sábado, janeiro 03, 2009

EM CASA, EM 2009...

A apsara Nara e Felipe meditando aos seus pés, Bauru-2009


Voltamos a Curitiba, está tudo bem.
Passamos em Tibagi, vimos o cannyon de longe. Ele se esconde abaixo da linha de visão. Tudo bem, um dia iremos revela-lo. Wittmarsun, para comer apfellstrudel, tortas de ricotas recém saídas do forno. Essas coisinhas pequititicas que fazem bem e dão a real sensação de segurança enquanto Israel detona a Faixa de Gaza.
Li um livro sobre uma tropa de contra-terrorismo israelense, um tal Aaron Cohen, um cara que morava em Hollywood e resolve alistar nessas tropas de elite, sonho de adolescente. No livro diz que o cara não aguenta 1 ano nessa vida, o tempo de serviço é dois. Aí acaba o sonho.
Meu pai faz um discurso. Meu é bom na oratória. Falou de um sermão do Dalai Lama em que pergutaram o que ele mais admirava: o homem que perdia a saúde trabalhando, para juntar dinheiro e pagar o tratamento!?! E citou-me dizendo que uma vez peguntei-lhe se ele era feliz. Não me lembro de tê-lo questionado sobre seu modo de vida. é um tabu grave questionar a vida alheia, principalmente se ela cultiva o caminho da felicidade. Ninguém pode fazer essa afirmação. É como a quela história do cara que jamais põe uma gora de álcool na boca e deixa de sair com os amigos, no dia seguinte leva um tiro na porta de casa. Ele não morreu de cirrose mas quem sabe sua vida não teria sido mais divertida se saísse com os amigos? Do mesmo modo quem pode dizer se ele escolheu ficar distante da frivolidade?
De qualquer modo, em Bauru fiz uma maratona da amizade. Encontrei todos os bons amigos que ainda me restam por lá. Alguns, tomam cerveja, outros bebem suco de acerola, outros não se servem de nada. Em comum transmitem um calor impossível por aqui. Um brilho esperançoso que alimenta a permanência no planeta. Minhas amigas são belas, longilíneas, mente expandida e plenas de atividade. Meus amigos me dão chão, falam as besteiras pops que só existe em uma cidade como Bauru.
Aliás, o Egberto faz o único e legítimo bauru de rosbife, pickles e queijo derretido na fervura, alí na rotatória do Wall-Mart de Bauru.

O que espero deste ano?

Essa resposta vale ouro.

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