terça-feira, junho 01, 2010

IMORTALIDADE, ARTE E UMA VERSÃO MAIS LEVE DA COCA-COLA


Louise Bourgeous, Kazuo Ohno, Wilson Bueno...
Dirão que morre gente todos os dias, mas não é todo dia que se percebe o quanto se tomba.
Principalmente quando são minhas referências. Em Highlander-Guerreiro Imortal, de Russel Mulcahy, o imortal tenta preencher o vazio com arte; pintura, partitura e toda sorte de beleza possível. Todo lixo cultural que o mercado trata de valorizar e impostar valor chamando de arte maior. A namoradinha do século XX entra no seu ninho secreto e depara com obras originais, tudo com valor sentimental: um Leonardo da Vince que ele pegou na mesa de um Bórgia porque ia ser jogado fora; um Van Gogh que ele comprou para ajudar um maluco... essas sobras do passado.

O que vale a penas então? Ter filhos vê-los crescer, acompanhar seu sucesso e saber que estarão ao nosso lado quando tombarmos? É isso a felicidade?
Por que nos dizem para educarmos as crianças, sendo severos e punitivos, quando na verdade queremos mima-los e satifaze-los em todos os seus pequenos desejos?
Quando me perguntarem se a vida valeu a pena, direi que sim; afinal fui o primeiro cara a experimentar a coca light!

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