sábado, dezembro 29, 2007

2008 CHEGANDO E NÓS ESPERANDO.

Desculpa a ausência.
Administrando assuntos familiares de fim-de-ano, festas, presentes, estoques.
Resultado que não fiz festa nem participei de alguma.
Não dei presente e nem ganhei.
De estoque, comprei o básico: um porquinho, um franguinho e um boizinho para duas pessoas e meia, ou seja um pouquinho de cada.
Bebi uma garrafa de Concha Y Toro e uma long neck de cerveja. Ressalto que o vinho estou bebendo diluído em água e mel...
Recebi umas três ou quatro mensagens de natal recomendando paz e tranqüilidade, uma outra falava de calma. No grau etário dos meus auspiciosos 42 anos, é o que desejo.

Se me dissessem que meus 40 anos seriam assim, eu diria que disseram e eu acreditei.
Nada é mais forte que o poder hormonal e nada é mais forte do que a falta dele.
Com vinte anos reclamava dos músculos e dor nas costas. Com trinta não suportava som alto na vizinhança. Agora com 40, rezo por energia para poder trabalhar.
Não pense aqui que estou me achando velho.
Nada disso.
Já fui velho.
Hoje temo a invalidez. A fragilidade das células.

Mas há alguma vantagem em ter idade avançada. Tem-se um entendimento das coisas muito maior. Pode haver alguma inteligência precoce que desvende os mistérios revelados apenas pelo tempo.
Tenho informações sobre as mulheres que não posso usar. Lamento incrivelmente não ter tido esses conhecimentos quando era pivete.

O que eu faço com isso? Acho que vou escrever um manual de orientação sexual para adolescentes. Será que eles ainda lêem?
Na minha época li um ou dois desse manuais de orientação sexual. Comprei também um “método infalível para seduzir mulheres”, curso por correspondência. Aliás sou detetive particular: eu fiz o curso do Bechara Jalk! Curso por correspondência!


Bem, dos cursos aprendi que limpeza é fundamental. Não precisa ser bonito, mas o asseio é necessário.
Orientam a baixar a expectativa: “...há mulheres atraentes não só nas capas das revistas, mas nos caixas de supermercados e nas videolocadoras”.
Isso foi importante. Uma lição mal aprendida. Por ter alta expectativa, padrão elevado de preferências, perdi oportunidades maravilhosas. Quando tinha uma chance, uma boa oportunidade, empacava como qualquer adolescente de cara varada de espinhas.
A esse sábio ensinamento, acrescentaria: “quando uma não quer eu não bicarei”.
Como sofria! Como apaixonava! Como eu fixava em barca furada, meu deus! Por quê não partia para outra? Parecia um personagem de filme. A filmografia romântica é responsável pela educação sentimental do ocidente, com certeza. Nada é inocente, nada!

Mas falava em paz, tranqüilidade e calma...

Coisas que se deseja mas talvez não se obtém.
Esse finalzinho de 2007 foi...sangrento, não?
Só notícia chegando.
Humanidade frágil!
A única coisa que posso dizer é: desculpa, pessoal!
Às vezes se quer fazer as coisas de forma correta, por acreditar que de outra forma é incorreta. E tudo não passa de uma visão distorcida. Por isso, com 42 anos aprendi que muito pouco do que fiz foi correto e muito foi resultado de visão distorcida.

Para 2008, meu grande desafio será:
- levar tapa na cara e não revidar;
- apanhar e só então pensar se vale a pena revidar;
- passar longe de qualquer convocação para luta, combate etc.

Afinal, contato físico é sempre contato físico.

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