quinta-feira, dezembro 23, 2010

NEW PUPPETS





Now, for Xtmas, I did two new brand string puppets. For gift my nephew and sister.
They are made with caixeta, a kind of wood from brazilian shores known as "mangues". This rare tree is forbade to cut, in preserved areas. But this one piece are cut from allowed farm, raised only extration. If you could learn, one of puppets look a litle strange, almost human stare. That's why it's the eyes are movable.
Opz! Almost forgot, painting made by Luciana, my wife and partner.

Marionetes a fio para presente de natal.
Estão prontos, finalmente, em tempo recorde.
Como antecipei, são os presentes para minha irmã e sobrinha, ha-um-ano-nascida, a Kaori.
Se vcs. perceberem, um dos bonecos olha de modo estranho, quase humano. É porque seus olhos são moveis!
Quase esqueci! Pintura da Lu, amada, querida e necessária!

COBAL ESTA NO AR!

No bastidor da empanada: Luana,prof Marli, Bruna, Felipe (me representando, Vitória, Stephany e Talita.
Cobal,bonecos e o cartaz.
E apresentamos o “3 contos do Cobal”.
Qual foi o deleite disso tudo?
OUVIR.
A retroalimentação da Vitória pedindo para chama-la em 2011 para os trabalhos no teatro de bonecos. A Talita vencendo a “preguiça", o medo de se mostrar ao público. A Bruna dizendo ao pai que deveria dormir cedo para estar bem disposta para seu “grande dia”. O empenho completo da Prof. Marli: DEVOTADA ao teatro de boneco...
VER.
O silêncio no bastidor durante a apresentação. Uma performance segura, sem vacilo, com o pouco ensaio porque em 70% dos ensaios foi dispendido em pastorear a concentração delas.
Elenco feminino, apenas.
Porque teatro é coisa de mariquinhas? Ainda tem isso? A piazada perpetua os vícios adultos...
But less is much more!
Com cinco meninas seguimos em frente, leves, dispostas.
O grupo se consolida para realizar-se em um dia, em 20 minutos!
E as cinco meninas receberam o seu presente de natal! Aplausos, reconhecimento de capacidade de realização.

E o que doei?
R$500,00 em combustivel, lanches e material para confecção de bonecos.
Pedi e consegui a adesão de tres empresas que doaram serviços e cartazes.
A Cia. Artifícios Teatrais, do Sérgio Del Giorno, doou uma oficina de dramaturgia e texto, e uma apresentação de “Zac e a Máquina do Tempo”, espetáculo próprio.
A DOMA Design doou a arte do cartaz e um período de folga do seu funcionário, Sérgio Del Giorno.
A Pix Bureau doou a impressão à laser de 100 cartazes.
Sera que vamos continuar?
Eu vou.
Tenho planos para essas meninas.
Dessa vez vamos precisar de ajuda que foi renunciada na pressa de fazer o espetáculo.
Talvez algum brio esteja ferido. Mas o tempo foi senhor imperioso. Crianças abandonando o projeto, todas as semanas (poucas semanas) tendo que mudar o texto, reduzir ou acrescentar personagens, adaptando cenas, falas. Bonecos inacabados precisando estar prontos para as fotos do cartaz...
Aqui, o reclamo da Produção. Quase numérica, contabil, enquanto a arte maturava na mente da companhia do Cobal. Fiz a sonoplastia, o mac de frente para o público que via meu rosto e minhas as reações. Tentei manter-me sereno, ate frio. Mas elas, de tras da cortina me espiavam e lançavam olhares cúmplices, pedindo concordância e respondia com meio sorrisos, ou alguma piscadela. E o público viu, percebeu a cumplicidade e que ele não fazia parte dessa confraria, que poderia apenas testemunhar, apreciar, assistir, jamais participar! Jamais ser elevado na rara condição de fazer aquele teatro.

terça-feira, dezembro 07, 2010

E VEM CHEGANDO O NATAL!





... enquanto isso, muito trabalho e muito pouca grana. Na verdade, nenhuma grana. hehehehe!
Well done! Life's go on though money vanished!
A Felicidade continua na Santa Felicidade. Vejam as condições ao mesmo tempo que gostaria que vissem o empenho dessas garotas em exercitar o titeritismo. Alguns tombaram no meio do caminho.
A eles, nosso minuto de silêncio:
(...)
Well done! E dia 17/12 no colégio padre Colbacchini, querendo o padre ou não vamos estrear, ate onde sei, a primeira cia. de teatro de bonecos formada (fornada!) do bairro!!! Putz, putz, putz! Estou muito contente! Na verdade tenho trabalhos valendo grana que ja estou querendo cancelar para poder ensaiar mais com as meninas! Gente! Elas cantam! Esta tudo gravado para não ter problemas acústicos! E elas cantam no espetáculo!!!! Não é uma maravilha? Vai ser uma loucura!
Desde já e vou muito agradecer ainda, a ajuda da diretora Sirlei, do coordenador pedagógico Sangerson e principalmente a prof. Marli, a qual sem o denodado empenho esse projeto nunca, nunca, nunca seria realizado.
O elenco esta assim:
Luana, Vitória, Stéphany, Talita e a prof. Marli.
Jorge Miyashiro na sonoplastia e direção.
Apoio da Cia. Artifícios Teatrais do Sérgio Del Giorno.
bjs. bjs.!

terça-feira, novembro 23, 2010

sábado, novembro 20, 2010

A COISA ATACA EM ALCACU

(Origami Luciana Miyashiro)
Meus amigos saudosos dos contos de Alcacu. Heis que retorno com mais uma turmalina resplandescente do formoso triângulo antropológico da Santa Felicidade, Campo Magro e Almirante Tamandaré... falando na virtude da felicidade, soube de um monge tibetano, em visita ao Rio de Janeiro, cujo cortex teve suas sinapses captadas e confrontadas com tabelas fidedignas, e se concluiu ser o monge daquela região onde o governo chines chama de seu, o homem mais feliz do mundo! Nem os cariocas alcançaram tal feito, embora tenham encetado, muito cedo, no amargo caminho sem retorno de ser feliz. Durante a reportagem sobre o monge caminhando, sentando em lotus, claro, no jardim Botânico onde Tom Jobim ouvia os trinados do passaredo, pois para a tradução do canal televisivo não há felicidade sem Tom Jobim, muito menos sem a trilha sonora ornitológica, minha esposa consorte e cúmplice me inquire se em minhas meditações eu era feliz, pois essa era a receita do monge como forma de ser feliz, meditar. Respondi com o clichê dos praticantes informais que ainda havia muito que aprender sobre a arte de tranquilizar os fluxos e refluxos mentais e as marés de serotonina. Traduzindo: era atacado por uma onda de feliz plenitude muito de vez enquando.
Alguns dias depois desse frívolo episódio, estou embarcado num eficiente (e um tanto arriscado) Ligeirinho, o ônibus de poucas paradas do transporte público de Curitiba, em pé, carregando minha mochila importada, de alças tesas e eretas (Deuter), sentindo-me habitante dos primeiros mundos, enquanto a paisagem deslizava-se pelas janelas, recordei da pergunta desafiadora da minha esposa. Fazendo uma réplica complementar tardia, meditei ali mesmo e fui inundado por uma cálida sensação benfazeja. A felicidade morava ao meu lado, como não!
Um passageiro levantou-se mas não quiz sentar-me, deixei para a ocupação de quadris mais esgotados, como os daquela senhora que costura célere entre a fila dos passageiros em pé. Facilitei a passagem da senhora, e manobrei a mochila importada e tesa, que não estava em minhas costas, mas ao lado do meu tronco, afim de não bloquear o corredor. A mesma mochila que se chocou contra mim, a senhora, sentada, que ainda de mão elevada,como uma desafiante marcial, olhos firmes contra os meus, indica que a alça tesa resvalou sobre si. Sorrio atenuando.
Não direi que meu estado búdico foi prejudicado, mas protelado. Perguntava a razão desse costume dos nativos curitibocas de invadir o espaço físico dos transeuntes, quando devo novamente deslocar para permitir a passagem de um senhor obeso ao corredor, mas com uma respeitavel obesidade. Resultando que de alguma forma a alça tesa resvalou na mulher sentada, novemente. No meu campo de visão inferior dois glóbulos faiscantes, raios de alta potência, queimam minhas retinas. Como o coelho Pernalonga pergunto: algum problema, senhora?
-Essa coisa bateu no meu rosto!
-Se a senhora pedir com educação posso resolver...
-Essa coisa esta batendo no meu rosto.
-Bom... A senhora esta precisando de um peeling, mesmo.
-Essa coisa esta batendo no meu rosto!
-Esta bem, senhora. Que sem educação!
-Sem educação é você!
“Sem educação é você”, eu fui o mal educado de esfregar uma “coisa”na cara da mulher, no Ligeirinho. Evidentemente, contando com a velocidade da malícia do presente leitor, replico em minha defesa que isso tudo fiz com a voz mansa de um gato ronronando e da maneira mais gentil. Apenas uma moça que estava ao lado da mulher testemunhou o fato e endossou com a assinatura de um largo sorriso.
Se algo me magoou, pois não posso chamar de mágoa o perdurar da memória sobre o evento; se algo me desalinhou foi chamar a mochila importada de COISA! Para mim a amostra infalivel da degradação social em meio as Louis Vuitton costuradas por crianças. Não reconhecer um legítimo produto original, tomando-o por um tacape que se atira nas bochechas alheias... ai, que chato.
Acredito na astrologia com a mesma reserva que a homeopatia. Há dias que tenho crença fervorosa, em outros o meu ceticismo coagula qualquer resultado funcional dessas artes e ciências. Mas hoje, depois desse debate com a mulher atacada pela alça tesa, revelou-me a seguinte frase:
Medito no que me há dito.

