP3 reproduzir essa trilha sonora, buscando anular o corpo do manipulador e procurar o corpo do fantoche. Reproduzir ao mesmo tempo a voz do corpo do ator-manipulador e construir o gesto do boneco que não está realizando, existindo, acontecendo.

Dai onde encontrar uma câmara isolada, a prova de som. Separei um quarto normal, sem caixas de ovos, apenas abaixando a captação de som, cunhada colhendo amora, sobrinha batendo na porta, aquecedor do chuveiro estrondosamente alto... que tal sair com o carro e parar num lugar ermo com os vidros fechados, bem na hora da saída do colégio, com as crianças atravessando justamente o lugar ermo?! Por isso acontece tanta tragédia no mundo!?
Suado e quente, vou buscar o Felipe, tomo o ar frio...mas o que são esses pequenos sacrifícios diante da égide da Ciência????

ENGLISH:

Brazilians like every Latin person use to make gestures while speaking. It may be a cliché, but the fact is that any gesture is the supporting of speech is the intention of reinforcing the discourse. Studies on the psychology of the truth say that when the person say a lie, in any culture, supporting is contradictory to the main vehicle of communication.
I'm there with his arms raised, hands covered the body of the puppet, loud voice to the text of the play: my truth, the truth of the drama!
... and the gesture? What actually move the puppet?
The truth is, there is truth in my body but not in the body of the drama, not the body of the puppet that is under the cruel and outrageous attack of syncope in his little body. It is an aggressive gesture saturated and fake what you see in the manipulation of the puppet.

My study now is experiencing record the entire text of the show SHISHI TO Comilão, with an MP3 and through this soundtrack, seeking to annul the body of the actor and search the body of the puppet. Because do the same time the voice of the actor's body-puppeteer and build the gesture of the puppet is not performing and there, happening.

So, where to find an isolated chamber, soundproof. I set aside a regular room, without boxes of eggs glued on the walls, just lowering the sound pickup from macbook. But, the sister-in-law picking blackberries outside, niece, knocking on the door, shower heater loud bang ... the solution is leave with the car and stop at a desert place with the windows closed, pretty hot inside; just in time for children leaving the school, with children going through exactly through at desert place?! That's why this happens so much tragedy in the world!?
Sweaty and hot, I'll get the Felipe now from the school, under the risk of flu ... but what are these small sacrifices before the aegis of the Science??

terça-feira, agosto 23, 2011

DIÁRIO DE BORDO-FILMAGENS- DAILY LOG-SHOOTINGS

Cena do ensaio de SHISHI,O COMILÃO- Rehearsing SHISHI
(no feitio de walter hugo mãe)...enquanto o dinheiro não entra, só sai; mantenho o corpo em dia, em forma dando umas corridas e ensaiando espetáculos. os ensaios consistem em levar as malas até a cobertura no funda da casa, montar palco, som, ensaiar passando o espetáculo completo, filmar, guardar tudo e o pior: assistir o que foi feito. somente do espetáculo shishi, o comilão, filmei seis vezes, o que resulta num montante singular de esforço físico. para quê tanto sacrifício pergunta o leitor perscrutador? desta vez não é a afeição pela mialgia, mas pela decadência da manipulação dos bonecos. eu perdi as qualidades adquiridas por anos de treino: manter o boneco estável, fazê-lo olhar, caminhar, combater etc. estava tudo oscilante, vacilante e feio! sem mencionar o despreparo com o texto, feito com improvisos que acabavam conduzindo a becos se saída, vazios, brancos...
tudo novamente. começar do básico, como se iniciasse agora...

ENGLISH:

(in the form of walter hugo mãe - a portuguese writer) ... while the money does not enter but vanish, i'm keeping the body in shape, giving way in some street race training and rehearsing some shows. rehearsals consist of carrying the puppet suitcases to the house in the backyard, to set the stage, sound, rehearse the whole spectacle, to shooting with camcorder, to dismantle everything and the worse, watching what was done. only spectacle the shishi, the comilão, filmed six times, resulting in a unique amount of physical effort. Why so much sacrifice asks the reader? this time there is not the affection for myalgia but the decay in ability of manipulating puppets. I lost the qualities acquired through years of training: keep the puppet stable, make it look, walk, fight and so on. everything was oscillating, vacillating and ugly! not to mention the lack of preparation with the text, made with improvisations that eventually led to the exit lanes, empty, white ...
all over again. start with the basics, how to start ...

sexta-feira, agosto 19, 2011

A REDUÇÃO NO TEATRO DE AGNÉS LIMBOS


Troubles por Tnglyon
Aqui está um vídeo do espetáculo TROUBLES da Cia. Gare Centrale. Falei a oficina que assisti no Espaço Sobrevento em julho, onde fiz algumas amizades notáveis e revi outros tantos amigos. Falando em amigos, alguns deles criticam o trabalho dessa senhora, no entanto, como poderão assistir no vídeo a arte de Agnés Limbos é mal apresentado nas imagens, não dá a real dimensão do projeto do espetáculo. Alias vendo o vídeo antes da oficina, confesso, fiquei propenso a NÃO participar. Entretanto a oficina tocou na cicatriz de todos nós os artistas de palco brasileiros, contaminados da marca "brasilidade", folgazã, brincante, cheia de molejo, ginga e principalmente...ansiosa, explosiva, desgastante, berrante, berrada, precipitada. Como, com essa marca impressa em nossas almas, falaremos de contenção, recorte e redução? Onde desde a nossa mais tenra idade, passados de mão em mão, dos diretores amadores e profissionais, dos mais celebrados aos mais sisudos, em dado momento de clímax cênico, estes saltam de suas cadeiras saracoteando feito Iaiás , corporizando a emoção explosiva, gingada, molejante da personagem em questão?!? Como olhar esse patrimônio cultural, acumulado, entranhado em nossos ossos, quando descortina diante de nos as técnicas de contenção e relaxamento muscular, fluição da máscara facial, neutra, mínima, a própria e única escultura do rosto tornando-se personagem?!?
Pergunto: num mundo onde a fotografia do rosto no cinema, a semiótica, o jogo de leitura das emoções do mais reles seriado de TV, onde é o espaço da escola de teatro brasileira?????

quarta-feira, agosto 10, 2011

IMPERDÍVEL!!!!

Os Hermanos Oligor apresentam As Tribulações de Virginia em curta temporada no SESC Pompeia. As apresentações acontecem de 10 a 20 de agosto, de quarta a sábado, 21h30. O espetáculo integrou a II Semana Internacional de Teatro de Animação do Sobrevento e participou, no Rio de Janeiro, do FIL - Festival Intercâmbio de Linguagens, onde conquistou o prêmio FIL INOVAÇÃO. A companhia participa, na sequência, do Festival Cena Contemporânea, em Brasília.


