domingo, dezembro 27, 2009

UM BOTECO DO BOM EM TAIWAN!

TEM UM BLOG QUE ACHEI DE UMAS MENINAS QUE MOSTRAM PECULIARIDADES DE TAIWAN, OUI LHA FORMOSA. ELAS ENCONTRARAM UMA CASA DE CHÁ DE UM VELHO MESTRE. ALI ESTÃO EXPOSTOS SEUS BONECOS, SUA ARTE... E A NOITE ELE AINDA SERVE JUNTO COM O JANTAR UM SHOW DE FANTOCHES. PARECE QUE, PELO QUE LI DO BLOG, O MESTRE DÁ ALGUM TREINAMENTO. SE CONSEGUIR GUARDAR ALGUM TROCADO, É CLARO, VOU PARA LÁ!
PARA QUEM TEM APENAS CURIOSIDADE, VALE A PENA VISITAR O BLOG DAS MENINAS ( EM INGLÊS):
http://wandering-taiwan.blogspot.com/

ABAIXO, A TRADUÇÃO DO CAPÍTULO SOBRE AS LUVAS DE TAIWAN, ONDE COLEI ALGUMAS FOTOS.
BOA VIAGEM!!!!!

Foi uma experiência única atuar com os mais famosos personagens da TV dos anos 70, diga-se personagens fantoches. Localizado na Rua Yi Tong, o "See Join Teatro de Bonecos de Luva" é um fantástico lugar para adquirir adquirir um estágio, aprender, atuar e até mesmo desfrutar de uma tradicional Arte de teatro de bonecos de luva taiwanes . Não esquecendo da cozinha taiwanesa, também oferecida antes das atividades de interação.
Fregueses de longa data se encontram ali, passando a tarde juntos do teatro e dos bonecos, jogando e tomando chá. O teatro de luvas taiwanes é chamado budachi (布袋戲). Proveniente do sul da China, das áreas de Chuanchow e Changchow, no período da Dinastia Ching. Por ser controlado pelas mãos, é também chamado Chang Chung Si (掌中戲), ou teatro de mãos. Este foi o principal entretenimento de palco externo em tempos recentes de Taiwan, o teatro de bonecos de luva também conhecido, na época, como Budaxi Clássico( 古典布袋戲).Após o Retrocesso de Taiwan, os titeriteiros de shows de teatro de luvas integraram sua Arte a padrões visuais modernos. Fantoches foi absorvido pela televisão e o personagem-fantoche "Luz Dourada"(金光布袋戲) tronou-se muito popular. As figuras de "Shih Yan Wen" (史豔文) e "Dois Dentinhos" (Len Ki, 二齒) apresentadas pelo Mestre Houng, Jun-Shyong (黃俊雄), tornaram-se lendas da TV família na Ilha. Todos os escritórios paravam de funcionar, durante o expediente, enquanto o Budaxi passava na TV. Em 1998, o filho do mestre Houng, renovou o Budaxi Luz Dourada através de efeitos de tecnologia de animação 3D, com a finalidade de atrair um público mais jovem atravé da cia. Pili Budaxi (霹靂布袋戲) que introduziu e liderou o Budaxi taiwanes para o conhecimento internacional.
Aqui, três gerações de bonecos Budaxi, em comparação: O boneco clássico com 30 cm. de altura, aproximadamente. O boneco Luz Dourada com cerca de 45cm. E, um boneco da cia. Pili com cerca de 80cm., pesando dois kilos. No budaxi clássico, o ator-manipulador pode calçar e trocar uma série de bonecos, usando ambas as mãos durante as apresentações. Já este ator-manipulador poderá atuar com apenas um boneco da Pili, sem fazer trocas, devido ao seu peso de dois kilos.
Muitas partes do corpo de um boneco da Pili podem mover ao passo que um boneco clássico não possui tanta mobilidade. Isto porque, alguns mecanismos dessas partes são acionadas em separado pela mão livre do operador.
Este é um dispositivo que controla o movimento dos olhos, através de um fio de arame oculto entre as peças do figurino.
Budaxi não serve apenas para hábeis performances no palco, mas também é um precioso objeto de arte em si. O boneco consiste em três partes principais: Cabeça; figurino e adereços de cabeça; e, armamento e adereços. Além de uma importante introdução a histórias lendárias da tradição sino-taiwanesa para o público de todas as idades. A diferença entre o budaxi e os bonecos do ocidente é que o Budaxi mostra figuras humanas principalmente, enquanto no ocidente prefere-se figuras animais.
O boneco do comediante alegre pode também usar de fogos de artifício no palco. Pode-se notar a marca de queirmaduras ao redor de seus lábios. Uma arma é também parte importante do boneco. SAcar uma espada pode, definitivamente, precisar de uma prática intensiva.
Aqui a piada! Mestre Chen nos mostra algumas habilidades básicas para a manipulação do boneco. Movimento da mão direita e esquerda, flutuando o boneco sobre suas duas pernas, virando de costas e prosseguindo; lançando o boneco para o alto, vertical e calçando-o novamente na força da queda. Creia-me, isso exige um bocado de coordenação visual-motora! Ele recomendou-nos praticar essas habilidades sobre um colchão, para não danificar os bonecos.



Eu estou dedicando alguns meses de exercício e, tomara, estarei apta para executar alguma coisa e então visitar o Mestre novamente!
Um monte de Cultura e Arte Folclórica pode ser explorada apenas dedicando às atividades do teatro de bonecos de luva taiwanes. isto é apenas um início... para ser compartilhado depois enquanto a descoberta continua...
SEE-JOIN Hand Puppet Theater (敘舊布袋戲園)
2F, No 46, Yi-Tong Street , Taipei, Taiwan (台北市伊通街46號2樓)
TEL: 02-2506-7447
http://www.see-join.com.tw/

terça-feira, dezembro 15, 2009

LIÇÃO DE ANATOMIA -01


Agora é minha vez.
Encerrando o ano, com o último vídeo; por que não, comigo mesmo. Afinal tenho meus palpites e pitacos a dar.
LIÇÃO DE ANATOMIA falo sobre as bases da manipulação que irão estabelecer uma gramática de gestos do fantoche. É evidente que a linguagem estabelece a comunicação perfeitamente tendo código ou não. Por gramática, entendo que uma convenção maior entre o emissor e o receptor é necessária para "falar"de minúcias, sutilezas e clarezas (ufa! Quanta linguística!)

quinta-feira, dezembro 10, 2009

O FILOSOFO DO MULUNGU


Sebastian Marques, é mamulengueiro, festivaleiro, ator, formado em filosofia pela UNICAMP; é mais um dos filhos de 1988 que faziam da Cultura a bandeira da mudança. Hoje, abençoado pelos mestres, esse pensador pragmático realiza o sonho num ponto de cultura em Joaquim Egídio-SP. Bosque de mulungu, Cine Cuzcuz, malas de bonecos... Sebastian mostra que o agito cultural continua!

Sebastian edita a revista BARRACA DE MAMULENGO que está na segunda edição. Quem estiver interessado pode falar com ele em www.inventordesonhos.com.br ou iventordesonhos@gmail.com
A revista custa R$10,00

segunda-feira, dezembro 07, 2009

A IMPORTÂNCIA DA EXIGÊNCIA

Sempre fui da política de que o artista deve ser humilde. Tratar o funcionário do teatro com respeito, amizade etc.
Estou tentado a mudar de opinião.
Já expliquei porque não gosto de trabalhar em festas de aniversário, pois agora direi porque não trabalhar em escolas.
Ao que um coro de atoresdo teatro pedagógico gritarão: muda de profissão!
Sim, poderia. Mas por enquanto dou meus pitacos.

Há uma semana fui apresentar num colégio muito bem fornido de recursos (rico). Procedimentos de segurança etc. Na chegada, carregado de material, o portão de acesso está fechado. mandam dar a volta por 100m. Era um auditório. na Portaria mandam caminhar com tudo até às salas de aula. Mais 100m. No meio do caminho as professoras aparecem e mandam retornar ao teatro que tem dois lances de escada. Pronto, estou num salão muito amplo, com duas pequenas janelas que não consigo deixar abertas. Estou desidratando, muito rápido. Tento enxugar com algumas toalhinhas absorventes de papel, mas não dá. Não tenho tempo nem de ir ao banheiro. As crianças logo vão subir. A mala não abre, a chave não gira...
Tudo pronto, uma funcionária resolve ligar o ar-condicionado, mas minhas mãos estão meladas de suor.
Os bonecos ficam presos no braço. É difícil troca-los. As cenas atrasam. alguns adereços não estão presos porque corri para montar tudo e não tive tempo de verificar.
Depois, mandam desmontar tudo, para fazer a segunda apresentação, quando em outro lugar. Sendo que havia combinado um preço menor, justamente para não ter que montar e desmontar tudo de novo...
E os funcionários a quem deveria ser respeitoso, nem estão ai. Mandam andar de um lado a outro, mesmo vendo a carga que tenho de transportar sozinho. Ah, e o carro havia quebrado fui de táxi, sem poder levar o carrinho...
Em resumo: todas essas dificuldades, toda a falta de organização da produção da escola, proporcionou um espetáculo incompleto. As crianças, excelentes alunos, com domínio de mais de cinco idiomas, excelente público, não puderam assistir a totalidade que o espetáculo poderia ter oferecido se houvesse um mínimo de condições.
Exigir 5000 toalhas pode ser exagero, mas sinaliza a produção que fique esperta!
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E um produtor de um festival, teatro, centro cultural, em gerla recebe o artista com aquela frieza e despeito. O artista (o pequeno artista) que tem de se dobrar em humildade, diante daquele cioso administrador, guardinha, , operador de equipamento. Isso é uma inversão, como pode ser? Para o público, se o funcionário foi depenado ou não, não tem o menor interesse. O público quer ver o show rolar. Se o funcionário está num canto chorando de humilhação, que pena! Mas se o espetáculo foi ruim, o público vai exigir a morte do artista e o incêndio do teatro com tudo e todos que nele estão.
É isso que dita a experiência.

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Um espetáculo é um rito.
A finalidade do rito é provocar.
Se uma missa é um rito, uma missa é teatro.
Se uma bolacha é o corpo de um deus, não posso negar que essa bolacha é a picanha desse deus.
Se um jogo de futebol, tourada, um carnaval e até uma briga é um rito, esse teatro é um rito que provoca emoções descontroladas, avassaladoras.
E o teatro formal está no meio do caminho do rito religioso e da histeria dos jogos carnais.
Tem que ter um pouco da verdade de uma picanha divina e abrir a possibilidade para uma fuga histérica.
Esse seria um bom teatro.

TEATRO: TERRITÓRIO DOS BRAVOS

Falava-se, nos filmes do Daniel Boone, que tal terra de tal tribo era "território dos bravos". Evidentemente pensava que a alusão era devido a ferocidade de tais índios, no entanto, bravo era a menção a sua honradez e não ao seu destempero.
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Estive sumido, mas não esquecido de vcs., meus queridos leitores bloguísticos.
Passei uns dias no III ABRACE BONECO, que o Luiz André chamou de "SEGURE O BONECO III"... Só não chacoalhe o menino.
Palestras interessantes, que registrei em vídeo; postarei em breve.

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Minha amiga ANA PAULA FRAZÃO estréia mais um espetáculo:

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quarta-feira, novembro 25, 2009

ENTREVISTA INTERESSANTE: O MENESTREL ATRÁS DO VÉU


O Entrevista Interessante falou com Marcello KaragosK, o mestre curitibano do teatro de sombras. Marcello é um músico consumado; podemos ver seu talento de bardo no espetáculo O Show do Menestrel. Além de irriquieto e loquaz ator-bonequeiro. Vejam o registro de sua intrigante arte: com vocês o menestrel atrás do véu.

quinta-feira, novembro 19, 2009

NOVÍSSIMA LEI DE INCENTIVO À CULTURA DE CURITIBA



Tenho acompanhado as reformas na Lei Rouanet, fiz pressão junto aso deputados do Paraná para a votação da PEC 150, essas coisas. No dia 16/11/09, em cima da hora recebi um convite para uma reunião sobre a mudança da Lei de Incentivo à Cultura. No Teatro Paiol, 19h., soube que essa convocação partira do vereador Jonny Stica para um debate junto a classe artística. O debate, claro, foi quente e conflituoso; com vaticínios, previsões catastróficas... como se não vivêssemos um passado assim.
Houve muito questionamento sobre a "pessoa"do presidente da Fundação Cultural de Curitiba. Jogando minha palha na fogueira, posso afirmar de cátedra que o presidente não seria uma pessoa que eu convidaria para um chopp, de bermudão, na sexta-feira. O que se pode verificar é que a nova Lei de Incentivo à Cultura e a Fundação Cultural de Curitiba, não está fazendo mais do que se ajustar ao Ministério da Cultura, independente de partidos e ideologia, simplesmente para poder , juridicamente, captar mais recursos. Ir contra essa reforma na lei, ao meu ver, é ir contra a vinda de dinheiro para a cultura da capital!
De outro lado, assim como no debate nacional, quem está contra é quem recebia para esmiuçar o complicado emaranhado fiscal da antiga lei Rouanet. No site do Ministério da Cultura declarei que era a favor das mudanças já que jamais obtivera êxito em vencer a resistência dos departamentos de marketing das grandes corporações. É como se disse: é fácil fazer MECENATO com verba pública. Nada sai do caixa da empresa. A Lei Rouanet, que homenageava o ministro filósofo, tinha a funçaão filosófica de educar a iniciativa privada para investir na cultura. O que vimos foi marketing gratuitos para as empresas.
As leis de incentivo no Brasil não podem ser como eram.
A mudança na lei é, antes de tudo, um forte sinal de passo em frente.

segunda-feira, novembro 16, 2009

TRUE


Em São Paulo, quem estiver por lá dia 18 e 19 de novembro de um pulo no SESC Pinheiros e veja um dos espetáculos mais desconcertantes que vi em 20 anos. TRUE. é uma confluência entre dança, engenharia de luz e som, cenografia, ocupação senso-espacial, bolhas lisérgicas, estados alterados de consciência, buracos na realidade, desgarçamento de compreensão, Lewis Carrol, paisagem sonora, zen-budismo high tech... dá para animar? Só pelo vídeo fiquei louco!

sexta-feira, novembro 13, 2009

O PRIMEIRO PASSO DE UMA LONGA CAMINHADA



Meus amigos, minhas amigas... ou poderia ser minhas amigas e meus amigos!
Sempre se deve perguntar quem vem primeiro.
Heis os robustos blocos esferificados, rudes, entalhados esperando o refinado corte que dará a expressão a madeira.
São as primeiras cabeças do PROFESSOR CONCERTINO, o próximo espetáculo que poderão apreciar no Teatro do Piá em 2010.
Tem gente que questiona se meus espetáculos são bons. Vou ser sincero, são adequados. Uma coisa que trabalho bastante é não ser exagerado, escancarado. Essas são características sagitariana, e por isso, para que não me multem no exíguo condomínio das vaidades desse mundo, prefiro sair da linha de tiro dos palpiteiros da hora e vigiar o volume do discurso.
Que nada! Tem que regaçar, dirão. E direi, encheu o saco tentar convencer alguém. A quem vou enganar? Nada há de novo no exíguo condomínio das vaidades humanas. A moda (tão em moda!) que o novo não passa de uma revisão. Se encontrasse o Lao Tzu, Karl Marx, Aristóteles, Plutarco, Mashall MacLuhan o que mais poderia dizer senão quer com colarinho ou sem??? O que mais poderia dizer? Posso polir seus sapatos?
É por isso que há uma passagem em LUVAZINE em que o Macaco diz assim:
"Tio, você é tão baixinho! Mas pelo menos cuida da saúde, por isso só come comida com baixa caloria."
Essa frase simples tem a missão de ser cômica. Há momento que o público fica indiferente, há outros em que explodem gargalhadas. A maneira de falar essa frase é como se edifica a comédia. Não posso competir com a frase e tentar ser mais engraçado do que ela é. A frase tem que ser um fantasma, uma garota fugidia que desaparece numa esquina, e logo, da memória. Só então, a frase, tem efeito. Se tentar valorizar a mais insignificante sílaba dessa frase, nada funcionará. Nem comédia, nem drama, nada de frase... esse tem sido o objeto de estudo na drmaturgia dos meus espetáculos. Contenção, economia, geografias, navegações sobre ondulações e outras marolinhas, hehehehehe.

Quer algo novo?
Veja tudo. Coma de tudo.
Estou assistindo Runway Project (competição entre estilistas) Brazil Next Top Model (batalha das modeletes brasileiras) e Glee (série teen sobre corais de escolas de 2º grau americanas). Assisti True Blood e... a sei lá.
No Brazil Next etc., o juri composto de uma top model (embora esteja mais para down model) um cabelereiro, uma jornalista de moda, e outros, cobram das garotinhas, maturidade, profissionalismo, competência... e talento. E a down model descrevendo o que é talento: ...um algo mais, aquilo que faz a diferença, um tchan, você faz assim, você faz assado, você fica ssim, chic, clássica, contemporânea, poderosa, super-gostosa... e por ai.
Percebe? Nem ela sabe, por que se soubesse não estaria apresentando uma gincana teen como essa. Rola patrocínio? Rola grana? Recupera a model e rise up a carreira dela? Tudo verdade. E por isso a base teórica desse país é isso; um algo mais, um tchãn, não se sabe o que mas sente a diferença...

quinta-feira, novembro 05, 2009

ALÍVIO PARA DORES E MALES DO CORAÇÃO, MENTE E ALMA

Vão pensar que tal título é prosaico e ingênuo. Mas este é meu presente estado, vou fazer o que? Estar bem é antes de tudo ignorar, e ignorando deixo de tomar meus entorpecentes, é ou não é?

Podem perguntar porque tanta felicidade?
Não sei.
Ainda aguardo o bote da corretora exigindo a desocupação do ape, a negativa da gerente em liberar o crédito e ser obrigado a passar para outro aluguel onde haverá outra corretora, outro proprietário especulando com a necessidade básica de habitar...

ainda continuo bem...

Talvez porque ontem percebi que meu punho estava crispado(!!??), sim, e a mandíbula contraindoo os dentes. Dei umas respiradas profundas e esse foi meu remédio. Realinhei a concentração, que estava focada na guerra territorial da habitação e fiquei focado no meu filho e na minha mulher. Sem forçar, como se brincasse de duro-mole, sabe como é? Todo mundo correndo fugindo de um caçador; quando o caçador toca a vítima esse fica imóvel. Tem um salvador que quando toca a vítima, libera e volta a correr.
Concentrar é ser como o caçador do duro-mole. Toca o pensamento e mantem-no congelado. E para manter o pensamento congelado é preciso "acompanhar o salto que prescede o vôo da andorinha", é isso, é isso...

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Estou preparando a madeira para mais uns bonecos, em breve estarei postando o processo de confecção, fotos etc.

sexta-feira, outubro 30, 2009

SABE ONDE TEM UMA CASA PRA MIM?

Mais um feriadão.
ainda bem que vou trabalhar. Última apresentação do SHISHI, O Comilão etc. etc...
Semana passada a pequena sala do Teatro do Piá lotou. Quatro examinadores do Gralha Azul apareceram (em geral aparecem apenas dois) sem mencionar o quinto que veio na semana anterior. Sérgio Del Giorno, titeriteiro da nova safra que desponta como um hausto no panorama curitiboca, deu o ar da graça da metade pro fim da peça; e finalmente, a presença adorável de Andressa Medeiros.
Andressa fala com voz menina, fala baixo, quase gutural, e bem articulada, tem um currículo inumano. Foi dirigida pelo Marcelo Marchioro, estagiou no ateliê de Manoel Kobachuk, formou-se em letras na PUC e partiu para Oxford. Nada disso seria tão impressionante se Andressa não tivesse largado tudo isso para casar e criar um garotão bonito de 7 ou 8 anos. Eta Andressa!

Enquanto uns se amam outros se repelem. Um grande amigo está divorciando de uma grande mulher.

Voltei a brigar com um proprietário.
Estou tentando comprar o apartamento, para nunca mais submeter a essa ditadura do aluguel.

Tudo isso, esse turbilhão de solicitações sociais, provoca náusea, o corpo parece que não se posiciona diante das referências do bairro. Tudo parece hostil, demasiadamente endofágico, predador.

Uma senhora interpelou-me, aqui nesse blog, sobre minhas atitudes que lhe pareceram a propagação da desumanidade nas relações.
Claro que ela mora em São Paulo, onde chegou aonde se chegou e agora a amistosidade mascara o medo por trás das cercas elétricas, muros e guaritas. Não se debate sobre a vitalidade do oxigênio a cada respirar assim como, no Sul, não se fala em ser legal onde a boa recepção é natural. Pode parecer demagogia, mas o curitibano acredita que é amistoso e cioso de sua intimidade, ponto final! Lembrem-se que sou paulista onde interpreto minha origem e percebo minha geografia... Uaaaauuu!

Ouvi de um afilhado do Sérgio e da Cris, pessoal do Ópera da Mala de São Paulo, que eles moram num bairro classe média alta (seria Perdizes ou Butantã???). E no meio dos casarões, compraram ou alugaram uma casa velha de madeira. Para ajudar, pintaram-na de todas as cores e colaram silhuetas de isopor de figuras fantásticas na parede externa.
Deixe para lá esse papo de mascaramento do medo, vamos aos fatos em si.
Ai eu penso: apartamento ou casa de madeira caindo aos pedaços? pois é só isso que meu dinheiro (que ainda não é meu) vai permitir comprar.

