terça-feira, janeiro 22, 2008

2008 AINDA NEM COMEÇOU!



Para um janeiro até que está agitado!

Tem uma mesa-redonda-square na FNAC sobre o Manoel Carlos Karam, 19:30h., participação do irmão Paulo Sandrini. Estarei por lá, sem dúvida.

Cuidado com a concessionária autorizada VW Corujão. Eles racharam meu carro no meio, fizeram reparo, mas deixou seqüelas. Soube que se comprar um carro deles e vier com defeito, primeiro te acusam de mal-uso. Depois vão cobrar pelo reparo. Em seguida, percebendo que vc. não se cansa, eles buscam a peça em outro carro novo, do estoque e trocam a peça, passando a bola para o próximo otário!
É assim que, ainda, se ganha dinheiro nos trópicos!!
Há muito tempo não ficava tão puto!

Está no forno uma novíssima peça da SDV Títeres Ltda. Técnica de luva; assunto contemporâneo abordando a física quântica à luz do tempo. Uma peça para crianças!!! Pode-se pensar que estão loucos. Na verdade são vocês que não entendem as crianças. Hahahaha! Daãããã!

Retorna à Curitiba uma grande amiga: Ana Luiza Santos! Uma leonina break-over, porreta! Esteve fazendo umas pesquisa em Brasília. Como os mosquitos não a deixaram em paz, volta para os braços amigos e inquebrantáveis dos curitibanos!

Teletubbies!
Eu , finalmente, assisti... E gostei.
É morfina pura! O Felipe anestesia. Não sei por quê, na época, se fez tanta gritaria. Era mãe indignada com duas coisas: Teletubbies e Cavaleiros do Zodíaco. Ah, claro! Tinha o Pokemon que provocava convulsão.
Pois é, os entorpecentes televisivos. Ainda não injetei no meu filhote; o Teletubbies está funcionando uma maravilha!

Vendo Teletubbies e lembrando a bagunça que provocou. Aprende-se que um produto dirigido para crianças de vê ser projetado para atender também o público adulto feminino. Que nem shampoo Johnson. Se o público adulto não aceitar... báu, báu! Tudo para o lixo.
Peça de teatro também. Não adianta montar um espetáculo para crianças. Morre de fome! Tem que montar para professora e coordenadora pedagógica. Sítio do Pica Pau Amarelo, Menino Maluquinho, qualquer Disney, qualquer musical da Pixar, sobre algum pintor consagrado funciona que é uma beleza. Adiciona-se algum elemento trágico é papinha de aveia, mole, mole... A professora vai achar instrutivo e edificante para o desenvolvimento da criança. Aqueles velhos truques de superação pelo esforço pessoal. Nada muito hollywoodiano, basta mencionar que o herói (se tiver herói vai bem) deu duro e conseguiu. Final feliz! Oba!


Felicidade, hoje em dia, para mim é isso. Gostar do que o filhote gosta.
Quer seqüência mais bela?
Banheirinha cheia, o peladinho se preparando para entrar. “Vai entra”. O gordinho não entra. Põe a mão estendida na água e experimenta. Se estiver quente reclama. Se estiver na temperatura ideal, entra. Se tem dúvida molha a mão e esfrega no outro braço!!
Quem ensina isso para o ser-humano!
Será que se aprende cirílico ou mandarim dessa forma?
Então eu quero!

Bom chega! É uma da manhã, ainda estou com dor de cabeça pela raiva que passei no Corujão, vou ler Harry Potter. Tchau!

quarta-feira, janeiro 09, 2008

O IOGUE





Lendo AUTOBIOGRAFIA DE UM IOGUE, Ed. Lótus do Saber; a vida em sua própria assinatura, de Paramahansa Yogananda.
Havia duas edições diferentes. Muito provavelmente ocorreu um litígio. Esta que tenho em mãos deve ser a edição que venceu. Por isso tenho a versão que suprimiu a outra. Enfim, o autor fala de paz, mas no mundo dos homens o que rola é pau na testa do inimigo.
É um “Harry Potter” bollywoodiano.
Gurus e swamis com poderes extraordinários procuram cooptar discípulos para seus “ashrans”. Existe uma hierarquia entre esses gurus super-poderosos, ou deve ter existido. Hoje não se fala muito deles. Os que existem só tem o poder de falar pra caramba.
Deve haver uma organização, uma estrutura, mesmo que informal, pois recebem nomes de reconhecimento, títulos como: “ Santo de Dois Corpos”, “O Santo dos perfumes”, Swami dos Tigres”, Santo que levita”, “O Devoto Bem-Aventurado Romântico”, “a Iogue que jamais se Alimenta” etc.
Como nos filmes de kung fu, na Índia, os iogues e gurus, meio que se desafiam. Mas ao invés de “convidar” para uma pancadaria, eles se entrevistam e se recomendam mutuamente. Quando estabelecem contato, o possuidor de maior fluxo espiritual, vence o encontro. O derrotado é esmagado pela espiritualidade do vencedor, e se afasta arrastando-se sobre os joelhos, totalmente convencido.
Índia!
Cada país fabrica o grogue que lhe apraz.
No Brasil não tem nada semelhante? Aqui tudo tem que ser na base de Jesus e cipó?
O que dizer sobre um texto assim:
Controla a respiração, diminuindo o ritmo e focaliza sua atenção em um ponto entre as sobrancelhas. E a razão de tudo que foi criado será clara para ti. Todo o sofrimento cessará e todos os poderes estarão disponíveis a ti. Não haverá mais, a necessidade de renascimentos. A união com a divindade bastará!

E aqui ainda se fala em perdão, descansar no céu, viver em paz... Descansar! Parece coisa de escravo. A vida com uma bola de ferro presa ao tornozelo.
Ou horror dos horrores: casa de Jesus, carro de Jesus, propriedade de Jesus.
Não vai demorar para:
Pode olhar, mas essa bunda é de Jesus!
Já é um saco o:
“... minha carreira foi Deus quem me deu!”
Nesse “mistério” católico de que uma entidade fiscaliza individualmente cada fiapo de vida e por isso, tira dos meus inimigos e fornece para mim.

É um grande poder ióguico passar a vida pelado, sentado em lótus na floresta concentrado em uma única sílaba.
Minha vida é quase isso.
Santa Felicidade é quase uma floresta.
Passo o dia inteiro um pouco sentado, outro deitado.
Ouvindo nhén, nhén, nhén.
Darei um passo para a eternidade.
Vou reduzir para: nhén!