Teatro mecânico-romântico
Quando algo começa, você acredita que vai durar para sempre e às vezes não é assim. Um dia, se desenamora…
É noite… Você entra em uma barraca na penumbra… Cabem somente 50 pessoas bem apertadas... Maquininhas, luas, autômatos, trens, elefantes, bonecos, tormentas, casinhas, discotecas, estrelas cadentes, anjos, mares, caixas de música, sereias… feitos de papelão, arame e coração. O teatrinho frágil dos Oligor se desloca sob a luz de uma vela, de uma lanterna, com a qual Valentín, em voz baixa, o leva à gaveta onde guarda o seu primeiro beijo… Lembra?
As Tribulações de Virginia, com Los Hermanos Oligor (Espanha)
Dias 10, 11, 12, 13, 17, 18, 19 e 20 de agosto, às 21h30
SESC POMPEIA (Rua Clélia, 93 | Tel: 11-3871-7700)
50 lugares. Duração: 90 minutos. Ingressos: de R$ 4 a R$ 16.
Saiba mais em:
www.oligor.org
http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=200278

sexta-feira, agosto 05, 2011

AGOSTO DE JULHO / IN AUGUST NEVER FORGET JULY

IN ENGLISH DOWN THERE!!!
O JACARÉ da Cia. dos Ventos.

Bonecos da Cia. Manoel Kobachuk, pintados por Luciana Miyashiro

Carlos Daitchman, sua mãe e sua neta nos visitando em TREM DE NINGUEM (abaixo)

Felipe e a vida no campo

Mim fazendu bancada pra trabaiá

O bom desse inverno é que foi o inverno mais quente que passei em 20 anos.
Morava em Curitiba, agora estou em Bauru meu habitat natural: quente, seco, quase vermelho. Acho que na verdade sou um réptil ou uma cobra. Muitos devem acreditar na segunda opção. um pouco de autocomiseração, perdoem.
Mas o inverno foi quente para mim, inclusive em julho voltei a Curitiba para o Festival Espetacular de Teatro de Bonecos em pleno veranico. Andei de manga curta quase o tempo todo. O festival abriu com o Jacaré gigante da Cia. dos Ventos de São José dos Pinhais. Essa tecnologia de fabricar bonecos monumentais eles são, definitivamente, doutores. Poderiam ousar na dramaturgia, na direção pois tem técnica e condições. Acho que o teatro deles merece isso, um salto.
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O Manoel KObachuk foi homenageado, postei um vídeo com um trecho da homenagem. Todo o festival estava muito mal divulgado, as pessoas, a exceção do Circo na Praça Santos Andrade, não compareceram as salas de teatro. Assim com uma presença muito reduzida, Manoel recebeu seu merecido prêmio, junto com uma exposição de alguns dos seus bonecos, recortes de imprensa e fotos. Para mim, foi impossivel conter as lágrimas. passei uns bons oito anos junto daquele senhor. Foi uma das poucas pessoas com quem tive química em palco. Viajamos alguns milhares de quilômetros em poltronas de ônibus de Brasília a Porto Alegre. Pisamos no tablado dos mais equipados teatros e na lama de lugarejos inimagináveis. Com o Manoel conhecemos o sr. Carlinhos, um secretário de município que tinha uma Yamaha disfarçada de Harley-Davison, conheci a pressão planetária de ser examinado por bancas de doutores e, (insuportável pressão...) por colegas de profissão. Ensinou a domar o indomável: turba de crianças exigentes de qualquer faixa etária e sócio-econômica. Esta foi uma senhora homenagem ao meu mestre ainda vivo.
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Bastidor de COLORÊ-MINGUÊ
Assisti COLORÊ-MINGUÊ, o novo espetáculo de Manoel Kobachuk. No elenco estão os seus herdeiros/discípulos: Bernardo Kobachuk e Pedro Kobachuk. O que posso dizer que sua herança está segura. Ainda veremos a marca Kobachuk prosperando por muito tempo e poderemos levar nossos tataranetos ao teatro, seguramente.
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Cenário de O Flautista de Hamelin
Vi o FLAUTISTA DE HAMELIN, espetáculo da TRIP Teatro de Rio do Sul-SC. O diretor Willian Siefert disse que a peça foi uma parceria com um grupo espanhol. O espetáculo foi concebido para ser apresentando em praças e logradouros públicos, mas na minha opinião deveria ser levado para espaços fechados. O elenco conta com dois atores que precisam jogar melhor. A direção optou por um ritmo brando, quase de contação de histórias. Há muito vazio e silêncio onde, na rua, derrubam ainda mais esse ritmo, jogando a peça para baixo. O cenário, bonecos e adereços, com detalhes finos e delicados se perdem, se desvalorizam na poluição visual da rua. É uma pena.
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E como a vida não imita a arte. Reencontrei amigos, perambulei por botecos. Comi a verdadeira e deliciosa comida vegetariana no Greenlife, como um boi ha muito desgarrado. Comi Strudell da Wittmarsun. Tomei meu chopp de fábricas artesanais, inesquecível, cremosos, na Santa Birra-Santa Felicidade. Alias tomei muita cerveja com o Sérgio Del Giorno, Bernardo Grillo. Comi a fantástica costela sulista na vila Hauer, com muita cerveja junto com o Alfredo Gomes. Alias, conheci o novo complexo cultural do Alfredo Gomes, que estou dando de prima procês! Um sonho que esta se realizando... aguardem.
Infelizmente não encontrei com a Ana Freire, estava malzinha de saúde, mas agora esta tudo bem...
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...Mas fui atras da Ana Paula Frazão, logo que cheguei, com uma fatia de torta de Iogurte, de um café da Wittmarsun. Evidentemente um encontro com muita cerveja e perna bamba na hora de ir ao banheiro. Ana me diz:... somos meio salvadores do mundo, queremos salvar o mundo com o teatro. Deu-me então o estalo! Lembram da palestra do Grotowski, em São Paulo, em 1993? Escrevi aqui no blog sobre esse encontro. Grotowski falou sobre o teatro sem público. Se pensarmos na arrogância do artista, acreditar que possui as chaves da compreenção do infortúnio humano, perceberemos humildemente, que o público, o ator e o teatro não fazem o menor sentido. O ator poderia, diante desa compreenção se dissolver na atuação. Se ninguem ve o que eu faço, para quem estou atuando? para mim? mas então trata-se de um ensaio, é preciso atuar por inteiro, entregar-se para a atuação, não para mim, nem o diretor, nem a platéia. Até não haver mais antagônicos, etc. Muito Zen? É o que acontece nas mesas de bar com gente interessante.

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IN ENGLISH
The good thing is that this winter (June and July 2011) was the warmest winter I spent in 20 years.
I lived in Curitiba, now I'm in my natural habitat Bauru City: hot, dry, almost red. Guess I'm actually a reptile or a snake. Many people must believe the second option. A little self-pity, forgive me!
But winter was hot for me, even in July I went back to Curitiba to the Spectacular Festival of Puppet Theater in the middle of little hot whether period called “Veranico”. I've been using summer t-shirt almost all the time. The festival opened with the giant Alligator of Companhia dos Ventos from São José dos Pinhais. This technology of making monumental figures they are definitely doctors. Could dare to dramaturgy in the direction it has technical and conditions. I think the drama of them deserve it, a jump.
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The Manoel Kobachuk was honored, I posted a video with an excerpt of the tribute. The whole festival was poorly advertized, people, with the exception of the Circus in the Praça Santos Andrade, did not come the theater rooms. So with a very limited presence, Manuel received his well deserved award, along with an exhibition of some of their dolls, press clippings and photos. For me it was impossible to hold back tears. I spent a good eight years with that gentleman. He was one of few persons with whom I had chemistry on stage. We traveled a few thousand miles in the bus seats from Brasilia to Porto Alegre. We stepped on the stages of the most equipped theaters and mud of unimaginable villages. With Mr. Manoel I knew. Mr. Carlinhos, a secretary of a county that had a dsiguisedas a Yamaha Harley-Davison, I knew the planetary pressure of being examined by doctors and, (unbearable pressure ...) by professional colleagues. Taught to tame the untamable, demanding crowd of children of any age and socio-economic status. This lady was a tribute to my master who's still alive.
I saw the new puppet play of Manoel Kobachuk, COLORÊ-MINGUÊ. In the cast there're his heirs and disciples, Pedro and Bernardo Kobachuk. I can say that his legacy is secure. And we going to see the Kobachuk brand thriving for long and we can take our great grandchildren to the theater, certainly.

I saw the Flautista de Hamelin (Pied Piper of Hamelin), the show of TRIP Co. of Rio do Sul-SC. The director William Siefert said the piece was a partnership with a Spanish group. The show is designed to be performing in squares and public places, but in my opinion should be taken into confined spaces. The cast includes two actors who have to play better. The direction opted for a gentle pace, almost as a storytelling. There are so emptyness and quietness where, in the street, break the pace, laying the play down. The scenery, props and puppets, with fine and delicate details are lost if they, devalued, in the visual pollution of the street. It's pitiful.
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And because life does not imitate art. Reconnect with friends, wandered bars. I ate the real and delicious vegetarian food at Greenlife Restaurant, like an ox in a long stray. I ate apfeltrudell from Wittmarsun Village. I took my craft beer from little factory, unforgettable, creamy in Santa Birra Bar-Santa Felicidade. And more,I took a lot of beer with Sergio Del Giorno, Bernardo Grillo. I ate a fantastic southern rosted rib in Hauer town, with plenty of beer along with Alfredo Gomes. Alias, I met the new cultural complex of Alfredo Gomes, I'm giving the material first! A dream is coming true ... wait.
Unfortunately not met with Ana Freire, health was bad shape, but now it's alright ...
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But ... I was behind the Ana Paula Frazão as soon as I arrived with a slice of yogurt cake from the coffeeshop of Wittmarsun. Of course a meeting with lots of beer and wobbly legs at the time of going to the bathroom. Ana tells me ... we're kind of saviors of the world, we want to save the world with the theater. Then gave me the crack! Remember the speech by Jerzy Grotowski in Sao Paulo in 1993? Here on the blog I wrote about this meeting. Grotowski spoke of the theater without an audience. If we think of the arrogance of the artists, believing they have the keys to the comprehension of human misery, we see humility, that the public, the actor and the theater does not make sense. The actor could face challenges dissolve in comprehension performance. If anyone sees what I do, for whom I am acting? for me? but then this is a test, one must act in full, to deliver the performance, not for me, neither the director nor the audience. Until no more antagonistic, etc.. Very Zen? This is what happens in the bar tables with interesting people.

terça-feira, agosto 02, 2011

RECONHECIMENTO DO MANOEL KOBACHUK


Em 17julho de 2011, Manoel Kobachuk foi homenageado no TEatro José Maria Santos pelo Teatro Guaíra, por sua obra e por seu empenho pela igualdade cultural e racial. Para mim, somo a esse reconhecimento o meu amor e carinho a esse mestre que me educou num ofício a qual tenho orgulho e honra de fazer parte. Parabéns Manoel!

RECONHECIMENTO DO MANOEL KOBACHUK

http://youtu.be/kQt8d2zZe9I
Em 17julho de 2011, Manoel Kobachuk foi homenageado no TEatro José Maria Santos pelo Teatro Guaíra, por sua obra e por seu empenho pela igualdade cultural e racial. Para mim, somo a esse reconhecimento o meu amor e carinho a esse mestre que me educou num ofício a qual tenho orgulho e honra de fazer parte. Parabéns Manoel!

quarta-feira, julho 13, 2011

O ESTADO SUBLIME DE SER ARTISTA...................... THE SUBTIL STATE OF BEING ARTIST



Qual a fronteira entre o estado de Arte e a arrogância?
Tenho ouvido que para atingir a realização artística plena é preciso não abdicar das intenções para lá chegar. Não fazer concessões, não buscar caminhos fáceis, não desistir até atingir a proposição. Todos sabem que conceder, facilitar e desistir é o meio caminho para realizar num Estado (governo, país, nação) que não presta o devido respeito ao idoso, ao professor, ao policial (sim), quanto mais ao artista. É praxe na minha cia., reduzir as exigências de luz, produção de trilha sonora simplesmente porque o dinheiro, um bom valor, não é uma soma polpuda. Não digo que o serviço será gratuito, mas o outro "artista" sente-se sub-remunerado e entre dar liberar seus canais criativos prefere retê-los na esperança de um pagamento maior. Esse comportamento, talvez, tenha gerado uma corrida por dinheiro público, como é chamado a dotação obtida nos editais. Já relatei o que um desses servidores expressou a mim: o governo não pode sustentar o artista.
Hoje percebo que para um governo acreditar que possa "sustentar" um artista seria no mínimo uma petulância. Sempre acreditei que ao receber o dinheiro advindo de impostos pagos inclusive por mim, estaria eu, um artista, AJUDANDO o governo a bem relacionar com a comunidade e os pagadores de impostos. Afinal que propaganda melhor que um bom espetáculo? O que trás mais votos? Boas campanhas publicitárias ou prontidão no atendimento ao cidadão? Acreditar que pagando um salário o governo tem o poder sobre a fonte criativa do artista, bem se sabe, é no mínimo ingênuo senão idiota.
Particularmente, a mim, o estado de arte esta imerso num núcleo íntimo. Ali ele estabiliza, equilibra, pende até desaparecer como uma núvem. Realizar, catalizar esse estado num espetáculo, numa pintura, numa imagem materializada. Que desafio!!!


...........ENGLISHED........................................

