quarta-feira, agosto 12, 2009

TO CAIDO MAS NÃO TO MORTO. TO BANGUELA MAS AINDA MORDO


É amigos e inimigos! Quando falei para mamãe que seguiria a trilha da arte, que não iria fazer alistamento militar, que não faria advocacia, que não estudaria medicina nem faria concurso para o Banco do Brasil, Caixa Econômica e nem pra Receita Federal, mamãe disse que eu iria sofrer.

E falei para mamãe que o sofrimento nas asas da beleza é o sofrimento do amor. É a paixão pela inefável contundência da palavra. Pela ferida cáustica da imagem... ah etc.,etc, etc...

Telefone tocando, conta caindo, fazendo plano para compra da casa própria, sonhando o sonho dos velhos pais!!! Falando mal do poeta ébrio, do pintor alucinado, do músico drogado que quebra o violão nas fontes das pracinhas. Com medo dos vermes, bactérias e vírus. Quem hoje teme a crise algum dia torceu pela sua vinda.

Mas por que estou nesse solilóquio insano?
É apenas a macro-legenda da foto acima.
Dois dias para esculpir em madeira essas duas cabeças.
Vão perceber alguns pontos escuros, trata-se do curativo de durepóxi; a caixeta é uma madeira meio friável, e por isso a menor falha na talha sai uma lasca inteira!!!
Trata-se de uma encomenda para uma cia. chamada Portaluvas (mais um grupo de fantoches...)

Por isso meu tempo não é gasto somente para mandar cartinhas de protesto; eu trabalho também quando tenho trabalho.

2 comentários:

Jorge disse...

Estimado amigo Jorge !!!!

Hoje minha dignissima esposa me fez conhecer seu blog...estou postando um comentario pela primeira vez...
Somente hoje fiquei sabendo que voce estava pretendendo ir embora...através da leitura de seus comentarios aqui realizados... E a Cia. Porta Luvas?
As coisas não vão bem...tudo ta dificil...mas tenho certeza que piores ficarão sem você e seu talento!!

Um grande abraço,torcendo pela sua vitória e de toda sua família!!

Bernardo Grillo

Jorge Miyashiro disse...

Hei!, Hei! Calma lá!
Eu ainda não estou fazendo as malas. Tenho um período curto de vida empresarial, mas não estou ajoelhado.
Só lancei um desafio aos falastrões que pregam a moralidade das instituições e depois cometem as manobras desonestas e flibusteiras com os demais companheiros de trabalho. Atacam a moral alheia e agem sorrateiramente na condução de seus trabalhos. E imaginam que ninguém esta vendo.
É contra essas pessoas que lanço o desafio de fechar minha empresa. Por que é impossível conviver na companhia de gente que burla editais enquanto eu imagino que esses editais tem tratamento homogêneo com os concorrentes. Posso ser louco de largar tudo, mas não posso ser idiota!!!
Um grande abraço, meu amigo!