sexta-feira, julho 31, 2009

ESPALHANDO O VÍRUS



A minha contribuição para a proliferação do vírus.
Taí, heis o coitado.
Mais um bode expiatório, sacrificial. A nova Ifigênia de Aulis...
Por causa desse aglomeradinho viral, os piás estão fora das salas de aula e lotando os shoppings centers.
Então, indignadas, as loiras da redação do Globinho local, saem a caça dessas ovelhinhas desgarradas num shopping de onde? De onde?.... de Ponta Grossa, nas profundezas do Paraná!!!!!! Esse grande polo comercial, feérico espaço da devasidão urbana, poderia ser um Large Point Mall !!!!
Claro que a Secretaria de Educação não sabe e nem quer saber de nada. Claro que os shoppings daqui tem um ar melhor, pois devem ter instalado um poderoso sistema de filtragem ambiental (verba antes destinada a publicidade no globinho)...
De resto vai ficar a boa lembrança na molecada, do ano em que ficaram sem aula por causa de um virus chamado H1N1. O pai nem ralhou muito pq. ele tbém ficou sem aula num surto meningite em 1973, no século passado... (nem foi a gripe espanhola, foi surto militar, mesmo)

Por via das dúvidas estou tomando uma vacina secreta chamada CANOVA. Que aumenta a imunidade pelas células macrófagas, ditas glóbulos brancos. Quem é vivo quer ficar vivo!!!

quinta-feira, julho 30, 2009

SINCERIDADE NÃO MATA, MAS DEIXA A VIDA SOLITÁRIA


Reunião da APRTB, alegria só. Da esquerda para direita: Tarcísio Meira (Glória Menezes e Francisco Cuoco hahahaha!), Odílio Malheiros, sérgio Del Giorno, Marcelo Karagozk, Jorge Miyashiro, (abaixo) Luiz Reikdal, nosso valoroso presidente Joelson Cruz, Tadica Veiga, Renato Perré e Olga Romero.
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Não tem nada a ver com a foto acima, mas hoje deu vontade de dar umas bordoadas, justamente quando um leitor deste blog, o amigo Paulo Carvalho, do blog Projeto 8, reclamou da falta de novas postagens.

Primeiro convido vcs. a conhecer a Galeria Virtual dos paulistanos cia. Bonecos Urbanos, basta colar esse paragrafosinho aí, tomara que de certo:

http://culturainfancia.com.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=1041:exposicao-a-alma-do-inanimado-parte-1&catid=121:fotografia&Itemid=173

Pronto. agora vamos ao que interessa.
Uma colega convidou para assistir o seu espetáculo e pelo temor da perda de sua amizade (já perdi bastante para uma vida) não vou declinar o nome da cia., nem da produção. É um trabalho que permanece na década de 80, do século passado. Do tempo das performances e happenings, que se fazia coisas estranhas e injustificadas com a finalidade única de chocar. Roupas pretas colante, velas, incenso, música impactante-pseudoétnica, temas demi-xamânico, teoria Gaya, new technology, minimalismo, bauhaus...ufa, ainda bem que esse tempo acabou. Mas minha amiga traz tudo de volta! Oh, painfull way.

Claro que pediu algum comentário. Mas comentar um espetáculo é quase uma direção. antigamente eu fazia disso um hobby. As pessoas então ficavam passadas, porque poucos são frios o bastante para lidar com os defeitos de nascença da sua cria. Crítica é assim ou vc. ouve ou despreza. Após levar muita cara de "mas quem perguntou????" resolvi trocar a sinceridade (das minhas verdades interiores) por um cínico "maravilha, maravilha".

Bom, mas a minha colega pediu. Mesmo eu dando a desculpa de que tinha de cozinhar a complexa papinha Nestlé do bebê e lavar uns dez quilos de fraldas descartáveis. Até que a garota se saiu bem, rebateu pouco as críticas e assimilou o resumo da coisa. Pelo menos deu a entender que assimilou (me engana que eu gosto).

