quarta-feira, janeiro 28, 2009

O PALHAÇO REJEITADO




Li uma anedota assim:
Uma velha da região de Cork, comprou um porco e o levou para casa. Como não tinha pocilga pos o porco para morar dentro da própria casa. As pessoas perguntaram: - Mas, e o cheiro?
A velha respondeu: - Por Deus! Ele vai ter que agüentar!

Esta cada vez mais difícil fazer humor.
E quem faz, auto policia para não violar a fronteira tênue da decência ou correção. Eu não conheço a região de Cork, mas muito provavelmente deve ser notória por produzir mal-entendidos linguísticos com a gente da capital, Londres.
Da mesma forma, o paulistano ri do paulista do interior. E ri agora da loira paranaense, as Grazi Massafera, polacas de Pato Branco, Araucária e que tais. Como se fossem engraçados, todos, como o portugueses, mas esse novo anedotário publicitário esta bem insípido.

As piadas sobre os lusos são obras-primas, muito semelhantes as de Cork. Evidente que o lusitano é culto assim como o argentino. E deles, José Simão diz que os palestinos e Israelenses brigam por tanta futilidade, e nem tem um vizinho como o nosso, os argentinos...

Não é que temos ódio dos platenses, mas quando as torres gêmeas foram atacadas, um brasileiro imediatamente ligou para o Bush, dizendo-se autor do ataque. O presidente vociferou seu ódio ameaçando riscar a capital do Brasil do planeta... no entanto, Bush titubeou. Perguntou ao brasileiro onde era, mesmo, a capital do Brasil.
- Como todos os americanos sabem, a capital do Brasil é Buenos Aires!!!

Para se fazer anedotas é preciso um consenso de normalidade, um conjunto de signos que as tornem parte de um grupo. E, necessariamente esse grupo sentirá supremacia me relação ao alvo de suas gozações. Assim os heterossexuais rirão da forma de satisfação dos homossexuais. E os homossexuais farão xistes sobre a impotência e a insegurança psíquica dos heteros. A gente da capital se sentirá sofisticada e culturalmente superior para rir do caipira, ao passo que este rirá do citadino diante do seu analfabetismo rural.

Não é saudável fazer troça dos deficientes físicos! O que ameaça de extinção as piadas de cego, mudo, surdo e as melhores: de gago. Sei de algumas sobre mocinhas paralíticas, são boas.

Tem as de papagaio, mas na maioria das situações não é ele o alvo da troça, mas uma idosa, alguém com deficiência física, dogmas religiosos e a vida sexual da proprietária do animal.

Anedotas contra os dogmas religiosos são severamente vigiados, mas tem a condescendência do público, com a devida atenção pode deliciar uma platéia.
Vida sexual desregrada, traição matrimonial denominada de “por os cornos”, junto com a crítica política, é material para toda a dramaturgia do teatro digestivo e humor televisivo.

domingo, janeiro 25, 2009

SIM! EU MASTURBO MENTALMENTE.

Confesso!
Sou viciado em saga. Primeiro foi o Senhor dos Anéis. Isso antes da trilogia filmada, um fiasco! Li e reli umas 15 vêzes toda a coleção, inclusive o Hobbit. Menos aqueles Contos Inacabados, Silmarillion. Li uma coletânea do Tolkien, uns contos editados pela Ameribérica, de Lisboa. Muito boa! Aquele apêndice no terceiro livro, O Retorno do Rei, contando a decorrência da escolha da rainha élfica em casar com um homem mortal. Os elfos eram virtualmente imortais, o marido morre, os habitantes do reino desaparecem no tempo e a rainha resta solitária, no castelo tomado pela floresta. Hoje a coleção está aposentada.
Pois agora, tenho fome da saga do Mestres dos Mares. E está saindo A Ilha da Desolação, que é a continuação de A Fragata Surprise.
Mas nõa leio para ser culto. Leio porque gosto. sou muito guloso, e essas leituras me dão fome. No Senhor dos Anéis, com o cardápio élfico, assados, pernil defumado, lembas, cram, biscoitos secos, tinha vontade de comer pão com manteiga e mel. fiquei uns três anos comendo na boa, muita manteiga e mel passado no pão. Com o Mestre dos Mares, em meio ao vinho do Porto, ensopado lobscorse, pudim de gordura, rins e passas, queijo tostado, comia la pelas 2 ou 3h. da madrugada ovos fritos com bacon. Fritava fatias finas de bacon até fazer óleo, acrescentava cebolas e por fim os ovos, dois ou três. Fazia descer com cerveja ou vinho diluido com água e mel, acreditando estar bebendo hidromel grego...

