segunda-feira, agosto 25, 2008

VISITANTES INCOMUNS

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ESTRÉIA A MAIS NOVA PRODUÇÃO DA MIYASHIRO TEATRO DE BONECOS.

VISITANTES INCOMUNS

UM PROJETO TOTALMENTE NOVO DENTRO DA PROPOSTA DA COMPANHIA. TRATA-SE DE UM TEATRO DE BONECOS DE LUVA, COMO SEMPRE, MAS TOTALMENTE SEM PALAVRAS. DESENVOLVEMOS ALGUMAS DESCOBERTAS CÊNICAS DO LUVAZINE (ESPETÁCULO ANTERIOR), AGORA, ESCULPINDO O TEMPO.
A TRILHA SONORA É DE RODRIGO GRIGOLETTI.

ESTE ESPETÁCULO FOI CONTEMPLADO PELA SELEÇÃO DO EDITAL DE FORMAS ANIMADAS 2008 DA FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA, ONDE SERÁ APRESENTADO NOS ESPAÇOS DA FUNDAÇÃO NAS SEGUINTES DATAS E HORÁRIOS, INGRESSOS GRATUITOS:

31/08, 16H – TEATRO DA MARIA/ CASA DA LEITURA.
07/07, 16H.- TEATRO DA MARIA / CASA DA LEITURA.
14/07, 16H- TEATRO DA MARIA / CASA DA LEITURA.
21/07, 16H- TEATRO DA MARIA/ CASA DA LEITURA.

28/07, 11H- TEATRO DO PIÁ/ PRAÇA GARIBALDI.
05/10, 11H- TEATRO DO PIÁ/ PRAÇA GARIBALDI.

11/10, 11H- BONDE DA RUA XV- CENTRO

12/10, 11H- TEATRO DO PIÁ/PRAÇA GARIBALDI

25/10, 11H- BONDE DA RUA XV- CENTRO

26/10, 11H- TEATRO DO PIÁ/ RPAÇA GARIBALDI

02/11, 16H- TEATRO DA MARIA/ CASA DA LEITURA.

LOCAIS:

TEATRO DA MARIA/ CASA DA LEITURA
RUA BRUNO GANZ, S/Nº - PARQUE BARIGUI, ESTACIONAMENTO DO PARQUINHO DE DIVERSÕES/ CENTRO DE EXPOSIÇÕES /ENTRADA PELA ROD. 277.

TEATRO DO PIÁ
PRAÇA GARIBALDI, NO DOMINGO DURANTE A FEIRA DE ARTESANATO DO LARGO DA ORDEM, em frente a fonte da cabeça do cavalo.

BONDE DA RUA XV
RUA XV DE NOVEMBRO PRÓXIMO A PRAÇA OSÓRIO.

terça-feira, agosto 19, 2008

DIES IRAE

Brasileiro não aprende.
Pensa que o Brasil é apenas um lugar onde reina o deo gratia e esquece o ires die. Deus também tem os seus dias de piti.
E ta lá a ira divina sobre o Diego Hypólito, numAa rasteira sacana digna de saci! O sumiço da vara da Fabiana Meurer! Não foi uma agulha, nem um correntinha de ouro, uma vara de 4 , 5, 6, (quanto?) metros !? Pô, ao invés de ficar andando pra lá e pra cá, por que não fez promessa pra São Longuinho? No fim deu três pulões que nem foram tanto...Ora! Com ira divina não se brinca, meus irmãos!
Por falar em irmãos, não falaremos sobre mais um naufrágio da selecinha masculina de soccer (xooo! Pé na bola!). Vou falar a verdade, torci para los hermanos! Coitados, estavam precisando dar uma sova a nosotros. É um tal de Brasil imune a crise econômica, descoberta de reserva de petróleo-monstro, e Brasil, e Brasil... E na Argentina só dá o casal Garotinho, ops... Kirschner na presidência... putz! Por essa mereciam levar uns 5 a 0 do Brasil! Ô selecinha de merda!


No Brasil, essa terra pujante. Confiante, jamais temente, em Deus. Deveria aprender que somos apenas títeres de não só um, mas de um panteão muito cimumento, invejoso e competitivo de Allah, Jeová, Deus, Xangô, Zeus, Buda... Numa batalha por nossas mentes e corações, em que NÓS, repito nós lutamos e tombamos.

quinta-feira, agosto 14, 2008

AU GOSTO, EM ALCACU!

