sexta-feira, novembro 13, 2009

O PRIMEIRO PASSO DE UMA LONGA CAMINHADA



Meus amigos, minhas amigas... ou poderia ser minhas amigas e meus amigos!
Sempre se deve perguntar quem vem primeiro.
Heis os robustos blocos esferificados, rudes, entalhados esperando o refinado corte que dará a expressão a madeira.
São as primeiras cabeças do PROFESSOR CONCERTINO, o próximo espetáculo que poderão apreciar no Teatro do Piá em 2010.
Tem gente que questiona se meus espetáculos são bons. Vou ser sincero, são adequados. Uma coisa que trabalho bastante é não ser exagerado, escancarado. Essas são características sagitariana, e por isso, para que não me multem no exíguo condomínio das vaidades desse mundo, prefiro sair da linha de tiro dos palpiteiros da hora e vigiar o volume do discurso.
Que nada! Tem que regaçar, dirão. E direi, encheu o saco tentar convencer alguém. A quem vou enganar? Nada há de novo no exíguo condomínio das vaidades humanas. A moda (tão em moda!) que o novo não passa de uma revisão. Se encontrasse o Lao Tzu, Karl Marx, Aristóteles, Plutarco, Mashall MacLuhan o que mais poderia dizer senão quer com colarinho ou sem??? O que mais poderia dizer? Posso polir seus sapatos?
É por isso que há uma passagem em LUVAZINE em que o Macaco diz assim:
"Tio, você é tão baixinho! Mas pelo menos cuida da saúde, por isso só come comida com baixa caloria."
Essa frase simples tem a missão de ser cômica. Há momento que o público fica indiferente, há outros em que explodem gargalhadas. A maneira de falar essa frase é como se edifica a comédia. Não posso competir com a frase e tentar ser mais engraçado do que ela é. A frase tem que ser um fantasma, uma garota fugidia que desaparece numa esquina, e logo, da memória. Só então, a frase, tem efeito. Se tentar valorizar a mais insignificante sílaba dessa frase, nada funcionará. Nem comédia, nem drama, nada de frase... esse tem sido o objeto de estudo na drmaturgia dos meus espetáculos. Contenção, economia, geografias, navegações sobre ondulações e outras marolinhas, hehehehehe.

Quer algo novo?
Veja tudo. Coma de tudo.
Estou assistindo Runway Project (competição entre estilistas) Brazil Next Top Model (batalha das modeletes brasileiras) e Glee (série teen sobre corais de escolas de 2º grau americanas). Assisti True Blood e... a sei lá.
No Brazil Next etc., o juri composto de uma top model (embora esteja mais para down model) um cabelereiro, uma jornalista de moda, e outros, cobram das garotinhas, maturidade, profissionalismo, competência... e talento. E a down model descrevendo o que é talento: ...um algo mais, aquilo que faz a diferença, um tchan, você faz assim, você faz assado, você fica ssim, chic, clássica, contemporânea, poderosa, super-gostosa... e por ai.
Percebe? Nem ela sabe, por que se soubesse não estaria apresentando uma gincana teen como essa. Rola patrocínio? Rola grana? Recupera a model e rise up a carreira dela? Tudo verdade. E por isso a base teórica desse país é isso; um algo mais, um tchãn, não se sabe o que mas sente a diferença...

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