quinta-feira, fevereiro 28, 2008

SÃO PAULO. AH, SÃO PAULO...

Consegui uma licença paternidade e pude viajar para Sampa.

Fiz a oficina com o Yukizá, um grupo de marionetes japoneses, daqueles centenários, patrimônio intagível, esse tipo de coisa.

Meu comentário: para marionetistas, foram excelentes marionetes.

Como soi aos coadjuvantes de um mestre tesouro intangível, são uns malas. E se precisaram treinar dez anos para aprender a manipular a marionete, acho que precisariam de mais dez para aprender os rudimentos da gentileza e da convivência intercontinental.

No espetáculo, tudo muito requintado, bonito. Marionetes funcionaram perfeitamente. Mas foi aquela coisa morna, comedida, sem surpresas. Pode parecer prepotência, mas deu vontade de sugerir alguma coisa, uma mexida em algum detalhe. Quando se pensa assim é sinal que não houve aquela força que nos prostra ao devido lugar de nossa insignificância.

Mas valeu o preço da passagem Curitiba/ São Paulo...

Passei pela FUNARTE onde rolou um encontro da Cooperativa Paulista de Teatro. Ao lado, o lançamento da revista Móin Móin, do Nini. Comprei duas edições a R$25,00, cada. Uma delas vou enviar para a Ana P. Frazão. Que é a única pessoa por aqui que vai ler a revista. A outra edição já arquivei na prateleira, como muitos já fizeram. Sem ofensa, será lido quando for solicitada uma pesquisa aos prestimosos textos da revista!

Encontrei o Sobrevento e despedi do Luiz André e da Sandra, que embarcarão a Espanha numa curta turnê de uma semana.

Aproveito para dizer que o Miguel é sempre bem-vindo à Curitiba. Que possa haver algum flanelinha que tenha se indisposto com o meu irmão, isso sempre acontece. Mas exceto por esse suposto organismo unicelular, o todo absoluto de Curitiba adora o Miguel. Já o mesmo não se pode dizer de Jorge Miyashiro, um elemento estranho e muito mal-visto na sociedade curitiboca!

Ainda em Sampa, passei pelos redutos animês da Liberdade. Onde abasteci dos mais recentes "fãs para fãs" do Miyazaki, alguns Narutos (numa fase em que ele deve estar com 14 ou 16 anos) inéditos e um tal de Blue Dragon (uma galera que tem a sombra transformada em monstros mitológicos e , claro, duelam entre si) para o meu sobrinho.

Ranguei sushi, sushi e num festival de sushi comi masi sushi. Aqui deveria chamar-se terra do sushi. Comi ostra até. E hoje vou comer carneiro no Fogo de Chão (um restaurante caro e chic e não o carneiro no buraco do nosso honrado Interior).

Matei a saudade comendo o churrasco com queijo, ou filé com queijo nos butecos e padocas daqui. Que eu achava uma iguaria sem igual, mas que ficaram intragáveis ao contato das minhas , agora, sensíveis papilas.

Não bebi cerveja. Na verdade, surpreendentemente não bebi alcool algum! Talvez por não cruzar com amigos bebuns daqui. Todos ocupados em produzir os gêneros de consumo aos... enfim a quem quiser consumir.

Fui à nova Livraria Cultura na Paulista, que ficou um desbunde. Tentei ver um filme no Unibanco, no Bombril, mas o filme que eu queria não passava àquela hora. Andei naquela parte da Paulista com a Consolação, descendo a Paulista, esperando tremores e palpitações, mas nada!

E por fim, ví que devia fazer mais programas como esse, por que dei furada direto. Fiquei sem saber como tomar o lotação (microônibus), não sabia se pagava na saída como era antes. Agora sai pela porta de trás. Antes saia pela porta da frente, onde se entrava no carro... Sem falar na prozaica gafe o Metrô de se preparar para sair por uma porta quando se abre a outra. Ninguém fica olhando....

Daqui a pouco vou para a Rodô pegar o ônibus e já estou sabendo que a pista de alguma marginal está interditada, lentidão recorde na capital! Isso é despedir-se da metrópole com estilo!!!

SA

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