quinta-feira, abril 02, 2009

APRILE, APRIL, ABRIL...

Estive fora por uns dias.
ROTAVIRUS, CARA!!!!!
Como o Joba Tridente falou: "coisa de Arquivo X, xiiiiique...". Xique o quê!?? Seis dias de diarréia!!! Nunca via algo assim. No segundo dia fui dormir as 4 horas da madrugada, porque a diarréia pegou pesado das 11hs., e acalmou 3:30h.
Sorte que não deu febre. Já pensou o pobre Jorginho, ardendo na cabeça e no...?

Mas uma coisa que detesto é ficar sentado lamentando minha sorte, ou azar. Comecei a escrever um romance. Algo que projeto desde os 13 anos. Minha primeira tentativa chamava "O Dote de Mister Harley". Era uma total experiência, ia definir quem era esse tal Harley e que dote era esse, no processo da história. Aliás o mister na minha cabeça era miss, por isso que havia o dote... bom, eu tinha 13 anos, as coisas eram meio confusas, a voz uma hora engrossava, noutras afinava.

Estou na 30ª página. Se diz que um romance é bom quando você consegue ler além da décima página. Se é assim para a leitura, para escrita por certo é semelhante.
Ontem digitei até as 4h. da madrugada, com poder de fogo para ir até as oito da manhã. Estou surpreso com a minha capacidade de desenrolar uma história. O perigo do romance é tornar-se prolixo, esmiuçar demais alguma detalhe. Coisa kafkaniana, antena da barata, perninha da barata, gosma da barata. E o que foi bom para Kafka pode não ser bom para quem vem depois dele. Pura exibição. A tentação é enorme, ter que preencher pelo menos cem páginas. E porque alguém disse que o escritor deve ser perito na letra não no enredo.

Trata-se , ficção, da história de um lutador. O melhor e mais perito lutador de karatê. Imbatível nesse estilo desacreditado pela moda dos vale-tudos, embora esteja surgindo um belenense chamado Lyoto Machida, karate-ka, que parece estar apavorando contra os Jiu-Jitsu e Muay Thais da vida. O meu lutador tem cravado no seu íntimo de que sua forma de combate é perfeita e por essa razão, aguarda o nêmesis que irá derrota-lo até o seu aniquilamento. Tão certo de sua invencibilidade, certo de sua derrota iminente. É por aí que começa minha história.

Que tal? Dá samba?


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Voltei a produção de Shishi, O Comilão, há um mês da estréia.
Está tudo pelo começo. Só tenho duas cabeças pintadas.
Após o rotavírus, resolvi pegar o cenário.
Tem uma parte que é um telhado que resolvi fazer de isopor.
TRabalhar com isopor, já disse, dentro do apartamento é o próprio Vietnãn.
Tenho que recolher cada bolinha que cai, e são muitas bolinhas. A cada 15 minutos de cortes, tenho que parar porque o trânsito fica difícil e se bate um ventinho, espalha tudo. Então passo a vassoura seguido do aspirador de pó.
Assim de 15 em 15 minutos.
Fico um bagaço.

Ai, tenho que raspar três blocos de 0,50m. Fiquei olhando aquelas três peças. Trabalho ou não trabalho... Decidi que amanhã vou por no carro e ir para o meio do mato, bem destruidor da natureza e raspar o isopor por lá.

Se der certo esse cenário será minha primeira cenografia de dispositivos. Aguardem!

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