Enquanto isso, a oficina fica fechada. Não tem jeito de pensar nisso agora. Lidar com essa bastardia que é a classe de corretores e especuladores imobiliários, exige concentração muito maior do que enfrentar uma platéia desgarrada.

Se eu comprar uma casa de pau caindo pelas tabelas não esperem tertúlias dionisíacas. Principalmente porque a patroa não vai liberar o pedaço para o desenfreio das ninfas e sátiros da hora. No máximo um churrasquinho de gato regado a vinho da Santa Felicidade, ou então nosso clássico pernil assado em três horas (duro e com sabor de couro cru) para tres ou meia dúzia de amigos ultra chegados. Então a casinha seria o espaço de criação da MITEBO, local sério, de pesquisa e desenvolvimento do títere de luva. Afinal, hoje tenho 44 anos e tenho um garoto de 3. Sem falar do figo que já marinou bastante...

Mas sei lá, os amigos e desconhecidos poderiam aparecer de surpresa, e quando todos estivessem dando risada tiravam os engradados do porta-malas, e quando se desse conta, já foi e que se dane. Convide a polícia para tomar uma ou duas geladas. É isso aí...
Me ajudem a achar uma tapera antes do dia 15/11! É quando tenho que dar a resposta pra esse cuzão capitalista, dono dessa porra de ape!!!!

bjs.

p.s.:
VOCABULÁRIO DO FELIPE

MIMI: ônibus (que buzina mi-mi)
IAU: Gato
IAU: leitede cabra batido com banana e mel.
TRILO: trilho
PAI: Pare! (placa de PARE)
PAPAI: Papai
MAMÃE: mamãe
La, la, la...(cantando): Iaaa, iaaa, iaaa
E todas as onomatopéias zoológicas que descrevem os bichos que ele conhece: porco, macaco, elefante, dinossauro etc.

segunda-feira, outubro 19, 2009

COROADA DE CRIANÇAS


Uma das alegrias de participar de um festival de teatro de bonecos é conhecer e reencontrar amigas e amigos bonequeiros. Foi no FESTEBOM da Ro Fagundes e Sandro Maranho, reencontrei a VERÔNICA GERCHMAN uma das mentes da CIA. TRUKS. Era um anoitecer de inverno, quente, do norte paranaense. Havia uma feirinha ao lado dessa praça. Como não sou nada poeta vou explicar, as crianças brincavam e passavam por trás da Verônica,e por isso COROADA DE CRIANÇAS.
Nessa entrevista, Verônica fala da origem da TRUKS, onde convergiu um povo legal que hoje trabalha a marionete como linguagem. Fala sobre o duro trabalho, incondicional, focado na busca da excelência na manipulação e agrado do público.
Inspirem-se com Verônica!

sexta-feira, outubro 16, 2009

PAULO NAZARENO BERNARDO


Acho que era 2003, eu trabalhava no Teatro de Bonecos Dr. Botica e fomos para Caxias do Sul-RG, apresentar o Tainahakã-a Estrela Vesper. No Botica tínhamos por obrigação fazer tudo em grande produção, por isso além do elenco que eram quatro, acompanhava o técnico. Alguns podem achar pouco, mas hoje vou eu, a sorte e mais ninguém.
Havia um grande volume de equipamento e precisávamos de algo como uma VW-Kombi ou Van para levar tudo. Noite inteira de viagem no ônibus de linha e chegamos a Caxias. Nos recebe um magrelinho com uma "kombi". Aprendi que no Sul, kombi é qualquer carro com um um espaço maior para bagagens que um porta-malas.
Paulo Nazareno estava, as 7:30h., com uma VW Brasília, e uma animação de funcionário de prefeitura.
No almoço, levou-nos a um restaurante chines de Caxias do Sul, daqueles beeeeemm chines, entende? Na verdade ele quis fazer uma média com a dona, para que ela fizesse desconto num origami de dragão que ele estava interessado.
Aos poucos foi se mostrando, se apresentando e por fim mostrou algumas de suas surpreendentes maravilhas titeritescas.
Ele tinha uma Morte, com túnica preta, rosto cadavérico, armado com aquele capinador cujo nome me foge. A Morte virava o rosto, abria e fechava a boca e , surpresa, passava de uma mão para outra o "capinador"!!!! As mãos eram articuladas e capazes de apreender objetos.
Então fomos jantar num restaurante que era dentro de um ex-tonel de vinho e depois caimos na balada num boteco vizinho. Bêbados ele liberou a vista para o capoerista que vcs. veem acima.

Nazareno é um gênio e como estamos no Brasil, todos sabem que o lugar para a genialidade não existe. Esteve no Faustão e em outros lugares como a Itália, acho. O cara está lá em Caxias e espero que fique pouco tempo por lá.

quinta-feira, outubro 15, 2009

BECOMING BITTER FOR GAINING HAPPINESS

Antes de tornar um manipulador (de bonecos) fui um competente professor de tai-chi-chuan.
Tinha uma didática desenvolvida por mim, mas inspirada no livro do Al Chung Liang Huang. Adicionava alguma coisa de bioenergética e umas pitadas de Therése Bertherat: presto! O Método Mia de Tai Chi.
Meus alunos eram bem tranquilos. Jamais encontrei alguém inquieto por conhecimento como eu, algo como para que serve o Tao e como funciona o ying e yang.
Qualquer leitor de revista feminina (por culpa dos editores de revista feminina) sabe o que é um Tao, yin e yang.
Para mim, as vezes sinto que sei, e outras vezes sou incapaz de conceituar o Tao e o yin e yang.

Pois bem, estão como sorte. Hoje eu encontrei uma metáfora que pode solucionar de vez esse desconhecimento.

Para ser feliz, seja amargo!!!!!!!
Siiimmm! Novamente eu. Sagitariano, o signo legal.
Só tenho um problema. Não admito a falta de reciprocidade.
Embora tenha a máscara do sorriso não suporto estranhos que não respondem a um cumprimento, cometem faltas, deslizes sem desculpar-se. Fico louco. Imaginem o que passei aqui em Curitiba onde vizinhos passam 20 anos sem se falar, onde por favor, com licença, obrigado e os bons dias, tardes e noites não existem.
Se não me corresponderam passei a não corresponder. Hoje não gasto o meu obrigado, dou bom dia somente na dose necessária e é uma dose bem pequena. Tanto que anoitece e eu estou ainda dando bom dia. Parece amargura? Pois é a exata condição da felicidade onde essas pequenas e inuteis cortesias perdem a relevância para a comunicação direta.

Deu para entender a contradição funcionando a meu favor?
É isso.

SHISHI, O COMILÃO VOLTA EM CARTAZ NO PIÁ


ESTOU DE VOLTA AO TEATRO DO PIÁ. DESSA VEZ CONCORRENDO AO TROFÉU GRALHA AZUL.
AJUDEM A LOTAR OS SEIS BANQUINHOS DO PIÁ, PARA CAUSAR UMA BOA IMPRESSÃO!!!
OBRIGADO AMIGOS!!!


Nos dois últimos domingos de outubro, dias 18 e 25, às 11h, a atração do Teatro do Piá é a peça “Shishi, o Comilão”, a cargo de Miyashiro Teatro de Bonecos. O espetáculo integra a tradicional programação para o público infantil, promovida pela Prefeitura de Curitiba, e foi selecionado por meio de edital do Fundo Municipal da Cultura. A entrada é franca.
Uma homenagem à cultura japonesa, a montagem “Shishi, O Comilão” conta a história de um samurai imbatível e honrado que perde seus bens mais preciosos para Shishi, um leão monstruoso. O espetáculo é resultado de um minucioso estudo sobre os costumes e vestuários do período Edo da história do Japão, entre os séculos XVII e XIX. As cenas se desenrolam com a participação de um “joruri”, um narrador que utiliza uma técnica interpretativa pujante, como ocorre no Bunraku, Kuruma Ningyo e outras formas de teatro de bonecos.
O grupo Miyashiro Teatro de Bonecos, comandado por Jorge Miyashiro, foi fundado em 1999 e desde então tem criado várias peças dedicadas às crianças. Anualmente, a partir de 2002, o grupo tem representado o Brasil em Portugal, nos festivais de marionetes de Vila Nova de Famalicão e de Ovar. Em “Shishi, O Comilão”, Jorge Miyashiro responde pelo texto e direção, além da narração. A confecção dos bonecos é do grupo, com pintura de Luciana Aliberti Miyashiro e consultoria de materiais de Luiz André Cherubini (Grupo Sobrevento).

Serviço:
Peça “Shishi, o Comilão”, com Miyashiro Teatro de Bonecos
Data e horário: dias 18 e 25 de outubro de 2009 (domingos), às 11h
Teatro do Piá (Praça Garibaldi, 7 – Setor Histórico)
Entrada Franca

quarta-feira, outubro 07, 2009

RAZÃO E DELÍRIO

O tal milionário que queria comprar o boneco de espetáculo, que na verdade não era o tal, propriamente, mas colegas que queriam presenteá-lo, finalmente fecharam a compra. Os colegas apesar de bem remunerados não são milionários e por isso precisaram cotizar o valor do boneco, fizeram a tradicional vaca para pagar!
Já se disse que pessoas ricas não são ricas porque gastam seu dinheiro, and so....
Eu me sinto meio prostituto, meio celebridade das artes, uma vertigem que hora enleva , hora provoca náusea. Sei lá, sei lá.

Aliás, descontei R$200,00. Não foi uma grande oportunidade???

Dinheiro, dinheiro e dinheiro...
Quem quer dinheiro?
A pergunta a se fazer é o que se fazer com dinheiro.
Fazer uma viagem ao redor do mundo, pagar as nossas dívidas e dos parentes, investir em imóveis, capitalizar e nunca mais trabalhar: isso é invenção, sonho, ou conversa fiada.

Vejam os campeões de obtenção de verbas de editais. O que se fez com o dinheiro? Depois de comprar casa, carro e roupa nova, montaram espaço próprio e compraram equipamento. O raciocínio BNH da casa própria; para não ficar disputando com os colegas a pauta dos teatros. Tudo para sair do meio hipponga, pobretão e chinelo de dedo. Agora conquistaram a independência estética, resta encontrá-la.

Razão e delírio. É pressuposto da arte mergulhar no caldo inconsciente, misterioso ou terrorífero. Na Grécia Clássica havia uma maratona a cada sessão de teatro. Eram dois dramas entrecortados por uma comédia curta. Curta em relação aos dramas que levavam cinco horas cada um.
Hoje o teatro deve ser leve, ser comédia. Ah, já basta a tragédia de todo dia. Não é mesmo?
Havia uma dançarina tradicional japonesa, cujo movimento era atravessar uma passarela. Ano após ano sua performance principal era fazer essa travessia. Perguntaram como ela se sentia fazendo todos os dias aquela mesma ação. Respondeu que jamais fazia a mesma ação, que num dia ela fixava um ponto no fim da passarela a dói metros do chão, noutro a dez centímetros e assim por diante.
O que leva ou levou alguém a um teatro para ver uma mulher atravessar uma passarela para verificar essa variação de foco? O que isso tras para a alma desse assistente?