Where begins and ends the state of art and arrogance?
I have heard that to reach full artistic achievement one must not abdicate their intentions to get there. Do not make concessions, not to seek easier ways, not give up until the proposition. Everyone knows the used to be is to facilitate and give up half way to conduct a State (government, country, nation) that does not pay due respect to the elderly, the teachers, the police (yes), as more the artist. It is customary in my co., Reducing the requirements for light, producing the soundtrack just because the money, a good value, there is a hefty sum. I do not say that the service will be free, but the other "artist" feels underpaid and between channels to release their creative prefer to retain them in the hope of a larger payment. This behavior, perhaps, has generated a scramble for public money as it is called the allocation obtained in the tally sheets. It reported that one of these servers has expressed to me: the government can not support the artist.
Now I realize that to believe that a government can "sustain" an artist would be at least a tantrum. I have always believed that when government got the money coming from taxes paid even for me, would I, an artist, help the government to well serve, pay back to the community and the taxpayers. After all are the advertising better than a good show? What brings more votes? Good advertising campaigns or readiness in responding to citizen? Believe that paying a salary the government has power over the source of the creative artist, is well known, is naive at best a idiot.
Particularly, for me, the state of the art immersed in this innermost being. There so it stabilizes, balances, hangs like a cloud until it disappears. To catalyze this state into a spectacle, a painting, an image materialized. What a challenge!

quarta-feira, junho 29, 2011

PAULISTÂNIDAS; NÃO FAÇA DA ARTE UM CARRO DO ANO



Marcelo, Verônica Gerchman, Mauro manipulando por telepatia o objeto na oficina de Agnés Limbos.

Meus amigos devem estar ansiosos para saber o que o velho Mia aprendeu na oficina de madame Agnés Limbos!?! Aprendi que não sei nada de teatro de objetos e muito possivelmente não aprenderei. Faço um razoavel teatro de fantoches, alias assisti ao Yuen Fai no CCBB o seu HAND STORIES que conta simplesmente a saga de seu pai, irmão mais velho (Yang Feng) e a sua. Desde a prisão e detração pública do pai, a mal resolvida viagem do Yang Feng (mágoa explícita) e a sua encarada no mundão. Primeiro o Yuen Fai resolve bater latinha, ganhar uns cobres com os fantoches chineses aonde??? Bolívia!!! Tudo bem, amigos, a história tem final feliz. Ele é salvo por um anjo. Mora em Paris! Que final, heim?!
Falava de Agnés Limbos.
A questão é que para se fazer o teatro de objetos é preciso um clown fenomenal. O objeto não é vivificado com simulacros de gestualidade humana. Mas a emissão de significados funcionais produzidos pelo objeto sofre a interferência do corpo clown do artista. O resultado é a elaboração do que Agnés chamou de elipses.
Desnecessário dizer que apanhei muito na oficina. Perdi meu corpo clown ha muito tempo, atras das empanadas, enquanto punha a trilha sonora, preparava a entrada do próximo boneco, lutava com a rouquidão engolindo goles de água... Pergunto se ressuscito esse zumbi...
Errei, errei muito, errei até dizer chega, até as pessoas dizerem que estavam de saco cheio de me ver errar. Mas não foi para isso que fiz essa m... de oficina? Ou para exibir meus talentos inquestionáveis???? A vá!

Assisti o espetáculo da Cia. Mútua, de Itajaí-SC, dirigida por Willian Sievert, com bonecos de Paulo Nazareno, diversas vezes mencionado neste blog. Os bonecos tem a escultura de Mônica Longo, atriz da cia. Um belo espetáculo. Um espetáculo que poderia ser um filme, uma animação 2D, os bonecos tem o desenho e o movimentos dos desenhos animados; talvez esse seja um contrasenso em uma concepção que poderia ser filme mas optou pelo teatro. Senti um subutilização dos atores. É algo para se realizar.

No Brasil é assim. Os espetáculos estão engordando. Cenários grandiosos para comportar os pequenos bonecos. São produzidos como carros do ano. Os espetáculos são pressionados a ter idéias inovadoras a cada ano, para seduzir como seduzem os carros do ano. Quem escolheu transformar a cultura, a arte, nesse tipo de produção? Por quê entramos tão cordiais nesse modo de produzir? Por quê parte do cérebro criativo agora deve lidar com a tradução dos editais, idealizado por aquele burocrata, com graduação e mestrado em artes cênicas, que altera a letra do edital, todos os anos seguintes, sob o argumento de "melhorá-lo"?
Aí está! Nos queríamos melhorar a vida do artista, dar-lhe vida digna. Pois agora temos um carro do ano, a cada ano!!!!
EU SOU CONTRA FAZER DA ARTE UM PROJETO!!!!!
EU SOU CONTRA CHAMAR EDITAL DE ARTE!!!!!
GOVERNO NÃO É MECENAS!!!!!

Mas, falava de Agnés Limbos.
Não sei quem, mas eu preciso ressuscitar o zumbi do meu corpo clown; para que, nas lpalavras de madame Limbos: deixemos de fazer teatro de crianças para falarmos da nossa vida, dores e amores.

terça-feira, junho 28, 2011

MESTRES POR AÍ, AFORA


A prof. Lúcia Helena enviou esse vídeo de um mestre, batalhando seu espaço no negócio de shows. Bem que merecia ter seu espaço.

terça-feira, junho 21, 2011

OFICINA DE AGNÉS LIMBOS- CIE. GARE CENTRALE




Consegui uma vaga na oficina de AGNÉS LIMBOS da Compagnie Gare Centrale, da Bélgica; a acontecer entre os dias 25 e 28/06, no Espaço do Sobrevento, dentro da programação da 2ª SEMANA INTERNACIONAL DE TEATRO DA ANIMAÇÃO DO SOBREVENTO. Bem, queria fazer a oficina do funcionário do Philip Genty, pois não sabia quem era la madame Limbos; outrossim , as oficnas ocorrem simultaneamente, no mesmo horário e em locais distantes. Desse modo fui fazer meu dever de casa e procurei saber quem era Agnés Limbos e a cie. Gare Centrale, onde encontrei esses vídeos de um espetáculo sim-ples-men-te genial! Com idéias fantásticas, com técnicas que toda criança brincou um dia mas com a aplicação sincrônica o que, quando magnificamente usada, torna o teatro de objeto uma experiência de enlevo.
Reparem na cena do quarto, onde os brinquedos e insetos tomam vida e poesia e discutem os achaques contra o mundo. Outra bela cena é da lua sobre as núvens, simples mas com efeito cinematográfico; talvez o tipo de coisa resolvida na última hora mas que se torna a melhor cena.
Confesso que agora fiquei entusiasmado e espero aprender muito nessa oficina.

sexta-feira, junho 17, 2011

II SEMANA DO SOBREVENTO


Quem dá primeiro, sabe como é...hahaha! Aqui voc6e sabe primeiro.
Sobrevento traz a São Paulo Teatro de Animação Contemporâneo de quatro países

O GRUPO SOBREVENTO realiza, de 25 de junho a 3 de julho, a II SEMANA INTERNACIONAL DE TEATRO DE ANIMAÇÃO DO SOBREVENTO, na cidade de São Paulo. A Mostra, que este ano tem como tema Do Boneco ao Objeto, traz à cidade espetáculos inéditos de algumas das mais importantes companhias modernas de Teatro de Animação do mundo, em uma programação GRATUITA, com o patrocínio da PETROBRAS através da Lei de Incentivo à Cultura, o apoio da FUNARTE e a parceria da SP Escola de Teatro.