Eu não leio para ficar culto, mas tem gente que precisa.
Em tempos de São Paulo Fashion Week, perscrutava pelos meus desejados escapismos impressos, quando um casalzinho, poderia ser amigos. A menina fashion fofa procura pelas prateleiras e o amiguinho, namorado diz: ...Schoppenhauer?
Nooossa, essa mocidade joga pesado!
E a menina, olhos azuis faiscantes: "É para minha amiga, ela está precisando, ela é depressiva".
Opa! Schoppenhauer para depressivos?
E continuou: "Ela precisa de algo positivista. (!?!????)
Então tem que dar Auguste Comte, não é?

sábado, janeiro 24, 2009

MENTIR OU A ARTE DE FAZER VERDADE?

Você está dentro de um ônibus lotado.
Solitário em seus pensamentos, no meio de toda aquela gente.
Alguém, levanta a voz. Talvez alguma hostilidade. Susto.
É Apenas mais um fazendo o discurso da desgraça própria, pedindo uma ajuda.
Câncer raro, aids, qualquer doença mórbida. Mas fica bem claro que é pessoa de boa índole, está lutando para recuperar, se levantar, basta apenas uma ajudinha, alguns centavos...
Outro pensamento solitário e você constata que todos tem boa impostação. A voz alcança todos dentro do ônibus, de ponta-a-ponta.
Que técnica!
Mas então, o cara é um malandro?
A arte origina desse ludibriar, criar a ilusão, enganar.
Simular, representar é criar verdade onde ela não existe.
Um desenho de búfalo na caverna. O caçador lanceia o desenho, "matando" a representação do búfalo. E como o caçador adquiriu "experiência", sente competente para matar o búfalo real.
E alguns séculos mais tarde, um feiticeiro de feira promete mostrar um habitante das terras desconhecidas, ou um leprechaun, uma fada capturada, e abre uma caixa revelando o ser ainda vivo, que se move e olha para todos, para a platéia perplexa. Se não era realmente um ser mágico, bem poderia ser a mão introduzida por debaixo da caixa, movendo aquele títere, que desde sempre trabalhou para juntar alguns tostõe para o artista de rua.
Esse trabalhador de rua, que vive do maketing de convencer o usuário das linhas de ônibu a esvaziar seu porta-níquel, em essência, não pode ser chamado de contraventor. Nada mais faz do que qualquer agência de publicidade sempre fez, do que qualquer comércio sempre fez. A questão é que o legal é aquele que entrou em acordo com o governo, pagou a taxa do governo. O trabalhador da rua, o artista de rua, não. Só que se este publicitário informal, regularizar sua situação, não vai conseguir convencer mais ninguém, já que a sua mídia é a condição emergencial.
Essa maravilhosa arte de fazer as pessoas desvencilhar daquilo pelo que elas mais lutam, mais necessitam.
Isso é uma arte, convencer as pessoas de que existe algo mais importante que o dinheiro.
O dinheiro que vão ganhar, o salário.
O dinheiro que as faz acordar 3, 4, 5h. da manhã.
Que as faz suportar a tirania de um patrão.
conviver com pessoas que não são queridas.
Pessoas que as vêem como inimigas, alvos a serem eliminadas.
O dinheiro que vai pagar seu aluguel, a sua prestação.
Sua comida, o alimento da sua família.
Que deveria ser poupado para uma emergência.
E aquele indivíduo convence essas pessoas a doar esse precioso e suado dinheiro!
Em troca, deixam uma idéia.
Uma espécie de dízimo social: "vejam como sou bom, ajudei esse coitado".

