quinta-feira, julho 22, 2010

LUVAZINE NA LIVRARIA 97

Sábado que vem 31/07, 15:30h. vamos apresentar o LUVAZINE. -GRATUITO-GRATUITO-GRATUITO. Estréia paulistana! Excelente oportunidade para encerrar com chave de ouro as férias dos pimpolhos. -"Po mãe, Toy Story 3 estava muito down, Petit Nicolai meio chato com a mamãe chorando, mas essa peça do Macaquinho, LUVAZINE, mó massa!!!!" Não perca a chance de fazer seus filhos se orgulharem de voce! Se prepare, é no próximo sábado.
Enquanto isso, vejam a programação da livraria:
LIVRARIA 97
Livraria nove.sete
A maior livraria especializada em livros infantis e juvenis de São Paulo.
Rua França Pinto, 97, Vila Mariana, São Paulo-SP.
Tel/fax 5573 7889 / 3567 4344.
Email: info@livrarianovesete.com.br

quarta-feira, julho 21, 2010

NÃO ERA PARA TER UM FESTIVAL? SALVE O FESTIVAL!!

SALVE O FESTIVAL!!! from Jorge Miyashiro Junior on Vimeo.

Era um sábado muito frio, tedioso, sem Copa, sem trabalho, semvergonha... Como não sabemos tocar pandeiro e cavaquinho fizemos o nosso churrasquinho, e o resultado foi o BERNARDO E JORGE NO SABADOCHE.
Estão querendo matar o Festival de Teatro de Bonecos (?!). Era para ele surgir da geada, como um broto viçoso, antes da primavera. Mas qual! nada de Festival! Salve o Festival! Salve o Festival! Salve o Festival!!!!!

segunda-feira, julho 19, 2010

A IDENTIDADE DO TEATRO DE BONECOS DO PARANÁ

TEATRO DE BONECOS NO PARANA from Jorge Miyashiro Junior on Vimeo.

AS SINGULARIDADES QUE IDENTIFICAM O TEATRO DE BONECOS DO PARANÁ; CONTRIBUINDO PARA A CULTURA DIVERSIFICADA DO BRASIL E ASSIM MUDAR A FLUÊNCIA CURATORIAL PARA A MONTAGEM DE MOSTRAS MAIS RICAS E REPRESENTATIVAS. DESMOBILIZAR CONCEITOS QUALIFICADORES, DETERMINISTAS E CURATORIAIS DE "BOM E MAL". POSSIBILITAR A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM PARA MATRIZES CULTURAIS, CARACTERÍSTICAS REGIONAIS. POSSIBILITAR A DIVERSÃO.

quinta-feira, julho 15, 2010

O PRISMA DA OBRA ARTÍSTICA

Fala-se de mapas do teatro brasileiro, e o que se faz é o mero catálogo, uma “lista telefônica” de cada companhia, de cada artista. Ainda, uma lista falha, sempre olvidando de alguém interessante e representativo.
Quando será mapeado o coração de cada companhia, a essência interna? Quando será relatada a estirpe de cada artista? Existe uma árvore cujos ramos são cada grupo, originário de um único tronco, ou haveriam vários troncos, várias árvores? Por que a pesquisa acadêmica consolida apenas a experiência presente, os processos atuais? Seria possível registrar e quantificar os matizes e variáveis de um trabalho artístico?
Nenhum criador é capaz de se autorenovar a todo momento, na verdade ele se repete. Há um padrão, uma marca pessoal, suas impressões digitais artísticas, indelevel, impossivel de alterar. É o mar de brisa branda, em sua mente, após a borrasca do processo criativo, onde tudo se encontra, se equilibra e se explica no resultado que é a realização do espetáculo. Seriam esses modos tão caóticos que visão externa alguma lograria perceber qualquer padrão?
O que se pode supor é o medo de cada artista de se conhecer limitado. Que existe uma fronteira no que se supunha um “universo criativo”. Que seu corpo artístico não é capaz de superar esse limite. E com humildade, estabelecer um processo criativo concreto com as ferramentas em sua mão de forma coerente e com maior possibilidade de alcançar o sublime.