sexta-feira, novembro 19, 2010

2º ENCONTRO DE TEATRO DE SOMBRAS


Em parceria com a SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco, o Grupo Sobrevento realiza o II Encontro de Teatro de Sombras. O encontro é público, tem ENTRADA FRANCA e acontece na próxima segunda-feira, 22/11, das 17h às 22h, no Espaço Sobrevento, que fica na Rua Coronel Albino Bairão, 42, próximo à estação Bresser-Mooca do Metrô e do Viaduto Bresser.

A mesa de discussões reunirá Alexandre Fávero e Ronaldo Robles, dois dos maiores expoentes brasileiros do Teatro de Sombras, que, além de relatar suas experiências, farão demonstrações de seus trabalhos. O encontro terá a presença - já confirmada - de alguns dos principais representantes do Teatro de Sombras em atividade no Brasil, entre artistas e pesquisadores, além dos grupos mais atuantes do Teatro de Bonecos de São Paulo.

No decorrer da noite, os convidados vão mostrar experiências e resultados de pesquisas, na forma de palestras e apresentações de cenas, mediados por Luiz André Cherubini e Sandra Vargas, fundadores do Grupo Sobrevento. Ao final, será aberto espaço para outros artistas e público exporem os seus trabalhos, considerações e dúvidas.

Em dezembro de 2009, o Espaço Sobrevento reuniu cerca de 20 especialistas brasileiros em Teatro de Sombras da cidade de São Paulo, em um encontro onde foram discutidas questões técnicas e estéticas específicas desta linguagem. Este ano, com o apoio da SP Escola de Teatro, o II Encontro de Teatro de Sombras tem o intuito de ampliar os conhecimentos e multiplicar experiências com o Teatro de Animação, em um modo diferente de fazer com que artistas formem artistas.

Serviço:
II Encontro de Teatro de Sombras
Segunda-feira, 22 de novembro, das 17h às 22h
Local: Espaço Sobrevento (Rua Coronel Albino Bairão, 42, a duas quadras do Metrô Bresser-Moóca e do Viaduto Bresser. Telefone: 11-3399-3589)
ENTRADA FRANCA


O SOBREVENTO é um núcleo da Cooperativa Paulista de Teatro

Visite nossa página em http://www.sobrevento.com.br

quinta-feira, novembro 18, 2010

COBAL! O GRUPO DE TEATRO DE BONECOS DA SANTA FELICIDADE


Sérgio Del Giorno, (Cia. Artifícios Teatrais, jornalista, roteirista, já entrevistado aqui no blog http://miyashiroteatro.blogspot.com/2009/07/entrevista-interessante.html ) numa oficina de redação para roteiro de teatro. Com orientação da professora de Portugues, as 7ª séries escreveram tres roteiros: Nossas Férias, O Racismo e O Natal. Com esse material estamos ensaiando uma peça que será encenada dia 17/12/2010 no Colégio Padre Colbacchini
Aqui esta o elenco: Luana, Welinton, Profª. Marli (Portugues), Stephany, Polyana,Profª Isabela (Artes) e a Bruna. O grupo é maior, mas cada dia aparece e desaparece gente nesse elenco! É uma completa abdução, mas mesmo contra as forças alienígenas, vamos estrear esse espetáculo.
Em tempo: Cobal é o nome do grupo de teatro de bonecos, escolhido pela profª Marli. De acordo com ela embora o nome do Colégio seja Padre Colbacchini, o MUNDO insiste em chamar de Padre Cobalcchini, trocando de lugar o "L". Esse é o COBAL!
Lembrando que o único apoio nesse projeto é a boa vontade dos envolvidos.

quarta-feira, novembro 17, 2010

CAT PEOPLE


(English words downside)
Aqui estão as primeiras fotos de dois bonecos em construção.
São duas marionetes à fios, uma é para a Kaori Miyashiro, minha sobrinha; cumprindo minha rotina de saudar o nascimento de sobrinhos com um boneco que represente minha capacidade técnica no momento do nascimento. embora a Kaori tenha nascido àlguns meses...
O outro boneco é encomenda de Patrícia Lanfrancchi, minha irmã. Se repararam que são bonecos para presentes, devem ter reparado que estamos próximos das festas de fim de ano, e dessa forma economizo uns dobrões! A marionete da Kaori vai ter olhos articulados, da Patrícia não. Caso a Patrícia não enamore do boneco, vou tomá-lo e talvez prepare uma performance com ele. Era para serem gatos, gatos. Quadrúpedes com fios cruzados (se não entenderam explico que é um segredo de marionetista, procure um que resolva mostrar) cauda de bloquinhos articulados etc. Mas depois decidi fazer um corpo antropomórfico com a cabeça felina! Sei lá! Achei que ia ficar como um astro de rock, ou ator bad boy! Coisa que dá prazer em meninas!
Bem, o detalhe é que procurei uma solução que não tenha juntas muito expostas, que dão uma cara muito robótica ao boneco. Estou entalhando ainda, em breve postarei as fotos desse sistema que dará um torso mais belo ao meu rock star!

I'm working in two new string puppets. It's a gift to my newborn niece and my sister. Doing that gifts to saving some coins !
First project would did cat like puppets, Quadruped, tail in pieces. But I thought It could have human body with the cat head. A thin body, a little awkward alluringly, like rock star or bad boy... the kind loved for all girls! For a handsome torso I project a solution to cover some joints who ever give a robotic appearence to puppet. I'm just carving yet, next post will show it. One puppet will have moving eyes the other no.

terça-feira, novembro 02, 2010

LIÇÃO DE ANATOMIA 2


Percepção física e estabelecimento de linguagem na manipulação do boneco. Faço aqui mais uma participação no rol de ideias fixas que tornam o mundo mais cabeçudo, no bom e mal sentido.

domingo, outubro 31, 2010

Mais um Outubro que se vai...

Pode ser a coisa mais besta, anunciar uma peça que ja passou.
Mas aqui vai: final de carreira de PROFESSOR CONCERTINO no edital da Fundação Cultural de Curitiba.
Esse foi o mais dificil espetáculo que ja produzi. Primeiro nas condições litigiosas que ja deixei transpirar por aqui. Adianto que são completamente injustas, e que (frase de franco uso como nota de dois reais) a Justiça com certeza vai prevalecer. Segundo, acho que estou velho.
Constatei e confessei a diversas pessoas que só adquiri a fluência no espetáculo na penúltima apresentação. Passei praticamente o ano inteiro mudando, cortando, recriando cena, eliminando boneco, construindo outro; mexendo na trilha toda hora...

E para não deixar que a reclamação banalize, façamos bom uso dela.
Mudei a prestadora de internet e de 3gs passei para adsl. Pode ser outra coisa besta que fiz... fato é que até agora não consegui instalar a dita, e se escrevo essas promissoras linhas é devido a uma (gentileza?) ajuda da loja que emprestou esse modem 3g. é bem fraquinho, mas da para quebrar o gravetinho.

No prelo: o post da Micky Chiu, uma sinoamericana de Taiwan que visitou um Museu do Teatro de Bonecos do Mestre Tien Lu ( um artista de Taiwan que foi ovacionado na França e infelizmente faleceu em seguida). Tem texto e fotos. Esta tudo pronto mas os meguinhas da internet não deixam baixam as fotos. Portanto o post que esta ai faltam algumas fotos e os vídeos. Espero completá-lo em breve.

