sexta-feira, abril 10, 2009

O PASSADO ME CONDENSA


Vejam vocês esse intrigante instante registrado pela Ana Maria Bacci, em Bauru, na Oficina Cultural Glauco P. de Moraes. Espetáculo de rua, numa luxuosa oportunidade dentro de um espaço fechado.
Eu (de costas) no papel de "Dragão chinês"contra o "Santo Japonês" interpretado com o devido grito de seu som e fúria por Sérgio Del Giorno.
Era um início de carreira, que nos deixou, infelizmente, muito metidos; porque a peça "O Santo Japonês contra o Dragão Chinês", escrito pelo Sérgio e dirigido com mão-de-ferro por mim, com o perdão dos fatos verídicos e testemunhos fidedignos, levantava a galera.
1992 a 1996, era uma época que todo mundo encenava Nelson Rodrigues. Onde havia um palco, havia A Valsa nº6, ninguém mais aguentava. Estava surgindo os Parlapatões Patifes e Paspalhões fazendo coisas fantásticas; o Pia Fraus tinha 45% do elenco morando em Bauru; e eu virei para o Sergião dizendo que não aguentava mais A Valsa nº6. Que queria fazer uma peça que tivesse muita pancadaria. Admito que admirava La Fura Del Baus.
Mas também gostava do Sankai Juku, Alice K, de alguns clowns como o Daniele Finzi-Pasca com o seu solo "Ícaro" que mudou minha vida, a Maria Bozzanigo.
Eu só sei que uma peça é um evento que independe de quem a cria.
Ela então surgiu e nos maravilhou e fez rir um monte de gente.


Aqui, eu, numa cena a la Daniel-san.
Dá para ver como éramos felizes?
Se há algo de que tenho saudades, era da resistência física pra fazer dois duelos de espadas três combates mano-a-mano, e dar o texto em 1,20 hora.
Em dois anos de apresentações passaram pelo 3º elemento, que interpretava uma série de importantes papéis:
Marcinha "Encrenca";
Marceli Escanuela;
Aurélinho;
o César, Cezinha do pão de queijo, de São Paulo;
e um cara de Piracicaba que, numa ignominiosa falha da memória deixei seu nome para trás...
Cada um desses amigos, interpretaram, foram a seu tempo o 3º elemento, que com tanta dificuldade em encontrar substitutos, nos impediu de continuar as produções da cia. Bakateru. Com muita razão, já que, nos anos 90, quem em sã consciência participaria de uma peça cuja base física era a porrada?


news...

Bom se o álcool lubrifica sex... quer dizer socialmente, eu tenho sido violentado, currado à seco.
Não consigo mais beber cerveja!
A última foi uma heinneken que não consegui terminar. Passei para o vinho branco com muito gelo e mel para poder engolir. Tá phoda!
Isso significa que não estou tendo paciência com os amigos, deve por isso que estou a perdê-los a caçambadas...
Fazer o que? Coisas de velho.
Ninguém vai dizer: tadinho?

3 comentários:

Sergio disse...

Da série à série eu devia ser feliz enquanto sabia. Mas me deixa aqui quieto no meu canto com minha papinha que eu tô bem assim.

Pois é, graças que eu nunca mais ouvi nem falar da valsa no 6. E nem de morte e vida severina... bom, de nada mais na verdade.

Jorge Miyashiro disse...

Para com isso!
Não rejeite teu passado. Foi ele que te moveu e jogou ai onde vc. está.
Não foi gozado? Gozou?
Não foi bom, meu bem?
Aliás. Morte eVida... eu vi 45 segundos. É uma base, né?

Sergio disse...

Não, não, foi bom, foi bom, muito bom, na verdade. E as fotos são duca, diz aí.