No mês do desgosto, tenho de admitir ser o melhor dos meses. Pois trata-se da efeméride niversariante de todas as leoninas e principalmente da minha esposa fascinante, adorável e pacienciosa de todas as minhas lunações.

AU GOSTO ocorre por aqui a afamada Corrida dos Garçons. A prefeitura fecha a Av. Manoel Ribas, em seu trecho mais bucólico, em frente à Casa dos Arcos, na Santa Felicidade, este sítio, ápice do triângulo de Alcacu.
E como um evento local, a corrida dos garçons é um retrato da corrida desses profissionais de um restaurante a outro, de um boteco a outra lanchonete. É assim a vida por aqui. Gente servindo comida fria, fora do ponto, sem variedade, temperada em excesso.
Os estabelecimentos daqui, apesar de sempre lotados. Estão sempre no vermelho. Dão calote nos fornecedores, algumas vezes nos empregados e não pagam o aluguel ou outras contas. Pertencem ou pertenceram às famílias pioneiras daqui.

Os garçons orbitam entre a Casa dos Arcos até um café em frente da única banca de jornais da região. Ali encontram os colegas, azaram as colegas ou quando estão desempregados esperam uma oportunidade no próximo restaurante.

O dono do Pic Nic se candidatou a vereador. De vez em quando bebemos eu e Del Giorno, umas serramaltes por ali. Pensei que talvez fosse uma chance de bater um papo com o futuro vereador para que acrescentasse em seu projeto político a inclusão de equipamentos culturais na Santa Felicidade. Talvez um acordo com a Fundação Cultural em viabilizar algum espaço da prefeitura, sei lá. Afinal, até quando o curitibano vai perceber que pode exigir algo melhor para seu estômago, além de polenta e frango frito?

Essa é a questão. Será que o curitibano não precisa de polenta e frango frito? Aqui se briga até quando muda-se o canteiro de uma praça. Tudo bem brigar contra o abate de um ipê histórico, mas hora que o povo exagera. Daí que inventam de fazer alta cozinha à preço módico na Vila Hauer, o novo Bairro da Alta Gastronomia mediterrânea da Itália. Não pega. Porque vai aparecer uns caras gritando que “querem destruir a tradição do verdadeiro bairro italiano- a Santa Felicidade”. Vai aparecer algum registro de marca onde: bairro italiano só ode ser da Santa.

Curitibano tem medo de experimentar, medo do novo. E o parâmetro de qualidade por aqui é a permanência. Durante um tempo os botecos inaugurados no fim dos anos 90, ostentanvam sobre as fachadas “Desde 1999”!!! Casas inauguradas há um ano, seis meses, cronometrando a sua “tradição”.

Talvez por ser um estado caçula na Federação, sinta-se diminuído.

A Chevrolet, em sua campanha bolou um hino ao paranaense que sai com um chevrolet! Tempo atrás a Telecom fez a a campanha do “você não é daqui...é?”
E parece que pegam. Em São Paulo seria ridículo um tema assim. O paranaense homenageia a si mesmo, já que não tem grandes indústrias, um Pão da Açúcar ou um litoral fantástico. Já que ninguém fala do paranaense ele se explica sozinho.

É melhor deixar a Santa Felicidade como o bairro da polenta e do frango frito. Conhecido nacionalmente. Só é bom lembrar que, em 70 para 80, São Bernardo-SP, era a cidade do frango com polenta, paulistanos lotavam os salões do Grupo Sérgio e outros. Hoje...

Curitiba é muito estranha.
Eu ouço o sotaque daqui e até agora não consegui reproduzir a musicalidade. As mulheres tem o sotaque incrível, principalmente as da classe média.

Curitibano não gosta de arte.
Detesta a interpretação.
Odeia reflexão, debate, opinião; onde tudo isso não passa de uma oportunidade para quebra o pau. Quando ouvem alguma opinião tomam como insulto e sua reação é calar-se ou reagir violentamente. O que era para ser um esclarecimento torna-se um confronto explosivo, e as pessoas aprendem que é melhor ficar quieto e evitar a loucura, com toda a razão.