Tem um vídeo que ainda esta em projeto.Uma saga de samurai em cinco episódios. Estou acertando os pormenores contratuais com o Sérgio Del Giorno, que vai desenvolver a parte FX da coisa.

Tá tudo arrumadinho quase pronto, só falta minha internet voltar e pego com força total esse blog!

E uma floricultura de rosas para os amigos e um ou dois acúleos para meus poucos inimigos.
beijos!

sábado, outubro 30, 2010

Entalhando um boneco e o Museu dos Bonecos Lin-Liu-Hsin


Esta é a tradução de um post do blog WANDERING TAIWAN da minha amiga Micki Chiu. Trata-se de uma não especialista em assuntos titiritescos, no entanto é preciso compreender que o teatro de bonecos folclórico taiwanes esta intimamente ligado na religião, na tradição e por fim na memória cultural de cada chines de Taiwan. Isso a autoriza a opinar e ao mesmo tempo imprime ao seu post, uma visão interessante para quem vem pesquisando esse assunto no âmbito da Estética e da Plástica. Importante lembrar que Micki é sinoamericana, universitária e viajou para o país de sua matriz cultural, para conectar com suas raizes.
Para apreciação dos vídeos, embora eu tenha permissão da autora para a divulgação desse texto, indico a visita no blog da autora:http://wandering-taiwan.blogspot.com/2010/10/puppet-craving-and-lin-liu-hsin-puppet.html
Bom passeio!

Posting by MICKY CHIU:

Teatro de bonecos é uma das minhas artes populares favoritas, que reflete não só o lado artístico nos bonecos, como a Cultura e e a história em si. Nos decidimos visitar o Museu do Teatro de Bonecos Lin Lui Hsin (林柳新紀念偶戲博物館) em Taipei (capital de Taiwan), localizado na região de Dadaocheng. No final da visita, não encontrei somente uma variedade de bonecos de diferentes países, mas um entalhador de bonecos junto ao museu que foi o ponto alto de toda a viagem.
Chegando ao lobby, fomos calorosamente recebidas por sr. LaiShi-An, que é um entalhador de bonecos e ator bonequeiro de luva (fantoche) no museu. Ele era um aluno do mestre Chen Xihuang que é filho do mais famoso bonequeiro de Taiwan, sr. Li Tian Lu. Centenas de cabeças entalhadas de bonecos criadas por ele estão dispostas em sua mesa gaveteiro. Não titubeou em mostrar-nos toda a beleza de seu trabalho artístico.
O artista não precisa qualquer esboço para orientar os seus entalhes; sr. Lai disse que todos as dimensões são calculadas em sua mente. Um amigo seu deu-lhe uma figura de um famoso personagem de HQ que ele reproduziu tal qual.

Ele foi tão paciente mostrando-nos as diferentes esculturas de cabeças. Algumas delas são sólidas, sem que tenham qualquer movimento facial. Outras tem um espaço interno que permite a inserção de um dedo. Se olhar mais acuradamente estas duas fotos, poderá ver a boca e a testa amplamente abertas. Exige de um a dois dias para completar o entalhe somente do buraco.

Parte dos entalhes podem ser produzidos por máquinas, mas é preciso um corte mais refinado mais adiante. Aqui, a mão esculpindo com amis detalhe após o corte na máquina.

Concluindo a cabeça, são aplicados os pigmentos coloridos e em seguida a indumentária pode ser vestida. Ele demonstrou como o boneco “caminha”. Assista em detalhe. Veja que este boneco tambem abre sua boca e veja quão belo são os movimentos dos braços, movendo, durante a demonstração.
Por favor assita o pequeno vídeoclip anexado, abaixo deste post para maior visão. Uma grande diferença dos bonecos do presente dos tradicionais é a construção das pernas. As pernas são costuradas na parte interna do figurino e não na externa, assim as pernas podem movimentar mais suavemente, e desenvolvem melhor. As pernas são preenchidas com tecido que as faz ficar um pouco mais pesadas, e se movimentam melhor que os bonecos construidos antigamente.

Ao lado do boneco de luva (glove puppet), há tambem uma grande coleção de tradicionais marionetes à fios. Marionetes à fios tem sido uma arte folclórica local desde a Dinastia Song. Apresentações de bonecos de fios são interligados a crenças nativas, religião e cerimônias de proteção contra os males. Por essa razão os bonecos de fios não são tão populares como os bonecos de luva.

No segundo andar do museu, não deixe de sentir a experiência de atuar num palco com os bonecos, você mesmo, antes de ir embora.
O Museu do Teatro de Bonecos Lin Liu Hsin tem atraido muitos estrangeiros para visita e pesquisa sobre a Cultura e a Arte Folclórica Taiwanesa. Toda a coleção é explicativa tanto em chines quanto em inglês.

Gostaria agradecer o sr. Lai pela calorosa hospitalidade durante nossa visita, que proporcionou uma rica e divertida experiência!

Www.taipeipuppet.com/

Texto original no:http://wandering-taiwan.blogspot.com/

sábado, outubro 09, 2010

JACARÉ NO GUAIRINHA


A Cia. dos Ventos da Tadica Veiga e do Joelson são um ponto de cultura em São José dos Pinhais, vão apresentar nesse fim de semana na sala do Guairinha o espetáculo O JACARÉ. A Cia. dos Ventos e uma grande especialista (embora muitos desgostem da classificação...) em bonecos gigantes. As crianças vão adorar a monumentalidade dos seres da antureza que aparecem no Jacaré.

sábado, setembro 25, 2010

SÓLIDO VOLATIL

Nada é permanente apesar dos monumentos, das promessas e das juras. Tudo se desmancha, se desata restando somente uma longa e obrigatória despedida. Um ator-bonequeiro deixou o palco sem se desperdir de nos SÉRGIO RAMOS. Kazuo Ohno, Hoichi Okamoto, Leonildo Aliberti, meu pai...

sexta-feira, setembro 24, 2010

OFÍCIO DE ESTAR PRESENTE

na onda do voluntariado. Tomei a iniciativa de ajudar, independente de empresas, instituiçõe se fundações. Escolhi um colégio do meu bairro, fui bem recebido e propus uma oficina de teatro de bonecos. 12 crianças inscreveram e 8 permaneceram. foram 3 dias interessantes e a partir do 2º dia fui abordado pela gripe do virus hardcore.
AS crianças vivem num estado de pressão social que eu não vivi. Quando eu brincava na rua, a preocupação dos meus pais era a de não passar das 21:30h. Eles não sabiam das brigas em que eu apanhava ou batia (muito apanhava e pouco batia); não sabiam dos meus amiguinhos que faziam troca-troca, ja que outra preocupação era com aquela garota "mal comportada"... Hoje, pergunto se sobreviveria no ambiente que muitas crianças vivem; ameaçadas até de morte; e estourado como era e ainda sou, se negociaria o conflito como os meninos de hoje negociam. Palavras como morte, estupro, violência e porrada saem com naturalidade e conformismo num timbre inocente, infantil.
Apesar disso, as crianças são belas. Obrigatoriamente belas. Inesgotavelmente belas.
Sua alegria contagia e la estou no meio de um mundo belo e cruel. E minha função é ouvir e mostrar, independente de transformar, de oferecer saidas, oferecer oportunidades. Claro que poderia disponibilizar, encaminhar, acompanhar embora haja um jogo complexo ao seu redor. Um emaranhado de sujeições, submissões, de impossibilidades que jargões motivadores são incapazes de romper. Embora, a verdade seja clara, professores e funcionários do colégio façam valer cada centavo de seu salário. Minha função foi sugerir a solução criativa, o caminho inesperado, o improviso, o absurdo plausivel, apesar daqueles subletrados que ainda acreditam que isso é discrepância, um paradoxo).
Mas eu estive ao seu lado. E mostrei uma possibilidade.

domingo, setembro 19, 2010

LUVAZINE ON LINE

LUVAZINE-Cenas from Jorge Miyashiro Junior on Vimeo.

para vc. que não descola do ecrã, aqui estão as principais cenas de LUVAZINE. Para mata a sua curiosidade e para ver se meu discurso é aliado da prática. Enjoy it and comment it! Sim por que omissão é o pior da humanidade. Fale, critique, jogue pedras... mas não fique abstêmio.

LUVAZINE ON LINE

LUVAZINE-Cenas from Jorge Miyashiro Junior on Vimeo.