TEATRO, UNIFORMIDADE E DIMENSÃO MONETÁRIA

Na fina gastronomia existia a uniformidade do cardápio. O rico consumia a monótona dieta de ovas de esturjão sobre torradinhas ou raspas de trufas porcinas sobre um ovo frito, regada a champanhe francesa ou escotch envelhecido sobre gelo, acompanhado de uma loira enfiada num tubinho decotado de alguma maison. Hoje existe o conceito de terroir onde um universo de alimentos recebe um classificação de estirpe e são qualificados de acordo com sua origem e finalidade. Em resumo, para o paladar refinado uma polenta pode alcançar o mesmo status da trufa e da ova de esturjão.
O teatro de bonecos e porque não o próprio teatro sofrem dessa mesma uniformização.
Como o crítico foi muito alvejado, poucos se aventuram a declarar suas convicções ao assistir um espetáculo, apesar de que a crítica informal, das filas e fofocas continue a vigorar. E como ecoa de sua tumba a viva voz do jornalista sobre a néscia unanimidade, percebe-se que a crítica informal considera apenas o consenso e não a variedade, nunca a peculiaridade, jamais a real inovação e a inquietação. A imagem cênica esta contaminada pelo cinema e pela turbulência musical, saturação da luz , da cor como se fosse uma campanha publicitária de meia dúzia de cias empresas. Fazer teatro hoje em dia é um bom negócio. Nunca antes na história desse pais, a cultura recebeu tanto dinheiro. O que foi bom para a profissão, tornou-se ruim para a criação. A interface cia. teatral e empresa geraram bons negócios e não ofereceu mais cultura para esta, mas contaminou aquela com a voracidade pelo lucro, eficiência e resultado. Um espetáculo não é mais admirado pelo estabelecimento da mensagem, conteudo e inovação, mas pela quantificação da bilheteria, aceitação do público e aportes financeiros de governo e empresas. Assim a cia. Teatral que ostentar em seu elenco a marca de uma estrela de novela, pela avaliação empresarial, sera uma cia. empresa de sucesso. Ha duas décadas atras uma cia. de teatro geradora de lucro, e havia várias assim, era menosprezada pelo desvio de finalidade. Atores e atrizes de talento desculpavam-se por atuar na produção de conteudo mediocre da televisão ou de produções teatrais lucrativas.
O teatro hoje tem medo da morte, do enfrentamento, perdeu a coragem, perdeu a juventude. Tornou-se responsavel, asseado, amante do dinheiro e do conforto. E a memória da História revela, pela repetição dos eventos que isso pode provocar ou ser sintoma de uma grande fratura que se revela na sociedade. Por que não queremos mais falar de pobreza, desigualdade social, preconceito racial e criminalidade onde deveria haver civilidade? Por que esses assuntos nos enotorpecem com o desinteresse? Por que a voz de pastores, políticos e empresários tornaram-se mais eloquentes que do poeta? Por que se prefere não pensar??
É o velho motor das representações sociais: o dinheiro. Por dinheiro se mantem a vida, com dinheiro se busca, se consolida ou, simplesmente, se compra as relações. Por dinheiro as pessoas são vendidas, por dinheiro venderam-se a si mesmas.
E contra isso, em várias esquinas da dramaturgia, se pos.

segunda-feira, julho 12, 2010

IMPROVISO COMPARADO

Cena do susto com Bernardo Grillo e Jorge Miyashiro para sua apreciação e comparação. Este é mais um registro de um espetáculo da Família ROMERO/ GRILLO, respectivamente Grupo Merengue de Olga Romero e Simples Suspiro de Bernardo Grillo, filho da Olga e de Hector Grillo (no coração e na memória). Trem de Ninguem foi a herança em vida de Bernardo a qual atuo esporadicamente. Observe o toque de bola verbal, os despojamento e divertimento dos atores. Impossivel de qualquer cálculo ou aferição, novamente: aqui a ciência falha.

IMPROVISO E TRADIÇÃO

Registro de tradição família. Teatro passado de pai para filho, aqui no caso, pai, mãe para filho. Família Olga Romero, Hector Grillo e o filho Bernardo Grillo. Este é TREM DE NINGUEM, espetáculo herdado por Bernardo Grillo da qual, esporadicamente, faço parte. Se perceberam, estes bonecos são os novos que eu e Luciana Aliberti Miyashiro, fizemos.
Esta notavel cena da peça, permite ver o índice de improviso e divertimento dos atores. Sem elaboradas teorias literomorfas, aqui esta o teatro de comédia em estado puro. Infelizmente, trata-se de um fenômeno descontrolado, ocorre independente do preparo, do resultado de algum exercício específico, aqui a ciência falha.