Tinha aquela menina do Largo da Ordem que pedia para nos dar um beijo e vendia uma rosa. Rudemente, assim.

Havia outro desses artistas-publicitários da informalidade na linha do expresso Pinheirinho/ Campina do Siqueira, não me lembro se era isso. Era um tipo inchado, moreno, bochechudo, não sei se passava gel no cabelo ou se era falta de lavar. Entrava e passava alguns instantes falando com o motorista sobre algum assunto do noticiário, como que para amaciar o "dono do ônibus", daí fazia seu discurso. Com a voz alta, bem impostada (para boa impostura): pedia desculpa por molestar a solitária incubação dos usuários, falava de sua moléstia, uma enfermidade de alto custo, aids; isso o impossibilitava de trabalhar (infelizmente o mercado é assim), mas não estava pedindo esmolas, vendia uma coisa qualquer, um conjunto de canetas etc.

Pois tomava eu o ligeirinho, ontem, na Pç. 29 de Março, nas Merces.
Sou barrado por um cadeirante. Espero ele entrar, claro.
Tento ajudar, mas havia um garoto com ele. Era seu filho. O cadeirante se posiciona para estacionar a cadeira no lugar reservado, e seu filho, engraçado, comenta: -tem que ter estratégia...
O pai-cadeirante, pede para ele sair do espaço reservado. O menino encolhe as pernas. O pai então está no lugar.
Achei a cena divertida. Horas antes havia ajudado um cego a atravessar a Visconde de Guarapuava. O cego havia dito que esperava que aquele gesto não fosse trabalhoso, porque para ele era muito importante...
O cadeirante inicia um discurso: pedindo desculpa por molestar...

Era o aidético da linha Pinheirinho...!?!

Agora era paralítico e havia gravado um cd de música golpel com ajuda do irmão cadeirante do Zezé de Camargo e Luciano, que er difícil encontrar o cd tal (produto de qualidade artística incontestável) porque ele não tinha dinheiro para a divulgação (justa afirmação, dificuldade real de todo artista).
Porem, aquela brilhante configuração não funcionou. Ninguém deu nenhum tostão.

Na rua como nas produtoras é assim.
Uma brilhante idéia nem sempre faz brilhar as moedas na latinha.

quarta-feira, janeiro 21, 2009

DICIONÁRIO DE ALCACU

Nestes dias tão excitantes de crise mundial e reforma ortográfica, cada dia aprendo mais sobre essa gente de ALCASAN.
Para quem ainda não sabe, ALCASAN é o composto das iniciais ALmirante Tamandaré, CAmpo Magro e SANt Felicidade. Vão dizer que Santa Felicidade não é cidade, mas o empirismo faz perceber que o bairro é outra cidade, Santa Felicidade é praticamente um município próprio, com geografia, antropologia definidas, como verão a seguir.

O trânsito daqui continua o mesmo, reduzi drasticamente a velocidade da minha velha Paraty, para 20km/h., quando antes não dirigia a menos de 40km/h. Isso porque as pessoas andam na rua, embora haja calçadas. Esse costume é de antanho, quando havia os antipós que sujava de pó e lama a barra das saias da senhoras e calças dos cavalheiros. E como ninguém usava as calçadas, os proprietários usavam esse importante pedaço de terra para incrementar a lavoura. Posteriormente ocorreu a troca da lavoura de subesistência para a jardinagem; e por fim os postes de iluminação. Ainda é possível encontrar uma variedade exótica, dessa jardinagem de ALCASAN, sendo cultivada nas calçadas; palmeiras, caixas de lixo, caçambas, cachorros raivosos e velhos que não respondem ao cumprimento.
É por essa razão que o estrangeiro prevenido, deve desobedecer as normas de trânsito e rodar a velocidades bem mais baixas ao preconizado pela sinalização.

