sexta-feira, abril 03, 2009

VIVA LA VIDA


Amigos! Eu não destruí a natureza!


Ontem estava determinado a invadir o seio farto da mãe natureza e despejar o abjeto resíduo de isopor em seu leito. Em resumo ia raspar os blocos de isopor do meu mais novo cenário!
Pensei melhor e resolvi não cometer esse crime.
Tranquei-me no quarto que serve de escritório e ali comecei a fazer o trabalho lixar o isopor.
Já fez isso,menino? Lixar isopor dentro de um quarto?
Tem serviços que a gente deve fazer para um dia contar para os netos:
-"Sabe meu filho o vovô já fez de tudo nessa vida, comeu puta (mas não tragou) , homops (e não regurgitou), correu atrás de porco no chiqueiro e lixou isopor dentro de um quarto fechado".

Para comparar, seria como cobrir-se pixe e jogar pena por cima. Claro que pixe e pena não causam o dano que o isopor causa... Ahhh! O quarto está lá, branco feito o Mont Blanc...
Mas não há maior prazer no mundo, o de ver que o cenário está saindo. Chega a ser inacreditável a realização mental, concreta alí na sua frente. Toda a idéia do objeto, com todos os senões, tomando forma diante dos seus olhos. É um tesão!

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ESTE ANO NÃO HAVERÁ O FESTIVAL ESPETACULAR DE TEATRO DE BONECOS.

É a notícia que está circulando pelo teatro Guaíra. Mas todo ano eles lá dizem isso, e no final, pelo esforço da classe (alguém se levanta e vai atrás) o festival acontece com a presidente do TG assinando uma bonita declaração.
Os sinais são de que quem sobe naquela cadeira presidencial, sofre o desejo intenso de acabar com esse festival.
Dos cargos comissionados aos estatutários naquele Teatro Guaíra, todos querem, não entendo por quê, extinguir o Festival Espetacular!
20 anos de festival ininterruptos. E a presidência quer, na sua gestão, ostentar no currículo: -"Na minha gestão, eu consegui acabar com aquele festival de bonecos!"
Será que eles apostam entre sí, quem será o sortudo, perspicaz, capaz, competente que vai se livrar dos bonequeiros?
Por que todo burocrata da cultura quer, em termos práticos e pouco cortezes, exterminar essa ou aquela vertente, quando o cara está sendo designado e pago para fomentar? As fundações, órgãos, secretarias em que o burocratazinho, o funcionário atua, esquece e esquece rápido que a sua posição é devida a existência do artista. Caso contrário, estaria no bairro, distribuido marmita ou varrendo rua, porque é essa a escolaridade do indivíduo.
No fim dá tudo certo, e os bonequeiros sobrevivem a mais esse atentado contra a sua facção artística.

Só espero, dando tudo certo, a comissão julgadora, não selecione os próprios espetáculos, veja lá, heim!

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