TREM DE NINGUEM EM SÃO LUIZ DO PURUNÃ

Em São Luiz do Purunã, deliciando-se com uma pizza, perto de um fogo de chão, tomando chimarrão e assistindo a divertida peça de animação de bonecos Trem de Ninguém. Ali onde se cultua a tradição tropeira, a montaria de longa distância, na região temperada dos Campos Gerais.
Companheirismo, fraternidade são as caraterísticas principais dessa cultura, mais do que um negócio, o Rancho Ventania é uma ideologia. Por isso decidiram não só manter a contação de causos e partilha do mate. Convidaram-nos para mostrar nossa arte titeritesca, que também é, em muitos casos, nômade, circense, mambembe, tropeira. Para nos é um privilégio apresentar para esse público.
Para chegar lá: De Curitiba segue pela BR 277, passe pelo Pedágio de S. Luiz do Purunã até chegar ao posto da Polícia Rodoviária. Antes de subir a ponte para Palmeira, entre num acesso por terra, a esquerda. Há placas indicativas. Segue 6,5km e chegou no Rancho Ventania!
Trem de Ninguém em São Luiz do Purunã.
Sábado, dia 17/07/2010- 19h.

sábado, julho 10, 2010

DONDORO SE FOI...

Postar neste blog, neste ano, esta lamentavel...
Morreu 06 de junho, Hoichi Okamoto, fundador do Dondoro Puppet Theater.
Okamoto esteve tres vezes no Festival Espetacular de Teatro de Bonecos, quando nosso festival era um orgulhoso festival internacional, rota de tournes de artistas consagrados que passavam pelo Brasil.
Hipnoticos e intrigantes seus espetáculos eram obra-prima da manipulação e dramaturgia. Com apenas um boneco durante mais de 60 minutos, mantinha a platéia de fôlego suspenso.

quinta-feira, julho 08, 2010

O TEATRO ENTENDIA, QUER DIZER, O TEATRO ENTENDIDO

Bernardo e Jorge IN TREM DE NINGUEM
Bernardo e o Fantasma
O verdadeiro Fantasma
O uivo do velho sátiro, o lamento loquaz, embriagado, pútrido, borbulhos gasosos de ácidos estomacais, reação natural a vista uniforme, funcional, calculada, com o pagamento dos seguros devidos. Esse é o risco de viver que sofre o ator e a trupe nos tempos atuais. Vamos imaginar que estamos no banquete do rei (desvario alucinógeno), vamos fugir com o circo (sequestro), vamos embriagar de arte (apologia ao alcoolismo), morrer pela arte (incitamento ao suicídio)... essas frases, esses gritos de guerra tão em voga no meu tempo de iniciação a essa dura vida mambembe, deve vir com a devido ajustamento de conduta sob risco de criminalização. Hoje sonhar é o primeiro passo para o pesadelo. Por isso sonho em silêncio para não atrair o sarcasmo; e caso não seja suficiente, a liberdade de expressão exigira o devido afastamento do sonhador do convívio social.
...

Nem tudo é perdição.
É possível sonhar com fingimento. Isso pode. O sonhar comedido, educado de tonalidades bege. Um sonhar limpo, higiênico.

Pode embriagar, desde com moderação.
Uma leve euforia, um rubor das faces, um cálice semanal! Embora a medicina recomende doses diárias... uma distração que sofrerá o correto ajustamento em breve.

Aceite, não discuta.
Crie um amortecedor contra o indivíduo estressado. Deixe que ele se imponha, deixe que se manifeste. O melhor é ficar calado e evitar postar diante da linha de tiro, mesmo diante de uma perseguição obstinada... mas estava falando de teatro?! Ainda estou.
Um (re)produtor teatral:
Pergunta: O que é preciso para fazer teatro para crianças?
Resposta: (glup) É preciso falar para as crianças, falar das coisas da crianças (Ben 10? Bakugan? Shopping Center?...)
Afora a falácia de que o teatro para um público deve falar de assuntos destinados a esse público...

Cara, a felicidade pra mim é ter meia dúzia de tetras de Ades sabor maçã, para meu filho, ele chama de "sucobassã".