A programação conta com os espetáculos ¨Zigmund Follies¨, da Cie. Philippe Genty (França); ¨Pft Fft Fft¨, do Théâtre Manarf (França); ¨Perturbações (Troubles) ¨, da Cie. Gare Centrale (Bélgica), ¨Tribulações de Virgínia (Tribulaciones de Virginia) ¨, da Cia. Hermanos Oligor (Espanha), além de ¨Um Príncipe chamado Exupéry¨, da Cia. Mútua (SC – Brasil) e ¨A Cortina da Babá¨, do Grupo Sobrevento (SP – Brasil). Além da apresentação de 18 espetáculos de seis companhias – da França, Espanha, Bélgica e Brasil – a II Semana Internacional de Teatro de Animação conta com duas Oficinas Internacionais – ministradas pelas Companhias Philippe Genty e Gare Central – seis debates sobre o processo de criação de cada companhia e duas mesas-redondas acerca do Teatro de Animação no panorama do Teatro Contemporâneo.

Além de contribuir para a formação de artistas e público, por meio da troca de experiências, da abertura dos processos de pesquisa de diferentes companhias teatrais e de debates sobre as particularidades de cada trabalho, a Mostra busca discutir as possibilidades e limitações do boneco e do objeto como centro do Teatro de Animação, apresentando diferentes pontos de vista tomados por artistas experientes que estão entre os mais renomados em suas especialidades. ¨Não queremos fazer da Semana um apanhado de espetáculos variados, mas apontar os novos e diferentes caminhos que o Teatro de Animação vem trilhando mundo afora e que o coloca na vanguarda das expressões artísticas contemporâneas¨ – diz Sandra Vargas, do Sobrevento.

Todos os espetáculos têm lugar no Espaço Sobrevento (R. Cel. Albino Bairão, 42 – São Paulo – a duas quadras do Metrô Bresser), única sala dedicada ao Teatro de Animação na cidade de São Paulo, um galpão de 400 m2 capaz de abrigar produções que um teatro tradicional não comportaria. Com uma estrutura móvel, a sala pode abrigar tanto uma pequena lona de circo, quanto uma tenda, um espetáculo intimista, uma montagem criada para o ar livre ou uma produção convencional. Pensado para se transformar constantemente, o Teatro irá surpreender o público, que encontrará um ambiente diferente a cada visita.

Consulte a programação completa no site do GRUPO SOBREVENTO – www.sobrevento.com.br.

quinta-feira, junho 16, 2011

ARTISTAS FORAM OS PRIMEIROS HACKERS/ .........ARTISTS WERE THE FIRST HACKERS



No Facebook, José Antonio Nobre, o Carioca, iluminador, reclamou que esta dificil competir com outros colegas que trabalham com pagamento muito abaixo da tabela do SATED. Essa afronta ética é logo corrigida por uma lei de mercado que é a estabilidade entre o baixo preço do serviço e o custo real para aquele que o executa. O prestador do serviço, artista ou não pode, inicialmente, oferecer preços mais competitivos, mas com o aumento de encomendas e solicitações, será capaz de cumprir os pedidos? Se for capaz, bem conhecemos o efeito China: alguém sai perdendo na cadeia produtiva; aquele coitadinho que também topa trabalhar por mixaria.
Não sei se o consumidor final ou o público perde alguma coisa com isso, mas com certeza deixa de ganhar. A possibilidade, reitero a possibilidade de obter uma nova experiência ao assistir o espetáculo.
O meio teatral é repleto de fraudes e simulações. O teatro alimenta-se do engano, da trapaça; e maior trapaça é o público que vai ao teatro justamente para ser trapaceado. O termo "o show deve continuar" é uma frase constantemente reformulada que sob qualquer prejuízo, dano e até mesmo morte os técnicos, elenco e até mesmo com algum "sacrifício" da produção o público deve ser agraciado com a ilusão plena de que a vida é bonita e radiante.
Outro episódio aconteceu numa obscura cidade em que um grupo de teatro resolveu fazer um festival internacional. O inusitado foi que não houve nenhuma cia. convidada vindo do Exterior. Todos eram estrangeiros mas moravam no país ha muito tempo ou o único que morava no estrangeiro era brasileiro!? Todos que trabalhavam no meio perceberam a fraude, mas ninguém se dispos a fazer a revelação da real situação, por quê? Porque se o teatro é milenar, a fraude mesmo a menos artística das cenas, mesmo que o cenário não seja o mais caro, mesmo que não seja a menos engenhosa doas dramaturgias, é tudo sempre fraude.
Assim, tem quem se desmerece como artista. O artista sabe como a verdade se constrói, o artista lê a realidade e se comporta com ceticismo, evita fidelidade a conceitos, esta sempre pronto para ser desmoralizado. Artistas foram os primeiros hackers.

***********ENGLISHED***************************


On Facebook, José Antonio Nobre, Carioca, light creator, complained that is pretty hard to compete with other colleagues who work with payments below of the SATED-Artists Union's price table. This ethic affront is soon corrected by a law of the market that is balance between low price and the actual cost of service for those who run it. The service provider, artist or not, initially, could offer more competitive prices, but with the increase of orders and requests, will be able to accomplish these demands? If one can, well we know the of 3rd Country's Industry effect: someone loses in the production chain, that one poor soul who stumbles also work for peanuts.
I do not know if the consumer or the public loses something with it, but certainly no longer earn. The possibility, I reiterate the possibility of obtaining a new experience to watch one good spectacle.
The theatrical ambience is full of fraud and simulations. The theater is nourished by deception, cheating, and cheating is the largest when the audience goes to the theater just to be cheated. The term "the show must go on" is a phrase constantly recast it in any loss, damage and even death of technicians, cast and even with some "sacrifice" of producers, the public must be fully honored with the illusion that life is beautiful and radiant.
Another episode occurred in an obscure brasilian town in which a theater group decided to make an international festival. The unusual was that there was no company been invited from abroad. All were strangers but lived in Brazil long ago or the one who lived abroad was Brazilian! " Everyone who worked amid perceived the fraud, but nobody was willing to make the revelation of the real situation, why? Because if the theater is ancient, fraud even less artistic scenes, even though the scenario is not the most expensive, although not the least ingenious donate a play, everything is always fraud.
So, there who has demerits as an artist. The artist known as the truth is constructed, the artist reads the reality and behaves with skepticism, avoids loyalty concepts, is always ready to be demoralized. Artists were the first hackers.

terça-feira, junho 14, 2011

REFAZENDO SHISHI/ Researching New Means for SHISHI

Cena do ensaio de SHISHI, O Comilão/ Rehearsing SHISHI,O Comilão
Outra Cena do ensaio de SHISHI, O comilão. Another scene of SHISHI, O comilão
Again!