E aqui no berço da civilização Guarany, o que vale é ter sangue azul, de preferência um Boubon & Bragança (não confundir com o me dos francos) sem mencionar os Cardosos, Magalhães etc. Um lugar em que ficam pasmos com o Sul onde os loiros são pobres (gente dos Sudestes...). Pois aqui deram de achar que para ser artista tem que ter diploma. Aliás, em São Paulo, desde que pisei no solo sagrado do tablado, exige-se o canudo para poder trabalhar (é ou não uma monarquia?)! Nos editais da FCC tem um espaço para declinar sua “titulação acadêmica”, sua publicações (tenho um tijolinho publicado no Jornal da Cidade, de Bauru, mas escrevia cartas -muitas- para a coluna do leitor do Diário de Bauru). Como se para escrever uma boa peça precisasse esquentar a bunda na carteira, prestando atenção nos sábios conteúdos do professor. Como se para ter uma boa presença no palco fosse necessário um boletim de notas acima de 6.0, ou que tal notas acima de 8.5 , será exigido, por favor.
Vão pensar que sou contra a produção acadêmica.
Eu sou graduado e no tempo da graduação queria ser doutor. Tentei Pós em Multimeios na Unicamp. Fiz estágio no LUME, conversei com o Burnier... Mas depois de tudo aquilo, vi que ou dedicava a relacionar meu pensamento com os decanos e prosseguir a carreira acadêmica, ou começava a olhar para dentro de mim.
O que eu tinha a dizer?

Ontem fui lá na Vila Nova Barigui, apresentar o Luvazine numa creche. Chuva, barro e muita pobreza. Sinceramente, uma delícia!
Todos estão ali para me assistir, ninguém está reclamando de perder o Brazil Next Top Model.
Mas deu um problema na trilha sonora e a execução ficou ralentada. Escutava as crianças se mexendo nas cadeirinhas, mas ouvia as risadas de algumas professoras. A sorte é que após cinco anos que produzi essa peça resolvi o final. O resultado é que ouvi uma professorinha, aquele tipo de tia bem chucra, revelar para a coordenadora pedagógica:
...esse teatro é bão! Tem umas coisas que vem aqui que eu num intendo nada. Mas esse eu intendi tudo!

“Menas”, “nos sumos”, “eu di”, sou da facção que defende que essa linguagem não é erro, mas discordância. As pessoas que se expressam assim tem sido meu público. E por isso os funcionários das instituições acadêmicas, que consideram a linguagem popular um erro a ser corrigido extirpado e higienizado (já que são positivistas e portanto monarquistas) não gostam dos meus espetáculos.
Na minha opinião, sendo eu um ex-candidato à academia e atualmente, artista. Pela minha trajetória pessoal, acho racionalmente impossível um doutor produzir arte que toque o cerne das pessoas.

Não que eu consiga realizar esse feito. Afinal meu tempo é dividido entre cuidar do nenê, fazer faxina, visitar o supermercado, açougue e a quitanda e montar os projetos para os editais. Dedicação para compreender os mecanismos da sensibilidade humana: 0 horas.

É por isso que sinto falta das mesas de bar e da saúde que tinha para enfrentá-las. Ali havia uma piracema diária e nenhum fiscal para dizer quanto podia ser pescado. Alegria, alegria.

Estão gostando do passeio?
Vamos voltar agora.


O que fazer com o dinheiro sendo você um artista?
Presumindo que na arte, a condição para obtenção do lucro é árdua.
Na verdade, uma opção errada, ou não-lucrativa, como vimos, ao constatar o investimento em mini-centros culturais particulares. Isso é queimar dinheiro, é ou não é?

Então aqui a minha declaração:
Não vou me matar para disputar todos os editais que aparecerem. Vou tentar bater forte até conseguir comprar minha casa. Pronto! Com a casa quitada ou financiada (com juros na tabela Sacre), vou arrumar a oficina e praticar o ideal ( não restam muitos, né?) renascentista de compreender a mecânica do Universo pelo racionalismo Aristotélico (ta, não gosto do Fritjof, não entendo Física Quântica, e não me encham o saco). Assim, hoje é esculpir madeira e fazer a madeira esculpida vibrar como pele e músculo.
Só isso.

Para que dinheiro?
Para que matar-se para ganhar tanto edital?

Se não entrar mais nada, quando os doutores monopolizarem , finalmente, todos os canais pagos de produção, aí eu saio para matar.

sexta-feira, outubro 02, 2009

VÁ AO TEATRO E AJUDE O COMÉRCIO.




Ai estão. Os substitutos, você se lembra?
Aqueles que ficariam no lugar dos originais que seriam vendidos ao milionário colecionador... pois, soube que na realidade eram os funcionários que queriam presenteá-lo. Tipo comprar desde já o presente do patrão. Só que acharam o presente caro. Então deviam dar um chego na Casa China, né mesmo? Certa vez achei um fantoche por R$1,99. Não levei, achei caro!!!!
E ficamos negociando, os funcionários nem chove, nem molha. E eu já terminei os substitutos mas não vendi os originais. Foram 45 dias de enrolação.
Agora vou fazer o seguinte: quando ligarem pedindo o boneco vou sugerir que comprem um Chivas 24 anos, é o tempo em que o presente esteve esperando para cair na mão do patrão!!!!

Será que o teatro vaticina o destino da sociedade?
Não temos esse poder de comunicar com os deuses.
Somos oportunistas, no sentido de que agarramos a oportunidade de dizer o que a sociedade quer ouvir. E a sociedade quer ouvir que se teça loas a sua beleza, ou talvez queira uma boa reprimenda.

A sociedade é o Grande Humano, o grande organismo composto de milhões de homenzinhos como eu e você. Claro que algumas células são rebeldes como um Bin Laden, um Almadinejá ou um Hugo Chávez, talvez.
O ator há muito deixou de ser, ou talvez, jamais foi ou estive a altura de um desses aí. Claro que por “rebelde” estamos falando de algum centro nervoso, bem nervoso, com as células rebeldes (estou elocubrando)...

Rio de Janeiro será a sede das Olimpíadas quando aquela loira de Copenhage, que foi âncora da votação, estiver curva sobre a bengalinha. Enfim, foi emocionante? Foi. E esse é o espetáculo do esporte; nós superamos eles: e choramos. Nós, derrotados por eles|: ... e choramos. O esporte é a novela de roteiro mais antigo do mundo. Depois da guerra é claro. O teatro jamais vai superar essa arte, pelo menos em audiência. Uma novela, sob alguns aspectos perde feio, mas está sempre na mesma chave.

Mas veja bem: Stockhausen chamou o ataque às Torres Gêmeas de obra-prima. Em seguida se corrigiu, dizendo que o trabalho, a burla, o escamoteamento e por fim o ataque exigiu um esforço físico que desencadeou tamanho resultado, sob avaliação cartesiana, pode ser chamada obra prima.
Pois bem. Eu jamais poderia executar um ataque como aquele. Na preparação, eu ia ficar de bode, cansado, deprimido, entediado... ia fazer teatro, ganhar uns aplausos, uns trocos. Sou um pouco disciplinado para o rigor do teatro; para o esporte eu sou um vagal. Para o terrorismo seria descartado no teste de câmera.
Como jamais poderei realizar uma obra prima, já que não sou tão disciplinado, ainda tem o fator eloquente dos afazeres mundanais. Quem pode deixar de atender ao choro de criança na sala pedindo suco? Ou para limpar a bundinha? Quem pode deixar de atender a ligação da telemarketing? Do cobrador de contas atrasadas? E alguém pode deixar de ir atrás de uma cobrança indevida, um conserto doméstico? Enquanto a musa espera a hora de lançar seus dardos inspiradores sobre minha mente ansiosa? A idéia vem quando a gente senta o almofadão na tábua dura da cadeira?

A vida vai e nós com ela. Comer, morar, comunicar, locomover... o Grande Humano cobra um custo para as células-homúnculas. A que hora vou poder imprimir minha cicatriz nesse Grande Homem?

Quando jovem queria realizar a obra prima, o trabalho máximo em que diria “esse eu não supero”.

Direi: telemarketeiras, essas eu não supero!!!


AH! E EU AINDA ESTOU SEM BANDA LARGA!!!!

quinta-feira, setembro 17, 2009

ESTOU SEM MODEN!!!!

Pego de surpresa, meu moden pifou!
E com a greve dos carteiros, o substituto vai demorar pra chegar, se chegar...
Estou usando a internet discada só para mandar esse "telegrama"".
Ma nem por isso deixamos de divulgar os amigos: Vamos lá, prestigiem, pq. até aqui se faz uma forcinha!
Bjs.

FESTA DO MUNDARÉU

Dia 20 de Setembro, Domingo a partir das 15hs
no Espaço Cultural Terreirão do Mundaréu
Rua Domingos Nascimento, 149
Perto do Cemitério Municipal e da Praça do Gaúcho
Inf.: 3079-8408 / 9203-7315

Entrada R$: 5,00
Vai ter venda de bebidas e coisas boas de comer

REPASSEM PROS AMIGOS, PARENTES, COLEGAS, CONHECIDOS, PAPAGAIOS!


– PROGRAMAÇÃO DA FESTA -


Lançamento do Livro de contos “A Sombra que me seguia” de Adriane Salomão +inf.

Flor do Baobá – Côco e Samba de Roda

Fâmulos de Bonifrates (Guaraqueçaba) – Fandango Caiçara

Forféu do Mundaréu – Com tudo que há de bom!!!

quarta-feira, setembro 09, 2009

ENTREVISTA INTERESSANTE: OS HERDEIROS DA ARTE 1ª PARTE

Entrevista com Bernardo Grillo, Luccas Mattana, Bernardo Kobachuk e Pedro Kobachuk, os HERDEIROS DA ARTE de Olga Romero/Héctor Grillo, Manoel Kobachuk e Tadica Veiga/ Márcio Mattana. Com vcs., as suas diferentes perspectivas diante da arte do títere.

ENTREVISTA INTERESSANTE: OS HERDEIROS DA ARTE 2ª PARTE

Entrevistando Bernardo Grillo, Lucas Mattana, Bernardo e Pedro Kobachuk; os filhos de Olga Romero/Hector Grillo, Manoel Kobachuk e Tadica Veiga/Márcio Mattana. Com vocês, as perspectivas, opiniões e planos dessa moçada.

sábado, setembro 05, 2009

SÃOPAULINAS

Se vc. estiver dando um rolê por Sampa, lá pelos dias 11, 19, e 26 de september, das 19h e na segunda sessão às 20:30h.., não pode deixar de passar pelo SESC Pinheiros e asssitir um PAC com os espetáculos PEQUENAS COISAS e após um café de 30 minutos O PRINCÍPIO DO ESPANTO com esse prodígio que é o João Araújo.
Nos sábados seguintes, dias 12, 19 e 26, realizaremos uma oficina gratuita de manipulação,nas dependências do SESC, das 14hs as 18hs.

