quinta-feira, outubro 15, 2009

BECOMING BITTER FOR GAINING HAPPINESS

Antes de tornar um manipulador (de bonecos) fui um competente professor de tai-chi-chuan.
Tinha uma didática desenvolvida por mim, mas inspirada no livro do Al Chung Liang Huang. Adicionava alguma coisa de bioenergética e umas pitadas de Therése Bertherat: presto! O Método Mia de Tai Chi.
Meus alunos eram bem tranquilos. Jamais encontrei alguém inquieto por conhecimento como eu, algo como para que serve o Tao e como funciona o ying e yang.
Qualquer leitor de revista feminina (por culpa dos editores de revista feminina) sabe o que é um Tao, yin e yang.
Para mim, as vezes sinto que sei, e outras vezes sou incapaz de conceituar o Tao e o yin e yang.

Pois bem, estão como sorte. Hoje eu encontrei uma metáfora que pode solucionar de vez esse desconhecimento.

Para ser feliz, seja amargo!!!!!!!
Siiimmm! Novamente eu. Sagitariano, o signo legal.
Só tenho um problema. Não admito a falta de reciprocidade.
Embora tenha a máscara do sorriso não suporto estranhos que não respondem a um cumprimento, cometem faltas, deslizes sem desculpar-se. Fico louco. Imaginem o que passei aqui em Curitiba onde vizinhos passam 20 anos sem se falar, onde por favor, com licença, obrigado e os bons dias, tardes e noites não existem.
Se não me corresponderam passei a não corresponder. Hoje não gasto o meu obrigado, dou bom dia somente na dose necessária e é uma dose bem pequena. Tanto que anoitece e eu estou ainda dando bom dia. Parece amargura? Pois é a exata condição da felicidade onde essas pequenas e inuteis cortesias perdem a relevância para a comunicação direta.

Deu para entender a contradição funcionando a meu favor?
É isso.

2 comentários:

Adrianne Ogêda disse...

Puxa, e eu achando que a gente deve insistir em humanizar as relações... não sente falta de seus bom dias?

Jorge Miyashiro disse...

Pois é! Pois é!!!
As vezes sinto falta.