quinta-feira, julho 05, 2007

MANUAL DE AUTO-AJUDA

Ah...
Que vida malvada!
O que tenho para dizer aos amigos que: está corrida!
Que coisa mais tediosa! “Corrida”!
Correndo perco o sabor, estou sem paladar. É terrível. Quero engolir uma costela inteira. Afundar num pote de doce de leite. Porque não sinto o sabor da comida. Estou com fome de sabor.

Tenho fome de leitura, aventura, de quadrinho, de filme...tudo está insípido. E só aparece trabalho, e o dinheiro é insuficiente por isso preciso fazer aparecer mais trabalho...

Ontem estava apresentando numa escola legal, com professoras e diretora legais, criançada legal; ou seja tudo para ser uma ótima apresentação. Sobre a caixa de som ponho bonecos, e uma garrafa de água com a tampa meio rosqueada. A garrafa fica sempre numa posição que não atrapalha os movimentos, mas desta vez ela estava no meio do caminho entre a mão e os bonecos. Eu olhava para a garrafa e pensava. Ela está atrapalhando. No final ela caiu e fez pifar a caixa de som. Por que não tirei a garrafa? Tive que encerrar a apresentação. Além disso a caixa foi para a oficina e semana que vem tem uma agenda de apresentações; pânico, panic at the theater!
Bom, tudo se resolve.
Mas é o computador de bordo avisando que tem que desacelerar. Talvez faça uma meditação para corrigir o PH mental. Os monges tibetanos tem alguns métodos para fazer isso, dar um freio nos caras que estão ambiciosos demais. Fazê-los encarar a morte. Eles põe o cara para limpar cemitérios, trampar em matadouros. Havia um que fez uma espécie de post fix para sempre lembrar que a vida tem agenda curta: amarrou um crânio acima da orelha! Andava o dia inteiro com aquela caveira sobre a cabeça! Inesquecível!

Realmente, não foi para isso que escolhi esse trabalho. Não foi para falar para todo mundo que “ávida está uma correria”. Principalmente se não se deseja que ela chegue ao inevitável destino antes da hora.

Nenhum comentário: