sábado, abril 12, 2008

ABRIL! MEU OLHO NÃO VIU

Não tenho escrito muito, porque não há muito para escrever, ora!
De fato estava entorpecido, cuidando do filhote, comprando laranja lima (meia dúzia por dia), uva que estiver doce (500g. por dia), fazendo pãozinho, levando para passear, escolhendo e comprando brinquedinho, comprando sua leitura preferida (uma publicação mensal chamada Transporte Mundial) enfim, essas obrigações paternas. Aí as tarefas da companhia e da escrita ficaram esquecidas.
Anteontem colei as cabeças e as mãos dos fantoches, fiz as últimas costuras no figurino, e terminei o último adereço da peça encomendada. Ontem vi que as mãos não ficaram ajustadas, por isso terei que descolar, diminuir o pano e colar novamente. Normal!
Depois vou ver o que falta no pano do cenário e definir as últimas músicas que faltam da trilha sonora.
Na trilha há duas músicas do Bruno Karam, estão perfeitas, mas talvez precise reformular a letra.
Preciso de vinhetas talvez peça para mano veio fazer. Não sei.
Aí é jogar o barco na água e ver se ele não afunda. Em geral as leis da física prevalecem.

Terminei de escrever uma peça para adultos.
Foram quinze dias na frente do pc. Dormindo às 5 horas da manhã. A base de guaraná em pó.
Não sei se por falta de sono ou pelo guaraná, os braços disparavam para frente...
Vou inscrevê-la num concurso, por isso não quero revelar antes do dia 30 de abril, data final da inscrição do concurso.
Como foi difícil dar o nome da peça. Primeiro foi “Quarto 212”, cenário principal em que transcorre a cena. Tomando banho vi um rótulo de shampoo e ocorreu a idéia de “Cuidados Essenciais”. Se acharam esses nomes interessantes, aguardem dia 1º de maio e revelo o título da peça.

Hoje participei da minha primeira reunião de condomínio. Foi legal, teve refri, bolo de carne, de sardinha, formigueiro, bala sete belos (eu que levei!), bala de café ( esse também), uma beleza. Elegemos a nova síndica que já estava eleita por um representante que detinha 22 votos. Mesmo assim, fizeram a gente votar. Democracia é um dogma!
Tenho assistido a MTV com a Penélope cobrando dos teens o compromisso de acompanhar o rumo da nação. Um tal de operação Pasárgada, dossiê da Casa Civil, prefeitos de Minas presos...sabe alguma coisa disso?
Dá para a gente ficar com remorso e confessar: preciso ler mais... Soa dois minutos de remorso e depois passa.
Se essa moça viesse falar assim comigo, o que eu diria?
Olha amiga.
Eu sou aquela migalha da grande massa adormecida. Ás vezes acordo e depois volto a dormir. É simples assim. Deixe os comensais de matar primeiro. Deixe se baterem na batalha titânica para ver quem come o maior pedaço. Quando um cair verei a versão do vencedor e tentarei tirar alguma conclusão. Se extrapolarem, acordo junto com a massa. Cometeremos todo tipo de depredação, mortandade e estupro das pessoas e famílias envolvidas, assim eles aprenderão a nos deixar dormir em paz. A respeitar nosso merecido sono.

Ah, e teve a baixaria básica de moradora gritando com ex-síndico. Uma cena deliciosa de se ver numa tarde chuvosa de sábado.

Para quem não sabe e é do ramo:
Inscrições prorrogadas para o Festival Espetacular de Teatro de Bonecos até o dia 18/04, sexta-feira que vem. Vá em www.teatroguaira.pr.gov.br, procure por mais notícias clique em fevereiro de 2008 e lá terá um link. É um saco! Eu nem fiquei sabendo que havia aberto as incrições. Enviei ontem, 11/04 a minha. Nem sei se serei selecionado! De volta ao início. Essa é a vida de artista.

Outro dia percebi uma coisa.
O público de Curitiba não dá retorno.
Comparecem ao teatro (quando comparecem), assistem, aplaudem (às vezes mais, outras menos) e depois desaparecem.
Não tem retorno, ou feedback.
Tem amigos que no final dizem se gostou ou não gostou. Só.
Em Bauru, naquele torrão torrado no coração de São Paulo, terminava uma peça o pessoal ia embora, mas se encontrava em meia dúzia de botecos da cidade. A cidade é quente o melhor é ficar na rua, sentados em mesinhas de bar nas calçadas. Isso é um atraso no projeto urbanístico; impede a passagem de pedestres, atormenta a novela e o sono dos vizinhos. Mas para a fomentação cultural é uma benção!
Muita coisa amadureci nessas mesinhas de bar.
Onde a cerveja era acessória e não o principal.

Mas talvez eu esteja fantasiando e na verdade sentávamos naquelas cadeiras de chapa fria só para meter o pau no trabalho alheio, alimentar nossos egos, encher a cara de mé e sair gritando pela rua acreditando que um dia estaríamos em São Paulo sendo dirigidos pelo Gerald Thomas.

É por isso que hoje eu acho:
Todo espetáculo, da pecinha crente da tia do cemei ao holiday on ice broadwoodiano que pinta por aí. Tudo é bom!
Não pode ter trabalho ruim, se houve trabalho. Se o cara resolveu levantar as pândegas e resolver por a mão na massa falida e tocar adiante.
Posso não gostar. Mas aquilo jamais pode ser chamado de ruim, horrível e imprestável. A não ser que a presunção de que tudo que eu goste seja perfeito para todos os gostos.
Moral da história:

se crítico fosse bom, quem faria a profissão do crítico seria o diretor-executivo do jornal.

Moral da história 2:

Para serviços sujos, pague, mas pague pouco.

2 comentários:

Anônimo disse...

Satanézio rides again!!!!
Vinde ante, foi muito bom. Não resisiti, tô aqui de novo...fogo, fumo e tentação!
É o seguinte Myáshiro, manda aí um e-mail p/ eu te mandar algumas fotos da efeméride escorpiana. Manda logo, senão os fogos aqui do inferno queimarão todas, e, vai ser um desperdício.
Mil beijos procêis


Edward Jr., o correspondente não correspondido

Anônimo disse...

Ok, Ok ... se esqueci!!!
O meu é edward@albieroecosta.com.br
Manda aí, hein

Edward