Hoje em dia o mercado de cias. está saturado. E o que salva é ser um pouquinho coerente. Pistoleiro que dá tiro para todo lado não está com nada, porque, na nossa categoria, a opinião dos colegas conta mais que uma crítica elogiosa da Bárbara Heliodora!
Sabe por que?
Porque não temos ninguém que ensine a fazer o que a gente faz. Mas tem um monte que mete o pau no menor deslize. Assim está lá, o cara que faz bem uma luva não vai se meter a fazer sombra, o do fios pode até experimentar a fazer uma manipulação (vai lá...) tipo bunraku; mas vai pedir desculpas pela "homenagem"e logo volta para os queridos fios.
Aquele cara que trabalha com uma, duas ou mais técnicas, mas compreende e não avilta, não banaliza essas técnicas tem o respeito da maioria dos bonequeiros (tava achando que eu falava de quem?) e por eles é sempre recomendado.
Assim, mais do que antes, embora os decanos rejeitem os rótulos, quem tem um bom rótulo vende mais. Quem tem marca tem patrimônio diria o velho publicitário, louco para pegar a a sua conta.

E a manipulação de objetos, técnica escolhida pela colega, então?
É um maltrato só.
Chamo de teatro R$1,99. Porque reservando alguns fenômenos, é feito com adereço comprado nessas famigeradas lojas e tem a mesma qualidade. Represente um galo; o que se faz? pega um espanador de penas de avestruz e um prendedor afilado de cabelos!
Represente a chuva, usa um regadorzinho de plástico!
Obviedade das maneiras óbvias.

No meio do espetáculo dá para ver aquele pessoal em cima do palco, passeando pelos corredores empoeirados da loja de R$1,99, "descobrindo o boneco": olha isso, olha isso, massa, dimais, ha-ha-ha....
A coisa fica mais feia quando mistura tudo, adereço R$1,99, boneco feito, adereço feito com partes R$1,99... O samba do roqueiro chapado todo mundo abandona o salão.

Bom espero que a amiga não se reconheça por aqui, mesmo porque ela não se reconheceu na crítica. Além do mais, se reconhecer e não gostar, não será a primeira e nem a última amizade que eu perco.
Qualquer coisa tenho os joguinhos do mac, ora!

domingo, julho 19, 2009

CERRAM-SE AS CORTINAS, É O FIM DO FESTIVAL

Por esse título dúbio, espero que o fim seja restrito ao encerramento desta edição do festival espetacular de teatro de bonecos, que a diretoria administrativa imputa à crise mundial sua não execução. Argumentando irresponsabilidade caso atendesse ao calendário de atrações julinas. Entretanto, os associados da APRTB , demonstraram a exequibilidade do dito festival, desmontando a lógica de tempos críticos.

Pessoalmente tendo "investido"no festival rebelde, foi um festival muito bonito. Fizemos nosso papel de atuar e o público de assistir. Com uma divulgação emergencial do amigo Sérgio Del Giorno que bombardeou as mídias incansavelmente, aliás como sempre fez, sem cobrar o pagamento pela assessoria de imprensa (jornalista que é), jamais reconhecido, sempre disposto; o público esteve presente expressando perplexidade, indignação como nunca antes visto, participando do abaixo-assinado e posicionando ao lado dos artistas.

Publiquei a série dos arianos no Entrevista Interessante. O Sérgio e o Luiz André. Dois filhos de Marte, um que inicia a carreira e o outro veterano.
Registrei os herdeiros da arte. O Lucas Mattana e Pedro Kobachuk. Espero ainda falar com o Bernardo Kobachuk que estréia peça nova na terça-feira, 21/07 no Dr. Botica e Bernardo Grillo meu irmão luvístico. Todos esses vou concentrar nos 10 minutos que o youtube permite para postar. Mas espero que seja uma entrevista densa, claro, e reveladora da verdadeira "nova geração".

Entrevistei tbém o Manoel Kobachuk que não queria falar devido a carregada agenda. Mas essas entrevistas não são interessantes porque o alvo fica sentado medindo as palavras. Todos foram pegos de surpresa! e o diretor do Surpresa não poderia ser mais surpreendido. colhi o material no caminho do Ateliê até o shopping onde fica o Teatro Dr. Botica. Com toda a interferência da rua. Manoel sendo provocado e falando despregadamente... um evento!

