quarta-feira, outubro 24, 2007

OUTUBRO VÁ...

Finda o mês e estou quase acabando os trabalhos, quase me acabando.
Nunca trampei tanto na minha vida! Algo em torno de 42 apresentações!!! Calcule a média em 31 dias...
Amanhã ministro uma oficina e lá serão mais 16 horas de trabalho. Isso sem falar nas horas empreendidas na produção do espetáculo novo, no desenvolvimento de novos projetos, na prestação de contas, envio de documentação e alguma frustração na perda de um ou outro edital.
Nesses últimos dias andei por alguns lugares interessantes. Na regional do Pinheirinho, conheci umas pedagogas gentilíssimas, como a Sarita onde recondicionei meus conceitos educativos.
Em Balsa Nova, tem a Celeste que é uma sósia da Juliana Paz mais magrinha, psico-pedagoga da Secretaria de Educação, uma graça só. As crianças vinham para a Celeste e a enchiam de beijo e abraço. Pensei que era uma atitude usual, que ela era conhecida das crianças, mas ela confessou que nunca fora tão beijada na vida. Só estavam sendo gratas pelo teatro de bonecos. Com um japa estranho como eu, melhor é beijar a Juliana Paz, admito.
Balsa Nova não tem só beleza natural como a Celeste. Primeiro tem aquela serrinha que apóia São Luiz do Purunã, uma presença permanente na visão. Aos pés dessa cuesta espalham bosques, plantações de trigo e pequenas propriedades cheias de pequenos segredos.
Sabe que produzem queijo, vinho, vinho de jaboticaba, vinho de pêssego, vinho de uva, até; mas nunca se encontra os produtos.
Por todos os lugares se vê as pequenas parreiras e as ovelhas. Lugares como Campo do Meio, Rodeio São José, Bugre, São Caetano, lugarzinhos, bairrinhos com igrejinhas.
Há uma escola que parece sítio. Tudo aberto, ensolarado, crianças e professoras alegres. A diretora, a Tata, com um olhão verde e um barrigão de sete meses, linda, ficou com a gente o tempo todo, proseando, tricotando e atendendo uma situação ou outra.
Por lá tem a Itambé, a fábrica de cimento, que racha as montanhas e devolve cineminha e alguma obra de concreto para as vilas ao redor.
Tem a mina de ouro em algum lugar; que se chega meio marcando a hora, meio na clandestinidade.
E tudo isso apresentando o “Luvazine”, que eu não agüento mais fazer.

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