domingo, junho 27, 2010

LUVAZINE EM SAMPA


E no final de julho, 31, a gente vai levar o LUVAZINE para a Livraria 97, na Vila Mariana em São Paulo. Conhecemos a Gisleine, que é a dona do lugar, que dedica sua livraria para o público infanto juvenil, como podem perceber as garrafais estampadas na loja. Tem os livros, tem cafeteria e tem um grande espaço de atividades.

Aqui é o fundo da loja onde sera a apresentação. Na próxima pergunto de quem é o mural.
SERVIÇO:
LUVAZINE 31/07/2010 - sábado 15:30h.
Livraria NOVE.SETE
Rua França Pinto,97
tel:5573-7889 e 3567-4344
Vila Mariana -São Paulo
-ENTRADA GRATUITA- (bão né!)

...E PRONTO!


E terminei os bonecos da cia. Simples Suspiro. O Jorge e o Bernardo. Pintura da Lu, sistema KiteSurf para acrescer os movimentos das mãos e esculpido na tradicional madeira. Retorno às raizes sem perder o passo adiante.

domingo, junho 20, 2010

XENOFOBIA, NIPONISMO ACULTURADO E O SINONISMO

Japão recebeu advertência da ONU pela xenofobia.
E no Brasil?
Veja os chineses. No mais trivial objeto de consumo ao transeunte de olhos puxados. Eles estão por toda parte. Por um lado fico aliviado porque vivi o tempo em que ser japa era ápice de ser estranho. Ainda se ri do japones enquanto não se ri do africano, é crime. Pelo menos os nomes nipônicos já são pronunciáveis. Enquanto o ucraine, polaco, belga não tem essa ventura.
Vivi o tempo em que ser chines era ser habilidoso lutador, ser mestre. Depois o chines deveria ser filósofo, possuir alto teor de sabedoria e uma tremenda habilidade de impressionar qualquer ocidental. Nesse tempo eu queria ser chines.
Mas os chineses continuam sendo o que sempre foram, os mesmo chineses que vivem pela China. Batalham duro, ganham pouco. Claro que há os que ganham mais, como os empreendedores que passam o trator sobre as casas de famílias que moram ha décadas no local; parece que la não há propriedade privada.
Meus avós vieram de um país onde a xenofobia é questão econômica.
Aqui podemos encontrar cadáveres na rua. Por lá há um certo alívio de uma boca a menos.
Os japoneses chegaram num país que se dizia incomensurável. Hoje se sabe que há uma fronteira não muito distante, mas ninguém se importa de ter vizinhos palestinos iranianos, bolivianos, paraguaios, afegãos, iraquianos, turcos, chinese e japoneses, até. Desde que não cuspa na terra onde dei meus primeiros passos, tudo bem, pode chegar...
Com grande espectativa, logo perceberam que aqui havia solo disponível. Portanto a ideia de que o issei pretendia voltar tão logo acumulasse riqueza, poderia ser o plano inicial, ainda no Japão. Aqui o japones acumulou um patrimônio que jamais poderia obter, mesmo com o plano de recuperação, mesmo com o auge do poder industrial do fim do século passado. Hoje, o que é o Japão?
Esse pais deveria tomar cuidado com a xenofobia, porque poderia ser impopular qualquer ajuda econômica para um lugar que detesta estrangeiros. Os juros poderia ser maiores, a dívida mais longa... algo na estrita leitura do acordo, nada vingativo.

TIRANDO LIMO DA PEDRA




Estive ocupado, ralando num trabalho. Estive lendo um original do Patrick o'Brien, The Fortune of War, first book readed from A to Z, in life!
Well, como estava dizendo, sobre o trabalho e estou reafirmando, trabalho; depois que descobri que projeto, em ingles, project é o BNH deles. E a gente chega todo cheio de indéia nas cabeça e fala pros gringo do our project, os nego fica enluarados.
O resultado do trabalho esta acima. Refazendo os bonecos do TREM DE NINGUÉM, peça do Bernardo Grillo, dirigido pela Olga Romero. Espero jamais voltar para o isopor, cola e intertela. O material é madeira, é orgânico, pulsa na mão. madeira não morre apos o abatimento, e independente dos argumentos ecológicos, e em minha defesa digo que é madeira manejada, digo que foi um deleite extraordinário esculpir esses bonecos.

quarta-feira, junho 16, 2010

O Retorno de Koky


Visitando sites interessantes como do Andrew em http://puppetvision.info/, revela um filme de Jan Svërák, da República Tcheca, ganhador de um Oscar. TRata-se de O Retorno de kooky (Kuky Se Vrasci). Talvez jamais possamos assistir, mas pelo menos saberemos que tem algo rolando apesar de nos.

terça-feira, junho 15, 2010

LEVANTA A COPA BRASIL!!!!!

