quinta-feira, dezembro 23, 2010

COBAL ESTA NO AR!

No bastidor da empanada: Luana,prof Marli, Bruna, Felipe (me representando, Vitória, Stephany e Talita.
Cobal,bonecos e o cartaz.
E apresentamos o “3 contos do Cobal”.
Qual foi o deleite disso tudo?
OUVIR.
A retroalimentação da Vitória pedindo para chama-la em 2011 para os trabalhos no teatro de bonecos. A Talita vencendo a “preguiça", o medo de se mostrar ao público. A Bruna dizendo ao pai que deveria dormir cedo para estar bem disposta para seu “grande dia”. O empenho completo da Prof. Marli: DEVOTADA ao teatro de boneco...
VER.
O silêncio no bastidor durante a apresentação. Uma performance segura, sem vacilo, com o pouco ensaio porque em 70% dos ensaios foi dispendido em pastorear a concentração delas.
Elenco feminino, apenas.
Porque teatro é coisa de mariquinhas? Ainda tem isso? A piazada perpetua os vícios adultos...
But less is much more!
Com cinco meninas seguimos em frente, leves, dispostas.
O grupo se consolida para realizar-se em um dia, em 20 minutos!
E as cinco meninas receberam o seu presente de natal! Aplausos, reconhecimento de capacidade de realização.

E o que doei?
R$500,00 em combustivel, lanches e material para confecção de bonecos.
Pedi e consegui a adesão de tres empresas que doaram serviços e cartazes.
A Cia. Artifícios Teatrais, do Sérgio Del Giorno, doou uma oficina de dramaturgia e texto, e uma apresentação de “Zac e a Máquina do Tempo”, espetáculo próprio.
A DOMA Design doou a arte do cartaz e um período de folga do seu funcionário, Sérgio Del Giorno.
A Pix Bureau doou a impressão à laser de 100 cartazes.
Sera que vamos continuar?
Eu vou.
Tenho planos para essas meninas.
Dessa vez vamos precisar de ajuda que foi renunciada na pressa de fazer o espetáculo.
Talvez algum brio esteja ferido. Mas o tempo foi senhor imperioso. Crianças abandonando o projeto, todas as semanas (poucas semanas) tendo que mudar o texto, reduzir ou acrescentar personagens, adaptando cenas, falas. Bonecos inacabados precisando estar prontos para as fotos do cartaz...
Aqui, o reclamo da Produção. Quase numérica, contabil, enquanto a arte maturava na mente da companhia do Cobal. Fiz a sonoplastia, o mac de frente para o público que via meu rosto e minhas as reações. Tentei manter-me sereno, ate frio. Mas elas, de tras da cortina me espiavam e lançavam olhares cúmplices, pedindo concordância e respondia com meio sorrisos, ou alguma piscadela. E o público viu, percebeu a cumplicidade e que ele não fazia parte dessa confraria, que poderia apenas testemunhar, apreciar, assistir, jamais participar! Jamais ser elevado na rara condição de fazer aquele teatro.

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