E por isso sua experiência na arte é superficial.
A compreensão nunca é máxima, profunda.
A platéia jamais questiona o ator ou o diretor, mesmo quando há o famosos debate após o espetáculo. Alguns amigos ou pessoas educadas permanecem na sala e fazem perguntas frívolas, pouco desafiadoras. É certo que o mediador vai logo cortando o barato do público dizendo que a ”parte aberta” será restrita a 5 perguntas etc. Porque , talvez, haja algum antecedente traumático. Mas aí está a grande arte de esgrimir verbalmente, de contrapor a frase elegante ao ataque despropositado.
Mas em 15 anos de teatro em Curitiba recebi apenas: muito ruim, ruim, bom, legal, muito bom e demais; como feedback de público pelos meus espetáculos.
Perguntando o que foi “demais” na peça, não souberam responder. Perguntando o que foi “ruim” e “muito ruim” a pessoa se irritou.

Em São Paulo, Belo horizonte, Porto Alegre e até mesmo na pacata Bauru as manifestações foram muito mais calorosas e superlativas. Principalmente em apresentações dentro das universidades.
Por aqui. é engraçado ver os estudantes de artes, já travestidos de fleuma doutoral, sair da sala como se nada tivesse acontecido. Não se impressionam por nada, a não ser é claro quando presenciam uma super produção. Não se admira a pesquisa e o resultado de alguém. Não a curiosidade pelo processo alheio. Quem pesquisa não ouve. O pesquisado não fala.
Estudantes, artistas locais não se identificam com ninguém. Não formam pares. São proto-celebridades e acabam sendo paranaenses.
Como ninguém fala dele, monologa solitário.

Fazer teatro por aqui é onanismo.

terça-feira, agosto 12, 2008

MITOLOGIAS

Não.



Não acredito, não acredito e não acredito... mas que existe, existe.


Uma doutora, com cadeira na UNESP, Faculdade de Arquitetura, evangélica..., ... , ..., ..., Disse que a China , Índia, Japão, todo aquele extremo oriente era assolado por vendavais e terremotos porque não tem Jesus no coração. A prova é a Austrália, um continente tranqüilo e paradisíaco, encravado no coração da maldade...

Muito bem. E Minas Gerais? E Santa Catarina? E Almirante Tamandaré, um dos vértices de Alcacu, território mais devotado e temente de Jesus que existe aqui no Sul?

Explicação: -
Ou temem só um pouco;
ou estão fingindo que temem;
ou gostam mesmo é do diabo!!!!!

O mundo não tem salvação.
Aqui é uma das capitais onde tem mais solteiros no país.
Aqui e São José dos Pinhais.
E há uma estatística de que aqui é onde mais se trai, chifra, pula cerca.
E pode trair sem ser casado?
Trair namorada (o) não é traição, namoro é um test-drive.
Posso estar dirigindo num test-drive ao mesmo tempo estar fechando em outra concessionária.
Fonte do jornal Tribuna do Paraná.



Já ouviu falar de karma? Vidas passadas?
Eu não acredito e também não gosto.
Aqui se faz, aqui se paga.
Pronto.
Depois de morto não vem querer cobrar.

Só acredito em vida passada em uma situação.
Profissão.
Escolher uma profissão só pode ser coisa de vida passada. Karma mal resolvido.
Por exemplo;
ator é karma; um ator interpreta um papel, mas quando acerta... “Ah, fulano, quando fulano faz Júlio Cezar, é inesquecível!” , ou, “ o João (nome fictício) faz muito bem papéis fortes, papéis... femininos!!!
Quando um ator , inconscientemente, interpreta sua vida passada,
cala a platéia.
Já um ator de teatro infantil é dívida passada. É cara que maltratou ou matou criança em outra vida. O cara começa querendo fazer papel no teatro clássico ou numa novela e descamba para teatro infantil. E permanece naquela coisa inarticulada, rude, tosca!

Teatro de bonecos então é karma pesado! O bonequeiro, com certeza foi alguma personalidade de mente doentia, capaz de atitude atroz, vil, mal, mal, mal! E no teatro de bonecos (profissão que ninguém escolheu ser), esse espírito irrecuperável, exercita seu pecado somente em seus títeres, sem causar (muito) dano na humanidade...

Uma prisão espiritual, entende?



SE EU MORRESSE EM UMA SEMANA...