E no próximo sábado, 12 de setembro, às 11h, o Grupo Sobrevento realiza a última apresentação de seu premiado espetáculo Mozart Moments, para crianças. A peça, que comemora 18 anos de carreira, está em cartaz desde 1° de agosto, com ENTRADA FRANCA, no Espaço Sobrevento, graças à subvenção do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

Dois distintos cavalheiros (Luiz André Cherubini e Miguel Vellinho (?)) e uma jovem senhorita (Sandra Vargas) do século XVIII tiram, de uma pequena carroça, bonecos que não tem fios, não tem varas, mas parecem ganhar vida própria, e até mesmo, respirar. Este espetáculo é uma aula de fazer teatral! Embora a luva seja apenas um dos quadros, essa cena ressucitou o fantoche.
MOZART MOMENTS ganhou os Prêmios Coca-Cola de Teatro Infantil e Maria Mazzetti/RioArte de Teatro de Bonecos. Apresentou-se por todo o Brasil e ainda no Chile, Argentina, Colômbia, Espanha e até na Angola.

Temporada: de 1° de agosto a 12 de setembro. Sábados, 11 horas. GRÁTIS.

Espaço Sobrevento (90 lugares)
Rua Coronel Albino Bairão, 42 - a duas quadras do Metrô Bresser-Moóca
Telefone: 11-3399-3589

A gente aqui recomenda esses espetáculos porque são bons e valem o esforço econômico e carbônico para ir vê-los.
Pode ir.
Você não vai se arrepender!

segunda-feira, agosto 31, 2009

OS SUBSTITUTOS -03


Aqui estão os bonecos evoluidos na forma mais humanóide possível, com a base de pintura. Vão estranhar o extravagante curativo no primeiro boneco. A Luciana que cuidadosamente aplica as cores nesses inestimáveis objetos, derrubou-o com uma descarga de impropérios, fraturando sua orelha esquerda, feito um Van Gogh cara-de-pau! Logo em seguida quase mata o Felipe no balanço do parquinho daqui do condomínio. O balanço é do tipo pranchão; o nenê de um lado e a Lu com os seus 75 kilos pula do outro, lançando a pobre criatura um metro acima do chão. E dá lhe choro e arrependimento.
Logo mais tarde, mamãe e nene no banho, escuto o mesmo Felipe (por sinal nosso filho, né...) se afogando no chuveiro. O que direi? Sou apenas o pai. Se a mãe é nenecida, tomara que não seja patricida (será isso?)


Aqui em detalhe a cara do substituto.
Eu disse no post passado que os bonecos originais do SHISHI, O Comilão tiveram um interessado em compra-los, não o espetáculo, mas os bonecos. E que o comprador fez doce achando caro. Estávamos negociando e agora ele não deu mais sinal... Tudo bem se quiser comprar está aqui. Senão, remanejo o elenco. O Samurai original, "risonho" será o pai da moça. Enquanto o novo samurai será o ator principal da história, certo? Estou [recisando aumentar o tempo do espetáculo e havia algumas linhas narrativas um pouco soltas.
Nada se perde numa empresa sustentável.


Já mostrei o cortiço onde trabalho a parte "pesada" dos bonecos (escultura, serragem ,corte e raspação de lixa...)
Aqui é a parte "limpa", montagem de projetos, administração, burocracia, pentelhação e alfaiataria!!!!!!!
Sim, monsieurs et mesdames, nesse aperto eu faço o manequim, a modelagem, o corte e só não faço a costura porque a máquina está no banheiro (mentira, está no outro lado do quarto)
Talvez porque os bonecos sejam pequenos, os espaços de trabalho deva ser equivalentes.

quinta-feira, agosto 27, 2009

OS SUBSTITUTOS -02



Aqui estão aqueles blocos que viram no último post.
Uma definição melhor, né? Parecem o Homem de Ferro! Mas já ponho o nariz e os olhos.

Semaninha corrida. Cuidar do Felipe, mandar documentos para o edital que (Om Shiva! Om Shakti! O Shiva Preman Shakti!) consegui emplacar. Por falta de confiança em mim mesmo (to falando, minha auto-estima tá na reserva- e não é carência, não) acabei passando para um secretário a função de recolher a papelada... daí o comprovante de residência estava inválido, e corre atrás de uma manobra sedex para criar um comprovante... E vai no correio e os caras não aceitam uma folha fora do envelope, tem que envelopar!!!! E o cartão-postal?? E corre atrás de um envelope. Na agência, de novo, candidamente o cara pergunta: mas é para você mesmo?!? ... NÀO CARA ! É PRO OSAMA BIN LADEN! SEDEX PRO HOMEM, AI SE NÃO ENCONTRAREM! EU PROCESSO ESSE MONOPÓLIO DESGRAMENTO... e por aí!
Será que estou nervoso?
Olha, antes eu ficaria uma semana remoendo esse episódio. Hoje, mal consigo relatar o geral desse acidente... apagou feito fósforo.
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Preciso se uma idéia para um novo espetáculo, abro uma Veja e na entrevista das páginas amarelas está lá; autor vende livro de boas idéias. Recebo um beijo da boca da musa!!!! Ta aí! Uma peça que fale de boas idéias, tremendo! Só falta ter alguma....
Calíope diz: -Mas que porra de artista! Dou tudinho mastigado e ele quer o que? Depois da mastigação vira merda!

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Por que os filmes de kung fu fazem tanto sucesso?
Por que o artista brasileiro reluta em pesquisar os temas marciais para a produção de espetáculos?
Relutar é bondade, essa classe tem nojo de cenas de combate!
Mesmo a Ilíada, com pedras esmagando crânios, lanças trazendo os intestinos para a luz do dia... é a obra basilar da civilização ocidental!
O patético é que a relação ator/diretor é uma relação mestre/ discípulo. Tem até o famoso treino de carregar balde onde já vi muito ator/atriz fazendo faxinas monumentais para os diretores; uma relação de total submissão onde acreditam receber o dom da arte como pagamento. Sem falar no famoso teste do sofá. Muito embora este seja um teste não doloroso, mas prazeroso, venhamos e convenhamos.

A única diferença é que no final o diretor será rpocessado por danos morais ou coisa pior, para a alegria das revistas de fofoca. Qual o preço do conhecimento? Falo de conhecimento, não de fama e projeção.
Quanto vale aprender um ofício como o do teatro de bonecos?
Quanto vale aprender uma técnica?
Ou você é daqueles que matam o mestre no meio do filme?
Direto vejo os "novos diretores" que mataram um mestre, com um acordozinho de polpudo ressarcimento.
Ressarcimento de quê?
O cara que apareceu pedindo pelo amor- de- Deus para AJUDAR e arrumar alguma coisa pra fazer. E na saída pede um ACORDO!
O pior que saem sem ter aprendido nada.
Basta abrir nas páginas de teatro infantil; estão lá lado-a-lado dos mestres, ganhando prêmio, como se fossem engendrados pelos deuses aqui na terras. Uns malditos PNCs!!!!

....................................

DICIONÁRIO DO FELIPE, agora com três anos de idade.

Vuvuví: trem
Piuí: trem
Ewe: trem
Aui: trem
Trilo: trilho de trem
Mom: mão
Oiú: olho
Um: número um
Sheti: número dois
etc.

domingo, agosto 23, 2009

OS SUBSTITUTOS




São nesses momentos que agradeço ao professor de educação artística, Professor Osmar da 6ª série de 1982 do EEPG Mercedez Paz Bueno, onde aprendi tudo sobre como traçar uma bissetriz, calcular pontos equidistantes e aplicar a famosa fórmula de Pitágoras. No tempo da camisa hang Ten, calça boca fina e no bolso parafina ( sou surfista)... o professor Osmar usava Ray-Ban e corte militar, uma afronta aos princípios da moda que vigorava. O Prof. Osmar era, antes de tudo, um saudosista!
Alguns anos mais tarde passei para o Colégio Objetivo onde passei a não aprender mais nada. Compreendia os princípos básicos de cada assunto de exatas, mas bastava as operações seguintes para não conseguir encaixar mais nenhum raciocínio. Era inacreditável! Não conseguia solucionar nenhum problema mais complexo, não assimilava as chaves. Imagine que para ligar o computador, vc, tivesse que entender o funcionamento do computador: era assim que me sentia.
Acho que devo ter um distúrbio, ou alguma incapacidade para lidar com stress. Algo como baixa tolerância a volumes de informação. Acontece muito quando faço meditação. Não pensem vcs. que desejo despertar a kundalini, a energia que dorme no rego da bunda, nada disso. Medito apenas para exercitar o foco. Sou capaz de sentar em lótus completo e mentalizar 24x108 mantrans, Entende? Fico sentado de olhos fechados, fazendo 2592 "oms". Claro que não é todo dia que faço isso. Todo dia faço menos, contento com 864 "oms". Pois bem, em algum momento as glândulas começam a secretar os hormônios, sejam eles quais forem, no corpo e a meditação torna eufórica e alucinante. logo em seguida, os hormônios se dissipam e as glândulas não dão mais. Acho que isso ocorre porque sou homem; assim como nunca experimentei um orgasmo múltiplo ( ecom certeza jamais experimente), a meditação começa a ficar angustiante! Mas tem momentos que, como homem, achamos que somos super-homens e forçamos a natureza. Assim, me acabando consigo fazer 2592 "oms". Mas por que eu estou falando disso? Não sei.

Ah, para explicar porque meu rendimento escolar, meditativo e sexual é baixo....
Cortinas , por favor!

Em todo momento que vou esculpir alguma coisa, aplico os conhecimentos do prof. Osmar.
Na foto acima pode não parecer, é uma cabeça de perfil. Pode-se notar claramente a orelha direita e o queixo solene... Para fazer o corte diagonal do maxilar que desce da nuca ao queixo, busquei duas bissetrizes para não cortar o bloco da orelha.

Serão duas cabeças. Estou cortando simultaneamente dois blocos de caixeta (madeira). Serão os bonecos substitutos do samurai jovem e samurai velho. Dois personagens em tempos distintos da peça SHISHI, o Comilão. Vocês poderão vê-lo, em um foto, nos posts logo abaixo. Notem que esculpi um sorriso na face do boneco. Apesar da peça ser uma tragédia. Agora farei bonecos com cara severa!

O processo criativo é assim, algumas coisas não batem com a reprodução realística. Deve ser por isso que o realismo fantástico é adorado na América e Europa Latina, quando as coisas fogem do controle, não se corrige e nem busca a solução...

