terça-feira, novembro 23, 2010

sábado, novembro 20, 2010

A COISA ATACA EM ALCACU

(Origami Luciana Miyashiro)
Meus amigos saudosos dos contos de Alcacu. Heis que retorno com mais uma turmalina resplandescente do formoso triângulo antropológico da Santa Felicidade, Campo Magro e Almirante Tamandaré... falando na virtude da felicidade, soube de um monge tibetano, em visita ao Rio de Janeiro, cujo cortex teve suas sinapses captadas e confrontadas com tabelas fidedignas, e se concluiu ser o monge daquela região onde o governo chines chama de seu, o homem mais feliz do mundo! Nem os cariocas alcançaram tal feito, embora tenham encetado, muito cedo, no amargo caminho sem retorno de ser feliz. Durante a reportagem sobre o monge caminhando, sentando em lotus, claro, no jardim Botânico onde Tom Jobim ouvia os trinados do passaredo, pois para a tradução do canal televisivo não há felicidade sem Tom Jobim, muito menos sem a trilha sonora ornitológica, minha esposa consorte e cúmplice me inquire se em minhas meditações eu era feliz, pois essa era a receita do monge como forma de ser feliz, meditar. Respondi com o clichê dos praticantes informais que ainda havia muito que aprender sobre a arte de tranquilizar os fluxos e refluxos mentais e as marés de serotonina. Traduzindo: era atacado por uma onda de feliz plenitude muito de vez enquando.
Alguns dias depois desse frívolo episódio, estou embarcado num eficiente (e um tanto arriscado) Ligeirinho, o ônibus de poucas paradas do transporte público de Curitiba, em pé, carregando minha mochila importada, de alças tesas e eretas (Deuter), sentindo-me habitante dos primeiros mundos, enquanto a paisagem deslizava-se pelas janelas, recordei da pergunta desafiadora da minha esposa. Fazendo uma réplica complementar tardia, meditei ali mesmo e fui inundado por uma cálida sensação benfazeja. A felicidade morava ao meu lado, como não!
Um passageiro levantou-se mas não quiz sentar-me, deixei para a ocupação de quadris mais esgotados, como os daquela senhora que costura célere entre a fila dos passageiros em pé. Facilitei a passagem da senhora, e manobrei a mochila importada e tesa, que não estava em minhas costas, mas ao lado do meu tronco, afim de não bloquear o corredor. A mesma mochila que se chocou contra mim, a senhora, sentada, que ainda de mão elevada,como uma desafiante marcial, olhos firmes contra os meus, indica que a alça tesa resvalou sobre si. Sorrio atenuando.
Não direi que meu estado búdico foi prejudicado, mas protelado. Perguntava a razão desse costume dos nativos curitibocas de invadir o espaço físico dos transeuntes, quando devo novamente deslocar para permitir a passagem de um senhor obeso ao corredor, mas com uma respeitavel obesidade. Resultando que de alguma forma a alça tesa resvalou na mulher sentada, novemente. No meu campo de visão inferior dois glóbulos faiscantes, raios de alta potência, queimam minhas retinas. Como o coelho Pernalonga pergunto: algum problema, senhora?
-Essa coisa bateu no meu rosto!
-Se a senhora pedir com educação posso resolver...
-Essa coisa esta batendo no meu rosto.
-Bom... A senhora esta precisando de um peeling, mesmo.
-Essa coisa esta batendo no meu rosto!
-Esta bem, senhora. Que sem educação!
-Sem educação é você!
“Sem educação é você”, eu fui o mal educado de esfregar uma “coisa”na cara da mulher, no Ligeirinho. Evidentemente, contando com a velocidade da malícia do presente leitor, replico em minha defesa que isso tudo fiz com a voz mansa de um gato ronronando e da maneira mais gentil. Apenas uma moça que estava ao lado da mulher testemunhou o fato e endossou com a assinatura de um largo sorriso.
Se algo me magoou, pois não posso chamar de mágoa o perdurar da memória sobre o evento; se algo me desalinhou foi chamar a mochila importada de COISA! Para mim a amostra infalivel da degradação social em meio as Louis Vuitton costuradas por crianças. Não reconhecer um legítimo produto original, tomando-o por um tacape que se atira nas bochechas alheias... ai, que chato.
Acredito na astrologia com a mesma reserva que a homeopatia. Há dias que tenho crença fervorosa, em outros o meu ceticismo coagula qualquer resultado funcional dessas artes e ciências. Mas hoje, depois desse debate com a mulher atacada pela alça tesa, revelou-me a seguinte frase:
Medito no que me há dito.

sexta-feira, novembro 19, 2010

2º ENCONTRO DE TEATRO DE SOMBRAS


Em parceria com a SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco, o Grupo Sobrevento realiza o II Encontro de Teatro de Sombras. O encontro é público, tem ENTRADA FRANCA e acontece na próxima segunda-feira, 22/11, das 17h às 22h, no Espaço Sobrevento, que fica na Rua Coronel Albino Bairão, 42, próximo à estação Bresser-Mooca do Metrô e do Viaduto Bresser.