Tudo isso para deixar vcs,meus amados amigos, com a boca desatada de baba.
Terão de esperar que o tempo, a agenda da minha esposa e o Felipe (e seu penico, almoço, janta, lanche, leitinhos batidos e brincadeiras necessárias...) permitam que eu faça a edição e a publicação.

Ops... tenho que lavar um penico!
Até mais

quarta-feira, julho 15, 2009

ENTREVISTA INTERESSANTE: LUIZ ANDRÉ CHERUBINI 1ª parte




Entrevista com Luiz André Cherubini, no café do CCSP da Rua Vergueiro, em São Paulo-SP, em maio de 2009. Um dos líderes do Grupo Sobrevento, pesquisador, encenador realizador, conta o processo criativo a partir da coleta de fragmentos antropológicos.
Lúcido, eloquente relata a transfiguração de tradições preservadas em teatro vivo para a formação de um público sequioso.

ENTREVISTA INTERESSANTE: LUIZ ANDRÉ CHERUBINI 2ª PARTE



Como lidar com a tradição?
O que fazer com o legado do passado?
Como lidar com um tesouro cultural inestimável, de uma civilização estrangeira?
Luiz André a frente do Grupo Sobrevento, que em sua busca antropológica está não está interessado em cristalizar o conhecimento, mas usá-lo como apoio para o encontro com um teatro vivo e pulsante.
Imagine aquela saga chinesa em que o aluno vai em busca o grande mestre de kung fu. Esse mestre detém o segredo das 100 palmas mortais que conferem o poder inesgotável para vencer seus inimigos. No entanto o aluno logra aprender apenas 10 irrisórias palmas. Outras noventa desaparecem para sempre com o grande mestre... Já viu uma história assim? Se não viu, você verá na saga búdica-titiritesca de Luiz André e o mestre dos fantoches Yang Feng.

ENTREVISTA INTERESSANTE: LUIZ ANDRÉ CHERUBINI



3ª PARTE DA ENTREVISTA COM O DIRETOR DO GRUPO SOBREVENTO-Em São Paulo, no café do Centro Cultural da Rua Vergueiro.

Forma, técnica, modelos pré-concebidos, Luiz André é iconoclasta. Completamente averso ao padrão estabelecido, o Grupo Sobrevento não admite facilidades nas suas produções. Inconformismo e comprometimento com o seu público, a única concessão.
Entrevistado por Jorge Miyashiro no Café do Centro Cultural São Paulo, em maio de 2009, esse microcosmo paulistano nos envolve, alimenta e regurgita-se de nos. Tudo interfere na conversa, a câmera decepa o entrevistado, vizinhos de mesa saltam na tela da imagem...

segunda-feira, julho 13, 2009

ENTREVISTA INTERESSANTE: SÉRGIO DEL GIORNO




Inaugurando o ENTREVISTA INTERESSANTE, nova secção do Miyashiro Teatro, Sérgio Del Giorno, diretor da Cia. de Artifícios Teatrais. Um dos novos talentos da novíssima geração de atores-bonequeiros. Natural de Santos-SP onde iniciou-se em teatro e seguiu para Bauru-SP, São Paulo-SP e Jundiaí-SP com intensa participação no teatro de rua. Atualmente em Curitiba-PR, trabalhou no TEatro de Bonecos Dr. Botica e na Miyashiro Teatro de Bonecos.
Jornalista, produtor gráfico e músico, Sérgio Del Giorno tem uma visão amplamente pop para o teatro de bonecos, embora admire e siga as tradições antigas da arte.
Veja o seu ponto de vista nessa entrevista.

sábado, julho 11, 2009

OS FESTIVAIS


É muito bom participar de festivais.
Tenho um carinho especial por Canela, quando a curadoria era da ARTB. E adorei quando me chamaram para Porto Alegre no Festival Internacional de POA.