Estamos a quatro horas antes da estréia (coisa de teatro!) do Brasil na Copa sul-africana. Essa seleção pouco querida pela imprensa. Mas nos estamos na Era Lula em que brasileiro é bom pagador porque seu maior patrimônio é a cara, é o nome. Da imersão de mídias fui a rua com os cabelos úmidos brincar com os desconhecidos: Está preparado?... preparado para voltar para casa? Olham com ressabio, desconfiança. O chiste não cola! sou mal de comédia, mesmo. Mas um dos alvos me cerca e pergunta minha nacionalidade!? Sou brasileiro, não desisto nunca, apesar dos olhos talhados de oriente, mas desconfio de qualquer campanha nacionalista, você não?
Não; só há patriotas na rua.
Gente lutadora. Gente que paga todas as contas, mesmo que tenha de fazer empréstimo a 5,0%a.m., para PAGAR DÍVIDAS!!!!! Gente que tira uma parte do Bolsa-Família para pagar dízimo para pastor, padre... em dia. Talvez o fim da História tenha ocorrido. Visto que a aristocracia nacional esta apoiada na produção de commodities, rural como sempre foi. E jamais vão compreender a sutileza de uma ironia. A dependência, quase escravidão no emprego, na obtenção do salário, nos financiamentos. Não tem como fugir. Você não pode escapar, mas pode finaciar.
Ganhe ou perca, a seleção, nas ruas o clima é de batalha!
Não há lugar para teatro, se esse teatro promover o questionamento, pois ninguém quer pensar, ninguém quer complicação, a gente sai de casa para ver esse tipo de coisa, ninguém aguenta.
Quer viver de teatro? Amorteça o texto, mano, senão...

quinta-feira, junho 03, 2010

SOBREVENTO NA ESTRADA



O Projeto Caravana Orlando Furioso - difundindo os pupi no Brasil, apoiado pelo Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz, acontece de 5 a 27 de junho. O Sobrevento passará por Campo Grande, Belo Horizonte e Florianópolis, e ficará em cartaz no Rio de Janeiro, difundindo em nosso país a técnica dos pupi sicilianos, considerada pela UNESCO patrimônio imaterial da humanidade. Além de apresentações, o grupo promove debates, oficinas e a exposição Bonecos Aqui! Os interessados em participar das oficinas devem solicitar ficha de inscrição por e-mail.

O espetáculo O Copo de Leite, inédito no Rio de Janeiro, também faz temporada gratuita na cidade, a partir de 12 de junho. Confira, em anexo, a programação, que tem ENTRADA FRANCA

terça-feira, junho 01, 2010

QUEM AMA NÃO ESCRETA

... e pensei.
Esse sadhu só deve estar louco. Cancelar o ciclo biológico tão util como a excreção. Esqueci por um tempo aquele koan, mantra, enigma.
No conforto da modernidade, entorpecido de extensões midiáticas, mergulhei nos meus narcóticos de endorfinas informacionais. Bastou um milésimo de tempo diante do ecrã cristalino para receber o impacto das palavras do sadhu.
Quem ama não escreta.
Pode-se muito bem escretar a todo momento, mas não se pode chamar de amor. E o que se tem feito foi amar a si mesmo despejando no mundo afora toda a sua futilidade, todo o encargo da sua manutenção, procurando por reflexos hedonistas. Buscando pela perfeição. O que não passa de um equilíbrio precário, fome de si mesmo.
Pode-se amar o mendigo? Pode-se amar o cão da sarjeta? Pode-se amar o corpo destruido pelo tumor? A metade de um seio, o órgão exalando mal odor, o trabalho das células para permanecer.
Na verdade... a humanidade construiu o maior amor possível; o amor pelas manchas gráficas, retículas luminosas, pelo píxel.

IMORTALIDADE, ARTE E UMA VERSÃO MAIS LEVE DA COCA-COLA


Louise Bourgeous, Kazuo Ohno, Wilson Bueno...
Dirão que morre gente todos os dias, mas não é todo dia que se percebe o quanto se tomba.
Principalmente quando são minhas referências. Em Highlander-Guerreiro Imortal, de Russel Mulcahy, o imortal tenta preencher o vazio com arte; pintura, partitura e toda sorte de beleza possível. Todo lixo cultural que o mercado trata de valorizar e impostar valor chamando de arte maior. A namoradinha do século XX entra no seu ninho secreto e depara com obras originais, tudo com valor sentimental: um Leonardo da Vince que ele pegou na mesa de um Bórgia porque ia ser jogado fora; um Van Gogh que ele comprou para ajudar um maluco... essas sobras do passado.

O que vale a penas então? Ter filhos vê-los crescer, acompanhar seu sucesso e saber que estarão ao nosso lado quando tombarmos? É isso a felicidade?
Por que nos dizem para educarmos as crianças, sendo severos e punitivos, quando na verdade queremos mima-los e satifaze-los em todos os seus pequenos desejos?
Quando me perguntarem se a vida valeu a pena, direi que sim; afinal fui o primeiro cara a experimentar a coca light!