Falava de reforma ortográfica, aqui em ALCASAN usa-se um dialeto não pesquisado pelos doutos acadêmicos, que corre o risco de NÃO extinguir!
Há um "R$1,99" cujo nome camufla um italissismo como "baratelli", "presentelli" etc. Escolhia, este atento pesquisador, um DVD flibusteiro no acervo da loja, quando se houve a proprietária, uma senhora de meia-idade, descendente de gemânicos ou ukraines, talvez:
- Patrique! Patrique (Pétriki, no!), precisava de Patrique com a loja tão cheia, onde estava?
Talvez, Patrique, o próprio, respondeu:
- No banco, tirando cartão, mas eles não deram..
-Mas você não disse que era antônimo '?!
Nesse ponto será de bom alvitre esclarecer que antônimo é o antônimo de sinônimo e talvez a senhora quisesse expressar ' autônomo.
- Precisava do lerite.
E Patrique desejasse, ardentemente, dizer: holerite. A pressa apressa a digestão de algumas sílabas, infelizmente.

DICIONÁRIO DO FELIPE:
Somos pais insistentes e para estreitar a relação com nosso filho, aqui expomos as conquistas léxicas do nene:

Kun: suco, carro.
Kurrrum: escovar os dente, ou chupar a pasta dental.
Wi-wi: trem
Eve-eve: trem
Awi-awi: trem
Au-au: cachorro.
Au-au: leão
Au-au: urso.
Auuu-auuu: gato.
Auuuu: leite batido ( tem um gato impesso no copo)
Tetai: papai (eu)
Aiii!: pai (euzinho)
man-man: caminhão.
mama: mama da mamãe.
Giz: giz de cera, lápiz, caneta hidrocor e tinta.



Que venha 2010!