Em Curitiba tem o Festival Espetacular que agora estamos lutando para manter e a atual diretoria do guaíra teve orgulho em extinguir, mas engraçado que manteve a presença cedendo o Mini-auditório. É para o relatório final de realizações sem custo?

Aqui em Curitiba não conseguimos fazer um festival agradável. Como a curadoria era sempre controlada pelo Guaíra, os artistas que vinham de fora, principalmente de São Paulo ficavam isolados nos hotéis. Nunca houve um espaço informal para convivência, para o encontro. Houve os debates, os infames debates em que uns doutores de Santa Catarina e uma mestrandinha curitiboca resolveu criar o ambiente de crítica acadêmica. Para quem estava lá, sabe que realizaram uma pixação, uma verdadeira molecagem difamatória com grupos, principalmente de São Paulo, em consolidação de carreira. Um vexame, uma nódoa irreparável contra a inteligência...

Outro lugar bom de festivais é Portugal, é um país belo, com algumas pessoas esclarecidas, uma excelente comida e em alguns momentos tive vertigens transcedentais. Mas é um povo tremendamente emocional e em muitos casos explosivo. Descobri que essa matriz emocional foi herdada pelos brasileiros, onde se manifesta integralmente entre os cariocas, pode ver. O carioca tem um carinho estravagante e de repente explode num transtorno irracional sem explicação alguma. Aproveitando que tenho alguns leitores lusos quero revelar um caso que ocorreu comigo naquelas terras.
Teve um período que fui muito pra Portugal, participei dos festivais de Ovar e Vila nova de Famalicão em três edições e desejei indicar uma cia. para o festival de bonecos em Curitiba. Apenas o Bonecos de Santo Aleixo e o João Carlos Seara Cardoso estiveram por aqui. Muito póuco, com certeza! Assisti em Ovar um casalzinho de Viana do Castelo, uma cidade praiana ao norte muito hospitaleira, com uma população mais gentil, que fez um espetáculo infantil, muito bem manipulado, com excelentes bonecos...enfim fiquei interessado em indicá-los. Subi ao palco, apresentei-me, falei do festival em Curitiba e procurei obter mais informações deles. Pasmem, o rapaz "convidou-me" a retirar-se do local, conduziu-me para fora, sem insultar-me, mas com firme e segura educação!!!
Havia uma talentosíssima rapariga ovarense que também tentei trazer para cá, mas evitou a todo custo manter contato. Sei que encontra-se atualmente em ativo estágio de produção, mas está ilhada em sua terrinha sem comunicar-se com os companheiros além-mar. Uma pena!

Isso no brasileirês se chama jogar contra o próprio time.

GENTE! VENHAM ASSISTIR (EUZINHO!!!) NO MINI-AUDITÓRIO DIA 14/07 16H. SHISHI, O COMILÃO.
PEÇAM INGRESSO DA CLASSE. ESTIVE APRESENTANDO GRATUITAMENTE NO PIÁ. AGORA AJUDEM A APRTB, CONTRIBUINDO COM UM INGRESSO!
AH! DIA 16/07 20H. TEM Z NO MINI-AUDITÓRIO, ZAC, E A MÁQUINA DO TEMPO, PRODUÇÃO NOSSA PARA A CIA. DE ARTIFÍCIOS TEATRAIS. PARA QUEM GOSTA DOS NOSSOS BONECOS...
INDIQUEM!!!!

BJS.

quinta-feira, julho 09, 2009

CUIDADO! O PASSARINHO ESTÁ ARMADO.



Vamos por as cartas na mesa.
As pessoas tem medo dos bonequeiros (nossa! Parece gang gay).
Tem um examinador, o Clóvis, que não quer ver bonequeiro nem pintado de ouro. ele vê projeto de boneco na frente dele, ele tira. É ou não é?
Mas também, com essa logo!
O passarinho carga um facão! Olha a cara do bichinho: cai dentro gatão!!!!
Não dá medo?