Sim, refazendo o que esta feito. Ceta vez Manoel Kobachuk disse: "... é mais difícil consertar do que criar". No sentido de que ao criar os elemento se sobrepõe de modo caótico para encontrar sentido no resultado. Porem, para desmontar...
A industria sabe como fazer isso bem. Elaborar o processo de forma que o desmonte seja sistematizado, as fases do processo possam ser reparadas. Na Arte isso é complicado pela velocidade e o temor de perder a breve incandescência da criatividade.
Então, após um ano ou talvez mais, decidi trabalhar sobre o espetáculo SHISHI, O Comilão. Mudando as cenas, mudando sentidos, a retornando ao humor livre que a luva proporciona e que foi perdida diante das exigências da fome crítica por "novas possibilidades".
Aqui podem perceber, as primeiras assistências que poderão tecer o sucesso ou não deste trabalho:

é isso mesmo que vcs. estão a ver. Morceguinhos baladeiros, pendurados na pata-de-vaca, assistindo os ensaios. lembram dos sapinhos que visitavam o quintal em Curitiba? Agora esses morcegos! A vida selvagem realmente aprecia meus espetáculos! Por isso tenho dificuldade em alcançar a fama na urbanidade...por mais que anseie pelo seu amor!

*********ENGLISH NOW**********

Yes, remaking what is done while work doesn't come. One day, Manoel Kobachuk, my ex-Art Director and boss, once said, "... it is harder to fix than to create. " In order that creative elements that overlaps in chaos to find meaning in the final result. However, to dismantle and fix... too harder.
The industry knows how to do it well. Preparing the process so to further the dismantling is a system, the process steps can be repaired. In art this is complicated by the speed and the fear of losing the brief glow of creativity.
Then, after a year or maybe more, I decided to work on one of my plays, Shishi, The Glutton. Changing scenes, changing directions, returning to the free mood and provides that my glove puppet was lost from the demands of (local) critic gluttony for "new possibilities ".
Here you can see, the first assistance that may make the success or otherwise of this work:

that's right you guys. they are viewing. Furrier little bats, hanging on the cow-foot tree, watching the rehearsals. remember the frogs who visited the yard in Curitiba? Now these bats! The wildlife really enjoy my shows! So I have difficulty in reaching fame in urbanity who I ever yearn for more ... for your love!

segunda-feira, junho 13, 2011

DUAS OFICINAS

O Grupo Sobrevento promove, de 25 a 28 de junho, na cidade de São Paulo, duas Oficinas GRATUITAS, de duas das mais importantes companhias de Teatro de Animação contemporâneas do mundo: a Cia. Phillipe Genty, da França, e a Cia. Gare Centrale. A iniciativa de compartilhar o processo de criação e formação destas que figuram entre as mais renomadas companhias contemporâneas de Teatro de Animação do mundo é parte da II SEMANA INTERNACIONAL DE TEATRO DE ANIMAÇÃO DO SOBREVENTO, que tem o patrocínio do Ministério da Cultura e da Petrobras, o apoio da FUNARTE e a parceria da SP Escola de Teatro.

Com oito horas diárias e voltadas para jovens artistas, as Oficinas - que serão realizadas simultaneamente no Espaço Sobrevento e na SP Escola de Teatro - abordarão os diferentes princípios, poéticas e processos de criação que as destacaram na vanguarda da Arte Cênica Contemporânea, ao mesmo tempo em que estimulam a criação pessoal dos alunos, dando-lhes instrumentos para sua expressão particular. As inscrições para a Oficina CORO DE MEMÓRIAS: UMA INTRODUÇÃO AO UNIVERSO DE PHILIPPE GENTY - coordenada por Eric de Sarria, da Cie. Philippe Genty (França) - e para a Oficina O ATOR E O OBJETO: AS POSSIBILIDADES DE TEATRO E POESIA QUE NASCEM DESSE CONFRONTO - coordenada por Agnès Limbos, da Companhia Gare Central (Bélgica) -podem ser feitas até o dia 17 de junho pelo site do SOBREVENTO - http://www.sobrevento.com.br. Cada Oficina disponibiliza 15 vagas e a lista de selecionados será divulgada no dia 20 de junho no mesmo site.

O SOBREVENTO é um núcleo da Cooperativa Paulista de Teatro

Visite nossa página em http://www.sobrevento.com.br

sexta-feira, junho 10, 2011

FANTOCHE E MÉTODO- a gramática

Sempre o corpo e seu uso...
Na década de 80 e 90 o teatro buscava o método, uma forma de uso do corpo em cena que embolou com a dança. É natural que quando se veja o teatro de pesquisa, ele agregue elementos coreográficos. Coreografia é a partitura, o texto da dança.
Heis que agora, na busca da compreenção de uma metodologia no século XXI, reedita-se as linguagens corporais, sem que novas terminações sejam acionadas. E agora a "coreografia" para explicar o corpo em cena é usada novamente no ambiente da academia. Percebo que muito da produção teórica nada mais é do que relato sem maiores relfexões, sem produção de informação. um jornalismo malfeito, prolixo, sem estilo já que o estilo é repetido e enquadrado pela ABTN; não pode surgir algo empolgante.
Mas falava do uso do termo coreografia para explicar o gesto atoral. Não acredito que isso esteja ocorrendo, não vejo isso ocorrer, o gesto assinado por um autor e interpretado, reproduzido (por quê não?) por um ator. Coreografia é a idéia revelada por um autor e portanto carrega as assinaturas desse criador. Para um ator esse pressuposto criativo do gesto pertence a ele e não a uma outra pessoa. O gesto emana do ator e portanto uma coreografia determina os rumos e direções que esse gesto palmilha. A coreografia é preenchida pelo gesto. Coreografia não é o gesto.
E a consolidação dessas assinaturas do ator, não é definida por uma coreografia, mas por uma gramática. Pela regra gestual, que traduz um consenso linguístico e por fim o sentido.
Novamente:
O gesto emana do ator por uma gramática que é pode ser regida por uma coreografia.

quinta-feira, junho 09, 2011

J.BIEBER. IS HE THE NEW MICHAEL JACKSON?

Justin Bieber apresenta em tourné no Japão quando artistas como Slash se recusam!
O carinha vai com metade da equipe que teve medo da radiação e tsunamis.
Cara, esse é o modelo do novo artista, ou do novo modelo de trabalho? Uma antevisão de que acabou o glamour egoísta; de jatinhos, festinhas, badalações. Agora quem não por o pé na lama, lama radioativa não vai mais trabalhar.
Esse menino que ja admirava por desmontar o cubo mágico agora toma essa atitude, no mínimo a frente dos colegas!? Ah, merece minha atenção.
Se ele pegar uma linha um pouco mais blues, e aveludar um pouquinho mais a voz, eu compro as suas faixas no I tunes.