Para você que não desgruda do ecrã e quer saber que raio é esse LUVAZINE, o tio Mia não vai te deixar desamparado. Heis aqui algumas cenas que irá deixa-lo completamente IN ABOUT THE ISSUE. Só, nessa circunstância, dê um comentário, meta o pau, dê sua pedrada, mas não fique omisso. A omissão, em teatro é um crime capital de lesa tablado imperdoavel!!! Manifeste, esse é teu ingresso para um mundo mais, mais,... bem, masi comentado.

quinta-feira, setembro 16, 2010

LUVAZINE NO BOTICA DE NOVO


Pois é Tio Jorginho e o Macaquinho no Botica hoje 16/09 e amanhã 17/09, 20h.
GRATIS para leitores deste blog. Basta dizer na bilheteria que é meu amigo.

OFICINA COM O SOBREVENTO-GRATUITO!

Luiz André, coordenador do projeto
O Espaço Sobrevento
Você ator, professor, desempregado, perdido na vida como eu era... você que quer fazer teatro mas não se adapta a grupo algum, que não consegue reunir pessoas em sintonia com a suas visões estéticas, com gente que tenha as mesmas habilidades que você... você que deseja aprender uma atividade que proporcione prazer, satisfação e um pouco de dinheiro- sem cometer delito algum: encontre seu caminho numa oficina aprendendo fazer teatro de bonecos, com o Grupo Sobrevento, de graça! O único problema é que é em São Paulo. Mas vale cada centavo do investimento.
Leia o texto de divulgação:

O GRUPO SOBREVENTO realizará uma OFICINA GRATUITA de Introdução ao Teatro de Animação, de 5 de outubro a 11 de novembro, no Espaço Sobrevento. O curso tem 20 vagas e acontecerá às terças, quartas e quintas, das 18h às 22h. O Espaço Sobrevento fica na Rua Coronel Albino Bairão, 42, a duas quadras do Metrô Bresser-Moóca e do Viaduto Bresser.

Os interessados podem se inscrever até 24 de setembro, preenchendo e enviando ficha de inscrição, que segue em anexo, para o e-mail info@sobrevento.com.br. O resultado será divulgado por e-mail até o dia 27 de setembro.

quarta-feira, setembro 08, 2010

IS LIGHT A WAVE OR PARTICLE-2nd.OUR SCIENCE PROJECT


Doc and Prof ask if light is made by wave or a million of particles, so nothing like ask for a light. Thats the new experience of Doctor and the Professor.

terça-feira, setembro 07, 2010

OUR SCIENCE PUPPET PROJECT


Doc and Prof are two Phd in puppetry science that abroad fisics, quantum mecanic, math etc. Me and Sergio Del Giorno playing with two funny scientists and dealing with theories and experiences. In this video, Doc and Prof works with the Schrondiger's cat in dark box, or puppet in white blanket... What a mess!

segunda-feira, setembro 06, 2010

SOLILÓQUIO PARANAENSE

Milene e sua raposa, Oficina de Teatro de Bonecos de Araucária
O Acendedor de Lampiões e sua dona na Oficina de Teatro de Bonecos de Araucária,
TEATRO DA PRAÇA DE ARAUCÁRIA
O Paraná tem perdido o bonde das dotações federais e aparentemente, poucos tem ganhado bem, enquanto outros muito pouco. Afora a habilidade monetária destes poucos felizardos, algumas iniciativas devem ser apontadas.
O Clube do Boneco de Araucária voltou! Ou pelo menos a iniciativa de manter uma unidade que esteja envolvida com bonecos. A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, paga R$100,00 para cada aluno da Oficina de Teatro de Bonecos. São oito crianças sob orientação da ANA PAULA FRAZÃO, que dirigiu o antigo Clube do Boneco, onde demonstrou muita competência e carinho com as crianças durante seu trabalho. Nessa nova versão do "Clube", fui convidado para coordenar uma oficina complementar, na verdade esse foi o argumento oficial para fazer a assistência de direção da nova produção O PEQUENO PRÍNCIPE.

APRTB, TEATRO DE BONECOS DR. BOTICA- OQUE FUNCIONA, OQUE NÃO
O Teatro de Bonecos Dr. Botica não esta mais nas mãos do Manoel Kobachuk. Agora esta sob administração da Fundação Cultural de Curitiba e curadoria da Associação Paranaense de Teatro de Bonecos. Qualquer bonequeiro que queira apresentar nesse espaço deve dirigir sua proposta a presidência a cargo de Luiz Reikdal, que assumiu após a desistência de Marcello Karagozk. Por ser um cargo eletivo SEM remuneração, embora reuna funções de produção e execução, a presidência da Associação não é um cargo cobiçado. Essas discrepâncias se não forem corrigidas poderão motivar o adiado encerramento da associação, que carece de apoio de seus atuais e ex-associados. Ações para agilizar as práticas, oferecer remuneração devida aos trabalhos efetuados, esbarram na incapacidade dos associados em debater objetivamente os assuntos administrativos, com foco no que a associação representa, em lutar pela classe e não pelo ganho individual. É óbvio que passamos por tempos difíceis, mas se não fizermos algum sacrifício em favor de algo maior, nada será conquistado.
Durante quatro dias apresentei um espetáculo no dr. Botica, no horário das 20h. com ganho da bilheteria. É notório que esse horário não tem platéia, ou se tem é pouca. Isso desde a inauguração do teatro. Isso é devido a insistência em se fazer do horário, um horário para adultos. Embora o público adulto demonstre que deseja teatro de bonecos para os seus filhos e não para si. Assim, estando num shopping center, para que praticar sociologia teatral em detrimento do marketing? Trabalhei fazendo desde as 7h. antes de cada apresentação 3 a 4 janelas, pequenas performances de cinco a sete minutos, mostrando umas cenas com bonecos e anunciando um espetáculo 'PARA CRIANÇAS', como um evento CULTURAL PARA CRIANÇAS, divertida para adultos, mas para CRIANÇAS!!! Fazer a janela tem sido um percursso de dor e insatisfação para alguns colegas, mas a verdade é que a janela é o nosso out-door. Nela o público ve um termômetro a quanto anda nossa habilidade como artistas. Essa é a verdadeira vitrine do espetáculo. O público de shopping vem na expectativa de encontrar uma série de opções de consumo, diversão e entretenimento, embora essas opções nem sejam tão variadas. Muitos decidem oque consumir no local. Essa é a vantagem de fazer uma janela atraente. Aliás essa foi a visão do criador do espaço,o dr. Miguel Krigsner; um empresário que ama os bonecos, declarada e ostensivamente. Portanto essa foi a herança do dr. Miguel para os demais colegas, um teatro com visão de marketing.
O resultado dos 4 dias no Dr. Botica foi que, num horário em que se costuma ter caixa de bilheteria zero, eu obtive a metade do que se consegue nos horários nobres das 15h e 17h. Posso dizer que obtive 90% de sucesso nesse horário. Isso por que agi de acordo com as expectativas do local: um shopping center onde se deve promover o produto para um público ávido em consumir.
Uma falha é o Dr. Botica fechado nesses tres dias de feriado! Serão os dias de setembro em que haverá a maior procura pelo teatro. isso porque não foi acertado com a FCC, que não oferece empecilho algum nessas questões.

Já que misturei os assuntos, outra falha da APRTB é a incapacidade de encontrar consenso em firmar contribuições afora as anualidades. É cobrado 10% sobre a bilheteria do Dr. Botica, ótimo! Deveria ser cobrado do Edital de Formas Animadas, direta ou indiretamente. Em São Paulo o CPT que emite uma única CNPJ para todos os cooperados, mesmo com alguma restrição de número de inscritos em alguns editais, chega a tirar 20%, alem da anualidade obrigatória de R$100,00. O argumento é: COOPERATIVA FORTALECIDA PARA TRABALHAR PARA OS COOPERADOS.
Sem o fortalecimento da classe, como lutar por editais mais consolidados? Como lidar com o SESC e SESI? Como inquirir a SEEC? Aonde esta a nossa sede? Aonde esta nossa assessoria jurídica para intervir no texto dos editais, mas alterações da Lei, até quando ficaremos sujeitos ao desmando de rábulas de faculdades fajutas falando grosso contra nos, artistas ignorantes de nossos direitos Constitucionais, protegidos por Lei, esses funcionários que dizem fazer o "favor de nos atender, esses artistas chatos". Nos que fazemos a cara cultural de um Governo, que atendemos a diretamente a população bem mais que qualquer funcionário administrativo. Isso não se obtem, isso se paga. e sem dinheiro não existe associação, não pode nem apresentar um teatro quanto mais reunir artistas. Até quando vamos fazer reuniões em espaços emprestados?
A verdade é que somos cães de rua, fazemos cara boa para conseguir um osso e de vez em quando rangemos os dentes de tanta lambada!

