segunda-feira, dezembro 08, 2008

CURITIBA, 30°

E nessa tarde quente de Curitiba, Felipe estava impossível.
Brinquedos espalhados, virou os móveis (forte como um urso, o meu filho), derrubando a casa...
Pensei: acho que é melhor dar uma passeio com o nene.

Era 15h. Parque? Curitiba estava com um sol de 30°.

Parque não dá. Shopping? Ah, que saco! Shopping?

Supermercado. Vou comprar um brinquedinho chines.
Enchi duas mamadeiras de Ades, Puz na térmica e fomos embora.
Claro que ele ficou feliz da vida!
Fomos ao Carrefour.

Felipe ia pegando três, cinco oito carrinhos e enchia a cesta. Eu ia devolvendo para as gôndolas.
Tarde quente!
No meu celular inscrevi a seguinte saudação: pense bem...!
Quando já estava no limite, entrei na fila do caixa.
Peguei uma conversa entre as duas meninas do caixa.
Algo sobre ingressar na Federal.
A menina que me atendeu, continuou a conversa, dirigindo-se a mim, dizendo que o vestibular só privilegiava os mais ricos.
Verdade! Exclamei.
Basta olhar o estacionamento e verá o perfil dos alunos; só carro do ano.
Parece que ela não percebeu o impacto da minha observação e continuou num monólogo da injustiça social que privilegia os mais abastados.
Consenti que ela estava corretissima.
A outra menina, com fúria desatada, atacou; tudo bem, mas o que não admito é a cota racial, que toma a vaga de gente que estudou...
Olhei para ela, tomado de surpresa com aquela emboscada verbal, preparando o contra-ataque. Recuei.
Pensei bem...!
Estava com o nene. Simplesmente calei.
Porque não interessava mais o que ela e muita gente que toda hora vem expressar esse raciocínio infame. É lei! E acabou. A cota é lei! Dane-se quem estudou e não concorreu pela cota. Estude mais! Ou declare-se negro.
É o tipo de assunto indiscutível. Não há que se debater a cota, mas o aumento de vaga nas universidades. No aperfeiçoamento do ensino. Chega de racismo não assumido.
Que eu saiba em minha família ha pelo menos três gerações não sei se alguém foi acorrentado e submetido a servidão. Fico louco quando alguém profere um simples não, quanto mais abaixar a cabeça diante de um feitor.É por isso que tenho ódio de quem é racista.
Pense bem antes de opinar sobre as cotas e faça as conexões corretas negro-escravidão e cotas, não negro-vagabundagem e cotas...
Vão a merda!
Por falar em racismo.
Sou do tempo da Sony e agora comprei um MP4 Zen chines(!!!!.
O Sony durou 5 anos sem qualquer manutenção. O Zen nem tem seis meses já está na segunda revisão. Ele simplesmente parou: não desliga nem liga. Está lá aceso, sem funcionar.
Estou baixando um programa há duas horas, sem saber se vai funcionar.
O pior é que o mp4 é equipamento dos espetáculos.
E se ele dá uma pane dessa durante uma apresentação?
só para tornar o assunto pertinente ao blog.

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