domingo, dezembro 27, 2009

UM BOTECO DO BOM EM TAIWAN!

TEM UM BLOG QUE ACHEI DE UMAS MENINAS QUE MOSTRAM PECULIARIDADES DE TAIWAN, OUI LHA FORMOSA. ELAS ENCONTRARAM UMA CASA DE CHÁ DE UM VELHO MESTRE. ALI ESTÃO EXPOSTOS SEUS BONECOS, SUA ARTE... E A NOITE ELE AINDA SERVE JUNTO COM O JANTAR UM SHOW DE FANTOCHES. PARECE QUE, PELO QUE LI DO BLOG, O MESTRE DÁ ALGUM TREINAMENTO. SE CONSEGUIR GUARDAR ALGUM TROCADO, É CLARO, VOU PARA LÁ!
PARA QUEM TEM APENAS CURIOSIDADE, VALE A PENA VISITAR O BLOG DAS MENINAS ( EM INGLÊS):
http://wandering-taiwan.blogspot.com/

ABAIXO, A TRADUÇÃO DO CAPÍTULO SOBRE AS LUVAS DE TAIWAN, ONDE COLEI ALGUMAS FOTOS.
BOA VIAGEM!!!!!

Foi uma experiência única atuar com os mais famosos personagens da TV dos anos 70, diga-se personagens fantoches. Localizado na Rua Yi Tong, o "See Join Teatro de Bonecos de Luva" é um fantástico lugar para adquirir adquirir um estágio, aprender, atuar e até mesmo desfrutar de uma tradicional Arte de teatro de bonecos de luva taiwanes . Não esquecendo da cozinha taiwanesa, também oferecida antes das atividades de interação.
Fregueses de longa data se encontram ali, passando a tarde juntos do teatro e dos bonecos, jogando e tomando chá. O teatro de luvas taiwanes é chamado budachi (布袋戲). Proveniente do sul da China, das áreas de Chuanchow e Changchow, no período da Dinastia Ching. Por ser controlado pelas mãos, é também chamado Chang Chung Si (掌中戲), ou teatro de mãos. Este foi o principal entretenimento de palco externo em tempos recentes de Taiwan, o teatro de bonecos de luva também conhecido, na época, como Budaxi Clássico( 古典布袋戲).Após o Retrocesso de Taiwan, os titeriteiros de shows de teatro de luvas integraram sua Arte a padrões visuais modernos. Fantoches foi absorvido pela televisão e o personagem-fantoche "Luz Dourada"(金光布袋戲) tronou-se muito popular. As figuras de "Shih Yan Wen" (史豔文) e "Dois Dentinhos" (Len Ki, 二齒) apresentadas pelo Mestre Houng, Jun-Shyong (黃俊雄), tornaram-se lendas da TV família na Ilha. Todos os escritórios paravam de funcionar, durante o expediente, enquanto o Budaxi passava na TV. Em 1998, o filho do mestre Houng, renovou o Budaxi Luz Dourada através de efeitos de tecnologia de animação 3D, com a finalidade de atrair um público mais jovem atravé da cia. Pili Budaxi (霹靂布袋戲) que introduziu e liderou o Budaxi taiwanes para o conhecimento internacional.
Aqui, três gerações de bonecos Budaxi, em comparação: O boneco clássico com 30 cm. de altura, aproximadamente. O boneco Luz Dourada com cerca de 45cm. E, um boneco da cia. Pili com cerca de 80cm., pesando dois kilos. No budaxi clássico, o ator-manipulador pode calçar e trocar uma série de bonecos, usando ambas as mãos durante as apresentações. Já este ator-manipulador poderá atuar com apenas um boneco da Pili, sem fazer trocas, devido ao seu peso de dois kilos.
Muitas partes do corpo de um boneco da Pili podem mover ao passo que um boneco clássico não possui tanta mobilidade. Isto porque, alguns mecanismos dessas partes são acionadas em separado pela mão livre do operador.
Este é um dispositivo que controla o movimento dos olhos, através de um fio de arame oculto entre as peças do figurino.
Budaxi não serve apenas para hábeis performances no palco, mas também é um precioso objeto de arte em si. O boneco consiste em três partes principais: Cabeça; figurino e adereços de cabeça; e, armamento e adereços. Além de uma importante introdução a histórias lendárias da tradição sino-taiwanesa para o público de todas as idades. A diferença entre o budaxi e os bonecos do ocidente é que o Budaxi mostra figuras humanas principalmente, enquanto no ocidente prefere-se figuras animais.
O boneco do comediante alegre pode também usar de fogos de artifício no palco. Pode-se notar a marca de queirmaduras ao redor de seus lábios. Uma arma é também parte importante do boneco. SAcar uma espada pode, definitivamente, precisar de uma prática intensiva.
Aqui a piada! Mestre Chen nos mostra algumas habilidades básicas para a manipulação do boneco. Movimento da mão direita e esquerda, flutuando o boneco sobre suas duas pernas, virando de costas e prosseguindo; lançando o boneco para o alto, vertical e calçando-o novamente na força da queda. Creia-me, isso exige um bocado de coordenação visual-motora! Ele recomendou-nos praticar essas habilidades sobre um colchão, para não danificar os bonecos.