sábado, janeiro 17, 2009

A DESPREZÍVEL

Como todo brasileiro, nesta sexta-feira, 21:30h, assisti ao último capítulo da Favorita. Tentei, novamente, consumir o produto cultural, manufaturado em território nacional. Produto brasileiro! Mas sou tomado de tal ansiedade, desejo incontido de sair correndo da frente da TV, gritando, desespero explosivo total.
Não consegui. É impossível assistir uma novela brasileira, para mim pelo menos. A Favorita tem um eixo interessante, uma idéia boa. Duas mulheres, amigas na infância, inimigas na maturidade. Ou seria , na terceira idade... Começa por aí, a escolha das atrizes. Pode ser ortodoxia, mas se são duas atrizes com 25 até 35 anos é uma coisa, de 30 a 45 quase 50 como foi, é outra coisa. De 19 a 25, a quem interessar, seria Malhação. Mas, talvez pela direção, ou incompetência técnica da intrepretação a coisa soa muito falsa. Talvez seja interferência demais, pressa demais na gravação e este é o resultado. A inverossimilhança. Não da para crer.
Uma vez me chamaram para fazer uma gravação par aum DVD, só uma ceninha. Fiquei 4 horas num barracão, repetindo, e o diretor dirigindo, querendo chegar sabe-se lá aonde. Havia uma garota, era a produtora, aquela garota contratada para trazer o café e a fita crepe. A produtora come¸ou a ditar a direçāo! "Traduzir" o diretor, e ninguém falava nada. E a produtora continuou falando, mandando, traduzindo e por fim pedi para só o diretor dirigir, ora.
Acho que no fim é isso. por aqui, todo mundo acha que é muito bom em tudo. E se num barracão a mo¸a do café pode dirigir e ninguém manda calar a boca. imagine como isso acontece na Globo.
Volta para A Favorita. Cena final. Donatela, num momento sexy na cama com seu maridão, pos- qualquer coisa que tenham feito Donatela e Zé maridão, tem um "blank", um tilt, e sua mente se transporta para o passado, quando ela e a Patrícia Pillar eram amigas e faziam os pequenos pactos da infância. Estão em algum lugar na zona rural, sentadas num gramado e cantam pela primeira vez Beijinho Doce, o início do projeto de tornar uma dupla sertaneja que tornou-se uma caçada e busca pela vingança.
Como é feita a cena?
É uma cena final.
A câmera mostra um plano geral e sem seguida, durante o diálogo, detalha os rostos das meninas. A imagem é sépia, tudo bem , somos ortodoxos. Em seguida elas canta a música, que encerra a novela, só vocal... melancolia pura. A câmera agora esta posicionada dentro de um estábulo, como se olhasse através da janela, as meninas que estão lá fora, a cena externa vai se distanciando, emoldurada pela janela, e a visão se afunda na escuridão do estábulo, deixando as meninas no passado, veja isso! Não é demais! Um primor técnico! Não fosse...
Ah, não fosse o detalhe insignificante diante da grande máquina global. A direção de atores.
O diretor de fotografia, o dono do equipamento importado, a câmera do Galvão Bueno, mandou na cena. E mandou assim: meninas fiquem ai nesse ponto. Não saiam daí, nem que a terra rache, para não estragar a cena. Fa¸am qualquer coisa. Como assim qualquer coisa? Ah, sei lá, chama do diretor de ator, o que essas meninas podem fazer? Ahn, bem, deixa eu ver, não pode correr , não pode se mexer, né? Ah, balança o braço! Segura uma na outra e balança quem nem nana nene! Boa!
E assim terminou a novela com a cena das meninas agindo que nem umas doentes, balançando os braços que nem umas... não vou insultar. Mas qual o problema do naturalismo? Essa tradição glauberiana, só lembrada no MINC. Por quê não fazer as meninas correr? Brincar de pique? Desaparecendo e reaparecendo na moldura da janela, e ficamos com a canção e o desejo de que aquelas meninas maravilhosas permaneçam um pouco mais dentro de nossas retinas.
Mas não, resta apenas um malabarismo técnico, insípido.
Parece aquele circo e o enfadonho e repetido número do trapézio. Sempre as mesmas manobras. Puta como eu ficava de saco cheio do trapézio. E era sempre o penúltimo número...
É isso aí, o país das mocinhas do café, as donas da bola, do eu mando eu faço e aconteço.

segunda-feira, janeiro 12, 2009

A IMOBILIDADE PASSIVA E ESTATICA

Estou inaugurando a nova fase da Miyashiro Teatro. Filmadora nova, impressora nova e notebook novo, um Macbook, hehehehe!
Por isso naum estou conseguindo pontuar este texto, naum consigo por os acentos!

Tudo bem, esse eh o onus do progresso, a nova ortografia e todo esse tipo de cousa de antanho e de anseaens ...

Como 2009 ainda naum comesou (gostou do "sou"?), soh dispois do carnaval, estou nessa completa imobilidade, incapaz de mover um musculo para trabalhar, eh verdade! Simplesmente levanto as 10hs da manhan, almoso o que tiver, brinco com o Felipe para a maen (genitora dele) fazer o serviso do lar, deposi sento na frente deste notebook e fico ateh umas 4 horas da matina... A mulher ainda naum reclamou, vou aproveitar porque quando reclamar, terei que parar. Sou um escravo do casamento, admito. Mente o homem que se diz senhor de si dentro do casamento. Quem casa naum eh senhor nem do proprio pau, quando mais de uma coisa insignificante chamado "si".
A desculpa eh que estou aprendendo a lidar com o Garage Band, um programa de criasao musical. Eh soh arrastar e colar na pista. A maioria das minhas trilhas foram feitas desse modo. Musicos que usaram o programa. Os caras eram musicos, mas eh incrivel que todo as bases das minhas trilhas estao lah! Nem queiram saber quanto paguei por essas trilhas.
O problema eh que todas as trilhas de teatro sao parecidas, pq.usaram esse mesmo programa.