Não treparia sem camisinha com um monte de gente.
Não assaltaria um banco.
Não beberia nem comeria até morrer.

Quando percebesse, enfim, que sou um agregado mineral umidificado que irá se desmanchar, cumpriria as seguintes tarefas:
Lavar os pratos que usar.
Lavar o banheiro.
Separar o lixo.
Fazer menos lixo.
Economizar água e luz.
Consumir menos.
Falar menos.
Olhar mais.

Porque esse planeta não é nosso. Se alguma raça alienígena tentar invadir a Terra, é melhor deixar, porque ninguém deu isso aqui para nós.
Se o mundo acabar hoje ou daqui um milhão de anos, qual o problema?
Deixa ele se acabar. Não adianta lançar míssil atômico. Aliás é justamente o que ele quer. Uma bomba atômica é tudo que se deseja para por termo, o fim.
Só o homem tem heróis.
E o herói é indignado. Luta até o fim, não se entrega facilmente etc.etc.
É bonito pra caramba.

Pegue o tigre mais assassino, tire-o da jangual e deixe-o no Alaska. Ele pega uma gripe e morre. Pegue um tubarão branco, uma orca e ponha no lago do parque Bariguí, morre afogado, intoxicado. Tire-me daqui de Curitiba e ponha no Saara por 30 dias, ficarei desidratado. Jogue-me no amazonas, pego malária. Jogue-me na Colômbia, serei seqüestrado sem direito a resgate.

Um herói não tem nada disso.
Herói luta pra viver, mas é uma invenção narcótica.
Invenção não gripa, desidrata, afoga não morre.
Essa droga nos faz sentir heróis, um pouco herói, nos deixa indignados, não podemos morrer. Não assim desse jeito, não agora. Como se houvesse jeito melhor de morrer. Morre querendo ou não querendo, tanto faz. Morre-se e pronto mesmo querendo que fosse depois.

Por isso que eu amaldiçôo e não sinto remorso.
Por ser ator-bonequeiro, é uma herança do passado.
E por saber que tanto eu como o meu desafeto, dividiremos o mesmo pó planetário.

terça-feira, agosto 05, 2008

MESTRE? ME CHAME DE MESTRE QUANDO A PICA TIVER 25CM.

Basta dar umas aulinhas e os amigos passam a me chamar de mestre. Não fico mais vexado porque mantenho o foco no assunto e não presto atenção aos adjetivos. É uma tremenda bondade dessa gente me chamar de mestre. Claro que não são todos, somente, repito, os amigos. Alguns inimigos também usam alcunhar-me de mestre. Trata-se de uma maldosa ironia.
O título que apresenta esse texto era para ser assim: chame de mestre quando minha barba e bigode medirem 25 cm. Aí pensei que a sabedoria é um talento nato, bastando somente, ao mestre, desenvolvê-la para proveito comunitário. Barba e bigodes podem ser cultivados, uma pica é que nem impressão digital. Perceberam o paralelo?

Preciso tomar meu zinco...


Enfim, eu tenho muito pouco talento nato. Na verdade, pouca sabedoria. Assim como não consigo chutar de trivela, por efeito na bola (de futebol...), tenho uma percepção míope, talvez um pouco anacrônica sobre muitos assuntos importantes. Não gosto de rock progressivo, rap e nem de música experimental. E para piorar, se vejo uma cena de parto, esforço heróico em olimpíada, me ponho a chorar.

Assim, sou uma cara que tira muitas conclusões. Só isso.




ANTROPOLOGIA MISTERIOSA DE ALCACU

Na região denominada ALCACU, compreendendo o encontro de Almirante Tamandaré, Campo Magro e Curitiba, povoa aquelas terras o alcacuense. Peculiar euro-bugreano descendente, especificamente italiano devoto da virgem de Czestocwova, ou na linguagem comum, polaquinho comedor de macarrão e dançarino de tarantela.

Em minhas caminhadas em Alcacu, percebi outra peculiaridade desse povo orgulhoso e probo. Em algum lugar ermo, segue o alcacuense, homem de meia-idade, semi-calvo, com a indefectível japona de nylon, distraído em seu pensamento. Ao ser ultrapassado, cochicha para si, ou resmunga, ou maldiz, ou ora, ou sei lá o que... Porque nunca se consegue ouvir, saber, descobrir os segredos dessa gente de Alcacu!!!