Pois as madames Guaira não querem saber desses sem-teatro dos bonequeiros. Esses Talibans da arte cênica. Gente sem modos, grosseira, povão, não sabem a diferença de uma faca para lagosta de um talher para peixe!!! Vê se pode?
Bonequeiro é assim, mesmo. Caipirão, pé-vermelho, índio. Tem umas madames loucas que nos chamam para animar festinha de aniversário. Mas logo se arrependem e voltam para o bom e velho palhacinho, ou Super-Homem ou Mulher Maravilha. As crianças podem puxar a roupa deles tranquilas (se fazem isso com os meus bonecos eu dou esporro sem dó)...

Agora vai rolar o Festival Espetacular - Edic'ão Especial. Os bonequeiros estão mostrando que tem finesse, classe, aparam as unhas e são limpinhos. O Guaira fez um corpo mole para não cumprir com o seu papel de produtores. Não fez a parte deles. Mas a APRTB, surpreedentemente reacendeu o espírito de união que parecia estar extinto. E uma larga mobilização de artistas vai manter o festival sem cachet.
Que não acusem os bonequeiros de monetaristas!
Embora seja essa nossa profissão.
Como se ganhassemos o parco salário de R$15.000,00 de um comissionado de secretaria.
Tenham dó!

sexta-feira, julho 03, 2009

QUERO DEUSES SOBRE O PALCO

Está rolando o Núcleo de Dramaturgia pelo SESI-Paraná que tem a curadoria do Luis Damaceno. Só pude participar da palestra do Luis Alberto de Abreu.
Esse intercâmbio unilateral entre SP/CWB põe a capital das araucárias a par do que rolou e do que está rolando com a outra capital do maior PIB da nação: São Paulo. Falo unilateral porque SP é sempre a metrópole, temos todos que saber o que está rolando por lá e eles, por sua vez, estão pouco se lixando para o que rola no resto do país. Isso não é crítica, é constatação. O registro histórico cultural brasileiro, grande parte aconteceu e acontece em São Paulo.
Proteste, grite, reclame mas eles sabem fazer e acontecer.
É fato consumado.

Na palestra havia claro o pessoal louco de vontade para saber como trabalhar na Rede Globo. Engraçado isso. É gente que quer ganhar dinheiro fazendo teatro. De onde surgiu isso? Por que o cara não fez logo Advocacia? Economia? Informática? Medicina Molecular? O cara quer ganhar dinheiro fazendo novela!!! Porque não pegou o dinheiro para comprar a coleção completa do Dias Gomes e não comprou logo um boi? Melhor uma vaca prenhe. Assim as chances de ganhar dinheiro seriam bem maiores, não é?
Tem algum professor que está incutindo isso nas cabecinhas dos alunos. Que a "profissionalização" é o caminho.

Não sou contra a um "choque de gestão" no modo de produção teatral. Não acho legal aquele cara fixado somente na pesquisa de sua estética. Passa fome mas não se vende para as forças do capital especulativo... É muita paranóia. Se pelo menos ele fosse o autor dessa idéia, mas é texto bolado há muito tempo atrás e uma legião adota esse papo. Isso, para mim, é anti-teatro. Mas anti-teatro também é o não-teatro que a galera carioca Global faz. É indigesto.

O vaidoso ator Global (que diz não ganhar muito dinheiro mas aplica seus mirrados tostões no mercado agro-pecuário...) encena Shakespeare e argumenta a bilheteria esgotada como defesa ao seu requintado talento.

Aí o mulatinho aqui pensa:
se eu admiro o Russel Crowe por que não Wagner Moura?

(me dê cinco segundos)

...

Ora, se a questão é grana de São Paulo; se São Paulo produz um Wagner Moura, imagine o que Los Angeles ou NY fizeram para um caipirão como Russel Crowe(supondo que todo australiano tem um pouco de Crocodilo Dundee)? Al Pacino, Paul Newman, Robert Redford...
Então São Paulo tem que cabeçar mais, ganhar mais dinheiro para fazer alguma coisa decente.

Agora, justiça seja feita: Letícia Sabatella sabe do seu ofício.
E surpreendentemente é daqui!
É bicho do Paraná!!!!!