Justin Bieber presents on tour in Japan when artists like Slash refuse!
The little guy goes with half the team that was afraid of radiation and tsunamis.
Man, this is the model of the new artist, or the new model work? A preview from the glamor that just selfish; of private jets, parties, clubbing is over. Now who does not set foot in the mud, mud radiation will not work anymore.
This boy who already admired by resolve the magic cube now takes this attitude, at least in front of colleagues!? Ah, deserves my attention.
If he catches a line a little blues, a little more fluff and the voice, I sure buy their tracks on I tunes.

terça-feira, maio 31, 2011

ALÔ FUNDAÇÃO CULTURAL, ESTOU POR AQUI.

Essa é para a sra. Ana Maria Hladzuk e para e o dr. Heliomar de Freitas. Visto que estou em local certo e sabido, onde até o momento não recebi qualquer notificação. Minha empresa esta aberta em Curitiba, meu título de eleitor é curitibano, meus emails atendem pelo jorge.miyashiro@gmail.com, minha advogada ainda representa a Miyashiro Teatro de Bonecos ltda.
Não estou residindo em Curitiba por razões profissionais e pessoais, face que não estou limitado por ação alguma ou sofrendo restrição de locomoção por qualquer instrumento.
Esta portanto é uma DECLARAÇÃO para fins de lide contra a interessada.

domingo, maio 22, 2011

O CASTOR


Hahahaha!
Estreou em Cannes, mas não deu. O filem de Jodie Foster, com Mel Gibson que encontra um fantoche de castor e começa ficar "dominado"pelo boneco. Durante um tempo eu me sentia assim, meio "dominado".

UM DIA EM PAULYWOOD / A DAY IN PAULYWOOD



Nem só de arte vive o artista. Ele tem que pagar contas e sonha em possuir uma casinha de tres quartos, ou uma chacarazinha para reunir os seus discos, livros , amigos e nada mais. Portanto uma hora ou outra cede a tentação de aceitar fazer um teste para uma novela ou peça publicitária. No caso, aceitei o convite para um casting de um filme sobre a cultura nipônica no Brasil, nikkey.
sabe o que é chato nesses testes de casting? Não é o teste nem o trabalho em si, mas as pessoas que fazem o teste, a produção do casting. Sempre assisto filmes de casting ou testes de admissão de hollywood: Fama, Chorus Line, No Balanço da Dança (até). Nos filmes, o examinador, severo, rigoroso e de cara muito sizuda dificulta e constrange no limite da disciplina, o candidato a bolsa, ao papel, que seja; mas jamais, jamais, pelo menos no filem, desmoralizará o candidato! A crítica SEMPRE será construtiva, ou respaldada pela verdade. O examinador dirá se o candidato tem ou não tem talento, se ele tem alguma deficiência a ser trabalhada: isso é ou não é legal??? O Brasil...
Ah, o Brasil que não é USA! Porque aqui somos gente de coração aberto.
No Paraná, em sua capital Curitiba, uma das melhores capitais do país para se viver se dizia; os curitibanos diziam que Curitiba era autofágica; que quando alguém se destacava os pares tratavam de eliminá-lo, se uma idéia progredia os prórpios envolvidos no projeto tratavam de solapá-lo.
Acho que autofagia é o mal do país.
Então falava do casting. Quer ir mal no casting? Ouça o que a direção do casting tem a dizer.
As meninas do casting mandaram um email falando que o personagem era meio louquinho, tinha um passado de traição conjugal, a esposa o abandonara e ele passara a achar que era samurai e vivia a proferir impropérios em japones pelas ruas.
A casting pediu que eu não me preparasse, aqui ó!
Então a revelia do casting preparei:
- dois a tres insultos em japones;
- uma cena de gritos (japones odeia barulhos) e frases impertinentes;
- uma cena de insultos contra a esposa (presente ou não)- minha melhor cena.
Tudo isso em japones, falado em japones.
Perfeito.
Fui até o estúdio para gravar o teste.
A Diretora então dá o golpe, o golpe previsível:
"O cara que te corneou esta ali onde a câmera está, vc. o ve e fica louco, xinga em japones".
"Mas só tenho tres insultos!?"
"Ué, você não fala japones?!" Do tipo recite o VXIII Cena de Sonhos de Uma Noite Verão, em inglês... ora você não disse que sabe inglês?
"Sei, eu sei japonês e você sabe? Não, pena". Falei tudo que tinha ensaiado, inclusive a cena de insulto da esposa: Futei no tsuma (esposa infiel!); kanojo wa shinu (quero que ela morra).
ora o cara era louco, a diretora também e eu quero ficar! Dane-se o mundo! Quero emprego e pagamento na Paulywood em São Paulo!

Not only art the artist lives. He has to pay bills and long to achieve the dreams of owning a house with three rooms, or a little contry house to gather your records, books, friends and nothing more. So sooner or later falls in to temptation of accepting audition for a soap opera or advertising. In this case, I've accepted the invitation to a casting of a film about the japonese culture in Brazil, Nikkei.
Do you know what's annoying in these casting tests? Not the test nor the work itself, but people who do the testing, production of the casting. I always watch movies in casting or School of Art's admission exams : Fame, Chorus Line, and others. In movies, the examiner, severe, strict and very hard face hinders and constrains the limits of the discipline, the candidate for the scholarship, or the paper, that is, but never, ever, at least in film, demoralize the candidate! The constructive criticism is ALWAYS or supported by fact. The examiner will tell if the candidate has or has not talent, if he has a disability to be worked out: it is nice or not?? The Brazil ...
Ah, Brazil is not USA! Because here are people with open hearts.
In Paraná, in its capital, Curitiba, capital of one of the best country to live if he would say; the Curitiba Curitiba was said that self-phagic; that when one stood out the couple tried to eliminate him, if the own specific idea progressed involved in the project tried to undermine it.
I think that selfphagy is evil in the country.
Then I've spoke of the casting.
Do you want to fail in the casting? Listen to what the direction of the casting has to say.
The diretor of casting sent an email saying that the character was a kind of crazy, had a history of marital betrayal, his wife left him and he happened to think it was samurai and lived to utter curses in Japanese, through the streets.
The casting has asked that I did not prepare me, here ye!
So the absence of the casting directions, I prepared:
- Two to three insults in Japanese;
- A scene of screaming (Japanese hates noises) and naughty phrases;
- A scene of insults against his unfaithfull wife (present or not) - my best shot.
All this in Japanese, spoken in Japanese.
Perfect.
I went to the studio to record the test.
The director then gives the coup, the coup predictable:
"The guy who stolen his wife is there, where the camera is. You see him and gets mad, he curses him in Japanese."
"But I only have three insults!?"
"Hey, you don't said you're Japanese spoken?" In this same case, recite the XVIII Scene Night's Dream Summer in Old'English ... don't you said you knew English?
"I know, I know and you know Japanese? No, sorry." "I spoke to had tested, including the scene of his wife's insult: Futei in Tsume (unfaithful wife!) Kanojo wa Shinui (want her to die).
Now the guy was crazy, the director and I also want to go! Damn the world! Want to employment and be paid in Paulywood in São Paulo!

