quinta-feira, outubro 09, 2008

O SONHO DO ESCULTOR


Que tal?
Bem melhor que ontem?
Criei coragem e retalhei o pau!
Usei tanto a serra que achei que ia fazer a escultura à base de serra. Usei serra de arco mas os dentinhos comiam a serragem, ficava horas no serra, serra.
Ia comprar um serrote. Resisti a tentação e usei a serra de esquadrilha que já tenho. Usei a serra solta, aquele trambolho todo. Precisei prender as presilhas da serra com um elástico. Parecia uma metralhadora ponto 8!!! Rambo!

Usei formão reto para arrancar os pedaços diagonais do bloco, por isso ficou com aparência mastigada. Fiquei achando que ia perder o blocomas usei a grosa e quando ficou mais liso, vi que estava bom. Deixei as paredes do boneco bem finas, um capricho, um risco, brincando com o perigo.
A cozinha, claro, ficou cheia de pó de serra. A esposa não diz, mas está louca para me matar. Caso desapareça, vocês já sabem que é a culpada!

Depois usei os formãzinhos da Tombo.
Eram da minha mãe, que comprou-os para não sei para quê. Para esculpir barro, sei lá.
Só sei que roubei dela e fiquei com aquilo, anos, sem saber o que fazer também.
Quase joguei fora.
Hoje usei os Tombos, que são umas maravilhazinhas para esculpir detalhes em madeira.

A caixeta é difícil: tem hora que parece balsa, tem hora que parece pinus. Uma hora é mole demais, outra, muito dura. Ás vezes, se vai contra o sentido da fibra ela esmaga, mesmo.
Com os tombos, afiadíssimos, é mais fácil. Usei uma toco para bater os tombos, mas depois estava cortando que nem isopor. Um isopor mais duro, claro!
Agora preciso saber como dar o acabamento.

Vou atrás de lixa de madeira. O que tenho aqui é lixa de ferro.

As cabeças dos ningyos de Bunraku, depois de esculpidas recebem uma camada de papel de arroz, cola e um verniz à base de conchas trituradas. O resultado é o acabamento liso e aveludado. Estou pensando em usar papel e cola para deicar mais liso.
A cabeça está sem nariz. É porque vou fazer depois, usando durepóxi. Se fosse esculpir direto na madeira ia desperdiçar muito. Preciosismo desnecessário.

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