terça-feira, abril 15, 2008

ESTE É O SEGREDO: NÃO HÁ SEGREDO!

Meus estudos esotéricos iniciaram após assistir um filme mega “B” da “Primeira Exibição” de sábado (programaço!!), A Iniciação de Sarah. Vi uma refilmagem desnecessária, cheia de efeitos especiais que não mudaram nada do filme. Só ficou menos sombrio e iluminado como uma tarde de praia no México...
Mostra a história de uma ruivinha magrelinha (uma gatinha!) que se vestia muito mal (coitada!), com péssima auto-estima (culpa da mãe puritana...) que desperta dentro de si poderes telecinéticos violentíssimos. Através desses poderes ela (meio sonâmbula...afinal ela era caladona, mas era sangue bom) se vinga das loiraças ricas da escola, que a humilharam.

E fui atrás dos poderes paranormais. Comecei com Joseph Murphy e terminei com algum Ripomche. Hoje faço uma pratiquinha de yoga normal, indiana. Um mantrinha, um pranayama e só. Mas foi uma lenta educação de que não precisava usar meus poderes para o mal. Que se quisesse vingar de alguém. Bastaria o tempo e uma boa rede de informantes para saber que o indivíduo fraturou um pé ou foi deixado só pela mulher... Afinal, quem não se dá mal algum dia? Uma hora acontece até com os bons. Que o diga Jesus!
Mas não vamos tocar nesses assuntos espinhosos, principalmente de quem usou até uma coroa deles...

O fato é que esses livros, que hoje recebem a classificação de auto-ajuda, não ajudam muito. A não ser é claro, alguém muito bem declarou, quem vende.
Mas esses livros prometem mudar a vida do cidadão, bastando a energia mental e alguma ação em direção ao objeto de desejo. Se o poder mental for tal, de grande magnitude, feito um Akira... bom, aí nem se levantar é preciso.
E lá foi o véio Mia ajardinando sua energia em pró revolucionar a lataria. O que eu poderia mudar, vejamos, sim! Sou meio travado em reagir às pequenas escaramuças diárias. Do tipo você está num lugar público, sem conhecer ninguém mas quer socializar e um cara fala alguma coisa, você emenda e o cara te esculacha na frente de todo mundo. Meu desejo é: “quando for esculachado, quero ter presença de espírito para devolver uma frase elegante mas tremendamente esculachante para o agressor!” Pronto! Isso é que é desejo.
“Iniciação de Sarah” eu assisti em 1978, ou 79, vai fazer 30 anos e eu ainda não consigo ser um gatilho mais rápido do oeste na reesculachação!!! Quando era esculachado queria chorar. Há dez anos ficava com um sorriso amarelo e a vontade de desaparecer. Hoje fico com um sorriso de Mona Lisa tipo revista Caras, colado na cara e um mês depois, após uma lenta maturação me toco que poderia dizer tal e tal coisa pro cara. Ele se danaria, ah, se danaria! Grande merda!

Por isso, crianças. Não existe esse negócio de poder mental, não há segredo nenhum. Apenas o extrato bancário de quem produz essa merda de leitura.

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