sexta-feira, maio 28, 2010

JÚBILO!!!!!!!!



Teatro não ensina nada a ninguém
Teatro é vivo, inconstante, brincalhão
Espreme lágrima, aperta peito, perde passo
Jamais qualquer assunto foi ensinado
Na invenção o terreno é esquecimento
Quem aprende do dia para a noite?
Teatro se passa em alguns minutos
Isto é objeto de apaixonados
alguém aprende algo com paixão?

sábado, maio 22, 2010

ANO DO TIGRE, FINALMENTE!


De-me uma unha para apoiar.
Estenda-me um graveto e não me afogo...
basta um bafejo para me reanimar.
Não me de o teu abraço mas proteja-me com teu olhar.

todos os dias preciso voltar ao passado e lembrar por que escolhi fazer teatro.
Do cheiro antigo da caixa do palco, as sombras do bastidor, as garatujas no camarim, a paixão e o atrito de um elenco, o pânico, as pequenas vitórias, as derrotas, os improvisos, curativos na estréia e por fim a esperança de que fazer teatro vai mudar o mundo.
Hoje o fôlego falta para dar o texto, os músculos não obedecem; vem então as palavras de um velho samurai, numa entrevista para a revista Manchete (eles ainda existem): ... samurai cultiva o ki, a energia vital; quando se é jovem não se percebe isso, somente quando se envelhece; então qualquer coisa ajuda! Talvez esteja fazendo uma terapia junguiana sem saber. Alguém revelou que o orientador espiritual lhe aparecia em sonhos na forma de Winston Churchill; o que permite revelar que uma personalidade me inspira.
Numa peça de Gerald Thomas, com a platéia obstinada, Fernanda Montenegro nos bastidores incitava o elenco: temos que pegá-los!
E assim faço: grasping them! Agarro-os. Lanço uma bat-corda do abdomem e mantenho teso durante todo o espetáculo. Suo.

E hoje tive minha unha, meu graveto, o bafejo e o olhar protetor sobre mim. Estou dançando, uma dança selvagem, dança de guerra, dança do tigre para o ano do tigre.


dicionário do Felipe:

Cachoxo: sm.,cachorro.
cutchi-cutchi: sm., barra de tração de locomotiva.
dieita: trad.(direita) sm., vamos para aquele lugar bacana, legal, aprazível, lugar que eu gosto.
chocoiate: sm., chocolate.
subi peíipe: sm., me levanta (Levanta o Felipe).
Papai, comida?: sm., Papai, você já vai sair? Papai você vai ao supermercado?
Comida: sm., supermercado.

quinta-feira, maio 13, 2010

EUGENIO BARBA, GROTOWSKI E ESSE POVO TODO

São Paulo é uma coisa.
Pode não ser a esquina do mundo, mas onde cruza a Ipiranga com a avenida São João pode acontecer de tudo.
Bem...não exatamente nesta esquina, mas basta andar um pouquinho e as celebridades esbarram em você.
E com um cursinho de ingles qualquer é possível trocar uma informação do tipo: tem muito ladrão aqui?
É, é a mais cristalina verdade.
Estava fazendo um serviço num evento, dando duro para prosseguir na carreira artística (uma novelinha apenas, depois faço teatro de verdade!) e um garoto de uma reverendíssima companhia de Bunraku, percebendo minhas características asiáticas e pela atividade, um nativo, perguntou se não havia risco de ser assaltado ao andar pela rua. Noutra ocasião, em Porto Alegre um ingles perguntou a mesma coisa.
Sempre aconselho a ocultar as câmeras, evitar coletes, falar o mínimo possível, e sim, ainda podemos pedir informação a polícia fardada.

Em outro evento sob os auspícios do SESC, houve um encontro com o criador do Teatro Antropológico, Eugenio Barba. Embora morando em Holstebro (seja lá onde isso ficava) ele conversou em italiano. Conversou é modo de dizer, ouvimos um monólogo sobre suas teorias. Aliás, encantadoras, não me lembro mais, mas fiquei com a lembrança de sua vivacidade peninsular.

Conheci Jerzy Grotowski, também pelo SESC, quando ele era vivo. Embora, ao contrário do Eugenio, era seco, rigoroso e "conversou" comigo e com Sergio Del Giorno, abrigados de uma tarde tórrida paulistana no Cine Sesc. Para uma platéia ávida, Grotowski falou sobre a precisão e rigor do seu método aplicado em um ator. Grotowski mostrou um filme em que esse ator representava enquanto a câmera mostrava diversos ângulos de seu desempenho. No final, para o êxtase da massa que lotava o Cinesesc, Grotowski revelou que havia apenas uma câmera e que ele trocou de ângulo uma centena de vezes e em todas as vezes em que o ator reproduzia a ação, fazia no exato milímetro do movimento. O objetivo de Grotowski, naquela altura de 1993 era fazer o teatro absoluto, em que o ator mergulharia na ação em que a presença do público tornava-se irrelevante. Na época muito se comentou e riu sobre a possibilidade de fazer teatro sem público. Mas essa era a calúnia insidiosa e intolerante de um povo que se achava cosmopolita mas na verdade eram muito nada a ver.
Ah, sim!
Grotowski disse que a tarde não estava tão quente, que na Polônia fazia muito mais calor, todos rimos, aleijados de emitir uma réplica inteligente...

quarta-feira, maio 12, 2010

DUCHAMP, MÜNCH AND CURITIBA- English edition

Professor Concertino going on in his airing around Curitiba's landscapes. Now he find two things that aren't and one that is.

terça-feira, maio 11, 2010

COMPANHEIROS DANDO DURO!

DE CERTA FORMA É O AQUECIMENTO PARA O FESTIVAL ESPETACULAR DE TEATRO DE BONECOS, AQUI EM CURITIBA. QUEM ESTIVER POR AQUI, NA REGIÃO PODERÁ APRECIAR UM POUCO DA ARTE TITERITESCA E CONSTATAR DO QUE SOMOS FEITOS.

segunda-feira, maio 10, 2010

CURITIBA, DUCHAMP E MÜNCH-PROFESSOR CONCERTINO-TOMO 2

Professor Concertino encontra duas coisas que não são e uma que é na cenografia curitibana. Intriguem-se nesse curioso passeio do Professor Concertino.

sexta-feira, maio 07, 2010

UM BONITO BLOG DE MINAS


Venho acompanhando àlgum tempo um bonito blog de Minas Gerais:
http://anaeosbonecos.blogspot.com/
Tem a cara, a peculiaridade, o cheirinho de Minas. A Ana informa, interage e atua com os bonecos de todo o Brasil e por ali a gente pode conhecer uma pá de coisa legal.
Visite Minas, ops, o site da Ana e os Bonecos!