domingo, junho 20, 2010

XENOFOBIA, NIPONISMO ACULTURADO E O SINONISMO

Japão recebeu advertência da ONU pela xenofobia.
E no Brasil?
Veja os chineses. No mais trivial objeto de consumo ao transeunte de olhos puxados. Eles estão por toda parte. Por um lado fico aliviado porque vivi o tempo em que ser japa era ápice de ser estranho. Ainda se ri do japones enquanto não se ri do africano, é crime. Pelo menos os nomes nipônicos já são pronunciáveis. Enquanto o ucraine, polaco, belga não tem essa ventura.
Vivi o tempo em que ser chines era ser habilidoso lutador, ser mestre. Depois o chines deveria ser filósofo, possuir alto teor de sabedoria e uma tremenda habilidade de impressionar qualquer ocidental. Nesse tempo eu queria ser chines.
Mas os chineses continuam sendo o que sempre foram, os mesmo chineses que vivem pela China. Batalham duro, ganham pouco. Claro que há os que ganham mais, como os empreendedores que passam o trator sobre as casas de famílias que moram ha décadas no local; parece que la não há propriedade privada.
Meus avós vieram de um país onde a xenofobia é questão econômica.
Aqui podemos encontrar cadáveres na rua. Por lá há um certo alívio de uma boca a menos.
Os japoneses chegaram num país que se dizia incomensurável. Hoje se sabe que há uma fronteira não muito distante, mas ninguém se importa de ter vizinhos palestinos iranianos, bolivianos, paraguaios, afegãos, iraquianos, turcos, chinese e japoneses, até. Desde que não cuspa na terra onde dei meus primeiros passos, tudo bem, pode chegar...
Com grande espectativa, logo perceberam que aqui havia solo disponível. Portanto a ideia de que o issei pretendia voltar tão logo acumulasse riqueza, poderia ser o plano inicial, ainda no Japão. Aqui o japones acumulou um patrimônio que jamais poderia obter, mesmo com o plano de recuperação, mesmo com o auge do poder industrial do fim do século passado. Hoje, o que é o Japão?
Esse pais deveria tomar cuidado com a xenofobia, porque poderia ser impopular qualquer ajuda econômica para um lugar que detesta estrangeiros. Os juros poderia ser maiores, a dívida mais longa... algo na estrita leitura do acordo, nada vingativo.

Nenhum comentário: