quarta-feira, maio 14, 2008

EDITAIS, CIVILIDADE E MACACOS

Olha, eu não tô legal...

Perdi dois editais da FCC.
Uma grana que deixei de ganhar.
A cada semestre vem uma novidade dolorosa que não é comunicada e gente como eu perde dinheiro tempo e saúde. Desencavam uma norma de lá sei onde , que nem eles sabem qual é. Não citam o decreto, não tem o procedimento.
Mas na hora de avaliar o projeto desclassificam sem dó.
O produtor cultural tem que além de ter a idéia e executar a idéia; tem ainda que escarafunchar a burocracia legal das licitações!!! Notem bem, “burocracia”! E não pode ser criativo. Solta uma nota fiscal, paga-se todos os impostos e pronto!
Nada disso.
Tem que burocratizar.
Constar despesa de alimentação, custo de transporte, armarinho, sorveteria, lotérica!! Tem que discriminar. O problema é que se for ater-se a letra da lei, teria que discriminar o valor da camisa que estou usando. É kafkaniano.

Como vivo no mundo civil, tenho de ficar quietinho. Não dá para quebra tudo, passei da linha dos sem-cultura para o mundico corporativo, em que sento na mesa com um neanderthal de terno arrogante que balbucia um grunhido e fica satisfeito achando que é poesia. Eu para tentar fazer negócio com o que o macaco representa, tenho de fazer a estampa cordata e “chilly”.

Hoje descobri o que é chilly. Tem aquele filme com John Travolta, Be Good, no papel de um cara chamado Chilly. Pensava que era por gostar do molho chilli, afinal ele está na Califórnia etc. Pelo contrário, significa frio, cara calculista, na dele, que não esquenta.
Como eu queria ser chilly de verdade.

Novidades:

A Conrad está lançando “Jornada ao Oeste- O Nascimento do Rei dos Macacos” de Wu Ch´êng-ên, primeira parte da saga de Sun Wukong, o Rei Macaco; em lianhuanhua, que são pranchas ilustradas, com texto abaixo. Produzido na década de 60, antes da Revolução Cultural, é uma maneira de mergulhar nesta história incrível, que é a base da maioria das montagens da ópera chinesas.
No Brasil forma lançados dois livros antes de deste lianhuanghua. Para mim a melhor é a edição do “Macaco Peregrino ou a Saga ao Ocidente” pela Horus Editora, é mais fluido.

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