sexta-feira, setembro 03, 2010

O INSUPORTAVEL DRAMA DE NOSSAS VIDAS

A arte como espelho da vida, talvez, seja insuportavel a sua mirada.
Por não desejar ver seu reflexo, por temer, talvez o conhecimento de si mesmo, provoque o mais profundo terror em nossos corações. Assim porque ha tanto teatro sobre monarquias sanguinárias, guetos segregados, entreveros rurais? Por que o evento teatral não ocorre na minha esquina, na minha rua, na sala de tv? Por que quando a cena ocorre no interior da minha residência ela parece uma latrina? Se o chiste é o insulto mascarado, a escatologia é uma bravata que oculta uma ferida interior... onde então nos ferimos tanto a desejar Nova Iorque, Barcelona e Crato, a Mossunguê?
Um amigo postou um insight de parachoque: Apaixone-se porque em 24h vc. vai entrar no melhor dos seus dias, o dia seguinte.
É ou não é uma overdose de otimismo? Esse amigo é um viralatas retalhado de cicatrizes de paixões fracassadas. Apesar disso ele ainda espera pelo melhor dos seus dias! É errado isso? É um lugar comum literário? É uma limitação na dramaturgia? Ora, o que é a dramaturgia senão um onanismo sádico e de impotência sintomática?
É por isso que a ordem social não admite que somos cruéis, que nossas mães e pais vem de imagens televisivas, que somos dominados, sim. E não é o tropeiro, o boiadeiro, a ama preta, a vovó sábia, o rei justo, o guerreiro libertador , a princesa esperta que nos oferecerá a redenção.

quinta-feira, setembro 02, 2010

PORTIFÓLIO: Brisalenta


Aqui uma cena que desenvolvi para a peça BRISALENTA, uma dança do ventre, criada a partir de uma manobra do Grupo plata/chileno EL CHOCHÓN, já incensado por esse autor; Miguel Oyarzún e Carlos Piñeiro. A manobra que originou a inspiração consiste em fazer o fantoche sentar-se de cócoras, usando a outra mão. Isso, para mim, comprova que o teatro de bonecos tem origem na presdigitação e não no teatro; entendendo o teatro como rito de catarse social, ao contrário da estirpe errante, nômade dos artistas de rua e feira. Talvez por isso, muitos atores bonequeiros, insistem em declarar-se "atores" e não atores bonequeiros, mamulengueiros, titeriteiros etc. É impressionante a ênfase com que afirmam isso, como se pretencessem a uma aristocracia, a uma arte maior e não essa "diminuto" e "tolhido" ofício bonequeiro. Bem se sabe que o medo e a arrogância são fatores limitantes do belo... Com vocês, dona HORTALIÇA!!!

terça-feira, agosto 31, 2010

LUVAZINE NO DR. BOTICA EM SETEMBRO


ARS GRATIA ARS! O belo se extingui diante da barbárie. Da minha parte, presto pratico a ação para atuar no destino.
LUVAZINE no Teatro de Bonecos Dr. Botica, no Shopping Estação, em Setembro as 20h. somente nos dias 02, 03, 04 e 05, também nos dias 16 e 17. QUERO O TEATRO CHEIO DE AMIGOS, NÃO COM DOIS OU TRES PAGANTES. Não falo dos amigos meus, mas amigos do exercício da arte, do ofício da habilidade, admiradores da prática de nuances e sutilezas.
LUVAZINE tem códigos e mistérios ocultos na singeleza e hilariedade dos bonecos. Somente iniciados captam onde eles estão. Somente quem concentra o prana no swaddhisthana, mentaliza a luz dourada entre as sobrancelhas, emite raios do coração pode ver o que o olhar não revela. Mas como disse um Mestre antigo: a verdadeira arte esta em não revelar a arte.
Siga essa instrução, para entrar, vá até a bilheteria e diga: sou amigo do Jorge Miyashiro.
E assim fara parte do banquete.

quarta-feira, agosto 11, 2010

TREM DE NINGUÉM NO BOTICA

Quem tem acompanhado as estripulias videográficas do Bernardo & Jorge no Sabadoche poderá assistir ao vivo esses titerinquentes em TREM DE NINGUÉM.
Espetáculo da Cia. Simples Suspiro, TREM DE NINGUÉM conta a história de um trenzinho movido a poesia, música, teatro e paixão, mas que por algum motivo resolve ficar parado. Jorge e Bernardo tentam de tudo e mais um pouco de impossibilidade para acionar a máquina.
TREM DE NINGUÉM fica em cartaz no Teatro de Bonecos Dr. Botica dias 21 e 22/08/2010 sábado e domingo, as 15h., 17h. e 20h. Nos horário das 20h. (hora adulta, mas é permitido crianças) prometem absurdos em dobro!!!
Teatro de Bonecos Dr. Botica
Fica no Shopping Estação, Av. Sete de Setembro, 2775, Curitiba, Fone: Fundação Cultural (41)3213-7500
ingressos R$10,00 e R$5,00

sábado, agosto 07, 2010

MORPHEUS ESTRÉIA PÉS DESCALÇOS

Novo espetáculo da dupla João Araújo e Verônica Gershman, amanhã, 08/08/2010 em São Paulo, no SESC Pinheiros. O casamento da inventividade do João, somado à experiência adquida com a cia. Truks da Verônica esta rendendo espetáculos que exigem reflexão sobre temas intocados por adultos e crianças. Isso é muito salutar diante dessa onda repressiva, acéfala contra obras literárias e peças teatrais; um excessivo zelo contra a linguagem coloquial, dito palavrão. Como pai de uma criança de 4 anos e vítima contumaz desse policiamento, tenho a dizer que certos genitores, educadores encapuçam a criança, na esperança de que o mal desapareça diante deles. Acreditam que a ação de negar extingue o objeto de sua dor e rejeição. Essa atitude é natural, o que é inatural é não identificar a verdadeira ameaça: a intransigência, ignorância, a falta de diálogo, o discurso impositivo e retrógrado, a perseguição e a delação; e contra esses flagelos nada fazer.
Bem se sabe que a mal descomunal e desproporcional, tem origem na semente da boa intenção...
Então vejam a peça e deleitem-se com a doçura desses dois artistas!

quinta-feira, julho 22, 2010

LUVAZINE NA LIVRARIA 97

Sábado que vem 31/07, 15:30h. vamos apresentar o LUVAZINE. -GRATUITO-GRATUITO-GRATUITO. Estréia paulistana! Excelente oportunidade para encerrar com chave de ouro as férias dos pimpolhos. -"Po mãe, Toy Story 3 estava muito down, Petit Nicolai meio chato com a mamãe chorando, mas essa peça do Macaquinho, LUVAZINE, mó massa!!!!" Não perca a chance de fazer seus filhos se orgulharem de voce! Se prepare, é no próximo sábado.
Enquanto isso, vejam a programação da livraria:
LIVRARIA 97
Livraria nove.sete
A maior livraria especializada em livros infantis e juvenis de São Paulo.
Rua França Pinto, 97, Vila Mariana, São Paulo-SP.
Tel/fax 5573 7889 / 3567 4344.
Email: info@livrarianovesete.com.br

quarta-feira, julho 21, 2010

NÃO ERA PARA TER UM FESTIVAL? SALVE O FESTIVAL!!

SALVE O FESTIVAL!!! from Jorge Miyashiro Junior on Vimeo.

Era um sábado muito frio, tedioso, sem Copa, sem trabalho, semvergonha... Como não sabemos tocar pandeiro e cavaquinho fizemos o nosso churrasquinho, e o resultado foi o BERNARDO E JORGE NO SABADOCHE.
Estão querendo matar o Festival de Teatro de Bonecos (?!). Era para ele surgir da geada, como um broto viçoso, antes da primavera. Mas qual! nada de Festival! Salve o Festival! Salve o Festival! Salve o Festival!!!!!

segunda-feira, julho 19, 2010

A IDENTIDADE DO TEATRO DE BONECOS DO PARANÁ

TEATRO DE BONECOS NO PARANA from Jorge Miyashiro Junior on Vimeo.