Eu estou dedicando alguns meses de exercício e, tomara, estarei apta para executar alguma coisa e então visitar o Mestre novamente!
Um monte de Cultura e Arte Folclórica pode ser explorada apenas dedicando às atividades do teatro de bonecos de luva taiwanes. isto é apenas um início... para ser compartilhado depois enquanto a descoberta continua...
SEE-JOIN Hand Puppet Theater (敘舊布袋戲園)
2F, No 46, Yi-Tong Street , Taipei, Taiwan (台北市伊通街46號2樓)
TEL: 02-2506-7447
http://www.see-join.com.tw/

terça-feira, dezembro 15, 2009

LIÇÃO DE ANATOMIA -01


Agora é minha vez.
Encerrando o ano, com o último vídeo; por que não, comigo mesmo. Afinal tenho meus palpites e pitacos a dar.
LIÇÃO DE ANATOMIA falo sobre as bases da manipulação que irão estabelecer uma gramática de gestos do fantoche. É evidente que a linguagem estabelece a comunicação perfeitamente tendo código ou não. Por gramática, entendo que uma convenção maior entre o emissor e o receptor é necessária para "falar"de minúcias, sutilezas e clarezas (ufa! Quanta linguística!)

quinta-feira, dezembro 10, 2009

O FILOSOFO DO MULUNGU


Sebastian Marques, é mamulengueiro, festivaleiro, ator, formado em filosofia pela UNICAMP; é mais um dos filhos de 1988 que faziam da Cultura a bandeira da mudança. Hoje, abençoado pelos mestres, esse pensador pragmático realiza o sonho num ponto de cultura em Joaquim Egídio-SP. Bosque de mulungu, Cine Cuzcuz, malas de bonecos... Sebastian mostra que o agito cultural continua!

Sebastian edita a revista BARRACA DE MAMULENGO que está na segunda edição. Quem estiver interessado pode falar com ele em www.inventordesonhos.com.br ou iventordesonhos@gmail.com
A revista custa R$10,00

segunda-feira, dezembro 07, 2009

A IMPORTÂNCIA DA EXIGÊNCIA

Sempre fui da política de que o artista deve ser humilde. Tratar o funcionário do teatro com respeito, amizade etc.
Estou tentado a mudar de opinião.
Já expliquei porque não gosto de trabalhar em festas de aniversário, pois agora direi porque não trabalhar em escolas.
Ao que um coro de atoresdo teatro pedagógico gritarão: muda de profissão!
Sim, poderia. Mas por enquanto dou meus pitacos.

Há uma semana fui apresentar num colégio muito bem fornido de recursos (rico). Procedimentos de segurança etc. Na chegada, carregado de material, o portão de acesso está fechado. mandam dar a volta por 100m. Era um auditório. na Portaria mandam caminhar com tudo até às salas de aula. Mais 100m. No meio do caminho as professoras aparecem e mandam retornar ao teatro que tem dois lances de escada. Pronto, estou num salão muito amplo, com duas pequenas janelas que não consigo deixar abertas. Estou desidratando, muito rápido. Tento enxugar com algumas toalhinhas absorventes de papel, mas não dá. Não tenho tempo nem de ir ao banheiro. As crianças logo vão subir. A mala não abre, a chave não gira...
Tudo pronto, uma funcionária resolve ligar o ar-condicionado, mas minhas mãos estão meladas de suor.
Os bonecos ficam presos no braço. É difícil troca-los. As cenas atrasam. alguns adereços não estão presos porque corri para montar tudo e não tive tempo de verificar.
Depois, mandam desmontar tudo, para fazer a segunda apresentação, quando em outro lugar. Sendo que havia combinado um preço menor, justamente para não ter que montar e desmontar tudo de novo...
E os funcionários a quem deveria ser respeitoso, nem estão ai. Mandam andar de um lado a outro, mesmo vendo a carga que tenho de transportar sozinho. Ah, e o carro havia quebrado fui de táxi, sem poder levar o carrinho...
Em resumo: todas essas dificuldades, toda a falta de organização da produção da escola, proporcionou um espetáculo incompleto. As crianças, excelentes alunos, com domínio de mais de cinco idiomas, excelente público, não puderam assistir a totalidade que o espetáculo poderia ter oferecido se houvesse um mínimo de condições.
Exigir 5000 toalhas pode ser exagero, mas sinaliza a produção que fique esperta!
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E um produtor de um festival, teatro, centro cultural, em gerla recebe o artista com aquela frieza e despeito. O artista (o pequeno artista) que tem de se dobrar em humildade, diante daquele cioso administrador, guardinha, , operador de equipamento. Isso é uma inversão, como pode ser? Para o público, se o funcionário foi depenado ou não, não tem o menor interesse. O público quer ver o show rolar. Se o funcionário está num canto chorando de humilhação, que pena! Mas se o espetáculo foi ruim, o público vai exigir a morte do artista e o incêndio do teatro com tudo e todos que nele estão.
É isso que dita a experiência.

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Um espetáculo é um rito.
A finalidade do rito é provocar.
Se uma missa é um rito, uma missa é teatro.
Se uma bolacha é o corpo de um deus, não posso negar que essa bolacha é a picanha desse deus.
Se um jogo de futebol, tourada, um carnaval e até uma briga é um rito, esse teatro é um rito que provoca emoções descontroladas, avassaladoras.
E o teatro formal está no meio do caminho do rito religioso e da histeria dos jogos carnais.
Tem que ter um pouco da verdade de uma picanha divina e abrir a possibilidade para uma fuga histérica.
Esse seria um bom teatro.

TEATRO: TERRITÓRIO DOS BRAVOS

Falava-se, nos filmes do Daniel Boone, que tal terra de tal tribo era "território dos bravos". Evidentemente pensava que a alusão era devido a ferocidade de tais índios, no entanto, bravo era a menção a sua honradez e não ao seu destempero.
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Estive sumido, mas não esquecido de vcs., meus queridos leitores bloguísticos.
Passei uns dias no III ABRACE BONECO, que o Luiz André chamou de "SEGURE O BONECO III"... Só não chacoalhe o menino.
Palestras interessantes, que registrei em vídeo; postarei em breve.

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Minha amiga ANA PAULA FRAZÃO estréia mais um espetáculo:

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