terça-feira, agosto 12, 2008

MITOLOGIAS

Não.



Não acredito, não acredito e não acredito... mas que existe, existe.


Uma doutora, com cadeira na UNESP, Faculdade de Arquitetura, evangélica..., ... , ..., ..., Disse que a China , Índia, Japão, todo aquele extremo oriente era assolado por vendavais e terremotos porque não tem Jesus no coração. A prova é a Austrália, um continente tranqüilo e paradisíaco, encravado no coração da maldade...

Muito bem. E Minas Gerais? E Santa Catarina? E Almirante Tamandaré, um dos vértices de Alcacu, território mais devotado e temente de Jesus que existe aqui no Sul?

Explicação: -
Ou temem só um pouco;
ou estão fingindo que temem;
ou gostam mesmo é do diabo!!!!!

O mundo não tem salvação.
Aqui é uma das capitais onde tem mais solteiros no país.
Aqui e São José dos Pinhais.
E há uma estatística de que aqui é onde mais se trai, chifra, pula cerca.
E pode trair sem ser casado?
Trair namorada (o) não é traição, namoro é um test-drive.
Posso estar dirigindo num test-drive ao mesmo tempo estar fechando em outra concessionária.
Fonte do jornal Tribuna do Paraná.



Já ouviu falar de karma? Vidas passadas?
Eu não acredito e também não gosto.
Aqui se faz, aqui se paga.
Pronto.
Depois de morto não vem querer cobrar.

Só acredito em vida passada em uma situação.
Profissão.
Escolher uma profissão só pode ser coisa de vida passada. Karma mal resolvido.
Por exemplo;
ator é karma; um ator interpreta um papel, mas quando acerta... “Ah, fulano, quando fulano faz Júlio Cezar, é inesquecível!” , ou, “ o João (nome fictício) faz muito bem papéis fortes, papéis... femininos!!!
Quando um ator , inconscientemente, interpreta sua vida passada,
cala a platéia.
Já um ator de teatro infantil é dívida passada. É cara que maltratou ou matou criança em outra vida. O cara começa querendo fazer papel no teatro clássico ou numa novela e descamba para teatro infantil. E permanece naquela coisa inarticulada, rude, tosca!

Teatro de bonecos então é karma pesado! O bonequeiro, com certeza foi alguma personalidade de mente doentia, capaz de atitude atroz, vil, mal, mal, mal! E no teatro de bonecos (profissão que ninguém escolheu ser), esse espírito irrecuperável, exercita seu pecado somente em seus títeres, sem causar (muito) dano na humanidade...

Uma prisão espiritual, entende?



SE EU MORRESSE EM UMA SEMANA...



Não treparia sem camisinha com um monte de gente.
Não assaltaria um banco.
Não beberia nem comeria até morrer.

Quando percebesse, enfim, que sou um agregado mineral umidificado que irá se desmanchar, cumpriria as seguintes tarefas:
Lavar os pratos que usar.
Lavar o banheiro.
Separar o lixo.
Fazer menos lixo.
Economizar água e luz.
Consumir menos.
Falar menos.
Olhar mais.

Porque esse planeta não é nosso. Se alguma raça alienígena tentar invadir a Terra, é melhor deixar, porque ninguém deu isso aqui para nós.
Se o mundo acabar hoje ou daqui um milhão de anos, qual o problema?
Deixa ele se acabar. Não adianta lançar míssil atômico. Aliás é justamente o que ele quer. Uma bomba atômica é tudo que se deseja para por termo, o fim.
Só o homem tem heróis.
E o herói é indignado. Luta até o fim, não se entrega facilmente etc.etc.
É bonito pra caramba.

Pegue o tigre mais assassino, tire-o da jangual e deixe-o no Alaska. Ele pega uma gripe e morre. Pegue um tubarão branco, uma orca e ponha no lago do parque Bariguí, morre afogado, intoxicado. Tire-me daqui de Curitiba e ponha no Saara por 30 dias, ficarei desidratado. Jogue-me no amazonas, pego malária. Jogue-me na Colômbia, serei seqüestrado sem direito a resgate.

Um herói não tem nada disso.
Herói luta pra viver, mas é uma invenção narcótica.
Invenção não gripa, desidrata, afoga não morre.
Essa droga nos faz sentir heróis, um pouco herói, nos deixa indignados, não podemos morrer. Não assim desse jeito, não agora. Como se houvesse jeito melhor de morrer. Morre querendo ou não querendo, tanto faz. Morre-se e pronto mesmo querendo que fosse depois.

Por isso que eu amaldiçôo e não sinto remorso.
Por ser ator-bonequeiro, é uma herança do passado.
E por saber que tanto eu como o meu desafeto, dividiremos o mesmo pó planetário.

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