terça-feira, agosto 05, 2008

MESTRE? ME CHAME DE MESTRE QUANDO A PICA TIVER 25CM.

Basta dar umas aulinhas e os amigos passam a me chamar de mestre. Não fico mais vexado porque mantenho o foco no assunto e não presto atenção aos adjetivos. É uma tremenda bondade dessa gente me chamar de mestre. Claro que não são todos, somente, repito, os amigos. Alguns inimigos também usam alcunhar-me de mestre. Trata-se de uma maldosa ironia.
O título que apresenta esse texto era para ser assim: chame de mestre quando minha barba e bigode medirem 25 cm. Aí pensei que a sabedoria é um talento nato, bastando somente, ao mestre, desenvolvê-la para proveito comunitário. Barba e bigodes podem ser cultivados, uma pica é que nem impressão digital. Perceberam o paralelo?

Preciso tomar meu zinco...


Enfim, eu tenho muito pouco talento nato. Na verdade, pouca sabedoria. Assim como não consigo chutar de trivela, por efeito na bola (de futebol...), tenho uma percepção míope, talvez um pouco anacrônica sobre muitos assuntos importantes. Não gosto de rock progressivo, rap e nem de música experimental. E para piorar, se vejo uma cena de parto, esforço heróico em olimpíada, me ponho a chorar.

Assim, sou uma cara que tira muitas conclusões. Só isso.




ANTROPOLOGIA MISTERIOSA DE ALCACU

Na região denominada ALCACU, compreendendo o encontro de Almirante Tamandaré, Campo Magro e Curitiba, povoa aquelas terras o alcacuense. Peculiar euro-bugreano descendente, especificamente italiano devoto da virgem de Czestocwova, ou na linguagem comum, polaquinho comedor de macarrão e dançarino de tarantela.

Em minhas caminhadas em Alcacu, percebi outra peculiaridade desse povo orgulhoso e probo. Em algum lugar ermo, segue o alcacuense, homem de meia-idade, semi-calvo, com a indefectível japona de nylon, distraído em seu pensamento. Ao ser ultrapassado, cochicha para si, ou resmunga, ou maldiz, ou ora, ou sei lá o que... Porque nunca se consegue ouvir, saber, descobrir os segredos dessa gente de Alcacu!!!

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