AS SINGULARIDADES QUE IDENTIFICAM O TEATRO DE BONECOS DO PARANÁ; CONTRIBUINDO PARA A CULTURA DIVERSIFICADA DO BRASIL E ASSIM MUDAR A FLUÊNCIA CURATORIAL PARA A MONTAGEM DE MOSTRAS MAIS RICAS E REPRESENTATIVAS. DESMOBILIZAR CONCEITOS QUALIFICADORES, DETERMINISTAS E CURATORIAIS DE "BOM E MAL". POSSIBILITAR A DENOMINAÇÃO DE ORIGEM PARA MATRIZES CULTURAIS, CARACTERÍSTICAS REGIONAIS. POSSIBILITAR A DIVERSÃO.

quinta-feira, julho 15, 2010

O PRISMA DA OBRA ARTÍSTICA

Fala-se de mapas do teatro brasileiro, e o que se faz é o mero catálogo, uma “lista telefônica” de cada companhia, de cada artista. Ainda, uma lista falha, sempre olvidando de alguém interessante e representativo.
Quando será mapeado o coração de cada companhia, a essência interna? Quando será relatada a estirpe de cada artista? Existe uma árvore cujos ramos são cada grupo, originário de um único tronco, ou haveriam vários troncos, várias árvores? Por que a pesquisa acadêmica consolida apenas a experiência presente, os processos atuais? Seria possível registrar e quantificar os matizes e variáveis de um trabalho artístico?
Nenhum criador é capaz de se autorenovar a todo momento, na verdade ele se repete. Há um padrão, uma marca pessoal, suas impressões digitais artísticas, indelevel, impossivel de alterar. É o mar de brisa branda, em sua mente, após a borrasca do processo criativo, onde tudo se encontra, se equilibra e se explica no resultado que é a realização do espetáculo. Seriam esses modos tão caóticos que visão externa alguma lograria perceber qualquer padrão?
O que se pode supor é o medo de cada artista de se conhecer limitado. Que existe uma fronteira no que se supunha um “universo criativo”. Que seu corpo artístico não é capaz de superar esse limite. E com humildade, estabelecer um processo criativo concreto com as ferramentas em sua mão de forma coerente e com maior possibilidade de alcançar o sublime.

TEATRO, UNIFORMIDADE E DIMENSÃO MONETÁRIA

Na fina gastronomia existia a uniformidade do cardápio. O rico consumia a monótona dieta de ovas de esturjão sobre torradinhas ou raspas de trufas porcinas sobre um ovo frito, regada a champanhe francesa ou escotch envelhecido sobre gelo, acompanhado de uma loira enfiada num tubinho decotado de alguma maison. Hoje existe o conceito de terroir onde um universo de alimentos recebe um classificação de estirpe e são qualificados de acordo com sua origem e finalidade. Em resumo, para o paladar refinado uma polenta pode alcançar o mesmo status da trufa e da ova de esturjão.
O teatro de bonecos e porque não o próprio teatro sofrem dessa mesma uniformização.
Como o crítico foi muito alvejado, poucos se aventuram a declarar suas convicções ao assistir um espetáculo, apesar de que a crítica informal, das filas e fofocas continue a vigorar. E como ecoa de sua tumba a viva voz do jornalista sobre a néscia unanimidade, percebe-se que a crítica informal considera apenas o consenso e não a variedade, nunca a peculiaridade, jamais a real inovação e a inquietação. A imagem cênica esta contaminada pelo cinema e pela turbulência musical, saturação da luz , da cor como se fosse uma campanha publicitária de meia dúzia de cias empresas. Fazer teatro hoje em dia é um bom negócio. Nunca antes na história desse pais, a cultura recebeu tanto dinheiro. O que foi bom para a profissão, tornou-se ruim para a criação. A interface cia. teatral e empresa geraram bons negócios e não ofereceu mais cultura para esta, mas contaminou aquela com a voracidade pelo lucro, eficiência e resultado. Um espetáculo não é mais admirado pelo estabelecimento da mensagem, conteudo e inovação, mas pela quantificação da bilheteria, aceitação do público e aportes financeiros de governo e empresas. Assim a cia. Teatral que ostentar em seu elenco a marca de uma estrela de novela, pela avaliação empresarial, sera uma cia. empresa de sucesso. Ha duas décadas atras uma cia. de teatro geradora de lucro, e havia várias assim, era menosprezada pelo desvio de finalidade. Atores e atrizes de talento desculpavam-se por atuar na produção de conteudo mediocre da televisão ou de produções teatrais lucrativas.
O teatro hoje tem medo da morte, do enfrentamento, perdeu a coragem, perdeu a juventude. Tornou-se responsavel, asseado, amante do dinheiro e do conforto. E a memória da História revela, pela repetição dos eventos que isso pode provocar ou ser sintoma de uma grande fratura que se revela na sociedade. Por que não queremos mais falar de pobreza, desigualdade social, preconceito racial e criminalidade onde deveria haver civilidade? Por que esses assuntos nos enotorpecem com o desinteresse? Por que a voz de pastores, políticos e empresários tornaram-se mais eloquentes que do poeta? Por que se prefere não pensar??
É o velho motor das representações sociais: o dinheiro. Por dinheiro se mantem a vida, com dinheiro se busca, se consolida ou, simplesmente, se compra as relações. Por dinheiro as pessoas são vendidas, por dinheiro venderam-se a si mesmas.
E contra isso, em várias esquinas da dramaturgia, se pos.

segunda-feira, julho 12, 2010

IMPROVISO COMPARADO

Cena do susto com Bernardo Grillo e Jorge Miyashiro para sua apreciação e comparação. Este é mais um registro de um espetáculo da Família ROMERO/ GRILLO, respectivamente Grupo Merengue de Olga Romero e Simples Suspiro de Bernardo Grillo, filho da Olga e de Hector Grillo (no coração e na memória). Trem de Ninguem foi a herança em vida de Bernardo a qual atuo esporadicamente. Observe o toque de bola verbal, os despojamento e divertimento dos atores. Impossivel de qualquer cálculo ou aferição, novamente: aqui a ciência falha.

IMPROVISO E TRADIÇÃO

Registro de tradição família. Teatro passado de pai para filho, aqui no caso, pai, mãe para filho. Família Olga Romero, Hector Grillo e o filho Bernardo Grillo. Este é TREM DE NINGUEM, espetáculo herdado por Bernardo Grillo da qual, esporadicamente, faço parte. Se perceberam, estes bonecos são os novos que eu e Luciana Aliberti Miyashiro, fizemos.
Esta notavel cena da peça, permite ver o índice de improviso e divertimento dos atores. Sem elaboradas teorias literomorfas, aqui esta o teatro de comédia em estado puro. Infelizmente, trata-se de um fenômeno descontrolado, ocorre independente do preparo, do resultado de algum exercício específico, aqui a ciência falha.

TREM DE NINGUEM EM SÃO LUIZ DO PURUNÃ

Em São Luiz do Purunã, deliciando-se com uma pizza, perto de um fogo de chão, tomando chimarrão e assistindo a divertida peça de animação de bonecos Trem de Ninguém. Ali onde se cultua a tradição tropeira, a montaria de longa distância, na região temperada dos Campos Gerais.
Companheirismo, fraternidade são as caraterísticas principais dessa cultura, mais do que um negócio, o Rancho Ventania é uma ideologia. Por isso decidiram não só manter a contação de causos e partilha do mate. Convidaram-nos para mostrar nossa arte titeritesca, que também é, em muitos casos, nômade, circense, mambembe, tropeira. Para nos é um privilégio apresentar para esse público.
Para chegar lá: De Curitiba segue pela BR 277, passe pelo Pedágio de S. Luiz do Purunã até chegar ao posto da Polícia Rodoviária. Antes de subir a ponte para Palmeira, entre num acesso por terra, a esquerda. Há placas indicativas. Segue 6,5km e chegou no Rancho Ventania!
Trem de Ninguém em São Luiz do Purunã.
Sábado, dia 17/07/2010- 19h.

sábado, julho 10, 2010

DONDORO SE FOI...

Postar neste blog, neste ano, esta lamentavel...
Morreu 06 de junho, Hoichi Okamoto, fundador do Dondoro Puppet Theater.
Okamoto esteve tres vezes no Festival Espetacular de Teatro de Bonecos, quando nosso festival era um orgulhoso festival internacional, rota de tournes de artistas consagrados que passavam pelo Brasil.
Hipnoticos e intrigantes seus espetáculos eram obra-prima da manipulação e dramaturgia. Com apenas um boneco durante mais de 60 minutos, mantinha a platéia de fôlego suspenso.

quinta-feira, julho 08, 2010

O TEATRO ENTENDIA, QUER DIZER, O TEATRO ENTENDIDO

Bernardo e Jorge IN TREM DE NINGUEM
Bernardo e o Fantasma
O verdadeiro Fantasma
O uivo do velho sátiro, o lamento loquaz, embriagado, pútrido, borbulhos gasosos de ácidos estomacais, reação natural a vista uniforme, funcional, calculada, com o pagamento dos seguros devidos. Esse é o risco de viver que sofre o ator e a trupe nos tempos atuais. Vamos imaginar que estamos no banquete do rei (desvario alucinógeno), vamos fugir com o circo (sequestro), vamos embriagar de arte (apologia ao alcoolismo), morrer pela arte (incitamento ao suicídio)... essas frases, esses gritos de guerra tão em voga no meu tempo de iniciação a essa dura vida mambembe, deve vir com a devido ajustamento de conduta sob risco de criminalização. Hoje sonhar é o primeiro passo para o pesadelo. Por isso sonho em silêncio para não atrair o sarcasmo; e caso não seja suficiente, a liberdade de expressão exigira o devido afastamento do sonhador do convívio social.
...

