quinta-feira, agosto 02, 2007

O MUNDO TÁ UMA LOUUCURAA!!..

O Sergião queria que eu reeditasse as histórias da esquina da fama, no Água Verde. Só pra fazer jabá do último famoso daquele lugar o medalha de prata no boliche que é padeiro onde eu comprava coca-cola. Vê como o mundo está invertido? Você passa 18 anos num banco escolar para aprender que padaria é onde se faz pão, sapataria conserta sapato, mecânico conserta carro, bombeiro apaga incêndio.
Na verdade, padaria é pra comprar cigarro (como não fumo compro coca), sapataria eu passo em frente porque sapato velho se joga fora, bombeiro serve pra comer mulher famosa. Só o mecânico me mantém são o pouco raciocínio, por enquanto...

Mas aqui na Santa Felicidade, que ainda é Curitiba e portanto tem sua cota razoável de louquinho, tem também seus passa-tempos.
Estava na fila do Bradesco, tentando imaginar onde seria a famosa casa de swing da Santa Felicidade, quando vejo uma velhinha sendo instada pela caixa do banco a tomar seu lugar na fila. A velhinha tinha cabelos médios, lisos e tingidos de preto; tinha a pele branca e úmida; era gordinha e baixa. Como não sou curitibano, ofereci meu lugar na fila.
A velhinha soltou-se e começou a desfiar seu rosário de lamentos. Disse que sofrera um acidente e quase morrera. Respondi que não parecia e que ela, recuperada, podia sofrer outro acidente.
Disse que seu médico estava lá em cima, apontando para o céu... Eu olhei para o alto.
No começo fiquei com medo porque achei que ela sendo louca podia entrar em crise e partir para cima de mim; com louco é melhor não dar trela.

Devo ser louco também para falar essas coisas em público, para uma pessoa desconhecida.
Ela falou que teve um ataque epilético enquanto acendia o fogão, desmaiou e ficou sendo cozida pela boca acesa do fogão. Ficou queimada do abdômen até o rosto. A velhinha levantou a blusa para mostrar a pele queimada cicatrizada. Coisa feia!
No final era uma boa mulher e não me bateu.




Ficamos contando vantagem um para outro. Eu disse que perdera a mãe com câncer no fígado. Ela perdera 12 parentes para o câncer. Cheguei a citar o amigo escritor, mas ele não conta porque está vivo e se recuperando. Nem me deixou terminar de contar o drama do amigo: não tome meu tempo com essas trivialidades de gente se recuperando?
Somando minha mãe e um conhecido de Bauru que morreu de aids, perdi desgraçadamente da velhinha e seus 12 heróicos parentes.
Tive que apelar:
A senhora aí lutando! E tem gente com saúde que vive reclamando. Ah, ela se derreteu toda!

Que acidente da Gol!
Que acidente da TAM!
Que ponte que caiu?
Pinga de barril!!!




2 comentários:

Sergio disse...

Não esqueça do Giba, o Giba também, tiuô!

Jorge Miyashiro disse...

O Giba, o Beira-Mar, o Mia... A esquininha da fama é foda, cara!