Não foi só isso.
Jamais iria mexer nos bonecos apenas para deletar um sorriso.
É que um milionário da indústria cosmética se interessou pelo boneco do espetáculo. Ele quer por que quer o boneco para ele.
Dei o preço que ele achou caro. Expliquei que a conta pagava as viagens a São Paulo, a sola do kichute no frete entre a rua do Gasômentro e a Estação D. Pedro I com 15 kilos de caixeta na mão e todo o suborno na operação de espionagem das cias. que transam caixeta... sem falar na correria que está sendo fazer os substitutos. Ficou barato, né?

O cara está pensando, blefando a pechincha... Quanto mais dinheiro no bolso dos homens, menos no nosso...

sexta-feira, agosto 21, 2009

CURTA METRAGEM

Curitiba!
Cidade urbanizada, racional, transporte modelo... em obras.
17:30h. homens e mulheres apertados uns contra os outros, janelas abertas para dissipar o vírus e o budum, ônibus lotado estaciona no terminal.
Lá fora uma betoneira descarrega a mistura da massa na pista, homens mergulhados até os joelhos no concreto, botas de borracha mal evitam a massa engolfando os pés!
Ao lado a loira (magérrima e com raízes-dos cabelos- negras) engenheira observa o trabalho, com um pedaço do projeto na mão, dá ordens aos trabalhadores que parecem não prestar atenção a loira que calça um belo e elegante par de botas de couro customizados.
No ônibus os passageiros assistem àquela cena banal, mas alguém pergunta: desse pessoal de botas quem você acha que dá mais duro? silêncio. Outro alguém responde: assim olhando, não posso dizer...
Vai não tá vendo quem dá mais duro? Então o outro alguém desiste: Vai o povo que tá com a massa nos pés!
Mas como ce diz uma coisa dessa sem conhecer o marido da loira?
Moral...
"Que jamais se diga que uma loira não dá duro, sem antes conhecer sua família."

Buuuuuuuuuuuuuuuu! Vaias no Festival de Gramado!

terça-feira, agosto 18, 2009

UMA PEQUENA SOBREVIDA

Talvez tenham ouvido meu desabafo, talvez tenham sido justos. O fato é que terminei um bom jejum e, finalmente, venci um edital!!!


EDITAL N.º 094/09
CONVOCAÇÃO CLASSIFICADOS PRIMEIRA FASE DO PROCESSO DE SELEÇÃO DO EDITAL N.º 063/09 - DIFUSÃO EM TEATRO

TEATRO ADULTO- PROPONENTE PROJETO
Inksis Produções Artísticas Ltda- A Comédia de Um Homem Só
Associação de Preservação da Cultura Cigana- Além da Lenda
TD9 Produções Artísticas Ltda- Nu Improviso Por Curitiba

TEATRO INFANTIL PROPONENTE -PROJETO
Miyashiro Teatro de Bonecos Ltda- O Teatro é Como ele é
Marcio Roberto Gonçalves - Me- Flicts
Ruben Carvalho Silva- O Rei de Cabeça Oca e Dona Bernúncia e Seus Amores
Marcelo Andrade dos Santos - Me- O Rei Que Ficou Cego
Olga Yolanda Romero- Ludicamente
Guimarães e Guimarães Produções Artísticas Ltda- Sonho de Uma Noite de Verão
Anima Teatro de Bonecos Ltda- João e Maria

O que posso dizer é: PUTAQUEUPARIU!!!! O próximo que falar mal da FCC na minha frente, direi, sinto muito, mas quem está te apoiando? Quem vc. está defendendo???? Com a FCC, fora contratempos, não tenho problemas.
No mais eu quero trabalhar naquilo que sei fazer: teatro de bonecos.
Aos prospectores e especuladores desta arte, agora que estabeleci um novo e generoso parâmetro, eu digo, VÃO TRABALHAR, SANGUESSUGAS!!!

Um beijo!

sábado, agosto 15, 2009

CARTA AOS PRESTADORES DE SERVIÇO EM TEATRO

Conversando com meu velho amigo Del Giorno da Cia. de Artifícios Teatrais, concluimos que em tempos de "recuperação"da crise, o que sempre faltou e falta é um bom prestador de serviço. Desde um calafetador até um contra-regra, o cara está ali para pegar o salário e que se dane tudo mais.

Lembrei de um pessoal que foi contratado para iluminar um espetáculo em um teatro que tinha as dimensões de um banheiro. Havia um grande patrocinador na parada, e a rapaziada queria mostrar servicó. No caso, mostrar serviço era encher o espacó de equipamento. Só que não havia, espaço, para comportar tudo aquilo. Eles puseram um canhão para iluminar uma máscara por dois minutos. O trambolho bloqueava a entrada da platéia... Para aqueles pensadores do chiaro-scuro não interessava, como bem notou Del Giorno, queimar as retinas dos atores.

Tive problemas com músico.
Um músico é um cara que despende a vida em cursos e aulas em seguida tentar produzir alguma coisa vendável para uma gravadora. Isso, e um concursando, é a mesma coisa. O fato é que o músico é estanque ele não divide a criação com outros artistas, formalmente, embora receba e necessite de influências externas. Então, nós, incompletos artistas, contratamos essas pessoas para suprir nossa deficiência e produzir uma trilha sonora.
Trabalhei com um músico que jamais assistiu sua trilha sonora inserida no contexto de um espetáculo. No entanto demonstrava avidez em receber o pagamento. Na encomenda da trilha, evidentemente, era uma aposta, uma adivinhação da parte dele em traduzir por cifras musicais os meus anseios. Sabe o que lançava no mais profundo Hades da depressão? Pedir que tirasse as percussões, os sopros e tudo mais que encorpasse a trilha sonora. Ele não fazia idéia do que era algo "roubado a cena". Um músico se prepara para queimar uma bolacha, gravar um disco. Por isso precisa construir uma massa sonora suficiente para satisfazer o ouvinte. É sintomático que esse meu ex-colaborador, que jamais testemunhou um contexto de trilha e cena, jamais poderia apreender que uma trilha encorpada, em determinados casos, satura a cena. Compete com a cena.

Por isso, se por alguma razão o senhor, músico, cenógrafo, iluminador, designer, pretende obter algum cobre nesse território que é o teatro, deve primeiro entender a dinâmica do conjunto cênico, para então dosar sua intervenção e tornar a obra como um todo, rica.

O resto é som e fúria...

quarta-feira, agosto 12, 2009

TO CAIDO MAS NÃO TO MORTO. TO BANGUELA MAS AINDA MORDO


É amigos e inimigos! Quando falei para mamãe que seguiria a trilha da arte, que não iria fazer alistamento militar, que não faria advocacia, que não estudaria medicina nem faria concurso para o Banco do Brasil, Caixa Econômica e nem pra Receita Federal, mamãe disse que eu iria sofrer.

E falei para mamãe que o sofrimento nas asas da beleza é o sofrimento do amor. É a paixão pela inefável contundência da palavra. Pela ferida cáustica da imagem... ah etc.,etc, etc...

Telefone tocando, conta caindo, fazendo plano para compra da casa própria, sonhando o sonho dos velhos pais!!! Falando mal do poeta ébrio, do pintor alucinado, do músico drogado que quebra o violão nas fontes das pracinhas. Com medo dos vermes, bactérias e vírus. Quem hoje teme a crise algum dia torceu pela sua vinda.

Mas por que estou nesse solilóquio insano?
É apenas a macro-legenda da foto acima.
Dois dias para esculpir em madeira essas duas cabeças.
Vão perceber alguns pontos escuros, trata-se do curativo de durepóxi; a caixeta é uma madeira meio friável, e por isso a menor falha na talha sai uma lasca inteira!!!
Trata-se de uma encomenda para uma cia. chamada Portaluvas (mais um grupo de fantoches...)

Por isso meu tempo não é gasto somente para mandar cartinhas de protesto; eu trabalho também quando tenho trabalho.

terça-feira, agosto 11, 2009

O DERRADEIRO ESPETÁCULO

Senhoras e senhores, é com franca tristeza que anuncio, talvez, o derradeiro espetáculo da Miyashiro Teatro de Bonecos ltda..

Há dois anos vimos enfrentando a diminuição do trabalho e apesar disso investimos na qualidade, no equipamento; e o resultado foi a completa foi desalentador. A somar, o quadro de crise mundial e da influenza mortal.

Em três anos obtivemos êxito apenas em dois editais da FCC e perdemos uma parceria com a Petrobrás, com a Prefeitura de Araucária, Camerata Antiqua de Curitiba e uma ong carioca de incentivo a leitura. Com o dinheiro acumulado no melhor período, investimos na compra de equipamento de mídia: um notebook, impressora e uma filmadora que permitem a melhor divulgação e comunicação da empresa. Investimos em aquisição de equipamento para escultura em madeira, uma mini-retífica Dremel, estoque de madeira caixeta aparelhada (de São Paulo), tecidos, tinta e solventes.

Esses investimentos permitiram a evolução de nossos bonecos, cenários e adereços e uma melhor performance na manipulação.

Foram R$36.000,00 soma acumulada junto a uma herança familiar (que teria destino a compra de uma casa própria) que se dissolveram, com o custo de aluguel, alimentação e despesas, nossas e do Felipe nosso filho, antes de iniciar este ano de 2009.

Em 2009, tínhamos esperanças de ser selecionados nos editais APOVA da FCC, circulação da SEEC e SESI (Paraná e São Paulo). Desses editais todos, somente minha esposa Luciana venceu o APOVA e obteve R$12.000,00 e esse dinheiro, de acordo com a contabilidade vai acabar em setembro, coincidentemente, junto com o contrato de aluguel (o proprietário decidiu vender o imóvel).



Senhoras e senhores, desculpe a longa e entediante descrição, mas necessária para esta última apresentação. Digo última, porque, diante das preferências das bancas de seleção dos editais, tenho a sensação mais triste de um esforço dramatúrgico: a previsibilidade. E o previsível, é que o nosso próximo projeto que concorre ao EDITAL DIFUSÃO TEATRAL 2009 não será selecionado.

Muito embora nossa proposta seja escandalosamente generosa.

Convido-os a assistir essa tragicomédia que vem sendo desenhada e começa a ter contornos tensos a partir de agora.

Revelo aos estimados amigos e amigas o nosso formulário de inscrição para o edital difusão 2009.

Está anexado a esse email e propõe além das 18 apresentações obrigatórias, 22 e acrescenta 40 mini-palestras nas escolas, totalizando 40 apresentações e 40 mini-palestras com as crianças. Serão 80 viagens até os bairros promovendo o teatro e o teatro de bonecos.



Este pode ser nosso derradeiro espetáculo. Se ganharmos teremos uma sobrevida financeira para continuar investindo no teatro de bonecos e pagar nossas despesas.

Se perdermos vocês assistirão o trágico fim de uma idéia, o trabalho de 10 anos acreditando na cultura em Curitiba.



E com isso, lanço o desafio aos vencedores, revelar o conteudo de seus projetos. Que sendo colegas, revelem aos demais colegas que seus projetos foram mais vantajosos a Curitiba que o nosso. Que a qualidade e a proposta são melhores que o meu projeto derrotado!!!



Se assim for, retiro-me de cena. Encerro a empresa. Pois as circunstâncias mostraram que estou errado, que a proposta da minha empresa é errada. Minha administração financeira errou. E principalmente, minha percepção de pertinência da minha arte..



Senhoras e senhores, convido-os a alguns dias eletrizantes!!!!



Muito gratos pela atenção de todos



Jorge Miyashiro

Luciana aliberti Miyashiro

e Felipe

segunda-feira, agosto 10, 2009

BRINCADEIRA SINDICAL

Os sindicatos e associações tem a finalidade democrática de representar os interesses de sua categoria. Aqui no Paraná, notadamente sua capital Curitiba, os Governos promovem a difusão através de concorrência pública com a finalidade de dar maior transparência para a disputa. Uma banca mista entre os representantes das associações e sindicatos mais o representante do Orgão ou Federação selecionam os projetos enviados.
Porem, em alguns casos o que era para ser um exemplo de transparência tornou-se uma ameaça a essa instituição.
Um sindicato de produtores culturais, no afã de conquistar benesses aos seus sindicalizados, obteve êxito de impor seus representantes em importantes bancas examinadoras, a constar Fundação Cultural de Curitiba, Governo de Estado e SESI. E por estranho que pareça, um proponente bonequeiro sempre alcança êxito nessas seleções, há dois ou três anos. É intrigante a maneira massiva com que este senhor conquista sua alta pontuação. Embora transparente, os editais acobertam os nomes da banca, e assim a interpretação dos critérios torna-se mistério.
Esse sindicato é irresponsável quando seleciona seu predileto apenas pela "irmandade sindical", sem levar em conta os princípios norteadores do edital. Põe em risco as conquistas democráticas e revela que algumas lutas sociais não passaram de busca de proveitos pessoais.
Os senhores desse sindicato brincam com fogo. Passaram pelo período de chumbo e com memória deteriorada cometem arbitrariedades. Há de lembrar que o SESI de São Paulo não constitui banca de seleção. O SESI Bonecos , cujo proponente é pernambucano seleciona por critérios pessoais.

domingo, agosto 09, 2009

O PROFESSOR DE DEUSES-1ª PARTE





Manoel Kobachuk entrevistado por Jorge Miyashiro numa caminhada de 15 minutos entre o ateliê e o shopping onde fica o teatro de bonecos dr. Botica.
Se alguma figura mitológica fosse usada para descrever Manoel, seria o centauro. Um cérebro humano locomovendo a potência de cavalo. Mas ao mesmo tempo um preceptor, um formador e generoso auxiliar de outros artistas. Inicialmente relutante, Manoel cedeu esta entrevista onde podemos ouvir sua voz indispensável.

O PROFESSOR DE DEUSES-2ª PARTE



Manoel Kobachuk entrevistado por Jorge Miyashiro, numa caminhada entre o ateliê e o shopping onde fica o teatro de bonecos dr. Botica, numa fria tarde de julho. Se uma figura mitológica fosse usada para descreve Manoel, seria o centauro. Um cérebro humano agindo com a potência de cavalos. Ao mesmo tempo é preceptor generoso e divulgador da arte do teatro de bonecos. Aqui a voz indispensável de Manoel Kobachuk

PROFESSOR DE DEUSES


3ª E ÚLTIMA PARTE:
Manoel Kobachuk é entrevistado por mim, Jorge Miyashiro, numa caminhada do ateliê até ao shopping onde fica o TEATRO DE BONECOS DR. BOTICA.

sábado, agosto 08, 2009

FESTEBOM, O FESTIVAL DE MARINGÁ


Rô Fagundes e Danilo Furlan

Posso não ser o mais requisitado para frequentar festivais, mas dos poucos que fui, um se destaca por uma certa particularidade invejável, ser um festival agradável.
O FESTEBOM, festival de teatro de bonecos de Maringá é um monumento a um modo de vida familiar. Ro Fagundes e Sandro Maranho são os chefes que põe a família para trabalhar nesse festival. Os filhos Iraquitan, Kayran, Nuara, e os primos Estevão, Mariane e a Fernanda são as mãos e o coração desse festival. Uma meninada bacana, disciplinada que compreende o teatro, dão um suporte sensível e de mínima interferência. Enfim, tremendamente elegantes e discretos.

A Ro e o Sandro cercam os profissionais visitantes de muito aconchego. Por ser a terceira edição, acompanham pessoalmente todas as companhias das entradas no teatro, hotel e restaurante. Em breve isso pode se tornar difícil.

Pretendem imprimir uma filosofia própria e passa pelo fortalecimento da arte bonequeira. Ultimamente tenho resignado ao tratamento de bóia-fria que os produtores de festivais de várias partes desse país graças ao "profissionalismo". E essa resignação é requisito elementar para que se continue presente nesses festivais, sendo pago (ou não) e sendo tratado como um peão de obra.
Cheguei em Maringá com o parceiro Bernardo Grillo, com a costumeira resistência emocional. Aos poucos fui cedendo a simpatia daquela gente. Ali estavam a Verônica Gershmann, linda, grávida, um amor e o seu adorável João. Em seguida veio o Willian Sievert. E lá estávamos reunidos com os maringaenses, numa mesa de bonequeiros como há muito não via e que agora estava presente e que deveria sempre, por alguma Lei da Arte (e não essas merdas de lei de incentivo) deveria estar.

É uma meta de vida. Será uma meta para mim fazer um festival de amigos. Com pouca ou muita grana. Mas receber bem a todos. Pagar um cachet não apenas para o bolso, mas alimentar de vida o artista para que o artista seja vivo. E basta.

segunda-feira, agosto 03, 2009

O TEMPO INTERESSANTE QUE IREMOS VIVER


Estou a duas horas da reunião da APRTB. Na Boca Maldita, Bar Triângulo. São 17:00h. e comi o melhor cachorro quente do país. Salsicha grossa, molho de pernil, cheiro verde picado no pão "bundinha", ahhhhhh, diga se não é o melhor cachorro do país!!!
O Bar Triângulo era meu point. Hoje apareço de vez em quando. Conhecia os garçons, o chapeiro e o caixa; turno da noite, claro! Agora tem essa bela loirinha e uns carinhas estranhos que não são de muita conversa. Já ajudei a traduzir menu para estrangeiros, já pedi e dei conselho, era da casa. As velhas paredes deste boteco. Agora até a casa mudou.

E por falar em mudança, sem ser alarmista... mas alarmando todo mundo: que tempo é esse heim? Além dos 15 dias de chuva, essa gripe espanhola de nome alfanumérico. Economia retraida, a gripe assassina. A mãe dessa matou 50 milhões no passado. Essa, quanto matará? 25mi? 10 mi? Economia mais retraida. Desemprego. Marcas quebrando, moedas inutilizadas, volta do escambo e por fim uma grande guerra. Só assim para frear a humanidade, não é mesmo? Em tempos auspiciosos é uma fome de lobo, para que tempos auspiciosos, então?
Fome. Luta por comida e água. Não foi assim que a 1ª Guerra começou? Só que agora a guerra é tecnológica, cirúrgica, e isso significa menos sangrenta?

Se estou deprimido? Não, não estou. Vivi o medo da bomba, da meningite, do sexo, do homem do saco, da loira da Gilette do planeta dos macacos. E não é uma H1N1 que vai botar pânico na minha cabeça.
Esse é problema, o pânico, o medo contagioso. Muito mais letal que a filha da gripe espanhola.
Assista de camarote o pânico agindo.
Semana passada um senhor de meia-idade, macho-alfa, não cumprimentou ninguém numa reunião. Talvez, finalmente, tenha alcançado o ideal curitibano, mas o fato é que ele estava com medo e contaminado e contaminando o pânico.
Assistam como é volátil a solidez desejada por 10 entre 10 integrantes da classe média.

Veja por esse lado... Agora você terá uma boa história para contar ( e a todos entediar) sobre os tempos posteriores a gripe H1N1! Serão tempos realmente de chumbo, e não aquele período que iniciou em 68, em que os piás não tinham Wii, Cartoon Network, MTV, Jonas Brothers, não podiam beber, fumar, e principalmente: faltava sexo (apesar da pílula). As meninas não liberavam geral. Pô assim qualquer um iria derrubar uns dez governos e matar vinte papas. É ou não é?
E vem os tigrões com aquele papinho, "hoje a juventude não se mobiliza... esse troço de internet não rola... Ah, ve se aprende a jogar um playstation e desopila, cara.

Mas falava sobre os tempos que virão...
Ah, será que dá tempo de jogar uma conversa na loirinha?

domingo, agosto 02, 2009

JOBA EM EXIBIÇÃO


Mais uma oportunidade para vcs. conhecerem este contador de histórias/bonequeiro. E para quem conhece, rever o trabalho de forte apuro gráfico de Joba Trindente.

III FESTEBON

Estamos indo visitar nossos amigos Ro Fagundes e Sandro Maranho. Vamos apresentar o TREM DE NINGUÉM, eu e Bernardo Grillo. O III-FESTEBOM(Festival de Teatro de Bonecos de Maringá) acontecerá de 03/08/09 a 09/08/09. Todas as entradas serão gratuitas e os convites deverão ser retirados uma hora antes das apresentações nos lugares das mesmas.

Abaixo a programação:

01/08/09, 10hs, Desfile de abertura do FESTEBOM com bonecos gigantes.
Ass. Arte Boa Oficina e Teatro de Bonecos- Maringá-PR
Av. Brasil;
Av. São Paulo.
-Livre

03/08/09 -13:30hs
Show de Bonecos,
Cia Fanto Kid’s-Maringá-PR
Praça Raposo Tavarez
-Livre

03/08/09-14hs-20hs
Um conto para nossa história
Arte & Manha-Guarapuava-PR
Teatro Barracão I-Livre

04/08/09-14hs
Cinco Hitórias em Crise ,
Grupo Pau de Fita-Maringá-PR
Casa da Cultura do Jardim Alvorada-Livre

04/08/09-14hs-20hs
Cidade Azul
Cia Truks-São Paulo-SP
Teatro Barracão I-Livre

05/08/09-14hs-20hs
Pequenas Coisas
Cia Morpheus Teatro 12-
São Paulo-SP
Teatro da UEM-Livre

05/08/09-14:30hs
Tem História na Mala
Cia Manipulando-Maringá-PR
Asilo São Vicente de Paula-Livre

06/08/09-08:30hs-10hs
O Beco
Cia Fanto Kid’s-
Maringá-PR
Teatro Barracão I-Livre

06/08/09-20hs
O trem de ninguém
Cia Simples Suspiro-
Curitiba-PR
Teatro Barracão I-Livre

07/08/09-08:30hs
O trem de ninguém
Cia Simples Suspiro-
Curitiba-PR
Teatro Barracão I
-Livre

07/08/09-14hs-21hs
Incluído na Programação do “Projeto Convite ao Teatro”
O incrível ladrão de calcinhas(Adulto)
Cia Trip Teatro de Animação-SC
Teatro Barracão I
-Adulto

07/08/0920hs
O Beco
MAR-Ministério de Artes Renascer-Maringá-PR
Teatro Reviver-Livre

08/08/09-16hs-20hs
O velho lobo do mar
Cia Trip Teatro de Animação-SC
Teatro Barracão I-Livre

08/08/09-20hs
O menino que ganhou uma boneca
Cia tipos e caras-Maringá-PR
Casa da Cultura do Jardim Alvorada-Livre

09/08/09-16hs-20hs
Vis MotriX
Imago Teatro de Animação-Londrina-PR
Teatro Barracão I-Livre

sexta-feira, julho 31, 2009

ESPALHANDO O VÍRUS



A minha contribuição para a proliferação do vírus.
Taí, heis o coitado.
Mais um bode expiatório, sacrificial. A nova Ifigênia de Aulis...
Por causa desse aglomeradinho viral, os piás estão fora das salas de aula e lotando os shoppings centers.
Então, indignadas, as loiras da redação do Globinho local, saem a caça dessas ovelhinhas desgarradas num shopping de onde? De onde?.... de Ponta Grossa, nas profundezas do Paraná!!!!!! Esse grande polo comercial, feérico espaço da devasidão urbana, poderia ser um Large Point Mall !!!!
Claro que a Secretaria de Educação não sabe e nem quer saber de nada. Claro que os shoppings daqui tem um ar melhor, pois devem ter instalado um poderoso sistema de filtragem ambiental (verba antes destinada a publicidade no globinho)...
De resto vai ficar a boa lembrança na molecada, do ano em que ficaram sem aula por causa de um virus chamado H1N1. O pai nem ralhou muito pq. ele tbém ficou sem aula num surto meningite em 1973, no século passado... (nem foi a gripe espanhola, foi surto militar, mesmo)

Por via das dúvidas estou tomando uma vacina secreta chamada CANOVA. Que aumenta a imunidade pelas células macrófagas, ditas glóbulos brancos. Quem é vivo quer ficar vivo!!!

quinta-feira, julho 30, 2009

SINCERIDADE NÃO MATA, MAS DEIXA A VIDA SOLITÁRIA


Reunião da APRTB, alegria só. Da esquerda para direita: Tarcísio Meira (Glória Menezes e Francisco Cuoco hahahaha!), Odílio Malheiros, sérgio Del Giorno, Marcelo Karagozk, Jorge Miyashiro, (abaixo) Luiz Reikdal, nosso valoroso presidente Joelson Cruz, Tadica Veiga, Renato Perré e Olga Romero.
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Não tem nada a ver com a foto acima, mas hoje deu vontade de dar umas bordoadas, justamente quando um leitor deste blog, o amigo Paulo Carvalho, do blog Projeto 8, reclamou da falta de novas postagens.

Primeiro convido vcs. a conhecer a Galeria Virtual dos paulistanos cia. Bonecos Urbanos, basta colar esse paragrafosinho aí, tomara que de certo:

http://culturainfancia.com.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=1041:exposicao-a-alma-do-inanimado-parte-1&catid=121:fotografia&Itemid=173

Pronto. agora vamos ao que interessa.
Uma colega convidou para assistir o seu espetáculo e pelo temor da perda de sua amizade (já perdi bastante para uma vida) não vou declinar o nome da cia., nem da produção. É um trabalho que permanece na década de 80, do século passado. Do tempo das performances e happenings, que se fazia coisas estranhas e injustificadas com a finalidade única de chocar. Roupas pretas colante, velas, incenso, música impactante-pseudoétnica, temas demi-xamânico, teoria Gaya, new technology, minimalismo, bauhaus...ufa, ainda bem que esse tempo acabou. Mas minha amiga traz tudo de volta! Oh, painfull way.

Claro que pediu algum comentário. Mas comentar um espetáculo é quase uma direção. antigamente eu fazia disso um hobby. As pessoas então ficavam passadas, porque poucos são frios o bastante para lidar com os defeitos de nascença da sua cria. Crítica é assim ou vc. ouve ou despreza. Após levar muita cara de "mas quem perguntou????" resolvi trocar a sinceridade (das minhas verdades interiores) por um cínico "maravilha, maravilha".

Bom, mas a minha colega pediu. Mesmo eu dando a desculpa de que tinha de cozinhar a complexa papinha Nestlé do bebê e lavar uns dez quilos de fraldas descartáveis. Até que a garota se saiu bem, rebateu pouco as críticas e assimilou o resumo da coisa. Pelo menos deu a entender que assimilou (me engana que eu gosto).

Hoje em dia o mercado de cias. está saturado. E o que salva é ser um pouquinho coerente. Pistoleiro que dá tiro para todo lado não está com nada, porque, na nossa categoria, a opinião dos colegas conta mais que uma crítica elogiosa da Bárbara Heliodora!
Sabe por que?
Porque não temos ninguém que ensine a fazer o que a gente faz. Mas tem um monte que mete o pau no menor deslize. Assim está lá, o cara que faz bem uma luva não vai se meter a fazer sombra, o do fios pode até experimentar a fazer uma manipulação (vai lá...) tipo bunraku; mas vai pedir desculpas pela "homenagem"e logo volta para os queridos fios.
Aquele cara que trabalha com uma, duas ou mais técnicas, mas compreende e não avilta, não banaliza essas técnicas tem o respeito da maioria dos bonequeiros (tava achando que eu falava de quem?) e por eles é sempre recomendado.
Assim, mais do que antes, embora os decanos rejeitem os rótulos, quem tem um bom rótulo vende mais. Quem tem marca tem patrimônio diria o velho publicitário, louco para pegar a a sua conta.

E a manipulação de objetos, técnica escolhida pela colega, então?
É um maltrato só.
Chamo de teatro R$1,99. Porque reservando alguns fenômenos, é feito com adereço comprado nessas famigeradas lojas e tem a mesma qualidade. Represente um galo; o que se faz? pega um espanador de penas de avestruz e um prendedor afilado de cabelos!
Represente a chuva, usa um regadorzinho de plástico!
Obviedade das maneiras óbvias.

No meio do espetáculo dá para ver aquele pessoal em cima do palco, passeando pelos corredores empoeirados da loja de R$1,99, "descobrindo o boneco": olha isso, olha isso, massa, dimais, ha-ha-ha....
A coisa fica mais feia quando mistura tudo, adereço R$1,99, boneco feito, adereço feito com partes R$1,99... O samba do roqueiro chapado todo mundo abandona o salão.

Bom espero que a amiga não se reconheça por aqui, mesmo porque ela não se reconheceu na crítica. Além do mais, se reconhecer e não gostar, não será a primeira e nem a última amizade que eu perco.
Qualquer coisa tenho os joguinhos do mac, ora!

domingo, julho 19, 2009

CERRAM-SE AS CORTINAS, É O FIM DO FESTIVAL

Por esse título dúbio, espero que o fim seja restrito ao encerramento desta edição do festival espetacular de teatro de bonecos, que a diretoria administrativa imputa à crise mundial sua não execução. Argumentando irresponsabilidade caso atendesse ao calendário de atrações julinas. Entretanto, os associados da APRTB , demonstraram a exequibilidade do dito festival, desmontando a lógica de tempos críticos.

Pessoalmente tendo "investido"no festival rebelde, foi um festival muito bonito. Fizemos nosso papel de atuar e o público de assistir. Com uma divulgação emergencial do amigo Sérgio Del Giorno que bombardeou as mídias incansavelmente, aliás como sempre fez, sem cobrar o pagamento pela assessoria de imprensa (jornalista que é), jamais reconhecido, sempre disposto; o público esteve presente expressando perplexidade, indignação como nunca antes visto, participando do abaixo-assinado e posicionando ao lado dos artistas.

Publiquei a série dos arianos no Entrevista Interessante. O Sérgio e o Luiz André. Dois filhos de Marte, um que inicia a carreira e o outro veterano.
Registrei os herdeiros da arte. O Lucas Mattana e Pedro Kobachuk. Espero ainda falar com o Bernardo Kobachuk que estréia peça nova na terça-feira, 21/07 no Dr. Botica e Bernardo Grillo meu irmão luvístico. Todos esses vou concentrar nos 10 minutos que o youtube permite para postar. Mas espero que seja uma entrevista densa, claro, e reveladora da verdadeira "nova geração".

Entrevistei tbém o Manoel Kobachuk que não queria falar devido a carregada agenda. Mas essas entrevistas não são interessantes porque o alvo fica sentado medindo as palavras. Todos foram pegos de surpresa! e o diretor do Surpresa não poderia ser mais surpreendido. colhi o material no caminho do Ateliê até o shopping onde fica o Teatro Dr. Botica. Com toda a interferência da rua. Manoel sendo provocado e falando despregadamente... um evento!

Tudo isso para deixar vcs,meus amados amigos, com a boca desatada de baba.
Terão de esperar que o tempo, a agenda da minha esposa e o Felipe (e seu penico, almoço, janta, lanche, leitinhos batidos e brincadeiras necessárias...) permitam que eu faça a edição e a publicação.

Ops... tenho que lavar um penico!
Até mais

quarta-feira, julho 15, 2009

ENTREVISTA INTERESSANTE: LUIZ ANDRÉ CHERUBINI 1ª parte




Entrevista com Luiz André Cherubini, no café do CCSP da Rua Vergueiro, em São Paulo-SP, em maio de 2009. Um dos líderes do Grupo Sobrevento, pesquisador, encenador realizador, conta o processo criativo a partir da coleta de fragmentos antropológicos.
Lúcido, eloquente relata a transfiguração de tradições preservadas em teatro vivo para a formação de um público sequioso.

ENTREVISTA INTERESSANTE: LUIZ ANDRÉ CHERUBINI 2ª PARTE



Como lidar com a tradição?
O que fazer com o legado do passado?
Como lidar com um tesouro cultural inestimável, de uma civilização estrangeira?
Luiz André a frente do Grupo Sobrevento, que em sua busca antropológica está não está interessado em cristalizar o conhecimento, mas usá-lo como apoio para o encontro com um teatro vivo e pulsante.
Imagine aquela saga chinesa em que o aluno vai em busca o grande mestre de kung fu. Esse mestre detém o segredo das 100 palmas mortais que conferem o poder inesgotável para vencer seus inimigos. No entanto o aluno logra aprender apenas 10 irrisórias palmas. Outras noventa desaparecem para sempre com o grande mestre... Já viu uma história assim? Se não viu, você verá na saga búdica-titiritesca de Luiz André e o mestre dos fantoches Yang Feng.