terça-feira, julho 10, 2007

O Festival 01

O 16º Festival Espetacular de Teatro de Bonecos, aqui em Curitiba-PR, pode não ser o melhor, mas definitivamente não é o melhor. Espero que essa seja uma crítica construtiva. E sabe onde ocorre as melhores apresentações? Para mim é na lona do Circo montada na praça Santos Andrade. Aliás estou virando figura na praça. Já apresentei em dois aniversários da cidade e umas três vezes na lona. O povo assiste de graça os espetáculos. E é o povo que vai, uma galera que precisa de um teatro legal para se divertir e não tem grana sobrando, o que fazer? É Brasil! Coisa que não entra na minha cabeça é, já que meu cachet está pago, cobrar ingresso! E o ingresso está a R$6,00. Só que a criança não está só. Tem a mãe ou o pai, ou então a família toda. A coisa fica entre R$9,00 a R$12,00, R$15... é exponencial.
E me divirto um monte. Falo o que quero e o que não quero. E povão se diverte ainda mais com a língua preta do tio aqui.

O CABARÉ DOS QUASE-VIVOS

Cabaré que tenha visto foi ou nos filmes do Fassbinder, ou o Cabaret com a Liza Minelli. Tem que ver que sou velhinho. Essa é minha referência.
Pois o “Cabaré...” do Sobrevento se torna suporte para emissão de suas mensagens. A adesão do público é imediata. O público da periferia. Que dá duro, trampa e sabe do rigor que é tocar uma família com dois tostões. Não serve para o estudante universitário com carro estacionado ao lado do teatro José Maria Santos. Não dá. Esse aí vai torcer o biquinho, porque assiste Hermes e Renato, e quer bolsa de estudos na Holanda em design de moda. Acha que isso é dar duro. Montar um desfile e manter uma dieta de baixa caloria... Mas que vi um desses garotinhos deixar rolar uma lacrima furtiva, ah isso vi.
Por outro lado, o Sobrevento é digno de procurar e envolver profissionais de alto escalão. De buscar soluções inovadoras até o último instante. Aí está um dilema, porque esse último instante precioso deveria ser reservado para o ócio. Onde eclodem as melhores idéias. Sem o ócio isso não ocorre. E o Sobrevento é trampalcoólico crônico. É flagrante a tensão de trabalho deles durante a peça.

2 comentários:

Joba Tridente disse...

Que fazer?
Se a fila não anda
Com certeza também não fica
Aí, é claro, desanda!
Na folia dos mesmos
Ou na falta verdadeira dela
Quem tem tempo espera
Quem não se desespera
Vê o sol nascer cada dia num lugar
Ah, é sempre bom a gente manter
o fio (também da vida) meio frouxo!

Jorge Miyashiro disse...

Eh, Joba!
voltou inspirado do litoral!
Estava com saudades de ti, migão.
bração do mia!!!!