Nem tudo é perdição.
É possível sonhar com fingimento. Isso pode. O sonhar comedido, educado de tonalidades bege. Um sonhar limpo, higiênico.

Pode embriagar, desde com moderação.
Uma leve euforia, um rubor das faces, um cálice semanal! Embora a medicina recomende doses diárias... uma distração que sofrerá o correto ajustamento em breve.

Aceite, não discuta.
Crie um amortecedor contra o indivíduo estressado. Deixe que ele se imponha, deixe que se manifeste. O melhor é ficar calado e evitar postar diante da linha de tiro, mesmo diante de uma perseguição obstinada... mas estava falando de teatro?! Ainda estou.
Um (re)produtor teatral:
Pergunta: O que é preciso para fazer teatro para crianças?
Resposta: (glup) É preciso falar para as crianças, falar das coisas da crianças (Ben 10? Bakugan? Shopping Center?...)
Afora a falácia de que o teatro para um público deve falar de assuntos destinados a esse público...

Cara, a felicidade pra mim é ter meia dúzia de tetras de Ades sabor maçã, para meu filho, ele chama de "sucobassã".

domingo, junho 27, 2010

LUVAZINE EM SAMPA


E no final de julho, 31, a gente vai levar o LUVAZINE para a Livraria 97, na Vila Mariana em São Paulo. Conhecemos a Gisleine, que é a dona do lugar, que dedica sua livraria para o público infanto juvenil, como podem perceber as garrafais estampadas na loja. Tem os livros, tem cafeteria e tem um grande espaço de atividades.

Aqui é o fundo da loja onde sera a apresentação. Na próxima pergunto de quem é o mural.
SERVIÇO:
LUVAZINE 31/07/2010 - sábado 15:30h.
Livraria NOVE.SETE
Rua França Pinto,97
tel:5573-7889 e 3567-4344
Vila Mariana -São Paulo
-ENTRADA GRATUITA- (bão né!)

...E PRONTO!


E terminei os bonecos da cia. Simples Suspiro. O Jorge e o Bernardo. Pintura da Lu, sistema KiteSurf para acrescer os movimentos das mãos e esculpido na tradicional madeira. Retorno às raizes sem perder o passo adiante.

domingo, junho 20, 2010

XENOFOBIA, NIPONISMO ACULTURADO E O SINONISMO

Japão recebeu advertência da ONU pela xenofobia.
E no Brasil?
Veja os chineses. No mais trivial objeto de consumo ao transeunte de olhos puxados. Eles estão por toda parte. Por um lado fico aliviado porque vivi o tempo em que ser japa era ápice de ser estranho. Ainda se ri do japones enquanto não se ri do africano, é crime. Pelo menos os nomes nipônicos já são pronunciáveis. Enquanto o ucraine, polaco, belga não tem essa ventura.
Vivi o tempo em que ser chines era ser habilidoso lutador, ser mestre. Depois o chines deveria ser filósofo, possuir alto teor de sabedoria e uma tremenda habilidade de impressionar qualquer ocidental. Nesse tempo eu queria ser chines.
Mas os chineses continuam sendo o que sempre foram, os mesmo chineses que vivem pela China. Batalham duro, ganham pouco. Claro que há os que ganham mais, como os empreendedores que passam o trator sobre as casas de famílias que moram ha décadas no local; parece que la não há propriedade privada.
Meus avós vieram de um país onde a xenofobia é questão econômica.
Aqui podemos encontrar cadáveres na rua. Por lá há um certo alívio de uma boca a menos.
Os japoneses chegaram num país que se dizia incomensurável. Hoje se sabe que há uma fronteira não muito distante, mas ninguém se importa de ter vizinhos palestinos iranianos, bolivianos, paraguaios, afegãos, iraquianos, turcos, chinese e japoneses, até. Desde que não cuspa na terra onde dei meus primeiros passos, tudo bem, pode chegar...
Com grande espectativa, logo perceberam que aqui havia solo disponível. Portanto a ideia de que o issei pretendia voltar tão logo acumulasse riqueza, poderia ser o plano inicial, ainda no Japão. Aqui o japones acumulou um patrimônio que jamais poderia obter, mesmo com o plano de recuperação, mesmo com o auge do poder industrial do fim do século passado. Hoje, o que é o Japão?
Esse pais deveria tomar cuidado com a xenofobia, porque poderia ser impopular qualquer ajuda econômica para um lugar que detesta estrangeiros. Os juros poderia ser maiores, a dívida mais longa... algo na estrita leitura do acordo, nada vingativo.

TIRANDO LIMO DA PEDRA




Estive ocupado, ralando num trabalho. Estive lendo um original do Patrick o'Brien, The Fortune of War, first book readed from A to Z, in life!
Well, como estava dizendo, sobre o trabalho e estou reafirmando, trabalho; depois que descobri que projeto, em ingles, project é o BNH deles. E a gente chega todo cheio de indéia nas cabeça e fala pros gringo do our project, os nego fica enluarados.
O resultado do trabalho esta acima. Refazendo os bonecos do TREM DE NINGUÉM, peça do Bernardo Grillo, dirigido pela Olga Romero. Espero jamais voltar para o isopor, cola e intertela. O material é madeira, é orgânico, pulsa na mão. madeira não morre apos o abatimento, e independente dos argumentos ecológicos, e em minha defesa digo que é madeira manejada, digo que foi um deleite extraordinário esculpir esses bonecos.

quarta-feira, junho 16, 2010

O Retorno de Koky


Visitando sites interessantes como do Andrew em http://puppetvision.info/, revela um filme de Jan Svërák, da República Tcheca, ganhador de um Oscar. TRata-se de O Retorno de kooky (Kuky Se Vrasci). Talvez jamais possamos assistir, mas pelo menos saberemos que tem algo rolando apesar de nos.

terça-feira, junho 15, 2010

LEVANTA A COPA BRASIL!!!!!

Estamos a quatro horas antes da estréia (coisa de teatro!) do Brasil na Copa sul-africana. Essa seleção pouco querida pela imprensa. Mas nos estamos na Era Lula em que brasileiro é bom pagador porque seu maior patrimônio é a cara, é o nome. Da imersão de mídias fui a rua com os cabelos úmidos brincar com os desconhecidos: Está preparado?... preparado para voltar para casa? Olham com ressabio, desconfiança. O chiste não cola! sou mal de comédia, mesmo. Mas um dos alvos me cerca e pergunta minha nacionalidade!? Sou brasileiro, não desisto nunca, apesar dos olhos talhados de oriente, mas desconfio de qualquer campanha nacionalista, você não?
Não; só há patriotas na rua.
Gente lutadora. Gente que paga todas as contas, mesmo que tenha de fazer empréstimo a 5,0%a.m., para PAGAR DÍVIDAS!!!!! Gente que tira uma parte do Bolsa-Família para pagar dízimo para pastor, padre... em dia. Talvez o fim da História tenha ocorrido. Visto que a aristocracia nacional esta apoiada na produção de commodities, rural como sempre foi. E jamais vão compreender a sutileza de uma ironia. A dependência, quase escravidão no emprego, na obtenção do salário, nos financiamentos. Não tem como fugir. Você não pode escapar, mas pode finaciar.
Ganhe ou perca, a seleção, nas ruas o clima é de batalha!
Não há lugar para teatro, se esse teatro promover o questionamento, pois ninguém quer pensar, ninguém quer complicação, a gente sai de casa para ver esse tipo de coisa, ninguém aguenta.
Quer viver de teatro? Amorteça o texto, mano, senão...

quinta-feira, junho 03, 2010

SOBREVENTO NA ESTRADA



O Projeto Caravana Orlando Furioso - difundindo os pupi no Brasil, apoiado pelo Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz, acontece de 5 a 27 de junho. O Sobrevento passará por Campo Grande, Belo Horizonte e Florianópolis, e ficará em cartaz no Rio de Janeiro, difundindo em nosso país a técnica dos pupi sicilianos, considerada pela UNESCO patrimônio imaterial da humanidade. Além de apresentações, o grupo promove debates, oficinas e a exposição Bonecos Aqui! Os interessados em participar das oficinas devem solicitar ficha de inscrição por e-mail.

