sexta-feira, outubro 03, 2008

EPOPÉIA FAMILIAR


Duda e o batmóvel... papamóvel, papamóvel.



Estamos em Bauru na casa do meu pai. Ontem estávamos em Botucatu, onde passamos 12 horas com os pais da Lu. Felipe ganhou uma pista de Hot Wheels do tio dele. Aqui em Bauru tomou sol, comeu amora do pé, um pé carregado de amoras dulcíssimas que ele no início recusou mas depois se empanturrou. Brincou na piscina e o papai aproveitou e deu umas braçadas.
Daqui a pouco pegaremos um ônibus e às 22:00h estaremos em um apartamento em São Paulo. Amanhã às 18hs. estaremos em Curitiba para no domingo, dia de eleger o prefeito, estarei apresentando o Visitantes Incomuns no Piá.

Procurava por caixeta, a madeira mole, boa de esculpir que o índio do litoral usa para fazer uns bichinhos para vender. E os caiçaras, as violas e rabecas brancas do fandango.
Procurei pela internet, no google, e a busca só dava na família Caixeta e na caixa preta dela própria, como soi repetidamente um candidato a prefeitura de Curitiba.

O pessoal do Sobrevento deu a dica de procurar na Rua do Gasômetro, onde assenta uma dezena de lojas de artefatos de madeira e madeira em geral. O que encontrei por lá foi só a madeira genérica para construção.
Havia passado a manhã com o Luiz André na Santa Efigênia. Só bisbilhotando. Vendo os caras procurando caixas de som, fiquei louco de vontade de trocar a minha velha Staner. Almoçamos buchada, costela cozida e uns bifes de contra-filé mergulhados em alho crú. Meio lesado, fui à pé até a rua do Gasômetro. No caminho comprei uma serra, chaves de fenda e uns 20 metros de pano para fazer boneco e uma agulha de disco para vinil... Daí fui procurar a caixeta com todo o peso das compras dentro de uma mochila, nas costas. Andei, andei, andei, curitiboca que agora sou, debaixo do sol das 15h. sobre a capota, e nada. Ninguém tinha e mandavam para outra loja que também não tinha. Enquanto andava, cheio de esperança, pensei que deveria comprar uns metros de corda para prender os epdaços de madeira, facilitando o transporte. Mas o quê? Mais peso na mochila?

Já estava ficando meio puto. Decidi sair da Rua do Gasômetro e peguei uma transversal. Ví uma marcenaria e perguntei para uma moça sobre a caixeta. Orientação profissional! Ela indicou uma madereira rua abaixo. A primeira, a segunda e acertei!
O seu Francisco vendia a caixeta, mas só a viga inteira. Havia uma viga de 3 metros. A menor. R$30,00. Três metros de viga até Curitiba...!!!...?.?.? Será? mas quando vou voltar alí. Melhor comprar.... Será? Comprei.
Serraram a viga em três pedaços. Pedi para fazer um fardo e o cara amarrou uma fitinha de plástico. Fez uma alcinha e andei com aquilo 2 km. até a sede do Sobrevento, debaixo do sol das 15:40h. No cominho, procurei por uma corda e nada.
Quando cheguei na sede vi um supermercado e uma loja de ferragens. Nem entrei, fui direto para a sede. Larguei tudo por lá, voltei comprei um litro de água e 4 metros de corda. Deixei um pedaço de caixeta com os Sobreventinos e fiz um amarrado com meus dois pedaços, que ficou tão bom que nem peguei um táxi. Voltei de metrô...

E para variar...

Não, deixe-me contar do início.

Chegando na estação metrô D. Pedro II (ou seria o I?), com a mochila cheia e os pedaços de caixeta, ví aquela multidão entrando pela boca da estação. Um regurgito inverso. Chiii, pensei, a maldição dos Del Giorno vigorando... passando a catraca, cadê o povo? Desapareciam para sei lá onde?! Desci as escadas, seguindo os gatos pingados. Trem normal e eu com a mochila cheia e os tocos do lado. o pessoal saia de perto, dando mais espaço ainda.
Na estação Sé é que o bicho vai pegar, pensei.
Que nada!
Não estava vazio, vazio, mas no meio do caminho fui sentado segurando aquelas toras de caixeta. 17:30h!!!!!!!!!!
Muvuca mesmo peguei no lotação, o microônibus até o apartamento. No lotação uma garota gentil ofereceu-se, insistentemente, para segurar a pesada mochila com parte da carga. Declinei. Ela gentilíssima insistiu. Falei que ela ia "se machucar" porque estava carregando ferramentas e tudo mais. precisava ver o rostinho frustrado da moça!!!
Daí um homenzarrão dá uma encochada em mim, para falar com o colega que estava sentado no fundo do lotação.
Acho que não havia cunho sexual, apenas a ansiedade para comversar com o amigo, fazia o homenzarrão se jogar sobre mim... enfim. Inspirado pelos mais puro desejo de harmonia cidadã, perguntei: vamos trocar de posição? Putz, foi constrangedor, mais foi bom para todos os envolvidos. Trocamos e o cara agradeceu! Tres gentilezas num mesmo percurso!! Estou no céu do bom convívio.
O amigo do homenzarrão saiu do carro e o homenzarrão ofereceu o lugar vago!
Quatro gentilezas!
Ah, vou elogiar...claro que vou.
Tudo bem que o emo do lado continua a pisar o meu pé e virar a bundinha anorética contra minha mão...irghh!
Tudo bem que uma mulher parou atrás de mim bem na hora que eu ia sair e iria fazer meu memorável discurso sobre a abundante civilidade nos grandes centros...
Bom, tento de um lado tem o emo, tento de outro, as cadeiras. Sair de ré? Tem amulher...ah, virei meus tocos pro lado e sai da frente, galera, que eu quero é sair!!!!
Tchau, gente até nunca mais!!! Seus pobres! Porque não compram carro?

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