A mesa de discussões reunirá Alexandre Fávero e Ronaldo Robles, dois dos maiores expoentes brasileiros do Teatro de Sombras, que, além de relatar suas experiências, farão demonstrações de seus trabalhos. O encontro terá a presença - já confirmada - de alguns dos principais representantes do Teatro de Sombras em atividade no Brasil, entre artistas e pesquisadores, além dos grupos mais atuantes do Teatro de Bonecos de São Paulo.

No decorrer da noite, os convidados vão mostrar experiências e resultados de pesquisas, na forma de palestras e apresentações de cenas, mediados por Luiz André Cherubini e Sandra Vargas, fundadores do Grupo Sobrevento. Ao final, será aberto espaço para outros artistas e público exporem os seus trabalhos, considerações e dúvidas.

Em dezembro de 2009, o Espaço Sobrevento reuniu cerca de 20 especialistas brasileiros em Teatro de Sombras da cidade de São Paulo, em um encontro onde foram discutidas questões técnicas e estéticas específicas desta linguagem. Este ano, com o apoio da SP Escola de Teatro, o II Encontro de Teatro de Sombras tem o intuito de ampliar os conhecimentos e multiplicar experiências com o Teatro de Animação, em um modo diferente de fazer com que artistas formem artistas.

Serviço:
II Encontro de Teatro de Sombras
Segunda-feira, 22 de novembro, das 17h às 22h
Local: Espaço Sobrevento (Rua Coronel Albino Bairão, 42, a duas quadras do Metrô Bresser-Moóca e do Viaduto Bresser. Telefone: 11-3399-3589)
ENTRADA FRANCA


O SOBREVENTO é um núcleo da Cooperativa Paulista de Teatro

Visite nossa página em http://www.sobrevento.com.br

quinta-feira, novembro 18, 2010

COBAL! O GRUPO DE TEATRO DE BONECOS DA SANTA FELICIDADE


Sérgio Del Giorno, (Cia. Artifícios Teatrais, jornalista, roteirista, já entrevistado aqui no blog http://miyashiroteatro.blogspot.com/2009/07/entrevista-interessante.html ) numa oficina de redação para roteiro de teatro. Com orientação da professora de Portugues, as 7ª séries escreveram tres roteiros: Nossas Férias, O Racismo e O Natal. Com esse material estamos ensaiando uma peça que será encenada dia 17/12/2010 no Colégio Padre Colbacchini
Aqui esta o elenco: Luana, Welinton, Profª. Marli (Portugues), Stephany, Polyana,Profª Isabela (Artes) e a Bruna. O grupo é maior, mas cada dia aparece e desaparece gente nesse elenco! É uma completa abdução, mas mesmo contra as forças alienígenas, vamos estrear esse espetáculo.
Em tempo: Cobal é o nome do grupo de teatro de bonecos, escolhido pela profª Marli. De acordo com ela embora o nome do Colégio seja Padre Colbacchini, o MUNDO insiste em chamar de Padre Cobalcchini, trocando de lugar o "L". Esse é o COBAL!
Lembrando que o único apoio nesse projeto é a boa vontade dos envolvidos.

quarta-feira, novembro 17, 2010

CAT PEOPLE


(English words downside)
Aqui estão as primeiras fotos de dois bonecos em construção.
São duas marionetes à fios, uma é para a Kaori Miyashiro, minha sobrinha; cumprindo minha rotina de saudar o nascimento de sobrinhos com um boneco que represente minha capacidade técnica no momento do nascimento. embora a Kaori tenha nascido àlguns meses...
O outro boneco é encomenda de Patrícia Lanfrancchi, minha irmã. Se repararam que são bonecos para presentes, devem ter reparado que estamos próximos das festas de fim de ano, e dessa forma economizo uns dobrões! A marionete da Kaori vai ter olhos articulados, da Patrícia não. Caso a Patrícia não enamore do boneco, vou tomá-lo e talvez prepare uma performance com ele. Era para serem gatos, gatos. Quadrúpedes com fios cruzados (se não entenderam explico que é um segredo de marionetista, procure um que resolva mostrar) cauda de bloquinhos articulados etc. Mas depois decidi fazer um corpo antropomórfico com a cabeça felina! Sei lá! Achei que ia ficar como um astro de rock, ou ator bad boy! Coisa que dá prazer em meninas!
Bem, o detalhe é que procurei uma solução que não tenha juntas muito expostas, que dão uma cara muito robótica ao boneco. Estou entalhando ainda, em breve postarei as fotos desse sistema que dará um torso mais belo ao meu rock star!

I'm working in two new string puppets. It's a gift to my newborn niece and my sister. Doing that gifts to saving some coins !
First project would did cat like puppets, Quadruped, tail in pieces. But I thought It could have human body with the cat head. A thin body, a little awkward alluringly, like rock star or bad boy... the kind loved for all girls! For a handsome torso I project a solution to cover some joints who ever give a robotic appearence to puppet. I'm just carving yet, next post will show it. One puppet will have moving eyes the other no.

terça-feira, novembro 02, 2010

LIÇÃO DE ANATOMIA 2


Percepção física e estabelecimento de linguagem na manipulação do boneco. Faço aqui mais uma participação no rol de ideias fixas que tornam o mundo mais cabeçudo, no bom e mal sentido.