O espetáculo O Copo de Leite, inédito no Rio de Janeiro, também faz temporada gratuita na cidade, a partir de 12 de junho. Confira, em anexo, a programação, que tem ENTRADA FRANCA

terça-feira, junho 01, 2010

QUEM AMA NÃO ESCRETA

... e pensei.
Esse sadhu só deve estar louco. Cancelar o ciclo biológico tão util como a excreção. Esqueci por um tempo aquele koan, mantra, enigma.
No conforto da modernidade, entorpecido de extensões midiáticas, mergulhei nos meus narcóticos de endorfinas informacionais. Bastou um milésimo de tempo diante do ecrã cristalino para receber o impacto das palavras do sadhu.
Quem ama não escreta.
Pode-se muito bem escretar a todo momento, mas não se pode chamar de amor. E o que se tem feito foi amar a si mesmo despejando no mundo afora toda a sua futilidade, todo o encargo da sua manutenção, procurando por reflexos hedonistas. Buscando pela perfeição. O que não passa de um equilíbrio precário, fome de si mesmo.
Pode-se amar o mendigo? Pode-se amar o cão da sarjeta? Pode-se amar o corpo destruido pelo tumor? A metade de um seio, o órgão exalando mal odor, o trabalho das células para permanecer.
Na verdade... a humanidade construiu o maior amor possível; o amor pelas manchas gráficas, retículas luminosas, pelo píxel.

IMORTALIDADE, ARTE E UMA VERSÃO MAIS LEVE DA COCA-COLA


Louise Bourgeous, Kazuo Ohno, Wilson Bueno...
Dirão que morre gente todos os dias, mas não é todo dia que se percebe o quanto se tomba.
Principalmente quando são minhas referências. Em Highlander-Guerreiro Imortal, de Russel Mulcahy, o imortal tenta preencher o vazio com arte; pintura, partitura e toda sorte de beleza possível. Todo lixo cultural que o mercado trata de valorizar e impostar valor chamando de arte maior. A namoradinha do século XX entra no seu ninho secreto e depara com obras originais, tudo com valor sentimental: um Leonardo da Vince que ele pegou na mesa de um Bórgia porque ia ser jogado fora; um Van Gogh que ele comprou para ajudar um maluco... essas sobras do passado.

O que vale a penas então? Ter filhos vê-los crescer, acompanhar seu sucesso e saber que estarão ao nosso lado quando tombarmos? É isso a felicidade?
Por que nos dizem para educarmos as crianças, sendo severos e punitivos, quando na verdade queremos mima-los e satifaze-los em todos os seus pequenos desejos?
Quando me perguntarem se a vida valeu a pena, direi que sim; afinal fui o primeiro cara a experimentar a coca light!

sexta-feira, maio 28, 2010

JÚBILO!!!!!!!!



Teatro não ensina nada a ninguém
Teatro é vivo, inconstante, brincalhão
Espreme lágrima, aperta peito, perde passo
Jamais qualquer assunto foi ensinado
Na invenção o terreno é esquecimento
Quem aprende do dia para a noite?
Teatro se passa em alguns minutos
Isto é objeto de apaixonados
alguém aprende algo com paixão?

sábado, maio 22, 2010

ANO DO TIGRE, FINALMENTE!


De-me uma unha para apoiar.
Estenda-me um graveto e não me afogo...
basta um bafejo para me reanimar.
Não me de o teu abraço mas proteja-me com teu olhar.

todos os dias preciso voltar ao passado e lembrar por que escolhi fazer teatro.
Do cheiro antigo da caixa do palco, as sombras do bastidor, as garatujas no camarim, a paixão e o atrito de um elenco, o pânico, as pequenas vitórias, as derrotas, os improvisos, curativos na estréia e por fim a esperança de que fazer teatro vai mudar o mundo.
Hoje o fôlego falta para dar o texto, os músculos não obedecem; vem então as palavras de um velho samurai, numa entrevista para a revista Manchete (eles ainda existem): ... samurai cultiva o ki, a energia vital; quando se é jovem não se percebe isso, somente quando se envelhece; então qualquer coisa ajuda! Talvez esteja fazendo uma terapia junguiana sem saber. Alguém revelou que o orientador espiritual lhe aparecia em sonhos na forma de Winston Churchill; o que permite revelar que uma personalidade me inspira.
Numa peça de Gerald Thomas, com a platéia obstinada, Fernanda Montenegro nos bastidores incitava o elenco: temos que pegá-los!
E assim faço: grasping them! Agarro-os. Lanço uma bat-corda do abdomem e mantenho teso durante todo o espetáculo. Suo.

E hoje tive minha unha, meu graveto, o bafejo e o olhar protetor sobre mim. Estou dançando, uma dança selvagem, dança de guerra, dança do tigre para o ano do tigre.


dicionário do Felipe:

Cachoxo: sm.,cachorro.
cutchi-cutchi: sm., barra de tração de locomotiva.
dieita: trad.(direita) sm., vamos para aquele lugar bacana, legal, aprazível, lugar que eu gosto.
chocoiate: sm., chocolate.
subi peíipe: sm., me levanta (Levanta o Felipe).
Papai, comida?: sm., Papai, você já vai sair? Papai você vai ao supermercado?
Comida: sm., supermercado.

quinta-feira, maio 13, 2010

EUGENIO BARBA, GROTOWSKI E ESSE POVO TODO

São Paulo é uma coisa.
Pode não ser a esquina do mundo, mas onde cruza a Ipiranga com a avenida São João pode acontecer de tudo.
Bem...não exatamente nesta esquina, mas basta andar um pouquinho e as celebridades esbarram em você.
E com um cursinho de ingles qualquer é possível trocar uma informação do tipo: tem muito ladrão aqui?
É, é a mais cristalina verdade.
Estava fazendo um serviço num evento, dando duro para prosseguir na carreira artística (uma novelinha apenas, depois faço teatro de verdade!) e um garoto de uma reverendíssima companhia de Bunraku, percebendo minhas características asiáticas e pela atividade, um nativo, perguntou se não havia risco de ser assaltado ao andar pela rua. Noutra ocasião, em Porto Alegre um ingles perguntou a mesma coisa.
Sempre aconselho a ocultar as câmeras, evitar coletes, falar o mínimo possível, e sim, ainda podemos pedir informação a polícia fardada.

Em outro evento sob os auspícios do SESC, houve um encontro com o criador do Teatro Antropológico, Eugenio Barba. Embora morando em Holstebro (seja lá onde isso ficava) ele conversou em italiano. Conversou é modo de dizer, ouvimos um monólogo sobre suas teorias. Aliás, encantadoras, não me lembro mais, mas fiquei com a lembrança de sua vivacidade peninsular.

Conheci Jerzy Grotowski, também pelo SESC, quando ele era vivo. Embora, ao contrário do Eugenio, era seco, rigoroso e "conversou" comigo e com Sergio Del Giorno, abrigados de uma tarde tórrida paulistana no Cine Sesc. Para uma platéia ávida, Grotowski falou sobre a precisão e rigor do seu método aplicado em um ator. Grotowski mostrou um filme em que esse ator representava enquanto a câmera mostrava diversos ângulos de seu desempenho. No final, para o êxtase da massa que lotava o Cinesesc, Grotowski revelou que havia apenas uma câmera e que ele trocou de ângulo uma centena de vezes e em todas as vezes em que o ator reproduzia a ação, fazia no exato milímetro do movimento. O objetivo de Grotowski, naquela altura de 1993 era fazer o teatro absoluto, em que o ator mergulharia na ação em que a presença do público tornava-se irrelevante. Na época muito se comentou e riu sobre a possibilidade de fazer teatro sem público. Mas essa era a calúnia insidiosa e intolerante de um povo que se achava cosmopolita mas na verdade eram muito nada a ver.
Ah, sim!
Grotowski disse que a tarde não estava tão quente, que na Polônia fazia muito mais calor, todos rimos, aleijados de emitir uma réplica inteligente...

quarta-feira, maio 12, 2010

DUCHAMP, MÜNCH AND CURITIBA- English edition

Professor Concertino going on in his airing around Curitiba's landscapes. Now he find two things that aren't and one that is.

terça-feira, maio 11, 2010

COMPANHEIROS DANDO DURO!

DE CERTA FORMA É O AQUECIMENTO PARA O FESTIVAL ESPETACULAR DE TEATRO DE BONECOS, AQUI EM CURITIBA. QUEM ESTIVER POR AQUI, NA REGIÃO PODERÁ APRECIAR UM POUCO DA ARTE TITERITESCA E CONSTATAR DO QUE SOMOS FEITOS.