sábado, maio 14, 2011

UTOPIA AGRÍCOLA-AINDA ESTOU NESSA / AGRICULTURAL UTOPIA: I'm Still in That

Estou aprendendo a lidar com a terra, o que posso dizer é que não é fácil.
No teatro muito do que aprendemos é algo próximo de uma disciplina militar. Aprendemos a fazer ataques, a produzir e dirigir os impulsos e emoções. Não sem propósito, a caixa cênica parece um veleiro, com suas adriças, roldanas, barras de luz e a tripulação necessária para fazer o barco andar. Em resumo, não pode vacilar, não há tempo para titubear.
Na terra tem que ter outro corpo. No início do meu "estágio" na plantação distendi todos os músculos possíveis e precisei ficar uns dias recuperando. Por que não se ataca a terra. A terra é muito maior, o corpo da terra é maior que o corpo humano, embora ela esteja disponível, prostrada diante da humanidade. É fácil permitir-se a abusar da terra e a atitude é ir com tudo, é quando as pessoas se machucam e percebem a dimensão do solo em que se pisa.
A terra esgota as pessoas.
Pode-se ficar apenas sentado ao lado de uma horta, de uma plantação, para voltar para casa e devorar um senhor prato de comida, como se tivesse revolvido 5 alqueires.
Estar ali, fazendo serviços de arrancar matinho, lavar cebolinha e fazer podas de cercas-vivas esta servindo para encontrar um pouco do modo de vida dos ancestrais. Na minha família algo próximo de 80% esteve envolvida ou continua ligada à produção agrícola. Talvez eu que sou um demi-urbanóide esteja compensando alguma lacuna psíquica, ou talvez esteja num projeto doido, sem objetivo algum, apenas para compensar, isso sim, o tédio, com atividade física gratuita. Não sei.
O fato é que trago para casa um constante estoque de verduras fresca e água de poço artesiano.


I'm learning to deal with the land, I can say is that it is not easy.
In theater much of what we learn is something close to a military discipline. We learned to make attacks, produce and direct the impulses and emotions. Not without purpose, the theater black box looks like a schooner, with its rigging, pulleys, light bars and the crew needed to make the boat ride. In summary, it can not waver, no time for hesitation.
In the land has to have another body. At the beginning of my "stage" in planting i'd injuried every possible muscle and needed to stay a few days recovering. Because no one attack the earth. The land is much higher, the earth's body is larger than the human body, although it is available, prostrate before humanity. It's easy to allow yourself to abuse the land and the attitude is to go foward, is when one get hurt and he realize the size of the soil where he steps.
The land exhausted people.
One can be just sitting next to an orchard, a plantation, to come home and devour a plate of food you like if it had turned over five acres.
Being there, doing service to uproot bushes, wash scallions and make pruning hedges that serve to find a little in the way of life of the ancestors. In my family something around 80% was still involved or linked to agricultural production. Maybe I'm a demi-urban guy doing a kind of therapy, or maybe a crazy project, with no goal, just to compensate, so yes, boredom, physical activity free. I do not know.
The fact is that I bring home a steady supply of fresh vegetables and well water.

quarta-feira, maio 04, 2011

AGRICULTURA UTÓPICA

Chega o tempo em que a vida nos faz mudar o rumo. Já ruminei o desgaste que o modelo neo-liberou-geral dos falidos partidos sóciodemocratas, inclusive aqueles que se travestiram, tentam imprimir na mais velha ainda, máquina do funcionalismo; impor a produtividade industrial. O governo agora quer profissionalizar a produção de arte. O nome que dão para isso é "MODERNIZAR", mas na verdade os modernosos querem é promover a revolução industrial, implantar a tear à vapor nos projetos culturais. Legal, né? Por essa razão a interlocução junto ao Governo passa necessariamente diante das cooperativas, associações e até por partidos; o Governo jamais vai ouvir a sua proposta individual, caro Lobo Solitário. Nos que pensamos um dia mudar o mundo, apenas um grau em sua latitude, podemos mandar o cavalinho para debaixo da cocheira.
Falando em cavalinhos e modelos administrativos falidos, resolvi radicalizar. Propus a cia. Miyashiro Teatro de Bonecos a adesão a um novo projeto estético. A busca das verdadeiras raízes, as raízes do brócole, almeirão, cebolinha e da laranja. Sim, amigos. Estamos aventurando no mundo campezino. Não como alguns colegas oportunistas que andaram visitando acampamentos dos irmãos revolucionários dos trabalhadores rurais. Nada disso. A proposta é pegar na enxada, plantar, puxar terra, suar o sal para receber o fruto telúrico. E assim tentar entender o que a Terra diz ao homem e por quê o homem insiste em não aprender.

A adesão da companhia foi de mais da metade, isso implica no diretor e nos bonecos. A parte de cor (Luciana) não aderiu porque alguem tinha que cuidar do Felipe. Pronto.

Os canteiros escolhidos são da propriedade dos Maedos. Primos do diretor. A propriedade é produtiva, altamente aproveitada, com somente 1 alqueire. Mas produz caixas e caixas diárias de verduras entregues a supermercados e sacolões. Nesse sentido não há espaço para experimentações ousadas. Falhar ali é quebrar uma cadeia econômica e alimentar. Portanto fomos designados a arracar matinho. Essa atividade prozaica, em genuflexão, num gesto de catar migalhas, é quase uma mortificação. O impacto físico é o massacre do nervo ciático.
Mas antes de as costas se congelar em 90 graus, aprendemos coisas interessantes. Ao arrancar a beldroega e o picão, que são os tais matinhos, suas raízes deixam buracos próximos as raízes das verduras. Isso poderia fragilizar a verdura, mas com a rega de água, a terra se fecha como uma cicatrização, deixando a verdura saudavel novamente. O que entendi é que o mato não prejudica a verdura, mas dificulta a sua colheita.
Pedimos para mudar de função devido ao pane do nervo ciático. Nos ensinaram a usar a enxadinha. Com o cabo fino e pequeno, lâmina leve e retangular, a enxadinha poda o mato no nivel do solo de forma surpreendetemente eficiente. E o trabalho rende de tal forma que não se pode entusiasmar como fez o diretor; e assim não só lesionou as costas mas a coxa, ao fazer uma torção à la kung fu, para limpar dois canteiros simultaneamente. A terra nos ensina a ser parcimoniosos e nada exibidos.