Bom, agora que paguei uma nota por todo esse equipamento, vou ter que aprender e vou deixar de pagar por trilhas sonoras e filmagens. Coisa que devia ter feito lah nos meus 16 anos, quando queria ter uma filmadora, vervia de ideia. Hoje estou assim, que nem esse bairro da Santa Felicidade, passivo e estatico.


E dizem que vem a quebradeira de 2009, desemprego, desemprego e desemprego.
Naum acho que a gente estah descolado para lidar com a crise. Eu naum quero um plano veraum, com falta de carne; um plano collor com a poupansa confiscada; naum quero militares e tanques na rua, naum quero saques a supermercados. E Santa Catarina nos revela, basta uma enchentezinha para a humanidade revelar facil o lado sordido. Esses pessoas naum estavam com o rosto da fome, naum furtavam sacos de arroz, mas cerveja e filtro de cafeh. Vestiam roupas limpas, deixaram o trabalho para saquear!
Se vier a quebradeira, naum serah com surpresa que as pessoas vaum soltar a besta dentro de si para disputar o ultimo numero da CARAS.

Num momento de convivio familiar , brincava com o meu filhote de lutinha. Meu cunhado censura dizendo que eu estava pregando a violencia, ensinando meu filho dar porrada. Falei para ele tambeim ensinar o proprio filho. Disse que naum pois meu sobrinho era da paz.
Acho que o problema naum era esse, mas que eu estava convivendo com o meu filho e o cunhado naum!
Como no episodio em que uma diretora de uma EMEI disse que o meu teatro fazia apologia do SEXO!!!! Em 10 anos de carreira me acusaram de ser preguisoso, violento, sem timing e todo tipo de difamassaum descalabrosa, mas nunca de tarado! Que fazer? Aguardei o passo seguinte da diretora, de viesse, tomaria medidas cabiveis, uma retratassaum. mas ficou na conversa.

Eh sempre assim. As pessoas saum valentes na provocasaum, depois revelam o tecido das camadas profundas: soh conversa, vento e flato!

Devo dar a impressaum de que estou deprimido, nada disso.
Estou feliz pela mia parceira querida Ana Paula Frazaum estah de volta a Secretaria de Cultura de Araucaria. Depois de um passeio pelos Transportes da pequena city, heis que retorna triunfante como um presente de aniversario, neste janeiro marasmatico.

Faz niver tbem a Katia Kertzman, amigona, de casa nova. Todos com imensa saudades de heinekens das tardes de sol no quintal, teatrinhos, Miles Daves, frango assado de fim-de-ano, Rolling Stones, Fluke... e do grande amigo.

Alexandre Fagundes, o capricorniano impaciente com os sagitarianos, infelizmente!

Tinha a Quelzinha que sumiu na Italia.
Minha velha maen...
Todos de capricornio, queridos e inesqueciveis!!! Ai!

segunda-feira, janeiro 05, 2009

CRIAÇÃO E CONSUMO CULTURAL



A criação de um espetáculo exige o impulso de alguns motores.
No meu caso, a elaboração sobre determinado assunto e o impacto sobre a opinião gerada por um grupo de pessoas.
Essas pessoas são o meu público principal. Mesmo ausente na platéia, é para essas pessoas que dirijo o espetáculo. Muitas vezes pessoas incautas assistem e não compreendem ou passam desapercebidas do real conteúdo do que viram. Mesmo quando eu acredito estar sendo claro.
Há um outro componente, a inação cerebral. As pessoas não querem pensar. Na hora de entreter-se querem que o cérebro vá na banguela. Uma frase comum: “hum, e daí?” Só que para azar desse público a medicina preconiza o uso do cérebro contra suas patologias mais corriqueiras como perda de funções e até Mal de Alzhaimer. Infelizmente é isso, obesidade física e mental.
Onde se explica a preferência por essa coisa abjeta chamada novela. A última novela que consegui acompanhar era Água Viva, porque sonhava em morar no Rio, numa mansão na Rodrigo de Freitas; acreditava inclusive que era possível nadar na lagoa! Era adolescente e iludido, assistia novela, ora!
Hoje sem preconceito algum, tenho espasmos ao ficar mais de 30 segundos na frente de uma novela, seja da Globo ou Record. Interpretações afetadas, elementares, na mais rasteira e tradicional técnica de fundo de quintal, sem desmerecer as peças de fundo de quintal.
Não é para esse público que produzo teatro.

A pergunta é, antes que eu morra de fome, como fazer o consumidor de novelas passar a apreciar as sutilezas de uma peça de bom texto interpretada com maestria?
Pode ser a mesma, árdua, tarefa do nutricionista em fazer o consumidor de frituras e cerveja, passar a alimentar-se de cereais integrais e verduras... Tem que fazer uma ligação entre escolher a vida ou a morte. A morte cerebral!
Novelas, música baiana, sertaneja e rock barato matam o cérebro. Desse jeito.
Essa indústria de entretenimento é como a indústria do cigarro, matam sua sensibilidade, seu discernimento, criam o pensamento raso, oportunista, obsceno e maniqueísta. Sem dúvida o entorpecimento e mal uso do cérebro, provoca o câncer.

As pessoas preguiçosas, focadas na profissão são as que mais necessitam de refinamento cultural, mas são as maiores consumidoras do lixo cultural. Associam a busca de valores estéticos com o estresse causado pela saturação de informação. Aí descartam o esforço pela busca do belo, pela facilidade de comprar o produto pronto das emoções baratas.


O remédio é procurar por talento, qualidade e alimentação saudável!

sábado, janeiro 03, 2009

EM CASA, EM 2009...

A apsara Nara e Felipe meditando aos seus pés, Bauru-2009


Voltamos a Curitiba, está tudo bem.
Passamos em Tibagi, vimos o cannyon de longe. Ele se esconde abaixo da linha de visão. Tudo bem, um dia iremos revela-lo. Wittmarsun, para comer apfellstrudel, tortas de ricotas recém saídas do forno. Essas coisinhas pequititicas que fazem bem e dão a real sensação de segurança enquanto Israel detona a Faixa de Gaza.
Li um livro sobre uma tropa de contra-terrorismo israelense, um tal Aaron Cohen, um cara que morava em Hollywood e resolve alistar nessas tropas de elite, sonho de adolescente. No livro diz que o cara não aguenta 1 ano nessa vida, o tempo de serviço é dois. Aí acaba o sonho.
Meu pai faz um discurso. Meu é bom na oratória. Falou de um sermão do Dalai Lama em que pergutaram o que ele mais admirava: o homem que perdia a saúde trabalhando, para juntar dinheiro e pagar o tratamento!?! E citou-me dizendo que uma vez peguntei-lhe se ele era feliz. Não me lembro de tê-lo questionado sobre seu modo de vida. é um tabu grave questionar a vida alheia, principalmente se ela cultiva o caminho da felicidade. Ninguém pode fazer essa afirmação. É como a quela história do cara que jamais põe uma gora de álcool na boca e deixa de sair com os amigos, no dia seguinte leva um tiro na porta de casa. Ele não morreu de cirrose mas quem sabe sua vida não teria sido mais divertida se saísse com os amigos? Do mesmo modo quem pode dizer se ele escolheu ficar distante da frivolidade?
De qualquer modo, em Bauru fiz uma maratona da amizade. Encontrei todos os bons amigos que ainda me restam por lá. Alguns, tomam cerveja, outros bebem suco de acerola, outros não se servem de nada. Em comum transmitem um calor impossível por aqui. Um brilho esperançoso que alimenta a permanência no planeta. Minhas amigas são belas, longilíneas, mente expandida e plenas de atividade. Meus amigos me dão chão, falam as besteiras pops que só existe em uma cidade como Bauru.
Aliás, o Egberto faz o único e legítimo bauru de rosbife, pickles e queijo derretido na fervura, alí na rotatória do Wall-Mart de Bauru.

O que espero deste ano?

Essa resposta vale ouro.